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Guia dos Trouxas para Harry Potter/Livros/A Pedra Filosofal/Capítulo 1

Origem: Wikilivros, livros abertos por um mundo aberto.

spoiler[editar | editar código-fonte]

Aviso: Seguem detalhes do enredo.

Sinopse[editar | editar código-fonte]

O Sr. e a Sra. Dursley, da Rua dos Alfeneiros, número quatro, se orgulhavam de dizer que eram perfeitamente normais, muito bem, obrigado. Eram as últimas pessoas no mundo que se esperaria que se metessem em alguma coisa estranha ou misteriosa, porque simplesmente não compactuavam com esse tipo de bobagem. Sr. Dursley era diretor de uma firma chamada Grunnings, que fazia perfurações. Era um homem alto e corpulento quase sem pescoço, embora tivesse enormes bigodes. Sra. Dursley era loura e tinha um pescoço quase duas vezes mais comprido que o normal o que era muito útil porque ela passava grande parte do tempo espichando-o por cima da cerca do jardim para espiar os vizinhos. Os Dursleys tinham um filho pequeno chamado Duda e em sua opinião não havia garoto melhor em nenhum lugar do mundo. Vernon Dursley percebe coisas estranhas no seu caminho para o trabalho: um gato na Rua dos Alfeneiros parece estar lendo um mapa, e pessoas usando vestes coloridas estão andando pelas ruas. O Sr. Dursley tenta ignorar essas estranhezas, mas durante o intervalo para o almoço, ele vê mais gente estranhamente vestida. Ele ouve alguma coisa a respeito dos Potters e de seu filho, Harry; um deles até para o Sr. Dursley, dizendo que ele deveria se alegrar porque “Você-Sabe-Quem” tinha ido embora. Tudo isso lembrava a Vernon que os Dursleys tinham um vergonhoso segredo e, por isso fingiam que os Potters nunca tinham existido. Chegando em casa, o Sr. Dursley ouve no noticiário da TV sobre chuvas de estrelas e corujas voando à luz do dia. Antes ele estava sem a menor vontade de conversar sobre os Potters com sua esposa, Petunia, e finalmente percebe que o nome de seu sobrinho é Harry. Vernon Dursley dorme mal.


Mais tarde na mesma noite, uma figura misteriosa aparece na Rua dos Alfeneiros, Albus Dumbledore, um bruxo, usa um objeto chamado Apagueiro para apagar todas as lâmpadas da rua. Dumbledore fala com o gato, que se transforma numa bruxa chamada Professora McGonagall. Eles conversam sobre como as comemorações recentes deixaram os "Trouxas" curiosos. Dumbledore confirma que James e Lily Potter foram mortos na noite anterior (31 de outubro) pelo bruxo das trevas, Lord Voldemort.Ele também tentou matar o filho de deles de um ano de idade, Harry, que, de alguma forma sobreviveu causando a morte do bruxo das trevas. Voldemort é sempre chamado de Você-Sabe-Quem por todos aqueles que temem falar seu nome. Harry, de acordo com Dumbledore, está sendo trazido para a Rua dos Alfeneiros por alguém chamado Hagrid.

Logo depois, o gigantesco Hagrid chega, numa moto voadora com um bebê embrulhado em cobertores, seguro em seu braço. Dumbledore coloca a criança na soleira da porta do número quatro com uma carta endereçada à Petúnia Dursley. McGonagall fica penalizada que o bebê Harry, uma celebridade instantânea, tenha que passar sua infância com aquele tipo de pessoas. Hagrid monta novamente na motocicleta, McGonagall volta a se transformar em gato, e Dumbledore coloca as luzes de volta nos postes; todos os três partem silenciosamente.

Análise[editar | editar código-fonte]

Harry Potter entra na história quando é trazido para uma família aparentemente normal na Grã-Bretanha. Não apenas são normais, comuns, chatos e avessos a qualquer coisa sequer remotamente fora do comum em suas vidas rotineiras e maçantes, embora exista uma razão especial para que se comportem dessa forma. Apenas, aos poucos, os leitores começam a compreender que um mundo mágico, povoado por bruxas e magos secretamente exista em paralelo com os humanos não mágicos, conhecidos como Trouxas. Os personagens estranhos andando pelas ruas vestidos com roupas que parecem estrangeiros são a primeira pista para essa sociedade secreta. Pouco é revelado sobre o acontecimento recente, embora ele tenha vazado para o mundo dos Trouxas causando uma atividade digna de nota. A cicatriz na testa do bebê Harry será certamente a última recordação dos eventos sinistros que ocorreram, deixando como resultado, uma criança órfã. As ações de Dumbledore, McGonagall e Hagrid nos levam a acreditar que Harry é muito mais especial que um simples órfão necessitado de um lar, embora muito pouco seja explicado aqui. E embora o Professor Dumbledore tenha deixado uma carta com a criança, presumivelmente explicando tudo para os Dursleys, seja lá qual for a informação que ela contêm, por enquanto não é partilhada com os leitores. Nós assim como Harry, vamos descobrir o que vai acontecendo e aprendendo sobre esse mundo marcante e escondido pouco a pouco, ainda que o título do capítulo O Menino que Sobreviveu, junto com a cicatriz no bebê Harry, indiquem que ele deve ter passado por uma experiência quase fatal. Julgando o comportamento de Vernon Dursley, ele talvez saiba mais sobre esse mundo escondido do que os leitores incialmente foram levados a crer.

A conversa entre Minerva McGonagall e Albus Dumbledore nesse capítulo é escrita de modo a mostrar algumas informações para o leitor sem, no entanto, explicar demais. Um dos princípios da escrita é “mostrar, não contar”, o que torna difícil perceber os bastidores da história necessários para a sua compreensão. Especialmente, precisamos saber da existência de Voldemort e da sua queda, e ficamos sabendo disso através do diálogo dos personagens. Também precisamos saber que há uma razão para Dumbledore colocar Harry com seus parentes, e a conversa é preparada para nos informar que há uma razão, mas ainda não é explicada.

Além de tudo, a conversa deixa claro o caráter de ambos, McGonagall e Dumbledore e o relacionamento entre eles, como diretor e sua assistente de confiança. O leitor pode fazer bom proveito estudando essa pequena interação e tudo o que ela ensina. Outros comentários demonstram que a autora usa muito bem o que é chamado em escrita, de set-up and pay-off isto é, criando uma situação e de repente a resolvendo. Algumas vezes o set-up and pay-off está em um simples capítulo, outras vezes essa técnica se espalha por diversos capítulos e até por diversos livros. Esse capítulo, de fato, é um exemplo de set-up (a lista de coisas estranhas que ocorrem na vizinhança dos Dursleys, e a descoberta de que elas estão ligadas à família Dursley) e o pay-off ( revelação da razão para os acontecimentos e a chegada da criança, Harry). Os leitores devem examinar o trabalho feito com essa técnica de set-ups and pay-offs, e determina como isso aumenta o poder que o livro e a série têm sobre o leitor. Devemos chamar atenção para o fato de que a técnica set-up and pay-off é um instrumento usado para os roteiros na indústria do cinema, os filmes Harry Potter não são tão ricos nessa técnica como os livros; achamos que isso ocorreu porque, para transformar um livro num filme de duas horas é preciso descartar muito material. Para manter apenas os elementos necessários com lógica, alguns detalhes menos importantes tiveram que ser abandonados.

Vamos aprender sobre o Mundo Mágico através dos olhos de Harry: em toda a série há somente cinco capítulos, incluindo este, que foram escritos de fora do ponto de vista de Harry. Esses capítulos estão em cada livro, no início, e dão ao leitor informações que ainda são desconhecidas para Harry. Os outros capítulos são: O Cálice de Fogo Capítulo 1, O Enigma do Príncipe Capítulo 1 e 2 e As Relíquias da Morte Capítulo 1. Essas são as únicas vezes em que os leitores recebem informações que não possui. Em geral apenas vemos situações quando e como Harry as vivência.

As evidências indicam que Harry nasceu em 31 de julho de 1980 e ficou órfão em 31 de Outubro, 1981Dia das Bruxas a noite — quando ele tinha um ano e três meses de idade. Os críticos apontam que não há nenhuma festividade tipo “gostosuras ou travessuras” na Rua dos Alfeneiros nesta noite, mas deve ser mencionado que nós nunca vimos a Rua dos Alfeneiros num dia 31 de outubro; é dia 1º de novembro quando Vernon Dursley sai para trabalhar, e mais tarde nesta mesma noite Dumbledore, McGonagall, e Hagrid chegam.

As evidências também sugerem que há um dia entre a chegada de Harry à Rua dos Alfeneiros e o dia em que seus pais morreram; Harry ficou órfão no dia 31 de outubro de 1981, e a história começa com Vernon Dursley saindo para trabalhar na manhã de 1º de novembro. Isso gerou especulação entre os leitores; há uma confusão de datas, ou esse dia perdido foi colocado de propósito pela autora? Muitos leitores acreditavam que os acontecimentos durante esse dia poderiam ser importantes, talvez mesmo essenciais, para os eventos do sétimo livro.

Há também uma contradição: 1º de novembro de 1981 era, na realidade, um domingo, e o livro diz que esse dia era terça-feira. Há alguns pequenos conflitos desse tipo durante a série. Esses erros ou equívocos não fazem a menor diferença na história, portanto, embora sejam mencionados, eles o são apenas como curiosidade, e não como algo com que os leitores devem se preocupar.

Os leitores também devem observar os noticiários da TV a respeito de corujas sendo vistas voando de dia. Isto é a primeira referência ao sistema postal do mundo Mágico. A morte de Voldemort com certeza deu origem a uma imensa correspondência mágica, carregada por corujas, que foi percebida pelos Trouxas.

Perguntas[editar | editar código-fonte]

Revisão[editar | editar código-fonte]

  1. Por que os Dursleys acham que ser parente da família Potter é um “segredo vergonhoso”?
  2. Quem são as pessoas de capas que o Sr. Dursley vê nas ruas?
  3. Quem era, exatamente o gato na Rua dos Alfeneiros?
  4. Quem pode ser Você-Sabe-Quem? Por que essa pessoa não é mencionada pelo seu nome próprio?

Estudos Adicionais[editar | editar código-fonte]

  1. Por que Dumbledore acredita que as comemorações podem ser prematuras?
  2. Como os pais de Harry morreram?
  3. Por que Harry foi deixado com os Dursleys ao invés de ficar com uma família do mundo mágico?
  4. Por que McGonagall parecia preocupada com o fato de Harry ser criado pelos Dursleys?


Visão Completa[editar | editar código-fonte]

Spoiler[editar | editar código-fonte]

Aviso aos leitores de nível intermediário: Seguem detalhes que vocês podem não querer ler em seu nível atual de leitura.

A estrutura essencial que vai seguir através da série é desenhada aqui: o contraste entre o mundo Mágico e o mais comum, mundo dos Trouxas. O contraste entre esses dois mundos, Trouxas e Mágico, é um tema recorrente visto através de toda série – preconceito, suspeita e intolerância com relação a qualquer pessoa ou qualquer coisa diferente de nós mesmos. Vernon e sua esposa Petunia, representam a grande divisão que existe entre os mundos, mágico e não mágico. Seu medo constante, desdém e hostilidade com relação ao mundo de Harry nos mostram como a maior parte dos Trouxas de fato reagiria, se soubesse que os magos existem, embora essas duas populações diferentes ocasionalmente se esbarrassem. E, como será visto mais adiante, esses medos e preconceitos também existam na sociedade mágica.

Albus Dumbledore é a antítese de Vernon Dursley, e cada um desses homens será a figura representativa de seu respectivo mundo. Enquanto Dumbledore, um bruxo poderoso, é excêntrico, imprevisível e divertido, o azedo Trouxa, Vernon, é convencional, controlado demais e sem graça. Os eventos específicos que resultaram no fato de Harry ficar órfão, ao invés de serem revelados nesse capítulo, são gradualmente desvendados através da série. Eles são incluídos aqui como referência.

Após ouvir parcialmente uma profecia o ligando à Harry Potter, o bruxo das trevas [Guia dos Trouxas para Harry Potter/Personagens/Lord Voldemort|Lord Voldemort]], avisado por um informante, localizou os pais bruxos de Harry, Lily e James Potter. Voldemort atacou a casa dos Potter em Godric's Hollow, um vilarejo, matando James antes de Lily e Harry poderem escapar. Lily também foi morta, seus apelos para que poupasse sua vida e a de seu filho, foram ignorados sem piedade. Voldemort então lançou uma maldição letal em Harry que ricocheteou na criança atingindo fatalmente Voldemort.

Durante seu primeiro ano em Hogwarts, ele encontra Voldemort desencarnado, que afirma que a mãe de Harry não precisava ter morrido. Foi o sacrifício de Lily na tentativa de salvar Harry que criou a magia protetora muito antiga, fazendo com que a mortal maldição ricocheteasse em Harry e voltasse para Voldemort. Essa ocorrência formou uma conexão ainda desconhecida entre atacante e vítima, durante a qual os poderes de Voldemort foram parcialmente transferidos para a criança, deixando uma cicatriz no formato de um raio na testa de Harry. A proteção que Lily deu ao filho – e que mais tarde Albus Dumbledore explica como o seu amor por Harry – destruiu o corpo físico de Voldemort e o teria matado por completo, se não fosse a magia negra que ele havia usado previamente para dividir sua alma em pedaços chamados Horcruxes. A queda de Voldemort transforma Harry numa pessoa famosa no mundo mágico, aclamado como um herói e sendo a única pessoa que sobreviveu a uma maldição de morte.

É muito possível que o feitiço Fidelius que deveria proteger os Potters de Voldemort, ainda estivesse ativo e Hagrid não conseguisse, portanto, encontrar a casa deles, até que uma pessoa que soubesse o segredo da localização dos Potters chegasse à cena. Podemos afirmar com certeza que Sirius Black como um dos amigos mais próximos de James, era uma dessas pessoas. Sirius diz em Harry Potter e O Prisioneiro de Azkaban “que ele viu os corpos e a casa destruída”, portanto ele deveria saber do segredo através de Peter Pettigrew (que nós vamos encontrar no o terceiro livro), provavelmente à pedido do próprio James Potter.

Já foi especulado que Hagrid não poderia entrar nas ruínas da casa para recuperar Harry, e poderia ter sido Black quem removeu Harry dos destroços e o entregou para Hagrid levá-lo até Little Whinging. No entanto, Hagrid diz no Capítulo 4, que ele tirou Harry dos destroços, portanto temos que Hagrid também era fiel do segredo, ou talvez que, o Feitiço Fidelius acaba automaticamente quando o segredo que foi designado para proteger (nesse caso o paradeiro de Lily e James) não existe mais. Podemos especular sobre isso, mas como, a casa está aparentemente visível para todos os bruxos o sétimo livro, é mais provável que o feitiço tenha acabado com a morte de Lily, mesmo que o bebê Harry tenha ficado vivo; ou logo após tirarem Harry da casa.

Não há dúvidas sobre a expressão “a casa estava praticamente destruída” usada nesse capítulo, e os termos similares como “destruição”, “ruínas”, “detritos” foram usados para descrever a casa dos Potter após os eventos de 31 de outubro. Depois nós descobrimos que a destruição ocorreu apenas no quarto de Harry, onde Lily foi morta e Harry estava dormindo. Vamos ver mais tarde que as maldições, quando erram o alvo, causam destruição; mas a Maldição Mortal não afeta objetos, apenas pessoas, e portanto não deixa destroços se acerta o alvo.

Nas outras duas ocasiões quando uma maldição mortal ricocheteou, em na Floresta Proibida e no Grande Salão durante a batalha final, não houve explosões ou destruição de outras coisas além de Voldemort. Já foi dito que esses dois casos foram diferentes, no primeiro, Voldemort não foi completamente atingido pela força do ricochete e em ambos os casos porque a varinha que Voldemort estava usando não era a dele próprio. Existem teorias que dizem que a destruição ocorreu quando a maldição ricocheteou por causa das recordações de Voldemort sobre esse evento, quando ele lembra que teve que fugir dos destroços do ataque falhado, mas como ele havia sido praticamente morto pela sua própria maldição, é possível que os destroços em questão tinham sido apenas restos na sua própria mente. Houve muita especulação antes do lançamento do sétimo livro, que a casa havia sido destruída no encontro de Voldemort com James. As lembranças de Voldemort sobre esse evento, revelam que o “duelo” com James não causou estragos na casa.

Da mesma forma, Voldemort atacando Lily não causou nenhuma destruição na casa, portanto qualquer dano que tenha ocorrido deve ter sido quando Voldemort tentou matar Harry ou logo depois. Portanto, logo a seguir ao ataque de Voldemort sobre Harry, a casa estava de pé (talvez com um enorme buraco no segundo andar) e três corpos. Além disso, em Harry Potter e o Cálice de Fogo, Voldemort recupera sua varinha original, e nos leva a concluir que alguém acompanhou Voldemort, foi testemunha de sua queda, recuperou sua varinha (e talvez escondeu seu corpo), e provavelmente destruiu a casa. É possível que tenha sido um ato de vingança ou frustração, mas quem quer que tenha feito isso deixou Harry intocado, talvez com medo de que seja lá o que fosse que derrubara Voldemort, poderia matar qualquer um que atacasse Harry. Como foi Pettigrew que devolveu a varinha para Voldemort, é fácil concluir que Pettigrew foi o terceiro personagem desconhecido. Através da personalidade de Pettigrew, revelada nos últimos livros, podemos esperar que, se ele seguiu Voldemort até a casa e encontrou seu corpo, ele ficaria apavorado o suficiente para fazer qualquer coisa, exceto fugir dali o mais rápido possível, inclusive explodir a parede fazendo um buraco de modo a escapar da proximidade de Harry. O fato de Voldemort, em suas lembranças daquela noite como é visto no sétimo livro, não lembrar de Pettigrew acompanhá-lo, não é conclusivo. Voldemort em geral presta muito pouca atenção aos seus servidores a menos que eles falhem com ele ou estejam em seu caminho.

Hagrid ter visto a destruição e ter tirado Harry da casa, indicam que Hagrid era confiável bastante para ser o fiel do segredo do paradeiro dos Potters. Embora isso não seja mencionado, é possível que Hagrid seja já nessa época, o “Guardião das Chaves e dos Terrenos” de Hogwarts. Descobriremos isso mais tarde, quando Harry entra em Hogwarts, Hagrid tem por volta de 60 anos; portanto, quando James e Lily entram em Hogwarts, ele deveria ter 40, e com certeza manteve esse posto por muitos anos; é possível que Dumbledore o tenha colocado nesse trabalho quando ele foi expulso de Hogwarts, no seu terceiro ano com a idade de 14 anos. Harry confia em Hagrid profundamente; não é nada demais dizer que James também confiava nele esse tanto. Também é digno de nota: a moto voadora na qual Hagrid chega pertence ao padrinho de Harry, Sirius Black, que foi falsamente acusado e depois preso pelas mortes dos Potter, de Peter Pettigrew e de doze Trouxas. Embora Sirius seja mencionado aqui, ele só aparece no terceiro livro.


Conexões[editar | editar código-fonte]

Uma das características dessa série de livros que a torna tão interessante é a conexão entre cada um dos livros; personagens ou objetos que aparecem num livro são comentados em outro. Isso indica que todos os sete livros foram exaustivamente planejados antes que a primeira linha do primeiro livro fosse escrita. No intuito de esclarecer as áreas onde existem conexões, muitos capítulos contêm a seção Conexões, como esta. Nessa seção, os personagens e coisas que são ligados desde os primeiros aos últimos livros, ou ao mesmo livro serão detalhados. Esse primeiro capítulo da história, é claro define o enredo todo, com suas menções ao maléfico Voldemort, nosso herói Harry que sobreviveu ao seu ataque, seus parentes Dursleys e o mundo Mágico. No entanto, certos itens específicos, irão reaparecer mais tarde em nossa história e serão assim mencionados: