Guia dos Trouxas para Harry Potter/Lugares/Rua dos Alfeneiros

Origem: Wikilivros, livros abertos por um mundo aberto.
Saltar para a navegação Saltar para a pesquisa


Número 4, Rua dos Alfeneiros
  • localização = Little Whinging, Surrey
  • residentes permanentes = Harry Potter, Vernon Dursley, Petunia Dursley e Dudley Dursley
  • Aparece pela Primeira Vez = A Pedra Filosofal

Visão Geral[editar | editar código-fonte]

O Número 4 Rua dos Alfeneiros é uma casa bem comum numa rua bem comum, num subúrbio fictício de Surrey, chamado Little Whinging, onde Harry Potter vive com os Dursleys, seus bem comuns tios e primo.

Descrição Estendida[editar | editar código-fonte]

Spoiler[editar | editar código-fonte]

Aviso aos Iniciantes: Seguem detalhes que vocês podem não querer ler em seu nível atual de leitura.

Quando Harry foi deixado na soleira da casa de Número 4 da Rua dos Alfeneiros, após ficar órfão, a Professora McGonagall protesta, dizendo que os residentes naquela casa eram “o pior tipo de Trouxas”. Isso era aparentemente uma reclamação muito válida; quando nós encontramos Harry, dez anos depois, ele vive num armário debaixo da escada. Logo, ele começa a receber cartas (livro 1, capitulo 3) da escola de Hogwarts, endereçadas ao seu “armário debaixo da escada”. Numa tentativa de evitar futuras cartas, ou talvez uma reação dos estranhos que parecem saber como Harry é tratado, sua tia e seu tio mudam o quarto dele para o segundo quarto de Dudley, onde ele guarda seus presentes extras e quebrados. Durante o resto da série, Harry fica com esse quarto enquanto ainda vive com os Dursleys.

Harry fica trancado nesse quarto algumas vezes, assim como ficava no armário debaixo da escada no início, chegando até, no livro A Câmara Secreta, capitulo 2, a ter grades na janela. Harry até aprende a abrir fechaduras sem usar magia, assim conseguindo um pouco de liberdade dentro de casa por si mesmo, embora ficasse trancado no seu quarto quando precisava; ele inclusive conseguiu arrumar um esconderijo debaixo do piso do quarto, onde esconde os presentes dados por Ron, Hermione e Hagrid, e alguns objetos mágicos.

Muitas vezes ouvimos que outros bruxos desejavam oferecer a Harry uma casa permanente, tirando-o da abusiva e odiada família Dursley, mas foram sempre impedidos por Dumbledore, que sempre dizia que ele tinha suas razões para manter Harry nos Dursleys.

Análise[editar | editar código-fonte]

A natureza comum e não mágica da casa da Rua dos Alfeneiros é repetida através da série. Isso reflete a visão dos Dursleys sobre magia, que não pode ser tolerada, não pode ser permitida. Até mesmo a lareira da sala de estar, que foi usada para queimar as cartas endereçadas a Harry, foi emparedada no quarto livro, no local eles colocaram uma lareira elétrica na parede. É possível que a dança do fogo de verdade pudesse aborrecer os Dursleys, mas é mais provável que fosse uma reação às cartas que chegavam pela chaminé no primeiro livro. Toda essa coisa quadrada, essa rigidez, fazem um contraste evidente com a divertida construção mágica, empilhada que é a Toca, o local favorito de Harry para estar (talvez, além de Hogwarts).

É mencionado de passage, que a casa da Rua dos Alfeneiros possui quatro quartos; um para visitas (em geral a irmã do tio Vernon, Marge). Inicialmente, um dos outros é para Vernon e Petunia, um para Dudley e o último e menorzinho para os brinquedos quebrados e abandonados de Dudley. Depois da primeira carta, quando fica claro que alguém sabe que Harry dorme debaixo da escada, Harry passa para o segundo quarto de Dudley. Acreditamos que essa mudança só foi feita para “manter as aparências”, para que, quem quer que seja, que esteja mandando as cartas acredite que os Dursleys não estão maltratando Harry.

Aqui vamos comentar o nome do bairro, Little Whinging, que é muito apropriado, embora não o seja para quem não fala inglês. Whinging é como diríamos "whining," (choramingo, gemeção, lamúria) e Dudley faz um bocado disso, pelo menos no primeiro livro.


Perguntas[editar | editar código-fonte]

Spoiler[editar | editar código-fonte]

Aviso aos leitores de nível intermediário: Seguem detalhes que vocês podem não querer ler em seu nível atual de leitura.

Visão Completa[editar | editar código-fonte]

Harry detesta completamente o tempo que ele passa na Rua dos Alfeneiros; ele preferia, claro, estar morando com bruxos. No entanto a proteção que ele recebeu com a morte de sua mãe, quando ela estava tentando salvá-lo de Lord Voldemort, só permanecerá enquanto houver um lugar que ele possa chamar de lar, que seja possuído e ocupado por alguém de seu próprio sangue – nesse caso, Petunia, a irmã de sua mãe.

Harry não fica sabendo disso até bem tarde na série, e mesmo compreendendo a necessidade disso, ele não consegue melhorar seus sentimentos de estar obrigado naquela casa. Essa proteção termina quando ele faz dezessete anos, o que acontece no início de As Relíquias da Morte; agora ele corre perigo em qualquer lugar, portanto não há necessidade de voltar à Rua dos Alfeneiros e ele fica profundamente grato por isso.


Vale a pena especular um ponto nesse caso, é a razão pela qual a Ordem da Fênix achou necessário remover a família Dursley da Rua dos Alfeneiros quando Harry chegou à maioridade. Com certeza não sendo mais a casa de Harry, a família Dursley não teria nenhum interesse para Voldemort e seus capangas, exceto talvez, por uma vingança. Então, por que remover os Dursleys? Dumbledore comenta que reforçou a magia de proteção que era baseada nos feitiços mais antigos, mas não deu mais detalhes. É possível que o reforço aplicado tenha sido, de fato, uma extensão da proteção do feitiço aplicado para cobrir Petunia e os outros membros da família dela, proteção eu terminaria com a maioridade de Harry. Dumbledore sabendo bem como Voldemort tende a ser vingativo contra aqueles que estiveram em seu caminho, e o fato de Petunia estar viva protegeu Harry dele. Além disso, Moody e a Ordem esperam que a casa de Harry fique sob ataque assim que ele for embora, e estão agindo para proteger a família Dursley dos danos causados por feitiços que erram os alvos.

Embora fosse possível apenas ter a casa como um inexplicado bastião de “normalidade” forçada e vida não mágica, a autora aproveitou para explicar porque Petunia fez um esforço tão grande, para negar qualquer influência mágica em sua vida familiar. No livro A Pedra Filosofal, capitulo4, ouvimos Petunia falar com ciúmes das habilidades mágicas de sua irmã Lily. Isso parece ser o suficiente, uma vez que mais tarde vemos o comportamento obsessivo de Petunia, refletido especialmente no seu ritual noturno (O Enigma do Príncipe capitulo3) de limpar a cozinha. Mais tarde em As Relíquias da Morte, capitulo 33, descobrimos que Petunia fez testes para Hogwarts mas foi recusada. Por causa dessa rejeição pelo mundo mágico, Petunia por sua vez, rejeitou tudo que tivesse relação com magia, o que explica muito bem as ações de Petunia.