Astronomia mirim/Imprimir

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Índice

Capa


Foto tirada no ESO Very Large Telescope no Chile. A filha do astrônomo Julien Girard, Maëlle na perspectiva da foto torna o enorme telescópio um brinquedo.



Astronomia Mirim

Prefácio

Universum.jpg

Astronomia Mirim é um livro para introduzir o estudo da astronomia.

Ele é amplamente ilustrado para aumentar a motivação.

Os textos utilizados são curtos, mesmo com prejuízo de detalhes.

O vocabulário é simples e usa bastante comparações com fatos da realidade cotidiana para facilitar a compreensão.

O livro segue uma didática começando com os objetos mais próximos, visíveis e concretos (como o Sol e a Lua), até alcançar os mais distantes e abstratos (como galáxias e expansão do universo).


Introdução

Planetas do Sistema Solar

Introdução[editar | editar código-fonte]

O Wikijunior oferece às crianças um livro sobre o Sistema Solar.

O espaço exterior talvez seja a fronteira final para a humanidade.

Mesmo que os objetos do Sistema Solar pareçam bolinhas pequeninas vistos da Terra, nossos vizinhos celestes são muito importantes e devemos aprender mais sobre eles.

Quando você crescer poderá ser um astronauta e viajar pelo espaço e poderá querer saber mais, agora, sobre o Sistema Solar. E mesmo que você não viaje pelo espaço, no futuro, quem sabe, será um astrônomo ou terá outra profissão ligada ao espaço?

Também, caso encontre alguém como um estudioso, um cientista, você não vai querer parecer ignorante!

A importância de aprender sobre o Sistema Solar fez com que muitos colaboradores do Wikijúnior doassem seu tempo e seus conhecimentos para criar esse livro lindo e informativo.

Esse livro em português é uma tradução do original: Wikijunior:Solar System. *[1]

Estudando o Sistema Solar[editar | editar código-fonte]

Os cientistas estão sempre explorando o Universo. Seja em coisas tão pequeninas, como células de plantas e animais, ou coisas imensas como o Sistema Solar ou uma Galáxia, tem sempre coisas que muitos cientistas não sabem.

Os cientistas que estudam o espaço são chamados de Astrônomos ou Astrofísicos.

Eles exploram o Sistema Solar de duas formas. Astrônomos o fazem observando os corpos celestes através de telescópios, enquanto os Astrofísicos (uma classe especial de astrônomos) tentam explicar os fenômenos observados usando a física, como o nome sugere, e criam teorias sobre o que ainda não foi visto ou ainda é desconhecido.

Os telescópios foram inventados no início dos anos 1600 na Europa, e permitiram aos cientistas curiosos como Galileu Galilei, ver coisas distantes bem de perto e ver detalhes do Sistema Solar e do Universo, como nunca ninguém tinha visto antes.

Usando o telescópio, Galileu foi a primeira pessoa a ver os anéis em volta de Saturno, e fazer um desenho bem detalhado da Lua. Ele também viu as luas maiores de Júpiter, algumas vezes chamadas de Luas de Galileu, e viu manchas no Sol.

comparação entre os planetas do Sistema Solar

Os telescópios na Terra e no espaço ainda são usados para explorar o Sistema Solar. Há diversos tipos de telescópios. Os mais comuns são os telescópios ópticos, como o de Galileu (óptico significa relativo à luz, é o que esses telescópios vêm).

Há os radio telescópios, que usam as ondas de rádio do espaço exterior (as ondas de rádio ocorrem naturalmente; elas não têm que ser emitidas por humanos).

Até os anos 1950, os humanos estavam limitados a explorar o Sistema Solar baseados no solo. No entanto, em 1957 a União Soviética (que agora é a Rússia e diversos outros países) lançaram o primeiro satélite, o Sputnik 1. Daí em diante, os humanos têm lançado veículos no espaço para explorar o Sistema Solar – alguns tripulados (por pessoas) e outros não tripulados.

Agora, a humanidade está explorando o Sistema Solar com sondas que vão aos planetas, luas e até saem do Sistema Solar, numa viagem sem fim.

As sondas enviam de volta para Terra, informações que os cientistas estudam e pesquisam para descobrir mais. A cada ano, os cientistas estão aprendendo mais sobre o Sistema Solar e nós também, através deles. Algumas vezes, as coisas que eles descobrem são muito parecidas com o que temos na Terra, outras vezes são muito estranhas. Mas, assim aprendemos mais sobre nossa Terra, sua história e seus vizinhos.

Como é medido o Sistema Solar?[editar | editar código-fonte]

É importante que os cientistas usem as medidas para dizer o quanto é grande, o quanto é quente ou frio, ou quão longe está um objeto. Em ciência as pessoas usam o sistema métrico, que é chamado assim porque sua unidade básica é o metro.

Distância, comprimento/largura[editar | editar código-fonte]

Para indicação de medidas, o quanto distante está uma coisa, ou seu comprimento ou largura, os cientistas usam quilômetros ou metros. São unidades do sistema métrico (um quilometro tem 1000 metros. Quilômetros são abreviados km e metros m.

Uma vez que as distâncias fora da Terra são imensas, os cientistas também inventaram novas unidades de medida, para ficar mais fácil medir as distâncias enormes no espaço.

Eles inventaram a Astronomical unit (㍳) (em português Unidade Astronomica) que equivale a 149 597 871 km. Uma Unidade Astronômica tem a distância aproximada entre a Terra e o Sol.

vista da Terra com a Via Láctea ao fundo

Massa[editar | editar código-fonte]

Para medir o quanto uma coisa é grande, os cientistas usam massa de um objeto em quilogramas ou gramas. Há 1000 gramas (g) em um quilogramas (kg). Os cientistas não usam peso, porque peso é uma medida que significa o quanto a gravidade está empurrando um objeto. A massa é a mesma onde quer que você esteja no Sistema Solar porque essa é a medida do quanto uma coisa é composta. O peso varia porque a quantidade de gravidade varia de local para local.

Na Terra, a massa e o peso são a mesma coisa. Se você pesa 30kg na Terra sua massa é 30kg. Se você estiver flutuando no espaço, seu peso será 0kg, mas sua massa continua sendo 30kg. Você ainda é feito da mesma quantidade de matéria.

Temperatura[editar | editar código-fonte]

Temperatura é uma referência numérica, numa escala de graus, de quanto é quente ou o quanto é frio. Nós medimos a temperatura em graus Celsius (°C), o pequeno círculo significa grau. Em outros países medem a temperatura em graus Fahrenheit (°F).

Mas, os cientistas, em especial os astrônomos usam graus Kelvin (K sem o º). Não use o Celsius ou Fahrenheit para temperaturas em astronomia!

Obrigado e aproveitem o livro!

O Universo

Todos acham que o universo não tem fim. Por mais pesquisas e estudos que os astrônomos e os astrofísicos façam ninguém ainda descobriu o tamanho do universo.


O Universo e seus componentes

O Universo é tão complicado que fica muito difícil arranjar uma explicação legal para ele.

O Universo possui bilhões de galáxias, compostas por planetas, asteroides, estrelas, cometas, satélites naturais, poeira cósmica, entre outros corpos celestes. Coisas que não compreendemos porque são tão imensas...

Fora da Terra o céu é negro pois não tem atmosfera, também não há som e isso é complicado imaginar.

Quando os astronautas saem da Estação Espacial devem achar aquela vastidão incrível, com toda certeza você já viu muitos filmes de ficção que mostram essas situações.

Na verdade a maior parte dos filmes conta com a consultoria de cientistas e procura mostrar os fatos de acordo com a ciência.

Das diversas galáxias do Universo, uma delas é a Via Láctea, onde está localizado o Sistema Solar.

O Sistema Solar é um conjunto de corpos que giram em torno de uma estrela principal, o Sol.

Mas, como isso fica tão difícil de entender, vamos olhar para mais perto da nossa Terra.

Vamos aproveitar os telescópios, as naves e todas as informações dos cientistas para aprender como é maravilhoso o Universo.

Sistema Solar


O Telescópio Espacial Hubble. Este telescópio está no espaço.


Você já se perguntou sobre as coisas no céu, o Sol, a Lua, as estrelas? As pessoas têm estado a observar o céu por um longo tempo, tentando descobrir o que está lá fora. Continuamente estamos aprendendo mais sobre o espaço.


Planetas são grandes bolas de pedra ou de gás que se movem em torno de estrelas. Vivemos em uma bola que chamamos de Terra, e que se move em torno de uma estrela que chamamos de Sol.

Há pelo menos outros sete planetas em movimento ao redor do Sol como também um monte de outros corpos celestes menores.

Todas essas coisas juntas são chamadas de sistema. A palavra latina para o Sun (inglês) é Sol, por isso chamamos este sistema de Sistema Solar.

Muito além do nosso Sistema Solar existem mais estrelas, que são astros como o Sol, mas em alguns casos, muito maiores.


Há milhares de anos atrás, um homem chamado Aristarco dizia que o Sistema Solar se movia em torno do Sol.

Algumas pessoas acharam até que ele estava certo, mas muitas pessoas pensavam justamente o contrário, que todos os astros se moviam ao redor da Terra, incluindo o Sol (e até mesmo as outras estrelas).

Isso parece razoável, porque a Terra parece não se mover, não é?

Os oito planetas do Sistema Solar, e o Sol.

Cerca de 500 anos atrás, um outro homem chamado Copérnico disse a mesma coisa que Aristarco, que todos os planetas se moviam em torno do Sol e as estrelas ficavam imóveis no espaço. Desta vez, mais pessoas concordaram, mas ainda havia pessoas que não acreditavam.

Em seguida, cerca de 100 anos depois, um homem chamado Galileu começou a olhar para o céu com uma nova invenção: o telescópio.

Ele mostrou que era muito provável que todos os planetas se movessem em torno do sol. Desta vez ainda mais pessoas passaram a acreditar que Galileu estivesse certo, de que a Terra realmente movia ao redor do Sol.

Pouco tempo depois, mais e mais pessoas começaram a usar telescópios para estudar o céu. No entanto, ainda havia algumas pessoas que pensaram que Galileu estava errado e por causa de suas afirmações ele acabou sendo até preso, pois alegaram que ele estava mentindo.

Todas as pessoas que acreditavam nele e mesmo os que não acreditavam, começaram a estudar mais como os planetas e os outros corpos celestes no Sistema Solar interagiam entre si, e outros astros. O ser humano é curioso e é por isso é que aprendemos tantas coisas.

Milhares de anos depois de Aristarco, as pessoas finalmente disseram:

Tudo bem, a Terra se move em torno do Sol.

Galileu não poderia ser mais chamado de mentiroso.


Podemos usar grandes telescópios para ver o que aconteceu com outras estrelas. Podemos comparar imagens de estrelas distantes com imagens da nossa própria estrela, o Sol.

Vivemos em tempos interessantes porque já enviamos várias pessoas, os astronautas, sondas e telescópios para o espaço. Assim já sabemos muitas coisas, ou seja, já exploramos e conhecemos muito do espaço, mas ainda é pouco!

O telescópio Hubble, por exemplo, no espaço, tira milhares de fotos de planetas, do nosso Sol, e de estrelas distantes.

Na Terra os astrônomos, astrofísicos, usam as fotos para saber mais sobre todas as coisas diferentes existentes no Sistema Solar e tentam explicar como o Sistema Solar foi criado.

Nós até temos um robô no planeta vermelho, Marte, que se move, e aqui da Terra, na NASA os cientistas dizem para onde ele deve ir, e o que fotografar. Esse robô também pode analisar o solo de Marte para que os cientistas expliquem como o planeta se formou e outras coisas interessantes.

O que há no Sistema Solar?[editar | editar código-fonte]

O Sistema Solar, apresentando o Sol, planetas interiores, cinturão de asteróides, planetas exteriores, um planeta anão exterior, e um cometa. (não está na escala correta)

No centro do Sistema Solar está o Sol. Ele é uma estrela, como os bilhões de outras estrelas no céu. As outras estrelas parecem pequenas, porque estão muito muito longe de nós.

O Sol é importante porque ele é que permite a vida na Terra, ele fornece a luz, o calor e energia sem os quais nenhuma vida existiria no nosso planeta.

Tudo o que existe no Sistema Solar, orbita, ou seja, se movimenta ao redor, do Sol. Os planetas são as maiores coisas, que vamos chamar de corpos, ou corpos celestes. Cada planeta é um pouco como a Terra. Mas os planetas também podem ser muito diferentes uns dos outros.

Muitos dos planetas têm luas. A lua é um corpo que orbita um planeta. A Terra tem uma lua. A nossa Lua, orbita, quer dizer se movimenta ao redor da Terra. O planeta Mercúrio não tem nenhuma lua e Vênus também não tem.

Em compensação, Júpiter tem 63 luas, contadas até hoje, 2015.

Os planetas mais próximos do Sol são chamados de planetas interiores. Estes são Mercúrio, Vênus, Terra e Marte.

Em seguida, vem um grande anel de asteroides, que são pedaços de rocha muito menores do que os planetas.

Este anel é chamado de cinturão de asteroides. Dentro do cinturão de asteroides existe um planeta anão (menor que um planeta normal) chamado Ceres.

Em seguida, vêm os planetas exteriores: Júpiter, Saturno, Urano e Netuno. Mais adiante existem dois planetas anões: Plutão e Eris.

Os planetas têm nomes de deuses que foram adorados na Roma antiga e também na Grécia, milhares de anos atrás e fazem parte da mitologia.

Além da órbita de Netuno há outro grande anel onde orbitam outros corpos celestes como os asteróides, o chamado Cinturão de Kuiper.

Kuiper é o sobrenome do astrônomo que escreveu, pela primeira vez, que deveria haver esse local no espaço, até porque nem poderia ser observado na época. A maioria dos corpos celestes que existem no cinturão de Kuiper são difíceis de ver mesmo através de telescópios.

Depois do cinturão de Kuiper, vem a Nuvem de Oort. Jan Oort foi um astrônomo e astrofísico que além de muitos outros estudos importantes, calculou que este seria o local do nascimento dos cometas.

A Nuvem de Oort fica muito longe, muitas vezes mais distante do que a distância entre Plutão e o Sol (mais de mil vezes). Fica perto da borda do Sistema Solar.

Luz Zodiacal

No espaço ainda existe poeira.

Poeira? Sim, os pedaços de poeira ficam muito distantes um do outro, mas eles brilham à luz do Sol.

Antes do amanhecer, em setembro ou outubro, eles brilham no Oriente. Chamamos isso de luz zodiacal. Quando pedaços de poeira espacial atingem a atmosfera da Terra, elas brilham. Nós os chamamos de estrelas cadentes, ou meteoros.

A estrela mais próxima do nosso Sol é milhares de vezes mais longe do que o tamanho de todo o Sistema Solar.

O Universo parece ser um lugar muito grande e vazio!


O que mantém os astros unidos?[editar | editar código-fonte]

Por que todos os planetas orbitam ao redor do Sol?

Por que as luas orbitam planetas?

Por que não pode o Sol se mover para fora e deixar os planetas para trás?

A resposta para todas essas perguntas tem a ver com a gravidade. A gravidade é uma força que interage com a massa de um objeto. Ela une coisas.

Nós não percebemos a força da gravidade do Sol, porque a gravidade da Terra e a do Sol estão em equilíbrio. Mas a gravidade do Sol é forte o suficiente para manter a Terra ao seu redor a grandes distâncias, mesmo que a Terra gire rapidamente ao redor do Sol.

É como se eles fossem amarrados com uma corda invisível. Da mesma forma, muitas das luas orbitam os planetas. Estão aí mantidas por gravidade. O próprio sol não fica parado no espaço. Todo o Sistema Solar está orbitando o centro da nossa galáxia. A coisa toda fica junta por causa da força da gravidade.

A gravidade é a força responsável por manter a Terra e os outros planetas do nosso Sistema Solar em órbita em torno do Sol.

Isaac Newton

A força da gravidade é mais forte com a proximidade e mais fraca com a distância. Cientistas usam peso para dizer o quanto a gravidade nos puxa.

Astronautas pesam menos na Lua, porque a Lua tem menos massa do que a Terra. Ela não puxa tão forte. Nós realmente pesamos um pouco menos no topo de uma montanha alta do que em um lugar mais baixo.

Quem descobriu?[editar | editar código-fonte]

Qualquer um que olha para o céu o suficiente pode ver sete objetos brilhantes. Estes são o Sol, a Lua, Mercúrio, Vênus, Marte, Júpiter e Saturno.

As pessoas sabem que eles existem já tem muito tempo. Os povos antigos pensavam que estavam relacionados a deuses. Na Babilônia eles nomearam os dias da semana com base neles. Quase todo mundo acreditava que todas essas coisas orbitavam a Terra. O que eles não sabiam é que nós vivemos em um sistema, um Sistema Solar.

Em 1500 Nicolau Copérnico descobriu que os planetas orbitam o Sol. Só a Lua orbita a Terra. Mas ele estava com medo da reação das pessoas ao dizer isso, por isso só publicou um relato completo de suas ideias em 1543, ano da sua morte.

Então, Galileu Galilei apontou um telescópio para o céu. Ele descobriu luas orbitando Júpiter. Ele então verificou que Copérnico poderia estar certo.

Demorou 70 anos para convencer os cientistas que os planetas orbitam ao redor do Sol.

Agora, praticamente todas as pessoas já sabem que vivemos em um Sistema Solar.

Como é que nós exploramos o Sistema Solar?[editar | editar código-fonte]

A nave espacial Voyager 2.

Antes do telescópio, as pessoas exploraram o céu com os olhos. Viram como os planetas pareciam "passear" pelo céu.

Os povos antigos aprenderam a prever quando o Sol, a Lua e os planetas apareceriam no céu. Construíram então alguns observatórios — locais para observar o céu.

Observaram o Sol e as estrelas para contar o tempo assim criando os calendários.

Nos tempos passados, diversos povos sequer sabiam que a Lua poderia tapar o Sol (um eclipse).

A maioria das pessoas achava que corpos celestes poderiam causar a guerra ou a paz na Terra, ou pelo menos, os astros poderiam afetar o destino e a vida dos seres humanos. Essa crença, que se chama astrologia, ainda é hoje muito popular na forma de horóscopos. Isso nada tem a ver com a ciência.

Laser apontando o centro da Via Láctea a partir do VLT


Os primeiros telescópios foram feitos no início do século 17 e desde estão cada vez mais sofisticados. Hoje são estruturas imensas, situadas aqui na Terra, com uma resolução que permite a exploração profunda do universo.

O Very Large Telescope ou VLT é uma instalação do European Southern Observatory - ESO, fica no deserto de Atacama, no norte do Chile onde as condições de clima são excelentes, o céu é muito claro e limpo. Este é o maior conjunto de telescópios ópticos do mundo.

O Observatório de raios-X Chandra é um telescópio espacial lançado pela NASA em 1999. consistindo numa família de quatro observatórios orbitais, cada um deles observando o universo em um comprimento de onda diferente: luz visível, raios gama, raios-X e infravermelho. Esse é o terceiro observatório lançado pela NASA, o primeiro foi o Telescópio Espacial Hubble e o segundo foi o Observatório de raios Gama Compton

Assim já dá para ter noção de como os estudos espaciais estão avançados. Além das observações via telescópios, a NASA também tem enviado robôs ou sondas espaciais para outros planetas, permitindo uma exploração mais detalhada.

Lançada em 19 de janeiro de 2006 a sonda New Horizons chegou agora, em 2015 à Plutão e enviou fotos e detalhes que deixaram a humanidade encantada. Lá existe água congelada e atmosfera, de modo que o céu pode ser azul também em Plutão. Ficamos todos aqui, na Terra aguardando muitas novidades.

Doze astronautas caminharam sobre a Lua cerca de 35 anos atrás, eles trouxeram pedras e poeira de volta para a Terra. Isso foi um feito sensacional e permitiu que o Homem aprendesse muito e com a ajuda de um grande desenvolvimento tecnológico chegasse até Plutão.

Como foi que o nosso Sistema Solar se formou?[editar | editar código-fonte]

Nosso Sistema Solar faz parte da Via Láctea, nossa galáxia.

As galáxias são grandes misturas de poeira, gás, estrelas e outras coisas.

Dentro da nossa galáxia Via Láctea, existem nuvens de gás e poeira, onde as estrelas nascem. Nosso Sistema Solar foi criado neste tipo de nuvem.

Uma parte da nuvem começou ficar menor, mais concentrada em um ponto. Foi assim que se formou um grande disco giratório de gás e pequenos pedaços de poeira. O centro começou a ficar mais denso.

No interior destas grandes massas de gás e poeira houve muitas colisões que mas tarde vieram a formar o que chamamos de Sol.

Nós ainda estamos tentando aprender como os planetas se formaram. A maioria dos cientistas acha que eles foram formados a partir de gás e poeira.

Ilustração de um artista de como o Sistema Solar foi formado


Essa é uma representação de como isso poderia ter acontecido.

O resto do disco continua a girar em torno do sol. Os pequenos pedaços de pó se fundiram uns com outros lentamente para formar grãos, e estes, por sua vez, lentamente foram formando grumos do tamanho do cascalho, pedras, e em seguida, em rochas.

As rochas formaram montanhas. As montanhas formaram coisas maiores. Esse processo fez parte da formação dos planetas, luas e asteroides.

O Sol ficou mais quente, pois entrou em colapso. Ele começou a brilhar. A temperatura no centro atingiu um milhão de graus.

O Sol começou a produzir mais luz e calor. A luz e o calor varreram a maioria dos restos de poeira e gás entre os planetas interiores.

Esta luz e calor são a luz do Sol que vemos e sentimos todos os dias na Terra.

O que vai acontecer com o Sistema Solar?[editar | editar código-fonte]

Eta Carinae, uma estrela envelhecendo, joga fora uma gigantesca nuvem de gás

O que temos aqui são teorias, porque ninguém adivinha o futuro, mas os astrofísicos têm uma idéia científica do que poderá acontecer.

Em uns cinco bilhões de anos, o Sol vai usar a maior parte do seu combustível de hidrogênio. Ele vai entrar na fase final de sua vida útil. O meio do Sol vai encolher e se tornar ainda mais quente. A camada externa do Sol vai crescer e ficar muito maior do que é agora. Ele vai se transformar em uma gigante vermelha. O Sol ficará tão grande que Mercúrio, Vênus e Terra, e talvez até Marte, serão engolidos por ele. Estes planetas vão ficar torrados.

Quais os planetas que vão ser destruídos vai depender de quanta massa vai restar no Sol.

Nessa altura, o Sol vai ter menos massa e vai expelir um forte vento solar, a gravidade do Sol será menor e todos os planetas (que existirem ainda) vão se afastar do Sol.

Depois de ter sido uma gigante vermelha por algum tempo, o Sol vai começar a queimar hélio.

Ele vai encolher e vai usar o hélio durante um bilhão de anos. Em seguida vai se tornar uma gigante vermelha, mais uma vez.

Mais gás vai ser lançado para fora por algumas centenas de milhares de anos.

O Sol poderá encolher até se tornar uma pequena estrela chamada anã branca. Esse tipo de estrela é aproximadamente do tamanho da Terra.

Seria preciso cerca de 100 dessas anãs brancas empilhadas para ser tão grande como o Sol é hoje.

Nessa altura, o Sol não terá mais combustível para queimar e depois de cem bilhões de anos sua luz vai acabar.

Notas[editar | editar código-fonte]

Referências[editar | editar código-fonte]


Descobertas

Os primeiros registros de atividades astronômicas foram achados em inscrições de pedra e ossos de mais de 30.000 anos a.C. Essas inscrições contêm desenhos de fases da Lua.

Stonehenge, Inglaterra

Por volta de 3.000 a.C, pirâmides, zigurates e outras grandes construções foram erguidas. Os estudiosos acreditam que os povos antigos tinham objetivos astronômicos e religiosos, e já possuíam conhecimento da variação da posição do Sol e da Lua no decorrer das estações do ano.

Por exemplo, Stonehenge, na Inglaterra, é um grande círculo de pedras que se alinham com os pontos onde o Sol nasce e se põe no solstício. Muitas outras construções desse tipo, podem ser encontradas nas civilizações chinesa, egípcia, babilônica, maia e muitas outras.

Os gregos criaram uma das primeiras teorias não-mitológicas e não-religiosas dos planetas e o sistema solar.

Anaximandro, por volta de 600 a.C., descreveu um modelo do Sol, Terra, Lua e de outras estrelas, explicado de maneira mecânica.

Alguns anos mais tarde, outros gregos desenvolveram a idéia criando um conceito de uma grande Esfera Celestial em volta da Terra onde as estrelas ficavam fixadas.

Astrônomos da antiguidade observando o céu.


  • Pitágoras estendeu o modelo para conter todo o Sistema Solar. Neste modelo, todos os corpos celestes (sol, planetas, lua) eram pequenas esferas que percorriam caminhos circulares.
  • Aristóteles argumentou que a Terra era uma esfera porque, entre outras coisas, a sua sombra na Lua durante um eclipse lunar é sempre um círculo.
A Lua desenhada por Galileu.


  • Aristarco de Samos concluiu que a Terra era muito menor que as distâncias entre os planetas.
  • Eratóstenes calculou o tamanho da Terra.
  • Hiparcos descobriu que a direção que os pólos norte e sul da Terra apontam percorre um círculo imaginário no céu no decorrer dos séculos (fenômeno da precessão).
  • Ptolemeu (ano 150) cria um modelo complicado do Sistema Solar onde os planetas se movem em círculos, que por sua vez se movem em outros círculos. Nesse modelo, a Terra ocupava o centro do Sistema Solar, e o Sol circulava em volta da Terra um pouco mais longe da Lua, junto com os outros planetas. Embora fosse complicado, ele previa com bastante exatidão a posição dos planetas, e por isso esse modelo foi bastante adotado por toda a Europa.

Por volta de 1600, Johannes Kepler publica livros contendo leis que descrevem o formato das órbitas e relações entre as velocidades e posições dos planetas.

Só com Nicolau Copérnico, já bem recentemente em 1543, um modelo do Sistema Solar onde o Sol ocupava o centro foi amplamente difundido. O modelo de Copérnico, onde o Sol ficava no centro, simplificou tremendamente o modelo do Sistema Solar, mas despertou a ira da Igreja, cuja doutrina na época sustentava que a Terra era o centro de tudo, e portanto, do Sistema Solar.

Por volta de 1610, Galileu Galilei usa pela primeira vez um telescópio para observar o céu. Ele descobre montanhas na Lua, outros planetas, descobre fases nos planetas Vênus e Mercúrio, assim como luas circulando em volta de Júpiter. Essas luas foram as primeiras que alguém pode ver além da nossa própria lua. Assim Galileu provou que há corpos que não circulam em volta do Sol.


o Sistema Solar de Copérnico de 1543


Em 1659, Christiaan Huygenss descobre que o planeta Saturno tem anéis que o fazem mudar de forma no decorrer dos anos.

Em 1665, Giovanni Domenico Cassini descobre o grande círculo vermelho na superfície de Júpiter.

Em 1718, Edmond Halley descobre que as outras estrelas se movem no espaço e que elas mudam de posição com o tempo.

Em 1781, William Herschel descobre o planeta Urano.

Em 1846, Adams e Leverrier descobrem o planeta Netuno através das perturbações que ele causava na órbita de Urano.

Em 1930, Tombaugh descobre o planeta Plutão, através da comparação de fotos tiradas da mesma região do céu mas em semanas diferentes: na variação das semanas, Plutão se moveu entre as estrelas.

Sol

sol com algumas manchas visíveis. As duas no meio são mais ou menos do diâmetro da Terra


O que é o Sol?[editar | editar código-fonte]

Fatos sobre o Sol


Sun symbol.svg

AVISO: Nunca olhe diretamente para o Sol, isso pode ferir e prejudicar seus olhos.

  • Se você olhar para o Sol em um telescópio, você corre o risco de cegueira
  • O Sol está a 150,000,000 km (93 milhões de milhas) de distância da Terra.
  • A luz do Sol leva 8 minutos para chegar até nós na Terra. Isso significa que se o Sol explodir, você não iria vê-lo explodir até 8 minutos mais tarde!
  • A cada segundo, o Sol move mais de 4 milhões de toneladas de gás em energia. Isso é 881.849.000.000 £!
  • O Sol é tão grande quanto 109 Terras.
  • O Sol é tão quente em seu centro que um pedaço dele do tamanho de uma cabeça de alfinete poderia matar alguém 160 kms de distância.



O Sol é uma estrela — a estrela mais próxima da Terra. Na verdade, é uma grande bola de gás muito quente (plasma). O ar que respiramos e o hélio em um balão são ambos gases. A temperatura na superfície do Sol vai além de 5500 °C, e é muito mais quente no centro, a cerca de 15 milhões °C.

O Sol é feito principalmente de hidrogénio (70%) e hélio (28%). Ele transforma muitas toneladas de hidrogênio em hélio a cada segundo, criando assim, o calor e a luz.

É dessa forma que o Sol aquece a superfície da terra permitindo a vida como a conhecemos.

Qual seu tamanho?[editar | editar código-fonte]

O Sol é muito grande — muito, muito maior do que a Terra! Até mesmo o poderoso planeta Júpiter é pequeno em comparação.

Tem mais de um milhão de kms (109 Terras) de diâmetro, e contém cerca de 99,86% da massa do Sistema Solar. Se você pudesse estar na superfície do Sol, você pesaria 28 vezes mais do que você pesa na Terra, porque o Sol tem mais massa e, portanto, mais força gravitacional do que a Terra.

Mais de um milhão de Terras caberiam sob a superfície do Sol. Embora ele não pareça tão grande visto daqui da Terra. Isso porque o Sol está muito longe. Comparado com outras estrelas, o Sol é uma estrela do tamanho médio. Há estrelas muito maiores, e estrelas muito menores.

Um vento de energia solar Solar, partículas carregadas, sopra do Sol por todo o caminho até o limite do Sistema Solar. Quando elas chegam lá, os gases se misturaram com aqueles provenientes de outras estrelas.


Como é a superfície?[editar | editar código-fonte]

O Sol não tem uma crosta como a Terra. Todo o Sol é feito de gases, fogo e plasma. O gás se torna mais leve na medida em que se afasta do centro do Sol.

A parte de fora que vemos quando olhamos para o Sol é chamada fotosfera. Como o Sol é formado por gases, ele tem uma grande quantidade de material mas nada sólido como a superfície da Terra. Na verdade os gases do Sol muitas vezes são expelidos no espaço em grandes explosões.


Como o Sol faz luz e calor?[editar | editar código-fonte]

O Sol é a principal fonte de energia para a Terra. Esta energia é feita no fundo do Sol, em um processo chamado de fusão nuclear.

Quatro átomos de hidrogênio são fundidos juntos para fazer um átomo de hélio. Alguns dos restos de matéria se transformam em energia. Esta é a mesma forma em como a energia é liberada em uma bomba de hidrogênio.

1. núcleo— 2. zona radiativa—3. zona de convecção


Núcleo (em inglês core): O centro do Sol é muito denso. É cerca de 12 vezes mais denso que o chumbo. Isso significa que um litro do gás a partir do núcleo do Sol pesaria meia tonelada. É também muito quente — cerca de 15.000.000 °C. Esta região é onde a maioria das reações nucleares estão ocorrendo.

Zona radiativa (em inglês Radiative zone): Nesta zona a luz e o calor produzido no núcleo luta para sair em direção à superfície. Os gases que constituem a zona são muito densos, eles continuam a absorver e a emitir raios. Alguma vez você já tentou correr através da água? Para a luz o efeito é semelhante. A luz percorre caminhos diferentes quando há reflexão. Nessa região a luz pode levar muito tempo ara sair de lá, cerca de um milhão de anos.

Zona de Convecção (em inglês Convection zone): Você já viu o brilho do ar acima de um incêndio? Talvez você já tenha dito que é porque o calor sobe? Na verdade, é o ar quente que está subindo. Gases quentes são menos densos, assim eles sobem. Gases frios são mais densos, eles descem. Nesta zona os gases são menos densos. Eles se comportam como o ar em uma lareira. Os gases na parte inferior dessa zona se aquecem e vão para cima. Sobem para a superfície, de lá para o espaço, e voltam novamente. Os gases na zona de convecção formam correntes como aquelas nos oceanos e na atmosfera da Terra. As correntes são chamadas de células de convecção.


O que são manchas Solares?[editar | editar código-fonte]

As áreas escuras são as manchas solares

As manchas solares são manchas escuras, mas elas ainda são mais brilhantes que um raio. Manchas solares parecem mais escuras do que o resto do Sol, porque elas são um pouco mais frias. Mesmo que as manchas solares sejam mais frias do que o resto do Sol, elas ainda estão quentes — cerca de 4000 °C (7000° F). As manchas Solares são causadas por mudanças no campo magnético do Sol. Nós vemos as manchas solares como pequenos pontos no Sol.

O número de manchas solares que vemos, aumenta e diminui, em um ciclo de duração média de cerca de 11 anos.

Como é a atmosfera solar?[editar | editar código-fonte]

Acima da fotosfera, os gases do Sol não são muito densos. Há duas camadas que podemos ver com telescópios especiais. Acima disso o fluxo de gases sai em forma de ventos Solares que chegam até os limites do Sistema Solar.

Cromosfera[editar | editar código-fonte]

Cromosfera significa "bola de cor", e fica um pouco acima da fotosfera. Ela não é tão brilhante como a fotosfera, e você normalmente não pode vê-la. Você só poderá vê-la pouco antes de um eclipse solar (apenas com filtros especiais!). A cromosfera, parece um flash de várias cores. Surpreendentemente, a cromosfera é ainda mais quente que a fotosfera, em algumas partes mais de 20.000 °C.

Corona[editar | editar código-fonte]

corona do Sol durante um eclipse

Corona significa "coroa" e é isso o que parece ao olharmos as imagens. A corona fica um pouco acima da cromosfera. É mais quente que a fotosfera, e brilha. Ela é feita de gases finos, e sopra para longe como o vento solar. Ela muda constantemente, mas é difícil de ver, mesmo com telescópios especiais.

Vento Solar[editar | editar código-fonte]

No topo da coroa, parte do gás flui como vento solar. O vento solar, flui rápido — cerca de 60 km por segundo (mais de 100.000 milhas por hora). O vento Solar é forte o suficiente para empurrar a poeira e o gás do núcleo de um cometa e fazer aquela cauda que todos conhecemos.

O vento solar pode até mesmo empurrar coisas grandes.

Em 1960, o Eco satélite I foi posto em órbita. Era um grande balão. Era tão grande e leve que o vento solar foi capaz de empurrá-lo em torno de sua órbita. No futuro algumas naves espaciais podem usar o vento solar para viajar entre planetas usando velas solares, da mesma forma que os barcos veleiros usam o vento na Terra para encher suas velas e assim atravessar os mares.


O que e o tempo solar?[editar | editar código-fonte]

Luzes do Norte


Você sabia que a Sol tem clima? O clima da Terra é o que está acontecendo na atmosfera da Terra.

Clima Solar é o que está acontecendo na atmosfera do sol. O clima solar nos afeta na Terra. Clima Solar (também chamado clima espacial) inclui a luz solar e o vento solar.

As labaredas solares, além de outros fenômenos, também podem causar um belo espetáculo, como cortinas de luz cintilantes de diversas cores. Se acontecem perto do Polo Norte nós chamamos de Aurora Boreal (Aurora Borealis), se acontecem perto do Polo Sul chamamos de Luzes do Sul (Aurora Australis).

O clima Solar também afeta outros planetas. Temos imagens de auroras em diversos planetas com exceção de Mercúrio e Plutão (até hoje 2015)

Assim como podemos obter as previsões meteorológicas da Terra, podemos obter as previsões meteorológicas solares. Meteorologistas estudam o sol para descobrir quando as explosões vão acontecer. Eles procuram prever quando as tempestades solares vão atingir a Terra e causar alguma perturbação no clima, nas comunicações, nos satélites, etc...

O ciclo da vida de uma estrela[editar | editar código-fonte]

Ciclo de Vida do nosso Sol


A vida do sol começa como uma nebulosa, que é uma nuvem de gás composta principalmente de hidrogênio. Com o tempo seu núcleo se torna mais compacto, e mais quente, até que possa fundir hidrogênio em hélio. Esta fusão torna-se sua fonte de alimentação.

Após isso a estrela vai ficando muito parecida com o nosso sol. Elas fundem átomos de hidrogênio para fazer hélio. Depois de bilhões de anos a estrela vai chegar a seu fim. A estrela vai esgotar seu suprimento de hidrogênio em seu núcleo, de modo que não haverá mais qualquer fonte de calor para apoiar o núcleo contra a gravidade.

O núcleo começará a diminuir, e hidrogênio começará a queimar em uma concha em torno do núcleo. As camadas mais externas da estrela irão inchar, criando uma gigante vermelha.

A comparação entre os tamanhos do Sol, como é agora, e como é vai ser como uma gigante vermelha.

Esse é o ciclo de uma estrela comum, e assim será a do sol também, embora o processo possa variar de estrela para estrela.

Quando o nosso Sol se tornar uma gigante vermelha, ele vai consumir os planetas Mercúrio e Vênus, e possivelmente a Terra. O Sol então começará a entrar em colapso novamente, e o hélio que restar será condensado em carbono e queimar por mais milhões de anos. Depois disto o Sol será uma super gigante vermelha a inchar, tanto quanto Júpiter. Com o tempo a estrela vai esfriar e formar uma anã branca, uma pequena mancha branca com os restos de um sistema solar e da nossa estrela.


Referências[editar | editar código-fonte]

NASA. A cromosfera — [2]
Col, Jeananda. Enchanted Learning/Zoom Astronomia [3] 1998-2005
Usborne Internet-Linked Encyclopedia Ciência, Usborne Publishing Ltd. ISBN 0794503314 [4]
Dickinson, Terrence.The Universe and Beyond. Firefly Books ISBN 1552093611

Mercúrio

Fatos sobre mercúrio

Mercury symbol.svg

  • Mercúrio orbita em torno do Sol mais rápido do que qualquer outro planeta.
  • A temperatura da superfície de Mercúrio pode variar de -180 °C (-300 ° F) até 430 °C (800 ° F). Na Terra, a temperatura mais alta que já foi registrada, foi de a 58 °C (136 ° F).
  • Pode haver gelo na parte superior e na parte inferior de Mercúrio.
  • Mercúrio é o menor planeta do Sistema Solar.
  • Os antigos romanos nomearam um dia da semana, em homenagem ao planeta Mercúrio, ainda hoje, em francês Quarta-feira é Mercredi, em espanhol é Miércoles e em italiano é Mercoledi.



Sobre Mercúrio[editar | editar código-fonte]

Mercúrio é o planeta mais próximo do Sol. É um planeta terrestre, o que significa que é um planeta feito de rochas como a Terra.

Ele não tem uma atmosfera de gás portanto esse planeta não pode ter um clima. Por um longo tempo, apenas uma nave espacial, a Mariner 10, havia visitado Mercúrio. Em janeiro de 2008, a sonda Messenger passou por Mercúrio, por duas vezes esteve próxima e começou a dar a volta em Mercúrio em 2011.

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Foto de Mercúrio tirada pela Mariner 10

Qual seu tamanho?[editar | editar código-fonte]

Mercúrio tem 4879 km de diâmetro. O diâmetro de Mercúrio é menos de metade do diâmetro da Terra. Ele é o menor planeta do Sistema Solar. Apenas os planetas anões semelhantes a Plutão são menores.

Porque Mercúrio fica muito mais perto do Sol do que a Terra, ele só pode ser visto logo após o Sol se por, à noite, ou antes que se levante pela manhã.

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Comparação do tamanho entre Mercúrio e a Terra


Como é a superfície?[editar | editar código-fonte]

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Vista da superfície de Mercúrio

Mercúrio tem crateras como aquelas que existem sobre a lua da Terra. A maior cratera em Mercúrio é a Bacia Caloris. Ela tem cerca de 1300 km de largura e deve ter sido criada pela colisão de um enorme asteroide.

A superfície de Mercúrio também tem grandes penhascos chamados escarpas. Elas foram feitas há muito tempo, quando Mercúrio esfriou, ele diminuiu, fazendo com que a superfície ficasse enrugada em alguns locais. Esse enrugamento criou as escarpas.

Também pode haver gelo na parte superior e na parte inferior de Mercúrio. Como a Terra, essas áreas (chamada polos) não recebem muito calor do Sol. O gelo neste local se derrete com mais dificuldade.

Lá em Mercúrio muito quente durante o dia (mais de 400 °C), pois Mercúrio está muito perto do Sol. À noite é muito frio porque Mercúrio perde quase todo o seu calor, pois há pouca atmosfera para manter o calor. A temperatura pode cair quase para -175 °C.

Quanto tempo dura um dia e quanto tempo dura um ano?[editar | editar código-fonte]

Mercúrio gira (gira em torno de si mesmo) mais lentamente do que a Terra, ele precisa 58 dias para girar e torno de si mesmo.

Porque Mercúrio orbita o Sol muito rapidamente, um dia em Mercúrio dura mais de 58 dias. Se você estivesse em Mercúrio no equador e cronometrando, levaria 176 dias terrestres. Esses longos dias e noites permitem que as temperaturas variem intensamente entre o calor e o frio.

Mercúrio tem o ano mais curto no Sistema Solar, seu ano dura cerca de 88 dias da Terra.

visão de um artista da NASA da nave MESSENGER orbitando Mercúrio

Do que é feito?[editar | editar código-fonte]

O centro de Mercúrio é feito de ferro na forma parcialmente fundido (líquido). Sabemos que existe ferro no centro, porque o planeta gera um campo magnético.

Mercúrio contém mais ferro para o seu tamanho do que qualquer outro planeta do Sistema Solar. O restante do planeta é formado de uma crosta espessa feita de um tipo especial de rocha chamada silicato.

Existem crateras perto dos polos que estão constantemente na sombra. Algumas destas crateras contem gelo.

Neste planeta, como é a força da gravidade?[editar | editar código-fonte]

Se você estivesse em Mercúrio, seria puxado para baixo com menos da metade (38%) da força do que aqui na Terra.Se você pesa 60 quilos, lá pesaria 22,6 Kg. Nem precisaria se preocupar com a dieta!

Quem descobriu?[editar | editar código-fonte]

Ninguém sabe realmente quem primeiro descobriu Mercúrio.

As primeiras observações registradas conhecidas são de tabletes (pequenas placas) na Assíria no século 14 a.C. Quase todas as antigas civilizações tinham seus próprios registros de Mercúrio, o que comprova o que já dissemos, que os povos da antiguidade observavam o céu e inclusive davam nomes às estrelas e planetas. Mercúrio foi chamado nos registros assírios de The Jumping Planet.

Em 1639, um astrônomo italiano chamado Giovanni Zupi observou que Mercúrio tem fases, como as fases da Lua e que orbita ao redor do Sol. Copérnico já havia sugerido isso.

Antes do século XX, era um mistério para todos os astrônomos quanto tempo levava Mercúrio para rotacionar. Eles resolveram o mistério em 1962, quando alguns astrônomos enviaram sinais de radar para Mercúrio, que, em seguida, voltaram à Terra: demora 59 dias para Mercúrio girar.

Uma estátua do deus romano Mercúrio

Não foi fácil enviar uma sonda espacial da Terra a Mercúrio, pois Mercúrio é muito mais próximo do Sol e, portanto, orbita o Sol muito mais rápido do que a Terra faz.

Assim, uma sonda espacial teria que queimar uma grande quantidade de combustível para combinar a sua velocidade com a de Mercúrio.

Em 1973, a sonda espacial Mariner 10 foi enviada para fazer medições de Mercúrio e mapear sua superfície.

Porque orbitar Mercúrio ficava muito caro, em vez disso a Mariner 10 orbitava o Sol. Assim a sonda tirou muitas fotos, mas quando finalmente ficou sem combustível, só tinha mapeado 45% da superfície do planeta. Mesmo assim, foi descoberto que Mercúrio tem um núcleo rico em ferro e gera um campo magnético.

Vinte e nove anos depois, em 2004, outra sonda foi lançada, com o nome Messenger.

Messenger na verdade é uma sigla, em inglês, significa MErcury Surface, Space ENviorment, GEochemistry, and Ranging. Ela deveria sempre ser escrita MESSENGER mas, também significa Mensageiro e assim como Mercúrio, na mitologia romana era o Mensageiro dos Deuses.

A MESSENGER seguiu um caminho complicado mas que esse caminho aos poucos permitiu que ela se ajustasse com a velocidade de Mercúrio sem usar muito combustível. Ela passou por Mercúrio três vezes, e finalmente ficou em órbita em torno do planeta durante mais de seis anos após o seu lançamento. Em março de 2013, MESSENGER havia mapeado 100% da superfície de Mercúrio.

Por que o nome do planeta é Mercúrio?[editar | editar código-fonte]

Na mitologia romana, Mercúrio (latim Mercurius) era o mensageiro dos deuses como já dissemos acima. Ele usava um chapéu e sandálias com asas, o que lhe permitia viajar pelo mundo muito rapidamente.

O planeta Mercúrio foi uma homenagem a ele porque ele se move mais rápido do que qualquer outro planeta do Sistema Solar. Ele se move cerca de 48 km a cada segundo!


Referências[editar | editar código-fonte]

  • Exploração do Sistema Solar da NASA [5]
  • Arnett, Bill. Os Nove Planetas [6]
  • Worldbook online [7]
  • Worldbook @ NASA, "Mercúrio" [8]
  • NASA Fact Sheet Planetary [9]
  • Hamilton, Calvin J.. Solarviews.com, "Mercúrio" [10]
  • Mythica Encyclopedia, "Mercúrio" [11]
  • Col, Jeananda. Enchanted Learning/Zoom Astronomia [12] 1998-2005
  • Usborne Internet-Linked Encyclopedia Ciência , Usborne Publishing Ltd. ISBN 0794503314 [13]
  • Dickinson, Terrence. The Universe and Beyond . Firefly Books ISBN 1552093611

Vênus

Fatos sobre Venus

Venus symbol.ant.png

  • Venera 7, a primeira sonda espacial a pousar em Vênus, foi destruída pelas condições hostis no planeta após apenas 23 minutos.
  • Um dia em Vênus é igual a 117 dias na Terra.
  • Foi proposto que alguns micróbios poderiam viver nas nuvens de Vênus.



Vênus é o segundo planeta mais próximo do Sol. Foi criado de uma forma semelhante ao nosso planeta Terra, que é basicamente um planeta rochoso.


Qual é o seu tamanho e como é a superfície?[editar | editar código-fonte]

Vênus é apenas um pouco menor do que a Terra. Esta é uma das razões de chamarmos Venus de planeta gêmeo da Terra. Vênus tem uma diâmetro de cerca de 12,100 km.


A superfície de Vênus é muito diferente da superfície da Terra. É tudo muito seco, e quente o suficiente para derreter até o chumbo.

A pressão sobre a superfície é muito elevada. É a mesma pressão de 1 Km (3.280 pés) abaixo da superfície do mar, na Terra.

Você não pode ver a superfície do planeta Venus nesta foto,porque ele é coberto de nuvens.

Em Vênus existem canais que parecem rios. Os cientistas acreditam que estes canais são formados a partir de erupção de lava. A lava flui e, uma vez que esfria, cria os canais.

Uma característica única de Vênus, ao que parece, são os vulcões incomuns chamados arachnoids. Estes são os vulcões que se formaram de forma diferente de outros vulcões que encontramos no Sistema Solar, mas os cientistas ainda não sabem exatamente como eles foram formados. Vênus também tem vulcões como os da Terra.

Partes da superfície de Vênus parecem continentes. A maior dessas áreas é chamada de Ishtar Terra (terra de Ishtar, deusa babilônica que era semelhante a Vênus). Bacias profundas como aquelas sob os oceanos da Terra também foram descobertas, mas ao contrário da Terra nessas bacias não tem água.

Características como cadeias de montanhas e crateras de meteoros também foram encontrados em Vênus. Uma das montanhas mais altas de Vênus Maxwell Montes, é cerca de 11 km mais alto do que o Monte Everest, a montanha mais alta da Terra.

Canais na superfície de Vênus, parecendo canais fluviais na Terra

No lado noturno do planeta, há um efeito estranho chamado Luz Ashen.

Por alguma razão, o lado escuro de Vênus tem um brilho sutil. Existem várias teorias sobre isso, mas atualmente, a teoria mais aceita diz o seguinte: lá no lado escuro de Venus, existe uma elevada concentração de dióxido de carbono. Quando atingida pelos raios ultravioletas do Sol há uma transformação e viram monóxido de carbono e oxigênio, assim emitindo a tal luz verde.


Quanto tempo dura um dia e quanto tempo dura um ano?[editar | editar código-fonte]

Vênus gira em torno de si próprio mais devagar do que Mercúrio. Uma rotação completa de Vênus leva cerca de 243 dias terrestres. Vênus também gira na direção oposta à maioria dos outros planetas do Sistema Solar. Um dia em Vênus, depende de vários fatores, tem aproximadamente cerca de 117 dias terrestres.

Um ano em Vênus, período em que o planeta gira em torno do Sol, é quase 225 dias da Terra. Isso é menos tempo do que leva Vênus para girar sobre seu eixo, e menos de dois dias de Vênus.

Do que Venus é feito e como é a força da gravidade lá?[editar | editar código-fonte]

A superfície de Vênus, sua crosta, está coberta de rochas. O núcleo de Vênus é feito de níquel-ferro. A atmosfera em torno de Vênus é muito espessa, e é constituída por: dióxido de carbono, azoto e gases venenosos que criam alta pressão e calor.

comparação entre Venus e a Terra

Se você estivesse em Vênus, seria puxado para baixo quase tão fortemente como na Terra. A atmosfera exerce uma pressão na superfície de mais de 90 vezes o normal da pressão ao nível do mar na Terra.

Quem descobriu?[editar | editar código-fonte]

Como Vênus não está muito distante, e está entre o Sol e a Terra, a Humanidade sempre pode vê-lo e inclusive representá-lo de diversas maneiras através da História. Venus aparece para nós um pouco antes do nascer do Sol, no céu ao leste, e logo após o pôr do Sol, a oeste.

Muitas culturas antigas acreditaram que a aparição de Vênus pela manhã, e sua aparição à noite, eram duas coisas distintas.

Vênus era conhecido nas civilizações antigas como a estrela matutina ou a estrela vespertina.

O primeiro registro escrito de Vênus. Ele descreve o movimento de Vênus ao longo de 21 anos.

Para os antigos romanos o planeta Venus era especial, era equivalente à Afrodite a deusa da beleza.

Ninguém sabe quem primeiro descobriu que o planeta da manhã e o do entardecer fossem exatamente o mesmo planeta. O primeiro registro conhecido do planeta Venus está na Tábua de Vênus de Ammisaduqa. É um texto dos Babilônios em escrita cuneiforme, de cerca de três mil e quinhentos anos atrás — 1581 aC.


Cerca de três mil anos mais tarde, em 1610, o astrônomo italiano Galileu Galilei usou um telescópio para observar que Vênus tem fases, como a Lua faz. As fases existem porque apenas o lado de Vênus (ou da Lua) voltado para o Sol é iluminada. A descoberta das fases de Vênus apoiou a teoria de Copérnico, de que os planetas giram em torno do Sol.

Em 1639, um astrônomo Inglês chamado Jeremiah Horrocks observou um trânsito de Vênus. Assim é chamado o movimento, quando Vênus passa direto entre a Terra e o Sol, de forma que Vênus é visível da Terra durante o dia como um pequeno ponto que atravessa o Sol.

Em 1761, um astrônomo russo, Mikhail Lomonsov, assistindo outro trânsito de Vênus, percebeu que Vênus tem uma atmosfera.

Não muito mais foi descoberto sobre Vênus até 1920.

Em seguida, um astrônomo americano, Frank Ross, observou Vênus utilizando luz ultravioleta — a luz que provoca queimaduras Solares — e pela primeira vez, a estrutura de serra das nuvens em Vênus.

A exploração de Venus[editar | editar código-fonte]

As primeiras fotos de sucesso de Vênus feitas por uma sonda espacial foram tiradas pela Mariner 2, em 1962. Mariner 2 foi a primeira sonda espacial enviada com sucesso para observar outro planeta. Ele mostrou duas coisas importantes: Vênus praticamente não tem campo magnético, e Vênus tem temperaturas de 490-590 K.

A Mariner 5 mediu a potência do campo magnético fraco de Vênus, e a Mariner 10 tirou fotos ultravioletas, revelando a enorme velocidade do vento por lá.

as fases de Venus

A Venera 3 foi a primeira sonda a pousar em Venus, mas as suas comunicações falharam antes de atingir a superfície. No entanto, a Venera 4 conseguiu coletar dados enquanto se dirigia até Vênus. A Venera 4 mediu a temperatura, pressão do ar, a densidade, e realizou onze experiências químicas de análise da atmosfera, que se verificou ser de 95% de dióxido de carbono. Isso tudo antes de aterrissar sobre a superfície do planeta. Infelizmente, antes de pousar na superfície, a bateria se esgotou tornando-se inútil.

As Venera 5 e 6 também realizaram testes de uma maneira semelhante da Venera 4, mas ambas foram esmagadas pela pressão de ar.

O primeiro pouso bem sucedido em Vênus foi com Venera 7, em 1970. A temperatura da superfície foi medida como sendo de 455 ° C a 475 ° C. No entanto, por causa das temperaturas extremamente altas em Vênus, Venera 7 registrou um defeito após 23 minutos do pouso. AVenera 8 também pousou em Vênus, e realizou testes adicionais.

Em 1975, a Venera 9 levava um veículo para exploração da superfície de Venus. Este pousou no planeta enviando uma enorme variedade de informações, incluindo informações de que a atmosfera formava nuvens em 3 camadas diferentes.

A Venera 10 foi uma nova tentativa, semelhante a da Venera 9.

A NASA, em seguida, enviou duas naves espaciais Pionner. A Pioneer Vénus (PVM) foi projetada para transportar quatro sondas até Vênus e, em seguida liberar as sondas, cada uma numa direção diferente.

nessa foto aparecem a lua, a coroa solar e mais acima Venus - foto tirada pela nave Clementine em 1994

A Pioneer Venus Orbiter (PVO) orbitava Vênus. Tanto o PVM quanto PVO realizaram vários experimentos.

As Venera 11 e 12 chegaram à Venus, lá deixando veículos terrestres de exploração mas as câmeras preparadas para as fotos à cores e os analisadores do solo, apresentaram defeitos.

Em 1981, a Venera 13 pousou e tomou a primeira imagem a cores de Vênus assim como teve ​​sucesso na análise do solo. A Venera 13 detém o recorde entre as sondas espaciais de duração mais longa em Vênus, que foi de 127 minutos. Também em 1981, a Venera 14 detectou as atividades sísmicas em Vênus.

Em 1984, as Vega 1 e 2 foram lançadas e orbitaram na atmosfera de Venus, tiraram fotos de um terço do planeta e colheram dados sobre a atmosfera.

Os últimos Veneras soviéticos, Venera 15 e 16 tiraram fotos de alta resolução de Vênus em 1983.

Em 1990, os EUA lançaram uma sonda chamada Magellan (Magalhães), em homenagem a Fernão de Magalhães que explorou as ilhas do Caribe, no século 16. A Magellan orbitou a atmosfera de Vênus por 4 anos antes de cair parcialmente e colidir com o planeta. Durante esse tempo, a sonda mapeou 98% da superfície de Vênus.

Não houve mais missões para Vênus até o século 21, quando a Agência Espacial Europeia (ESA) lançou a Venus Express. A Venus Express orbitou Vênus de 2006 até o final de 2012.

Referências[editar | editar código-fonte]

  • Volcano World, "Lava Flows"[14]
  • Astronomy Picture of the Day [15]
  • Alder Planetarium[16]
  • Mount Everest [17]
  • Windows to the Universe[18]
  • NASA's Solar System Exploration[19] Arnett, Bill. The Nine Planets[20]
  • Worldbook Online [21]
  • Worldbook@NASA, "Mercury"[22]
  • NASA Planetary Fact Sheet [23]
  • Hamilton, Calvin J. . solarviews.com, "Mercury" [24]
  • Encyclopedia Mythica, "Mercury" [25]
  • Col, Jeananda. Enchanted Learning/Zoom Astronomy [26] 1998-2005
  • Usborne Internet-Linked Science Encyclopedia, Usborne Publishing Ltd. ISBN 0794503314[27]
  • Dickinson, Terrence. The Universe and Beyond . Firefly Books ISBN 1552093611

Terra

A Terra é o planeta onde vivemos. É o único planeta do Sistema Solar que possui água líquida em sua superfície. Também é o único planeta que conhecemos a abrigar vida.

Earth symbol.svg

Fatos sobre a Terra

  • A Terra é o único planeta que conhecemos a abrigar vida.
  • Na Terra há oxigênio, que e necessário para a vida.
  • A Terra é o terceiro planeta a partir do Sol.
  • A Terra é o único planeta conhecido que tem água líquida em sua superfície, embora os cientistas estejam procurando água em outros planetas.
  • O eixo da Terra é inclinado de uma maneira que temos quatro estações no ano.
  • A idade da Terra é 4.6 bilhões de anos.
  • O meteorito chamado Hoba caiu na Namíbia e é o maior meteorito conhecido a trombar com a Terra e ficar em um só pedaço.
Foto tirada pela Apolo 17.


Qual o tamanho da Terra?[editar | editar código-fonte]

A Terra tem cerca de 13.000 km de largura. No Sistema Solar é o maior planeta terrestre. A massa da Terra é cerca de 5.973.700.000.000.000.000.000.000 kg. Isso é um monte. Mas é pouco comparado com Júpiter (319 Terras) e é quase nada em comparação com o Sol (335.789 Terras), ou outras estrelas!

Como é a superfície?[editar | editar código-fonte]

A superfície da Terra é feita de rochas. Muitas delas estão sob a água, mas não todas. Ilhas de pedra emergem da água, as maiores delas são chamadas de continentes. Os continentes hoje em dia são sete:

  • América do Norte
  • América do Sul
  • Europa
  • Ásia
  • África
  • Austrália (ou Oceania)
  • Antártida
os continentes da Terra

As maiores massas de água que existem no planeta são chamadas oceanos e são cinco: Oceano Pacífico - Oceano Atlântico - Oceano Índico - Glacial Ártico e Glacial Antártico.

# Oceano Comentários
1 Oceano Pacífico Separa Ásia e Oceania das Américas
2 Oceano Atlântico Separa as Américas da Eurásia e da África
3 Oceano Índico Banha o sul da Ásia e separa África e Austrália
4 Oceano Glacial Antártico Circunda a Antártida; em alguns casos é considerado a simples extensão sul dos outros três oceanos
5 oceano Glacial Ártico Banha os entornos do Polo Norte, entre as porções norte da América do Norte e Eurásia. Em alguns casos, é considerado um mar do Atlântico.

A superfície da Terra é formada por enormes placas. Elas parecem peças de quebra-cabeças feitas de rochas. Essas placas se movem muito, muito devagar, carregando com elas, os continentes. Isso faz com que eles se encostem, se empurrem ou mesmo se afastem um do outro.

deserto Kavir, Irã

Se houver buracos entre eles, pedras e lava quentes podem se erguer e se tornar vulcões. Terremotos podem ocorrer onde as placas se encostam ou se empurram. Quando duas placas empurram, uma a outra, as pedras se erguem formando montanhas.

A Terra tem diversos tipos de ambientes. Há lugares frios e mesmo gelados como a Antártida. Lugares como os desertos, Sahara na África e o Vale da Morte nos Estados Unidos, são quentes e secos. Há lugares gelados e secos, desérticos como a Sibéria na Rússia. Locais onde o clima é quente e úmido permitem o crescimento das florestas tropicais.

floresta amazonica

Por que há vida na Terra?[editar | editar código-fonte]

Para onde quer que se olhe na Terra, podemos encontrar seres vivos. Podem ser minúsculos como as bactérias, mas estão lá. Já encontramos bactérias em locais gelados, extremamente quentes, muito profundos, altíssimos e mesmo completamente escuros.

O que todas as coisas vivas na Terra precisam, na verdade, é de água. Onde quer que exista alguma água, haverá alguma coisa viva também, mesmo que você não possa ver.

Se os Homens encontrarem água em estado líquido em algum lugar do Sistema Solar, os cientistas acreditam que poderemos encontrar também alguma coisa viva.

Se isso não acontecer, sempre existe o resto todo do Universo para explorar!

Também existe outra possibilidade. Todas as coisas vivas que conhecemos precisam de água líquida mas, pode ser que em algum outro lugar existam coisas vivas que não precisem de água. Pode ser que a gente apenas precise aprender como reconhecê-las.

Um pouco sobre a Lua da Terra?[editar | editar código-fonte]

A Terra tem apenas uma lua e nós a chamamos de ......... Lua! Algumas vezes usamos o nome em latim Luna, assim não fazemos confusão com outros planetas e suas luas. A Lua também já foi chamada de Selene, que para os gregos antigos, era o nome da deusa da lua.

Há várias teorias para explicar de onde a Lua veio (afinal, não havia ninguém por aqui para ver o que aconteceu), a teoria mais aceita é a seguinte: quando a Terra era muito jovem, um grande corpo celeste atingiu o planeta e arrancou um pedaço da Terra, que hoje é a Lua.

nossa Lua

Quanto tempo dura um dia na Terra?[editar | editar código-fonte]

Um dia na Terra dura 24 horas. Isso engloba o dia e a noite. Vinte e quatro horas é o tempo que a Terra leva para girar em torno de si mesma.

Na parte da Terra que fica virada para o Sol, é dia e na outra metade, oposta ao Sol, é noite. É por causa da rotação da Terra que o Sol nasce o leste e se põe no oeste. Também dá a impressão de que o Sol está se movendo sobre a Terra. Na verdade, é a Terra que se move!

Nós não sentimos que a Terra gira, porque ela é enorme comparada com o tamanho das pessoas. Além disso, a Terra está inclinada cerca de 23°, portanto tem épocas em que o Pólo Norte ou o Pólo Sul durante um tempo, ficam de frente ou de costas para o Sol.

Se você vive num dos Pólos da Terra pode passar um dia inteiro no escuro ou uma noite toda como se fosse dia.

Quanto tempo dura um ano no planeta?[editar | editar código-fonte]

Um ano na Terra tem cerca de 365 dias mais 1/4. Esse é o tempo que a Terra leva para orbitar o Sol. Há cada quatro anos temos um ano bissexto, isto é, tem um dia a mais no calendário, no mês de fevereiro tem o dia 29. Isso acontece para acertar aquele 1/4 de dia que sobra a cada ano.

a crosta, o manto e o núcleo da Terra

A Terra é feita de quê?[editar | editar código-fonte]

Quando um planeta é feito de rochas, nós chamamos sua superfície de crosta. Abaixo da crosta da Terra tem rochas muito quentes, algumas delas estão derretidas. Elas ficam numa camada chamada manto. As rochas derretidas são o que se vê saindo dos vulcões, é quando são chamadas de lava.

Sob o manto fica o núcleo da Terra. A idéia é que ele é feito de ferro e níquel sólidos, envolvidos por ferro fundido. A temperatura no núcleo é muito, muito quente!

A crosta terrestre é bastante fina comparando com o manto e o núcleo, mas é bastante grossa para nós, tanto que ninguém ainda conseguiu perfurá-la até o fundo. Mesmo as minas mais profundas estão muito distantes de chegar às camadas mais fundas.

Vulcão Kilauea

Como é a força da gravidade na Terra?[editar | editar código-fonte]

É muito fácil saber seu peso na Terra usando uma balança. Você tem peso porque a gravidade da Terra puxa você para o centro dela. Normalmente, o chão ou o solo está no caminho e você fica preso a ele.

Note que a gravidade varia um pouco dependendo do local onde você deseja pesar um objeto. Diferentes tipos de balanças podem mostrar pesos diferentes em diferentes lugares, na prática, a diferença é pequena demais para ser notada.

a Terra vista da Lua

A gravidade é uma força de grande importância. Da mesma forma que mantém você firmemente agarrado à Terra, ela mantém a Lua orbitando a Terra, a Terra orbitando o Sol e o Sol no centro da Via Láctea, nossa galáxia. A gravidade é que mantém as estrelas e planetas no formato de bolas. De fato, sem a gravidade nem sequer haveria um Sol, Lua ou Terra, porque o material de que eles são feitos ia ficar flutuando no espaço.

De onde veio o nome Terra?[editar | editar código-fonte]

A palavra terra é usada tanto para o planeta Terra como para o solo. Outros nomes foram usados como Gaia e Tellus. Gaia é a deusa grega, a Mãe, aquela que cria, por isso muitas vezes você pode escutar alguém dizendo Mãe Terra e Terra é a mesma deusa para os romanos e Tellus é o nome em latim para Terra.

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Referências[editar | editar código-fonte]

  • "Ele também é o único planeta que conhecemos ..." [28] [29]
  • "A Terra é quase ..." [30] [31]
  • "A massa da Terra ..." [32]
  • "A superfície da Terra é feita de ..." [33] [34]

Lua


A Lua é o nosso vizinho mais próximo no espaço.


Fatos sobre a Lua

Moon symbol crescent.svg

  • Quando olhamos para a Lua, da Terra, vemos sempre mais ou menos o mesmo lado. Até a Luna 3 enviar fotos em 1959, ninguém sabia como era o outro lado da Lua
  • A Lua é quase duas vezes maior que o planeta Plutão.
  • O Homem na Lua não é sempre visto como um homem. Pessoas da Índia o veem como uma velha com uma roca de fiar. Pessoas do México o veem como um coelho!Não é estranho?
  • A Lua não é tão pequena comparada com a Terra. Ela é, na verdade a maior lua do Sistema Solar, em relação ao tamanho de seu planeta. Às vezes, a Terra e a Lua juntos são chamados de sistema binário ou sistema de planeta duplo.
  • A Lua é a quinta maior lua do Sistema Solar.



Qual seu tamanho?[editar | editar código-fonte]

A maioria dos planetas do Sistema Solar são muito maiores do que suas luas, mas a Terra e a Lua estão muito mais próximas em tamanho. A Lua tem pouco menos de 3.500 quilômetros de largura. Ou seja, mais de um quarto do tamanho da Terra (cerca de 12,600 kms de largura), como você pode ver na imagem. Por causa disso, o conjunto Terra/Lua algumas vezes é chamada de binário ou sistema de dois planetas.


Como é a superfície da Lua?[editar | editar código-fonte]

A Lua não tem atmosfera. Ela também não tem água no estado líquido em sua superfície. Durante o dia, torna-se muito quente, mas à noite é gelada. Os astronautas portanto, precisam estar protegidos por um traje espacial e com um capacete que lhes permita respirar oxigênio.

A Lua tem muitas crateras em sua superfície. A maior delas é chamada de South Pole-Aitken Basin e tem aproximadamente 2500 km de diâmetro.

Achamos que quase todas as crateras em luas ou planetas foram feitos por pedras enormes que se chocaram com eles há muito tempo atrás. Essas colisões são chamadas de impactos.

Há também na Lua, áreas mais escuras chamadas maria (ou mares) São grandes piscinas de lava que esfriaram há muito tempo atrás. A maioria delas estão no lado da Lua que podemos ver, aqui da Terra. As áreas mais claras na Lua são as mais altas.


Como é a rotação da Lua?[editar | editar código-fonte]

Tomando-se como referencia as estrelas, são necessários 27,3 dias para que a Lua dê uma volta completa ao redor da Terra. Esse intervalo de tempo é chamado de mês sideral ou período sideral da Lua.


Comparação do tamanho da Lua e da Terra.


Fases da Lua[editar | editar código-fonte]

Conforme a Lua se desloca em torno da Terra durante qualquer mês do ano, ela muda de aparência.

Se você observar com atenção, vai ver que a Lua tem fases.

Essas fases, que são quatro e são nomeadas de acordo com a luminosidade da Lua: cheia, minguante, nova ou crescente.

  • A Lua é chamada de Lua cheia quando o Sol ilumina totalmente a parte voltada para a Terra.
  • A Lua é chamada de Lua minguante quando fica muito pouco iluminada. Na verdade, a maior parte dela fica no escuro e nós vemos apenas um pedacinho iluminado, que parece a letra C ao contrário.
  • A Lua é chamada de Lua nova quando está pouco iluminada, muito apagadinha porque a parte que está voltada para a Terra não fica iluminada pelo Sol.
  • A Lua é chamada de Lua crescente quando ela está mudando de Lua nova para Lua cheia. A Lua crescente recebe a luz do Sol apenas num dos lados, do lado oposto da Lua minguante.
as fases da Lua


Do que a Lua é feita?[editar | editar código-fonte]

A superfície da Lua é feita de rochas e poeira. Ela é mais fina sob a maria(grande piscina de lava endurecida) e mais densa sob as partes altas. Talvez mesmo, exista mais maria no lado mais próximo, porque a crosta é mais fina. É mais fácil, numa crosta fina, a lava subir até a superfície.

Se acredita que a Lua tenha um pequeno núcleo com cerca de 300 kms de diâmetro. O núcleo é composto de ferro sólido. E porque o núcleo é sólido, a Lua não tem o seu próprio campo magnético.

Como é a força da gravidade?[editar | editar código-fonte]

A gravidade da Lua é um sexto da da Terra; uma pessoa que pese 82 kg na Terra pesa somente 14 kg na Lua.


De onde veio o nome?[editar | editar código-fonte]

O astronauta Harrison Schmitt coletando pedras da Lua, durante a missão Apolo 17

A palavra vem do latim Luna, que na mitologia romana era o nome da deusa relacionada à nossa Lua. Na mitologia grega essa deusa era chamada Selene mas nós ficamos mesmo é com Lua. Agora nós chamamos de lua qualquer satélite que qualquer planeta.


Quem descobriu?[editar | editar código-fonte]

Na Grécia e na China, na antiguidade, há mais de 2000 anos atrás os estudiosos já sabiam que a luz da lua era o reflexo da luz do Sol.

Além disso, na Grécia antiga, observaram que a Lua provoca marés na Terra.

Mais recentemente, Luna 1 foi a primeira nave espacial a realizar um sobrevoo na Lua. A Luna 2 foi a primeira nave espacial a pousar na Lua, e a Luna 3 foi a primeira a fotografar o lado mais distante da Lua, que você não pode ver a partir da Terra. As Lunas 1, 2, 3 foram lançadas em 1959. A Surveyor 3, em 1967, foi a primeira sonda a examinar o solo da Lua. Ele cavou 17,5 centímetros do solo em busca de amostras para estudo.

Em 1969, a Apollo 11 foi a primeira nave espacial a levar o Homem à Lua.

Referências[editar | editar código-fonte]

Marte

Mars symbol.svg Fatos sobre Marte:

  • Marte é vermelho por causa da poeira na superfície das pedras.
  • A montanha mais alta do Sistema Solar é chamada Monte Olimpo e é um vulcão em Marte
  • Marte tem gelo nos polos, assim como a Terra
  • Marte tem leitos antigos de rios, onde, os cientistas acham que água líquida corria, há milhões ou bilhões de anos atrás.
  • A cratera Tooting em Marte recebeu esse nome por causa de um subúrbio de Londres.


Marte é o quarto planeta a partir do Sol. Ele chamado de um planeta terrestre porque sua crosta é feita de rochas, assim como a Terra.

Qual é o tamanho do planeta?[editar | editar código-fonte]

Comparação entre o tamanho de Marte e da Terra



Marte é o segundo menor dos oito maiores planetas do Sistema Solar. Apenas Mercúrio é menor do que ele.

Ele possui mais ou menos 7,000 kms de largura; justamente a metade da largura da Terra.

Uma vez que a Terra está coberta de água, a superfície total de Marte seria tão grande quanto toda a terra da Terra.

Em tese seria possível abrigar colônias de seres humanos num tempo futuro.


Como é a superfície de Marte?[editar | editar código-fonte]

vista de Marte pela sonda Spirit

A superfície de Marte é muito parecida com um deserto da Terra; é muito seco e poeirento, mas também é muito frio. Há muitas rochas espalhadas e dunas de areia fina.

Crateras causadas pelos impactos (com outros corpos celestes) marcam a superfície de Marte, mas não tanto quanto a superfície da Lua.

Uma das crateras é a enorme Hellas Planitia. Ela tem cerca de metade do tamanho da porção continental dos Estados Unidos. A metade mais ao sul do planeta tem mais crateras do que a metade ao norte. No sul, também o solo é mais elevado.

O Monte Olimpo visto de cima. A maior montanha do Sistema Solar.

Há uma área em Marte, chamada Tharsis Bulge que é um enorme platô vulcânico. Ali estão quatro imensos vulcões, que não estão ativos desde milhões de anos. O maior deles é chamado Monte Olimpo, tem 27 kms. de altura, o que faz dele a maior montanha do Sistema Solar; Ele é mais de três vezes mais alto que o Monte Everest aqui na Terra.

Marte também tem um enorme Canyon chamado Valles Marineris que é muito maior que o Grand Canyon na Terra.

Assim como na Terra, Marte possui calotas de gelo nos pólos. Porém elas são compostas de dióxido de carbono congelado junto com gelo. Durante o inverno Marciano, em cada polo, a calota aumenta quando o dióxido de carbono da atmosfera congela. A calota diminui quando é verão em Marte. Assim como na Terra, quando é inverno num dos polos, é verão no outro.

Há uma atmosfera em Marte, mas muito leve. Também há muito mais dióxido de carbono do que oxigênio. É por isso que precisaríamos de trajes espaciais para visitar Marte. A atmosfera ajuda a proteger o planeta dos meteoritos menores.

Quando Marte chega mais próximo do Sol, a atmosfera pode criar tempestades de poeira. Algumas dessas tempestades são gigantescas e podem cobrir todo o planeta de nuvens de poeira. Tempestades de poeira em Marte podem durar por centenas de dias, com ventos alcançando mais de 200 kms. por hora. Imensas tempestades assim, já foram vistas da Terra através de telescópios.


Quanto tempo leva um dia em Marte?[editar | editar código-fonte]

Um dia em Marte tem apenas 39 minutos e 35 segundos a mais do que na Terra, já o ano em Marte, é quase duas vezes o ano na Terra, são 687 dias terrestres.

Bem parecido com a Terra, o eixo de rotação de Marte é inclinado, isso permite que o planeta tenha estações, enquanto viaja ao redor do Sol.

O verão ocorre na metade do planeta que está virada para o Sol enquanto é inverno do outro lado. Quando passa meio ano marciano, as estações revertem. Portanto, essas estações duram duas vezes mais do que na Terra.

De que Marte é feito?[editar | editar código-fonte]

o interior de Marte

A parte externa, a superfície rochosa de Marte, é chamada crosta. A maior parte da crosta é feita de basalto, um tipo de rocha feita de lava fria e dura.

Como na Terra, Marte tem uma camada de rochas abaixo da crosta chamada de manto. O manto é muito mais quente do que a crosta e tem pedras parcialmente derretidas.

Porém, a crosta de Marte ficou mais grossa, de modo que a lava do manto, não chega mais à superfície. Há vulcões em Marte sim, mas eles não estão mais ativos.

No centro de Marte há um núcleo feito de metais como ferro e níquel.

Se Marte fosse do mesmo tamanho da Terra, o núcleo de Marte seria menor do que o da Terra. Portanto, uma grande parte de Marte é feita de rochas e porque as rochas são mais leves que os metais do núcleo, Marte tem menos densidade do que a Terra.

Quanto você pesaria em Marte?[editar | editar código-fonte]

Marte em detalhes

Se você estivesse em Marte, seria mais leve, por exemplo, se uma pessoa pesa 68 quilos na Terra, ela teria 26 quilos em Marte.

Você poderia erguer objetos que na Terra pesariam três vezes mais, com facilidade. Você poderia pular três vezes mais alto em Marte do que na Terra e demoraria muito mais tempo para cair no chão. Imagine um jogo de basquete em Marte?

Mesmo que pareça que você poderia ter poderes de um super herói em Marte, há coisas impossíveis de fazer. Ainda que uma rocha grande possa pesar menos e você possa erguê-la, ela ainda terá a mesma massa. Caso você tentasse pegá-la, ela derrubaria você, e se caísse em cima de você, o esmagaria.

Quem descobriu Marte e quem deu nome a Marte?[editar | editar código-fonte]

Ninguém sabe, mas os registros mais antigos vem dos egípcios, mais de 4000 anos atrás, que anotaram os movimentos de Marte. Na tumba do faraó Seti I vemos o desenho de Marte no teto. Os babilônios, os chineses e os gregos também estudaram Marte há mais de 3000 anos atrás.

Os gregos aprenderam sobre Marte com os babilônios e estes chamavam Marte de Nergal, que era o deus da guerra deles. Então, os gregos passaram a chamar Marte de Ares, seu próprio deus da guerra.

Na mitologia romana, Marte era o deus da guerra e da agricultura. O planeta Marte foi assim chamado porque sua aparência é vermelha como o sangue, por causa das rochas de sua superfície.


Exploração[editar | editar código-fonte]

As tentativas de explorar Marte, começaram em 1960, com a Mars 1. Ela falhou assim como diversas outras missões feitas pela União Soviética em 1960.

A primeira missão a ter sucesso foi a norte americana Mariner 4 em 1964. A maioria das outras missões Mariner também foram bem sucedidas. A última missão Mariner foi a de número 9, que pousou em meio a uma tempestade de poeira.

De qualquer maneira, essas missões eram sondas, a primeira espaçonave a pousar em Marte foi a Viking 1 em 1976. A Viking 2 pousou 19 dias depois e juntas elas tiraram ótimas fotografias da superfície de Marte.

fotografia feita pela Curiosity, solo de Marte

Muito além de todas essas missões, tivemos: Pathfinder, Mars Global Surveyor, Mars Odyssey e Mars Express, e muitas descobertas ainda não foram feitas.

O mais novo explorador, o robô Curiosity da Agência Espacial Americana (Nasa) encontrou novos indícios de que alguma vez houve água em Marte.


O Curiosity, que aterrissou em agosto de 2012 na cratera Gale do planeta vermelho equipado com instrumentos de alta tecnologia, tirou fotos de vários pedregulhos de superfície lisa e redonda, muito similares aos vistos nos leitos dos rios da Terra.

Mais de 515 pedras foram examinadas, é até bastante para afirmar que elas pareciam com as pedras que ficam dentro dos rios, aqui na Terra. Nos nossos rios, tem muitas pedras bem lisinhas e meio redondas que chamamos de seixos rolados, porque elas viajam dentro dos rios e vão ficando polidas. Muito provavelmente, em Marte elas viajaram também dentro de rios que existiram ali.


O planeta Marte sempre foi motivo de curiosidade aqui na Terra. A pergunta desde a antiguidade foi: será que tem vida em Marte? Qualquer tipo de vida. Então, reproduzimos aqui, parte da entrevista coletiva da NASA em 28/09/2015.


  • A Nasa afirmou nesta segunda-feira que Marte possui córregos de água salgada durante o verão. A informação pode mudar as discussões sobre se existe vida no planeta.
  • Os pesquisadores disseram que é possível haver um ciclo completo da água como o do planeta Terra. Eles lembraram a descoberta feita com auxílio do Curiosity de que há bilhões de anos havia grandes quantidades de água no planeta, indicando que também haveria chuva.
  • Os próximos desafios, segundo os cientistas, são: descobrir outras regiões que podem ter água; descobrir exatamente de onde a água veio.
  • Os pesquisadores afirmaram que a melhor forma de avançar na pergunta sobre se existe vida em Marte será com as amostras a serem coletadas em 2020.
Agora é esperar para descobrir.



Referências[editar | editar código-fonte]

  • Steven W. Squyres, ''Mars, World Book Online Reference Center, World Book, Inc., 2004. [67] [68]
  • "a terrestrialplanet" [69]
  • "How big is the planet?" [70] [71]
  • "How long is a day on this planet?" [72] [73]
  • "What is it made of?" Steven W. Squyres, ibid.

Fobos


Fobos visto pela nave Viking 1 Orbiter

Fatos sobre Fobos:

  • Fobos orbita Marte bem mais perto do qualquer outra lua no nosso Sistema Solar.
  • A tese é que nos próximos 50 milhões de anos, a gravidade marciana esmigalhe Fobos em pequenos pedaços, possivelmente causando impactos espetaculares em Marte.
  • Leva menos tempo para Fobos orbitar Marte do que o planeta fazer a rotação em torno de seu eixo.
  • Diversas crateras de Fobos foram nomeadas como os personagens do livro Viagens de Guliver.


Qual é o tamanho de Fobos?[editar | editar código-fonte]

Fobos é realmente pequena se comparada à maioria das luas do Sistema Solar. Ela não é redonda como uma esfera e sim um objeto bem irregular, parece mais uma batata. No seu ponto mais largo, ela mede 26 kms e no mais estreito 18 kms, mais ou menos. Fobos é basicamente do tamanho de uma grande cidade da Terra.


Como é sua superfície?[editar | editar código-fonte]

Digamos que a aparência básica é bem parecida com a nossa Lua, exceto porque sua superfície é mais exagerada.

Fobos em órbita sobre Marte. Foto Viking-2 Orbiter. Abaixo o vulcão Ascraeus Mons em Marte.


Assim como nossa Lua, Fobos não tem atmosfera e da mesma forma, tem uma face que fica constantemente virada para Marte e é chamada tidally locked (gravitacionalmente bloqueada).

Uma grande diferença é que praticamente não há gravidade em Fobos. Se você pular, apenas com suas próprias pernas, poderá entrar em "orbita" e "voar" em volta de Fobos. A gravidade lá tem apenas 1/100 de força do que na Terra. Isso também afeta as "montanhas" em Fobos, o que lá parecem ser penhascos enormes e outros acidentes geográficos, como na nossa Lua, devem ter despencado por causa da gravidade que os puxa para baixo.

Uma das características mais importantes em Fobos é uma cratera gigante chamada Stickney. O impacto dessa cratera teve um efeito significativo na estrutura da lua toda, podemos observar linhas ou "estrias" ao longo da superfície de Fobos que foram causadas por esse impacto.


Se você estivesse de pé em Fobos, ia ter uma vista espetacular de Marte. Ele toma praticamente 1/4 do céu!


Quanto tempo dura um dia em Fobos?[editar | editar código-fonte]

Um dia em Fobos leva 7 horas e 40 minutos.

Como é a órbita de Fobos?[editar | editar código-fonte]

Dizemos que Fobos está tidally locked (gravitacionalmente bloqueado) a Marte. Isso significa que um dia em Fobos é precisamente o tempo que ele leva para orbitar Marte. Portanto o mesmo lado de Fobos está sempre de frente para Marte.

Fobos está muito perto da superfície de Marte. Na verdade está próximo do qualquer outra lua do Sistema Solar que tenha sido descoberta. Isso produz uma experiência interessante para alguém que esteja em Marte, onde Fobos nasce no oeste e se põe no leste, uma vez que ele viaja mais rápido do que o Sol num dia marciano.


Solar eclipse by Phobos on Mars

Fobos causa um eclipse solar em Marte?[editar | editar código-fonte]

Assim como a Terra e a Lua, Fobos também eclipsa o Sol em Marte. Isso é chamado trânsito e produz o mesmo efeito que nós vemos um eclipse solar. Se você pudesse ver esse eclipse em Marte, veria que o Sol fica bastante escurecido, mas nunca totalmente como se vê na Terra. Isso acontece porque Fobos é muito pequeno para cobrir o Sol. Também como já vimos, a órbita de Fobos é tão rápida que o eclipse ia durar apenas poucos segundos, ao invés de alguns minutos como se vê na Terra.

Existe algum futuro para os Homens em Fobos?[editar | editar código-fonte]

Por causa da baixa gravidade e do fato de Fobos estar tão perto de Marte, talvez ele possa servir como local para desembarcar suprimentos e pessoas que depois irão para a superfície do planeta ou ao contrário, que depois virão para a Terra. É bastante possível que quando o Homem for à Marte, visite Fobos também. Fobos também tem água sólida que poderá ser útil aos futuros astronautas.

Os cientistas dizem que Fobos é um mundo condenado, que em 50 milhões de anos não existirá mais. A cada ano, ele fica 2 metros mais próximo da superfície de Marte e eventualmente vai colidir ou será esmigalhado, formando anéis que orbitarão Marte e talvez caiam no planeta.


foto em close de Fobos pela Viking-1 Orbiter

Por quê o nome Fobos?[editar | editar código-fonte]

Fobos (grego antigo Φόβος) foi chamado assim porque na mitologia os filhos de Marte eram o medo e o terror, Fobos era o Medo e Deimos (o outro satélite de Marte) o Terror.


Como foi descoberto?[editar | editar código-fonte]

Asaph Hall foi um astrônomo do United States Naval Observatory, onde ele estudou muitos planetas e objetos do Sistema Solar. Em 1877 ele descobriu Fobos e Deimos e os identificou como duas luas de Marte. O nome Fobos foi sugerido por Henry Madan, baseado na Iliada, um clássico da literatura e da mitologia gregas. Sua esposa batizou a cratera gigante Stickney com seu nome de solteira.

Deimos

Deimos visto pela Viking-2 Orbiter


Fatos sobre Deimos :

  • Deimos é uma das menores luas do Sistema Solar.
  • Deimos tem um satelite chamado, assim como ele, Deimos-1.
  • A maioria das pessoas pularia para fora da zona de gravidade de Deimos.

De que tamanho é Deimos?[editar | editar código-fonte]

Deimos é uma das menores luas do Sistema Solar, com apenas 12 kms de diâmetro, cerca de 1/2 diâmetro de Fobos.

É espantoso como Deimos foi visto e identificado como uma lua, antes de Fobos. Em parte isso aconteceu, por causa de sua maior distância de Marte, o que significa que ele não estava tão ofuscado pelo brilho de Marte. A superfície de Deimos é praticamente o tamanho de uma cidade de médio porte da Terra. Ele também tem um formato muito irregular por causa do seu tamanho.

comparação entre Fobos e Deimos

Do ponto de vista de alguém em Marte, Deimos apareceria como uma estrela muito brilhante e não seria possível identificar nenhuma característica de sua superfície sem ajuda de um telescópio.


Como é sua superfície?[editar | editar código-fonte]

A superfície de Deimos não apresenta atmosfera de nenhuma espécie. Ele é cheio de crateras dos meteoros que atingem sua superfície, assim como a Lua da Terra.


A superfície de Deimos é feita de rochas muito escuras chamadas carbonaceous chondrite, que possuem muitos elementos do carbono. Também existe água congelada na superfície de Deimos, assim como em seu interior.

Deimos tem duas crateras nomeadas, Swift e Voltaire. Swift em homenagem ao irlandês Johnathan Swift que escreveu o livro As Viagens de Guliver. Swift é a menor das duas crateras. Voltaire é para homenagear o francês, defensor da liberdade religiosa e da liberdade de expressão.

O fato de Deimos ser tão pequeno torna a gravidade em Deimos muito, mas muito pequena mesmo. Para ficar em Deimos, uma pessoa teria que ficar presa ao solo por alguma coisa senão, seria sugada para fora da lua. Se houvesse uma estrutura em Deimos construída para seres humanos, teria que ser parecida com o interior de uma estação orbital.

Deimos passando na frente do Sol como visto pela Mars Rover Opportunity

Deimos também fica com um único lado virado para Marte durante sua orbita completa. Isso significa que se você estivesse no lado de frente para Marte, veria sempre o planeta na mesma parte do céu o tempo todo. Do outro lado você jamais veria Marte no céu. Do lado onde se vê Marte, deve ser muito espetacular porque o planeta ocupa um pedaço bem grande do céu.

Uma das razões que fazem os cientistas se interessarem por explorar Deimos, é porque acham que ele era um asteróide que foi capturado por Marte há muitos milhões de anos atrás.

Quanto tempo dura 1 dia em Deimos?[editar | editar código-fonte]

Um dia em Deimos dura 30,5 horas.


Deimos pode causar um eclipse em Marte?[editar | editar código-fonte]

Assim como a nossa Lua fica entre a Terra e o Sol causando um eclipse, Deimos ocasionalmente fica entre Marte e o Sol. Isso é chamado trânsito, que é um termo mais apropriado do que eclipse porque Deimos é tão pequenino e está relativamente longe de Marte, que a porção do Sol que ele esconde é mínima. Alguém no solo de Marte dificilmente notaria o fato.


Deimos

Porque Deimos tem esse nome?[editar | editar código-fonte]

Deimos (Ancient Greek Δεῖμος) é o nome do filho de Ares na mitologia grega; Ares é Marte. Deimos também é chamado "pânico " ou "pavor". Na mitologia grega, Deimos é a personificação do pavor e junto com Fobos (medo) e outros, sempre acompanhava Ares (o deus da guerra) nas batalhas.


Como foi descoberto?[editar | editar código-fonte]

Asaph Hall era astrônomo do United States Naval Observatory, onde ele estudava muitos planetas e objetos do Sistema Solar. Em 1877 ele descobriu ambos, Deimos e, menos de duas horas após, Fobos e as classificou como duas luas de Marte. O nome Deimos foi sugerido por Henry Madan, baseado pelo livro Ilíada, um clássico da literatura grega.

Júpiter

Júpiter.


Jupiter symbol.svg Fatos sobre Jupiter :

  • Por causa de seu campo magnético que aprisiona as partículas do Sol, Jupiter é rodeado por poderosos cinturões de radiação que matariam qualquer um que tentasse penetrar neles.
  • Acredita-se que a lua de Jupiter, Europa tenha um oceano gigantesco abaixo da superfície.
  • A lua de Jupiter, Ganimede, é a maior do Sistema Solar.
  • Jupiter é o terceiro objeto mais brilhante do céu noturno. O primeiro é a nossa Lua e o segundo é Venus.
  • Jupiter tem mais de duas vezes a massa de todos os outros planetas do Sistema Solar somados.
  • Jupiter é considerado uma quase-estrela. A menor estrela anã vermelha é apenas 30% maior do que Jupiter.
  • A mancha vermelha de Jupiter e a Terra têm quase o mesmo tamanho. Isso significa que, existe uma tempestade acontecendo em Jupiter, tão grande quanto a Terra!


Júpiter é o maior planeta do Sistema Solar. Em seu interior caberiam todos os outros juntos.

É o quinto planeta a partir do Sol. O planeta é conhecido desde a Antiguidade e recebeu o nome do principal deus romano, Júpiter.

Júpiter tem anéis em volta de si e muitos satélites (luas) naturais: 79 luas no total.

As quatro maiores luas de Júpiter foram descobertas por Galileu Galilei em 1610 ao apontar seu telescópio para o céu e receberam nomes da mitologia: Io, Europa, Ganimedes e Calisto.

Uma observação mais detalhada do planeta, ainda assim, só pôde ser feita no século XX com o envio de sondas de exploração.

A primeira delas foi a Pioneer 10 dos Estados Unidos, mas muitas outras se seguiram e há inclusive planos para futuras sondas.

Qual seu tamanho?[editar | editar código-fonte]

ordem de tamanho - Sol, Júpiter, Terra e Lua

Júpiter tem 142,984 km ou cerca de 11 Terras de diâmetro no equador. Isso faz com que seja cerca de um décimo do tamanho do diâmetro do Sol! Caberiam cerca de 1.400 Terras. Tem 133,709 km ou 10 Terras de diâmetro de polo a polo.

A rápida rotação de Júpiter (que gira em torno de si mesmo em menos de dez horas, em comparação com 24 horas da Terra) cria uma protuberância no equador.

O campo magnético de Júpiter é a maior do Sistema Solar. Ele tem uma cauda que se estende além da órbita de Saturno. Se pudesse ser visto da Terra, ele pareceria ser cinco vezes o tamanho da lua cheia.

Como é a superfície?[editar | editar código-fonte]

A superfície que vemos não é sólida. Este enorme planeta tem um núcleo relativamente pequeno, sólido e rochoso. Líquidos e gases rodeiam este núcleo e se misturam com a atmosfera.

Júpiter é um planeta muito nublado, venta muito e tem muitas tempestades.

Ele está sempre coberto por uma camada de nuvens, e a velocidade dos ventos, de 600 km/h são comuns.

As tempestades são visíveis como redemoinhos, faixas e manchas. A tempestade particularmente violenta, cerca de três vezes o diâmetro da Terra, é conhecida como a Grande Mancha Vermelha. Essa tempestade já existe pelo menos desde 1831, e talvez desde 1665.

A camada de nuvens é dividida em várias faixas.

As faixas mais claras são chamadas zonas, as faixas mais escuras são chamadas cinturões. As cores são causadas por pequenas mudanças na temperatura e química.

Cada faixa gira na direção oposta à das suas vizinhas. Ao longo das bordas onde as faixas se encontram, estes ventos colidem e criam padrões em espirais.

A atmosfera tempestuosa de Júpiter tem relâmpagos como na Terra. No entanto, enquanto os relâmpagos da Terra podem ser mais quentes do que 50.000ºC, a queda de raios em Júpiter pode passar de 5.000.000ºC, que é cem vezes mais do que na Terra.

Comparação entre os tamanhos de Júpiter e da Terra.

De que é feito?[editar | editar código-fonte]

Júpiter, junto com Saturno, Urano e Netuno, é muitas vezes chamado de gigante gasoso, porque a maioria desses planetas é feita de líquido e de gás.

A maior parte dos estudiosos concorda em dizer que Júpiter é uma grande bola de gases com um núcleo de gelo.

O interior do planeta é muito quente e a pressão enorme. Há uma camada de nuvens de amônia e não de água como na Terra, ventos muito fortes e tempestades.

A maior delas é a conhecida Grande Mancha Vermelha de Júpiter, um grande anticiclone que gira no sentido contrário ao do relógio com o tamanho de três planetas Terra.

A tempestuosa atmosfera de Júpiter tem clarões e raios como a da Terra, mas os de Júpiter podem ser cem vezes mais poderosos que os da Terra. Os raios surgem a partir da pequena quantidade de água existente na parte superior das nuvens.

Anéis e Grande Mancha Vermelha[editar | editar código-fonte]

Grande Mancha Vermelha em foto da sonda Voyager 1 de 25 de Fevereiro de 1979.

Júpiter tem alguns anéis escuros e difíceis de ver, formados de poeira mais do que gelo como os de Saturno.

São tão difíceis de ver, que até a aproximação da sonda Voyager em 1979, os cientistas não sabiam que Júpiter tinha anéis.

Os anéis se estendem por uma área grande, suficiente para atingir a órbita de duas luas mais próximas. Formaram-se a partir do choque de meteoros com essas luas e de material de cometas e outros objetos que possam ter se aproximado de Júpiter.

Já a Grande Mancha Vermelha é provavelmente a característica mais conhecida de Júpiter. Ela é conhecida desde 1831 ou pouco antes.

Trata-se de uma grande tempestade na superfície do planeta. Não é, contudo, a única a existir. Há outras menores, brancas ou vermelhas.

No ano 2000, três dessas tempestades menores se uniram e formaram uma maior, próxima da Grande Mancha Vermelha. Ela foi chamada de Oval BA ou Pequena Mancha Vermelha e desde seu surgimento, mudou de cor, deixando de ser branca e passando a ser vermelha.

Exploração[editar | editar código-fonte]

Por estar muito distante da Terra, as primeiras observações em detalhes de Júpiter só puderam ser feitas após a criação do telescópio.

Foi Galileu Galilei que observou as maiores luas do planeta em 1610.

Muitos anos depois, já no século XX, satélites dos Estados Unidos foram os primeiros a passar perto do planeta: a Pioneer 10 em 1973 e as Voyager 1 e 2 em 1979. As sondas Voyager descobriram os anéis de Júpiter, várias luas e sinais de vulcões em Io.

No final do século, os astrônomos puderam observar a colisão de um cometa com o planeta, cometa Shoemaker-Levy 9, e dessa trombada puderam fazer novas descobertas.

Também foi enviada uma sonda que orbitou o planeta de 1995 a 2003, a Galileo. Outras missões estão planejadas para observação das luas, em que é possível que exista vida.

Luas[editar | editar código-fonte]

Io fotografada pela Galileo Orbiter NASA

Júpiter tem 79 luas conhecidas. As quatro maiores foram descobertas por Galileu em 1610 e por isso são chamadas de luas galileanas. São elas: Io, Europa, Ganimedes e Calisto que são nomes de personagens da mitologia associados com Júpiter.

Io[editar | editar código-fonte]

Europa pela Voyager 2 NASA

Io é um pouco maior que a Lua. Tem muitos vulcões e está coberta por lava de várias cores. Io não tem muitas crateras, porque a lava as cobre depois de algum tempo e seu interior é feito de ferro e minerais.

Não há água ou gelo em Io como nas outras luas galileanas, talvez porque a lua fosse muito quente quando formada. Seu nome vem de uma mulher amada por Júpiter na mitologia romana.


Europa[editar | editar código-fonte]

Europa por sua vez é um pouco menor que a nossa Lua. Sua superfície é coberta de gelo com algumas rachaduras visíveis. Esse gelo pode esconder um grande oceano de água com duas vezes mais água que a existente em toda a Terra.

A existência de água combinada com o calor gerado por vulcões subaquáticos poderia dar origem a vida nesta lua de Júpiter. Europa, além disso, tem uma atmosfera. Seu nome também vem da mitologia romana.

Ganimede visto pelo Voyager-1 NASA

Ganimedes[editar | editar código-fonte]

Ganimedes é a maior lua de Júpiter e do Sistema Solar. É maior até que o planeta Mercúrio. Descobriu-se que Ganimedes tem uma magnetosfera, ou seja, uma região magnética que envolve e protege a lua de pequenas partículas.

Calisto pela Galileo NASA


É provável que exista também água abaixo da superfície congelada de Ganimedes. E assim como em Europa e Io, existe uma atmosfera em Ganimedes. Segundo a mitologia, Ganimedes era o copeiro dos deuses.


Calisto[editar | editar código-fonte]

Calisto tem quase o mesmo tamanho que Mercúrio. É coberta por muitas crateras, algumas delas brilhantes. O relevo de Calisto também apresenta vales e escarpas.

Acredita-se que existam gelo e água abaixo da superfície como em outras luas de Júpiter. Da mesma forma, Calisto também possui uma fina atmosfera. Essa lua poderá, talvez, abrigar bases de exploração humanas no futuro.

Saturno

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Saturno pelo telescópio Hubble


Saturn symbol.svg Fatos sobre Saturno:

  • Se você conseguisse achar uma banheira grande o suficiente, Saturno flutuaria nela.
  • Algumas luas de Saturno podem controlar a largura de seus anéis. Elas são conhecidas como luas pastoras.
  • Embora Saturno seja formado na maior parte de gases, os cientistas acreditam que ele possui um pequeno núcleo rochoso.


Saturno é o sexto planeta a partir do Sol. É o segundo maior planeta do Sistema Solar e sua característica mais chamativa são seus anéis.

Ele, Júpiter, Netuno e Urano são muito parecidos, pois são feitos de gases como o hidrogênio, o hélio e o metano. A superfície sólida em Saturno se limita a um pequeno núcleo rochoso cercado por gases em estado líquido.

Se uma nave fosse pousar em Saturno a pressão a esmagaria.

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Comparação entre o tamanho da Terra e o de Saturno.

Qual seu tamanho?[editar | editar código-fonte]

Saturno tem 120,536 km ou 9.449 Terras de largura.

Como é a superfície?[editar | editar código-fonte]

Saturno é feito principalmente de gás e líquido. Saturno pode ter um pequeno núcleo de rocha e gelo.

Sua atmosfera tem faixas, mas elas não são tão coloridas quanto em Júpiter.

De que é feito?[editar | editar código-fonte]

Nuvens de Saturno pela nave Cassini

Saturno é como Júpiter, um planeta gigante feito de gases com um pequeno núcleo rochoso. Os principais componentes dele são o hidrogênio e o hélio. As nuvens lá não são feitas de água como na Terra, mas de amônia, uma substância venenosa.

O vento e as tempestades em Saturno são várias vezes mais fortes que na Terra alcançando velocidades de 1.800 km/h. Para perceber o quanto isso é rápido, os mais fortes furacões da Terra atingem 300 km/h.

Ele é um planeta muito achatado como se tivesse uma cintura, ou seja, não é tão redondo quanto os outros planetas.

Apesar de ser frio, o planeta emite mais calor do que recebe do Sol por motivos ainda não completamente explicados. É a combinação de calor com os fortes ventos que gera, por vezes, listras amarelas e douradas visíveis na atmosfera do planeta.

Anéis[editar | editar código-fonte]

Os anéis em sua cor natural

Veja como são bonitos os anéis de Saturno! Já imaginou de quê eles são feitos?

Durante muito tempo os cientistas fizeram essa pergunta e houve quem achasse que eles eram uma peça única, como um grande círculo em volta do planeta.

Mas ao contrário do que se possa pensar, eles não são feitos de um único e grande corpo e sim de rochas e gelo. Isso mesmo, gelo. De pedaços tão pequenos quanto grãos de açúcar até grandes blocos do tamanho de casas.

Os anéis se estendem por muitos e muitos quilômetros no espaço, mas são bastante finos, apenas 1 quilômetros de espessura. Claro que um quilômetro é muita coisa, mas se tratando do espaço sideral, é realmente pequeno.

Exploração[editar | editar código-fonte]

Saturno é o quinto e último planeta conhecido desde tempos antigos. Os povos da Grécia, de Roma, China, Japão e outros ainda, o conheciam e atribuíam grande importância ao planeta em suas mitologias.

Imagem dos anéis de Saturno em luz ultravioleta.

Em 1610 Galileu Galilei, também apontou seu telescópio para o planeta, mas o que ele viu foi uma imagem embaçada: parecia que o planeta tinha duas luas muito próximas e foi assim que ele desenhou Saturno.

Na verdade o que produziu essa ilusão foram os anéis de Saturno, só descobertos anos depois por Christiaan Huygens com melhores telescópios. Huygens descobriu também a primeira lua de Saturno conhecida, Titã, em 1655.

Nos séculos seguintes, outras luas foram descobertas, mas nenhuma observação mais detalhada do planeta pode ser feita.

Em 1979 contudo, a Agência Espacial dos Estados Unidos (NASA) enviou a primeira sonda espacial a se aproximar do planeta, a Pioneer 11. Nos dois anos seguintes enviaria mais duas, a Voyager 1 e a Voyager 2 para novas observações e estudos.

Em 1997 foi lançada a sonda chamada Cassini-Huygens que entrou na órbita de Saturno em 2004 e continua em operação. Ela ainda está mapeando as luas de Saturno e já fez incríveis descobertas. Ela deve continuar em funcionamento até 2017, quando deve ser direcionada para próximo dos anéis e, por fim, entrar em órbita cada vez mais próxima de Saturno até mergulhar em sua atmosfera.[98]


Luas[editar | editar código-fonte]

Saturno é o segundo planeta com mais luas no Sistema Solar, com cerca de 60, perdendo apenas para Júpiter e muitas dessas luas têm nomes.

O tamanho das luas de Saturo e o tamanho de certos pedaços grandes de gelo de seus anéis são muito parecidos. Isso significa que nunca podemos saber exatamente a quantidade de luas que o planeta tem, dá para fazer uma confusão!

Novas luas ainda estão sendo descobertas. Sua maior lua chamada Titã é grande o suficiente para ser, ela mesma um planeta!

Essas luas são únicas, muito diferentes entre si. Pode-se ver desde a superfície coberta de nuvens alaranjadas de Titã a segunda maior lua do Sistema Solar, até a superfície coberta de crateras de Febe, ou Encélado que mostra sinais de mudanças recentes em sua superfície e Japeto que tem um lado escuro como breu e outro claro como neve.

Luas Pastoras[editar | editar código-fonte]

Há algumas luas em forma de pequenas batatas nos anéis de Saturno ou próximo deles. Elas controlam as partículas de gelo com sua gravidade e por isso são chamadas luas pastoras.

De acordo com a página do Planetário do Rio de Janeiro

as luas pastoras são pequenos satélites naturais responsáveis por definir os limites (bordas) de alguns dos anéis de Saturno. A gravidade destes astros mantém o anel de partículas “na linha”. Isto é, muito parecido com o que acontece num rebanho de ovelhas conduzidos por cães. É bem possível que este tipo de comportamento seja comum entre outras luas e outros anéis de planetas do Sistema Solar.

Conhecemos atualmente mais de 60 luas em Saturno. Cinco delas são chamadas de pastoras: Prometheus, Pandora, Dafne, Pan e Atlas.


Luas de Saturno[editar | editar código-fonte]

Vamos conhecer algumas delas?


Titã[editar | editar código-fonte]

Titã

Titã foi descoberta em 1655 por Christiaan Huygens. É a maior lua de Saturno e a segunda maior lua do Sistema Solar. É menor apenas que Ganimedes em Júpiter e maior até que o planeta Mercúrio. Seu nome vem da antiga mitologia grega. Os titãs eram uma raça de gigantes que competiam com os deuses pelo domínio do mundo.

Um outro atributo interessante de Titã é que ela está cercada de nuvens e de um atmosfera espessa, sessenta vezes mais grossa que a da Terra! Titã apresenta por causa disso, um clima em que o metano (substância de que são feitas as nuvens), cai em forma de chuva.

Até pouco tempo atrás, a superfície de Titã não podia ser vista por causa dessas nuvens, mas recentemente, as sondas espaciais enviadas para observá-la notaram que ela é rochosa e apresenta grandes lagos em algumas regiões.

Embora esses lagos possam não ser de água, existe a possibilidade de que haja vida em Titã. A observação de Titã pode ajudar a entender como a vida se formou na Terra.

Japeto[editar | editar código-fonte]

Japeto.

Japeto é a lua mais estranha de Saturno. Um de seus lados é completamente escuro, enquanto o outro é muito claro.

O lado claro é dez vezes mais claro que o outro, está coberto de gelo. O gelo provavelmente veio de outra lua.

Por quase todo o equador do seu lado escuro, corre uma grande cordilheira. E o lado claro, por sua vez, é coberto de crateras.

Japeto foi descoberto em 1671 por Giovanni Cassini e recebeu o nome do deus-titã do tempo.

Réia, Dione e Tétis[editar | editar código-fonte]

Réia, Dione e Tétis são luas muito parecidas entre si. As três são feitas de gelo e têm cor cinza.

As três têm a superfície cobertas de crateras e apresentam longos penhascos ou vales de gelo que se estendem por enormes distâncias em suas superfícies.

O vale de gelo de Tétis em especial apresenta 100 quilômetros de largura, 2.000 de extensão e entre 3 e 5 de profundidade! É chamado de Ithaca Chasma. Outra característica interessante de Tétis é a enorme cratera Odisseu que tem 400 quilômetros de extensão.

Os cientistas acreditam que Réia e Dione tiveram gêiseres ou vulcões no passado e o gelo ou as cinzas que se acumularam, deram um brilho maior às duas luas.

Réia é a terceira maior lua de Saturno e foi descoberta em 1672 por Giovanni Cassini enquanto Dione e Tétis em 1684.

Na mitologia grega, Réia, Dione e Tétis eram irmãs de Saturno.

Mimas[editar | editar código-fonte]

Mimas.

Mimas é uma lua fria e cinzenta. Sua característica mais chamativa é uma cratera com um terço do diâmetro da lua. Suas bordas medem 5 mil metros e há uma montanha em seu centro quase tão alta quanto o Monte Evereste.

O impacto que criou essa cratera quase destruiu Mimas, o que pode ser notado por fraturas do lado oposto à cratera. Essa cratera é chamada de Herschel em homenagem ao descobridor de Mimas, William Herschel, que a descobriu em 1789. Mimas foi um Titã da mitologia grega.

Encélado[editar | editar código-fonte]

Superfície de Encélado.


Diferente da maioria das luas, Encélado tem uma superfície de formas variadas, com crateras, fissuras, planícies e terrenos ondulados, mas está coberta de gelo.

Observou-se recentemente em Encélado a existência de uma atmosfera e de sinais de vulcanismo, seja de gêiseres ou de vulcões. Isso faz de Encélado uma das três luas do Sistema Solar em que isso foi observado - as outras são: Io em Júpiter e Tritão em Netuno.

Isso gera a possibilidade de que exista vida em Encélado, mesmo com o frio de -198° C à superfície. Novas pesquisas estão programadas.

Como outros satélites de Saturno, Encélado, recebeu seu nome de um Titã da mitologia grega que era conhecido como senhor do gelo. Também foi descoberto em 1789 por William Herschel, o mesmo descobridor de Mimas.


Referências[editar | editar código-fonte]

Urano

Urano é o sétimo planeta do Sistema Solar a partir do Sol. Ele foi descoberto por William Herschel em 1781.

Pela distância a que está do Sol, Urano demora 84 anos terrestres a completar a sua órbita. Um dos aspectos mais curiosos desse planeta é o seu eixo de rotação ser inclinado, isso significa que ele roda deitado.

Urano possui uma cor azul-esverdeada, característica proveniente da mistura de diversos gases contidos na sua atmosfera.

Urano em foto da Voyager 2


Uranus symbol.ant.png

Fatos sobre Urano:

  • Os anéis de Urano parecem brancos nas fotos, mas, na realidade eles são feitos de um material da cor de asfalto.
  • Quando foi avistado pela primeira vez, Urano foi confundido com uma estrela. Foi chamado de "34 Tauri".
  • Urano gira sobre seu próprio lado. É o único planeta a fazer esse movimento.


Qual é o tamanho de Urano?[editar | editar código-fonte]

Comparação entre Urano e Terra


Urano tem 51,118 kms, cerca de 4 Terras de largura. Ele é o terceiro mais largo e o quarto planeta mais pesado do Sistema Solar.


Como é a superfície de Urano?[editar | editar código-fonte]

Urano não tem uma superfície onde você pode ficar de pé sem afundar dentro de sua atmosfera.

Aproximadamente 80% da massa de Urano é composta por uma mistura fluida de gelos de metano, água e amônia, e em sua atmosfera também é possível encontrar hidrogênio e hélio.

Com respeito ao núcleo, acredita-se que ele seja rochoso e que tenha mais ou menos o tamanho da Terra.

Como são os anéis de Urano?[editar | editar código-fonte]

Urano possui dois conjuntos de anéis, somando um total de 13 anéis! O conjunto mais interno é composto principalmente por anéis mais finos e escuros, enquanto o mais externo é formado por dois anéis coloridos, um azul e o outro vermelho.

Esses anéis foram descobertos por acaso em 1977. Os cientistas estavam estudando uma estrela brilhante perto de Urano. O fato é que a luz dessa estrela era bloqueada antes e depois, quando ela desaparecia por trás de Urano. Por causa dessa observação, eles calcularam que Urano possuía um sistema de anéis.

Como são suas luas?[editar | editar código-fonte]

Anéis e luas de Urano

Urano tem 27 luas conhecidas. As melhores fotos que temos dessas luas foram feitas pela nave Voyager 2 em 1986.

As cinco maiores são: Miranda, Ariel, Umbriel, Titania and Oberon.

Até aqui vimos que os astros receberam nomes da mitologia grega ou romana. No caso de Urano, suas luas receberam nomes de personagens criados por William Shakespeare e Alexander Pope.


Miranda[editar | editar código-fonte]

Miranda é a menor e a que está mais perto das luas maiores de Urano. Ela é basicamente feita de uma mistura igual de gelo e rochas. Ela foi examinada de perto pela Voyager 2 em 1986. Miranda mostra uma série de picos, vales e superfícies lisas, bem como desfiladeiros escuros de grande profundidade.

Miranda

Ariel[editar | editar código-fonte]

Feita de rochas e gelo, Ariel tem muitos vales mas poucas crateras, parece que algumas partes de sua superfície foram congeladas. Ariel parece ter atravessado um período de intensa atividade geológica que produziu uma complexa rede de desfiladeiros e fluxo de água líquida em sua superfície.


Umbriel[editar | editar código-fonte]

É feita de muito gelo e algumas rochas. Também é a lua mais escura entre as maiores de Urano. Uma outra característica da superfície de Umbriel é o fato de possuir muitas crateras.

Titania


Titania[editar | editar código-fonte]

Titania é a maior lua de Urano. Ela é composta de rochas e gelo. Sua superfície é coberta por desfiladeiros escarpas e diversas crateras.

Oberon[editar | editar código-fonte]

Oberon

Esta é, das maiores luas de Urano, a que fica mais externa. Oberon também é feita de rochas e gelo, A sua superfície é caracterizada pela existência de muitas crateras de impacto, resultante de colisões com asteróides e cometas Algumas dessas crateras tem raios brancos à sua volta e seu solo muito escuro.


Outras luas[editar | editar código-fonte]

Existem ainda pequeninas luas que orbitam Urano dentro da órbita de Miranda. Outras possuem órbitas além de Oberon.

Quanto tempo dura uma noite em Urano?[editar | editar código-fonte]

luas de Urano

As noites têm duração de quarenta anos da Terra e nesses períodos as temperaturas atingem – 210ºC. É mesmo de congelar!

Quanto tempo dura um ano em Urano?[editar | editar código-fonte]

Um ano em Urano, dura 84 anos da Terra.


Por que esse planeta se chama Urano?[editar | editar código-fonte]

Porque Ouranos, era o nome grego para Céu. Ele era um deus da antiguidade para os gregos, era o maior deus de todos. De acordo com a mitologia grega, Ouranos era o marido de Gaia, a Mãe Terra.

Netuno

Netuno visto pela Voyager 2


Netuno é o oitavo planeta do Sistema Solar e se tornou o último em ordem de afastamento do Sol, desde a reclassificação de Plutão para a categoria de planeta-anão, em 2006.

Ele foi descoberto em 1846, mas foi encontrado por uma previsão matemática e não através de observação. Na verdade, ele estava causando alterações na órbita do seu vizinho Urano, então, através de cálculos ele foi finalmente visto, usando telescópios.



Neptune symbol.svg

Fatos sobre Netuno:

  • Os ventos em Netuno podem alcançar 450 metros por segundo.
  • Netuno foi descoberto porque seu campo gravitacional estava afetando a órbita de Urano.
  • Algumas vezes Netuno está mais longe do Sol do que Plutão.


Qual é o tamanho de Netuno ?[editar | editar código-fonte]

Comparação entre Netuno e a Terra

Netuno é muito parecido com Urano em tamanho. Seu diâmetro é só um pouquinho menor, ele tem 49,528 kms de largura.


De que Netuno é feito?[editar | editar código-fonte]

Ele tem um núcleo rochoso, feito de ferro e outros metais e parece ter a mesma massa da Terra, coberto por uma crosta grossa de gelo. A atmosfera de Netuno é densa por ser composta basicamente de hidrogênio e hélio, mas contém uma porcentagem mais alta de camadas de água, amônia e metano. Esse é um dos motivos da cor de Netuno, um belo azul esverdeado!

Por quê o nome Netuno?[editar | editar código-fonte]

Por causa do deus romano dos mares. Ele também é conhecido como Poseidon que é seu nome grego.

Qual é a duração do dia em Netuno?[editar | editar código-fonte]

Um dia dura 16 horas e 7 minutos.


Quanto dura um ano?[editar | editar código-fonte]

Em Netuno, o ano equivale a 165 anos terrestres.

foto tirada pelo Hubble mostra faixas de metano e 4 de suas luas

Como são os ventos em Netuno?[editar | editar código-fonte]

Uma das características mais importantes de Netuno são os ventos. Eles são fortíssimos e atingem velocidades espantosas!

Os cientistas acham que são os ventos mais fortes que existem no Sistema Solar, podem alcançar 2 400 kms por hora.

Em 1989 a sonda Voyager 2 detectou em Netuno uma grande tempestade escura, que foi chamada de Grande Mancha Escura. Para ter idéia do tamanho, ela podia cobrir toda a Terra e estava viajando a 1200 kms por hora. Só que, quando o Hubble foi procurá-la, em 1994 essa Grande Mancha já não existia mais, sumiu, deixando os astrônomos com a questão de saber se era um buraco que estava coberto completamente, ou se era uma tempestade que atingiu a superfície de Netuno.

Como são seus anéis?[editar | editar código-fonte]

Netuno possui anéis não muito visíveis e escuros mas que existem, existem. Eles não são uniformes, alguns têm partes brilhantes e mais densas de poeira. Os cientistas acham que esses anéis são jovens e vão durar muito pouco. Na verdade, em 2005, já constataram que eles estão enfraquecendo rapidamente.


Como são suas luas?[editar | editar código-fonte]

Netuno tem 14 luas conhecidas. A maior delas é Tritão. Na órbita próxima do planeta tem cinco luas pequenas que parecem batatas.

Vamos ver algumas delas:

visão de artista – como se estivesse em Tritão vendo Netuno no horizonte


Tritão[editar | editar código-fonte]

A maior lua de Netuno, orbita o planeta na direção oposta das outras luas. Os cientistas acham que é porque ela foi atraída por Netuno num passado distante.

Tritão é muito fria, fria ao extremo, na sua superfície faz cerca de 235° negativos. Essa lua tem formato redondo, diferente das outras são irregulares.

Os estudos mostram que a gravidade de Netuno está puxando Tritão para cada vez mais perto. Pode ser que daqui há milhões de anos ela seja puxada e esmagada pelo planeta.

Em Tritão há vulcões que provavelmente cospem hidrogênio líquido e compostos de poeira e metano. Lá se observa poucas crateras porque a matéria que sai dos vulcões cobre elas. Também, como em outras luas, existem escarpas e vales e polos cobertos de gelo que mudam conforme as estações. O nome Tritão vem da mitologia, ele era filho de Netuno.


Proteu[editar | editar código-fonte]

É uma lua escura, de format irregular. Seu nome também vem da mitologia romana, Proteu era um deus marinho que podia mudar de forma conforme seu desejo.

Proteu pela Voyager 2

Nereida[editar | editar código-fonte]

É uma lua de formato muito irregular, sua órbita não é circular. Talvez tenha sido capturada por Netuno ou tenha essa órbita por causa da gravidade de Tritão. Na mitologia romana, as Nereidas eram ninfas do mar.

Outras luas[editar | editar código-fonte]

As outras luas de Netuno são muito menores que Tritão. Despina, Galatea, Larissa, Náiade e Thalassa foram encontradas pela sonda Voyager 2 em 1989. Mais cinco pequenas luas foram encontradas entre 2002 e 2003: Laomedeia, Halimede, Sao, Neso e Psamathe. A última lua foi descoberta em 2013 e, por enquanto, tem apenas o nome de S/2004 N 1.

Plutão

Plutão pela New Horizons 2015

Plutão é um planeta anão do Sistema Solar, ele foi descoberto pelo astrônomo Clyde W. Tombaugh em 1930.


Pluto symbol.svg

Fatos sobre Plutão:

  • Plutão é um planeta anão menor do que a nossa Lua.
  • Muitas vezes Plutão se aproxima mais do Sol do que Netuno.
  • Plutão tem uma região em forma de coração que foi chamada Região de Tombaugh.
  • Muitos dos fatos aqui explicados são notícias trazidas pela sonda New Horizons em 2015.



Plutão não é um planeta?[editar | editar código-fonte]

Ele foi classificado oficialmente como um planeta anão, o que é diferente de um planeta comum. Um dos motivos é que ele é bem menor do que os outros, é menor até do que muitas luas, inclusive a nossa Lua.

A União Astronômica Internacional achou que como ele não influencia a órbita de outros astros porque é menorzinho que Netuno então ele é planeta anão.


Qual é o tamanho de Plutão?[editar | editar código-fonte]

O tamanho de Plutão não é o que se pensava: ele demonstrou ter alguns quilômetros a mais de diâmetro, agora definido em 2.370 km, o que equivale a aproximadamente dois terços do tamanho de nossa Lua.


Comparação entre Plutão, Caronte e a Terra

Quanto tempo dura um dia em Plutão?[editar | editar código-fonte]

Dura cerca de 6.487 dias da Terra.


Quanto tempo dura o ano em Plutão?[editar | editar código-fonte]

Um ano em Plutão dura 248 anos da Terra.

Imagem em cores reais de Plutão mostra o azul de sua atmosfera

Por que tem o nome de Plutão?[editar | editar código-fonte]

Plutão era o nome do deus do mundo inferior na mitologia romana, que na mitologia grega é chamado Hades.


Como é sua superfície e de que é composto?[editar | editar código-fonte]

Plutão possui uma crosta composta de gelo de água e como as temperaturas lá são baixíssimas esse gelo é tão duro quanto rocha. As montanhas com mais de 3 mil metros de altura foram formadas de gelo.


Foram encontradas poucas crateras em comparação com outros planetas. Essa foi a segunda grande surpresa que a missão trouxe aos cientistas.

Eles acham que Plutão é um planeta jovem, claro dentro da escala do universo. O Sistema Solar tem 4,5 bilhões de anos.

Isso é uma ilustração e não a imagem real das luas de Plutão

Outra informação surpreendente foi que algumas crateras parece que estão cheias de gelo e outras estão vazias.

Um dos traços que mais surpreendeu os pesquisadores é a topografia acidentada de Plutão. As imagens enviadas pela sonda New Horizons mostram montanhas nos extremos da região que tem forma de coração – batizada informalmente como Região de Tombaugh, em homenagem ao descobridor de Plutão, Clyde Tombaugh – com cerca de 3.300 metros, altitude superior à dos Alpes na Europa ou à das Montanhas Rochosas no oeste dos Estados Unidos.

E pode ser que existam montanhas mais altas em outra parte, explica John Spencer, um dos pesquisadores da missão.

O chefe da missão da New Horizons acredita que lá deve ter muita água.

A atmosfera é muito leve e fina e imagina-se que por causa disso Plutão não tenha ventos.

Caronte pela New Horizons 2015

Como são as luas de Plutão?[editar | editar código-fonte]

As luas de Plutão são ainda mais estranhas e intrigantes do que os cientistas imaginavam.

As quatro luas de Plutão, descobertas pelo Hubble - Nix, Hidra, Cérbero e Estige– orbitam Plutão e sua maior lua chamada Caronte, que tem quase a metade da largura do próprio planeta anão. (Todas essas luas têm nomes da mitologia ligados ao deus Plutão.)

Caronte[editar | editar código-fonte]

É uma pequena lua mas junto com Plutão forma o que se chama de Sistema Binário. Um sistema de dois corpos onde as 4 luazinhas orbitam em volta.

Caronte foi bem fotografada e pesquisada pela New Horizons e já se sabe que ela tem muitas curiosidades, tem uma planície relativamente lisa e outra parte furada de crateras.

As montanhas de Caronte são como fossem afundadas. Tem desfiladeiros e cânions que se estendem por mais de mil kms e no topo dessa lua tem uma mancha escura que, na verdade é vermelha. Essa mancha da qual ainda nada se sabe, é conhecida como Mordor Macula. Parece que Caronte não possui atmosfera e é bem mais escuro que Plutão.

Galáxias

A Galáxia do Redemoinho

Uma galáxia é um grande aglomerado de estrelas (O Sol, por exemplo), girando em volta delas mesmas pela força gravitacional mútua. Isso causa a criação de vastos sistemas circulares, por exemplo a Galáxia do Redemoinho que pode ser vista na foto.

Existem galáxias de vários tamanhos, as menores com 'apenas' algumas centenas de milhões de estrelas, a própria galáxia Via Láctea onde o Sol se localiza e onde estamos, com 100 bilhões de estrelas, e outras ainda maiores, com até 1 trilhão de estrelas.

As primeiras galáxias se formaram logo após o universo esfriar o suficiente para permitir que os gases existentes se atraíssem em grandes estruturas. Com o tempo, as galáxias foram se juntando, atraídas através de suas forças gravitacionais e se tornando cada vez maiores.

A maior parte de uma galáxia não pode ser vista, pois está na forma de matéria escura, ou seja, matéria que não emite luz. No entanto, seus efeitos gravitacionais podem ser detectados, e daí sua existência deduzida.

Calcula-se que existam cerca de 100 bilhões de galáxias em todo o universo conhecido.


Milhares de galáxias podem ser vistas nesta foto do telescópio espacial Hubble. As galáxias mais velhas da foto têm mais de 13 bilhões de anos de idade, quase tão velhas quanto o próprio universo conhecido.


A grande explosão[editar | editar código-fonte]

Imagem do nascimento de estrelas a 12 bilhões de anos-luz da Terra.


A Grande Explosão (ou Big Bang) é uma teoria científica que tenta explicar a origem do nosso Universo. É a que detêm mais credibilidade.

Foi sugerida primeiramente pelo padre e cosmólogo belga Georges Lemaître (1894-1966), quando expôs uma teoria propondo que o universo teria tido um início repentino.

Com o passar do tempo a proposta do cosmólogo belga começou a tomar forma quando em 1929 as linhas espectrais da luz das galáxias observadas no observatório de Monte Palomar por Milton La Salle Humason começaram a revelar um afastamento progressivo para as galáxias mais distantes, com características de uma dilatação universal.

Traduzida em números esta descoberta permitiu ao astrônomo Edwin Hubble encaixar uma progressão aritmética que mais tarde foi chamada de Constante de Hubble.


A grande implosão[editar | editar código-fonte]

A Grande Implosão (ou Big Crunch, ou ainda Gnab Gib) é uma teoria científica segundo a qual o universo começará no futuro a contrair-se, devido à atração gravitacional, até entrar em colapso sobre si mesmo. Essa teoria seria o inverso do Big Bang.

No entanto, recentemente, a ideia foi descartada e o futuro do Universo foi escrito:

A Nebulosa de Águia. Apesar da aparência de algodão doce, as nebulosas são enormes.

crescer para sempre, até o seu fim, como já diria a teoria da expansão infinita.


Nebulosas e aglomerados de estrelas[editar | editar código-fonte]

O que imaginas que sejam as nebulosas e aglomerados de estrelas? Pelos nomes não é muito difícil de imaginar. As nebulosas são grandes nuvens de gases muito aquecidos e poeira cósmica. As nebulosas são locais de formação de estrelas, planetas e sistemas solares inteiros.

O aglomerado de estrelas por sua vez é isso mesmo, um grupo de estrelas próximas unidas pela força da gravidade, a mesma que faz a Terra girar em volta do Sol. Muitas vezes, podem existir essas reuniões de estrelas dentro de nebulosas.


Nebulosas[editar | editar código-fonte]

Nebulosa de Órion.

E como se formará essa nuvem tão grande em meio ao espaço? E de onde vem o seu brilho? Os estudiosos admitem que as nebulosas podem se formar através da reunião de grandes quantidades de gases em um pequeno local pela força da gravidade. Outras podem se formar também a partir da explosão repentina de uma estrela, chamada supernova. Podem se formar ainda a partir da lenta expansão de uma estrela que esteja no fim de sua vida e libere os gases de sua atmosfera, uma gigante vermelha. Como um balão que se enche sozinho para depois secar.

Na maior parte dos casos podemos ver as nebulosas por que a luz ultravioleta gerada pelo calor atravessa os gases e chega até nós. Em outros casos, as estrelas formadas na supernova iluminam o material existente em volta dela.


Algumas nebulosas são visíveis a olho nu ou com a ajuda de binóculos e telescópios. Por exemplo, a Nebulosa de Órion, na imagem, localiza-se na constelação de Órion. E bem próximas da constelação de Sagitário podem se ver a Nebulosa Laguna, a Nebulosa Trífida e a Nebulosa Ômega. As nebulosas são classificadas a partir da existência ou inexistência de uma forma definido.

Nebulosas difusas[editar | editar código-fonte]

Nebulosa Cabeça de Cavalo, exemplo de nebulosa escura.

Algo que está difuso é algo que está espalhado, assim, as nebulosas difusas são aquelas sem um formato claro. As nuvens de gases nas nebulosas difusas podem tanto refletir a luz das estrelas próximas, como um espelho, quanto gerar luz a partir das várias estrelas em seu interior.

Existem ainda as nebulosas escuras que são vistas da Terra como nuvens escuras, mas na verdade são partes escuras do céu em frente a outras estrelas ou nebulosas pela presença de matéria que absorve a luz ou a desvia.

Remanescente de supernova[editar | editar código-fonte]

Nebulosa do Caranguejo, tipo de remanescente de supernova.

Quando grandes estrelas estão morrendo elas podem explodir espalhando por todo o espaço os gases de que eram feitas. São chamadas de supernovas e os gases que restaram da explosão, ou seja, remanescentes, podem formar nebulosas que refletirão a luz da estrela que está desaparecendo em seu interior. São um tipo de nebulosa difusa.

Nebulosas planetárias[editar | editar código-fonte]

Nebulosa Hélice, exemplo de nebulosa planetária. Consegue ver a semelhança com uma hélice? E com os gigantes gasosos?

Se a nebulosa difusa é a espalhada e sem forma, a nebulosa planetária é a que tem planetas em seu meio certo?

Acontece que os primeiros cientistas deram esse nome a elas por acharem-nas parecidas com os planetas gigantes gasosos como Júpiter e Saturno. Na verdade elas não têm relação com planetas e se formam quando estrelas velhas estão liberando gases. As temperaturas são enormes e estão se expandindo pelo espaço.

Aglomerados de estrelas[editar | editar código-fonte]

Aglomerados de estrelas são grandes conjuntos de estrelas muito próximas e unidas entre si. Podem ser formados por milhares ou milhões de estrelas e ser muito antigos ou bem recentes. Essa é uma das diferenças que permite a divisão dos aglomerados entre abertos e globulares. Estão divididos também entre o centro das galáxias e suas regiões mais externas. Com o passar do tempo as estrelas vão se separando e o aglomerado se desfaz por fim.

Aglomerado aberto[editar | editar código-fonte]

As Plêiades na Constelação de Touro.

Um aglomerado de estrelas aberto não tem uma forma fixa, assim como as nebulosas difusas. São formados por estrelas recém-nascidas e com brilho forte. Mesmo sem forma definida as estrelas em um aglomerado aberto estão unidas entre si pela gravidade.

Se formam a partir das nebulosas em grande parte nos "braços" de galáxias em espiral - das quais trataremos em um próximo capítulo. Consegue adivinhar por que isso acontece? É que o centro das galáxias são as regiões mais antigas delas e os "braços" as mais novas com muitos gases para a formação de estrelas.

Aglomerado globular[editar | editar código-fonte]

O aglomerado Messier 13 na constelação de Hércules, formado por cerca de 500 mil estrelas.

Um glóbulo é uma coisa que tem formato de bola, esférico. Os algomerados globulares receberam esse nome devido ao seu formato. Já foram encontrados vários na nossa galáxia a Via Láctea e são os objetos mais antigos conhecidos.

Ao contrário dos aglomerados abertos, encontram-se no centro da galáxia e são formados por estrelas antigas e vermelhas bastante próximas entre si.

O destino das estrelas[editar | editar código-fonte]

Estrelas como o Sol (1 a 1,5 massa solar)[editar | editar código-fonte]

Queimam o seu combustível por cerca de 5 bilhões de anos. Ao acabar o combustível, incham de tamanho e se transformam em gigantes vermelhas por alguns milhões de anos. Então se tornam anãs brancas do tamanho da Terra.

Estrelas (< 1 massa solar)[editar | editar código-fonte]

Queimam lentamente o seu combustível, durando muitos bilhões de anos, também chamadas de anões-marrons.

Estrelas (1,5 a 3 massas solares)[editar | editar código-fonte]

Queimam rapidamente o combustível, explodindo e se tornando estrelas de nêutrons.

Estrelas (> 3 massas solares)[editar | editar código-fonte]

Queimam extremamente rápido o combustível, durando apenas poucos milhões de anos. Ao acabar o combustível que suportava o peso da estrela, ela contrai-se violentamente. Parte externa da estrela ricocheteia na parte interna e explode de maneira espetacular, transformando-se numa supernova, uma das maiores explosões conhecidas.

Parte interna da estrela continua contraindo-se e diminuindo de tamanho sem parar, até transformar-se em um buraco negro.

Cometas

Fatos sobre cometas
  • Os cometas são frequentemente descritos como gigantes "bolas de neve e poeira" porque são na sua maioria compostos por gelo e um pouco de terra.
  • Os cometas têm duas "caudas": uma composta principalmente de rochas e poeira, a outra, principalmente de gás.
  • As caudas dos comentas geralmente sempre apontam em direção oposta ao Sol.



O que é um cometa?[editar | editar código-fonte]

Pense em um cometa como uma grande bola empoeirada de neve gasosa. Os cometas são formados no anel de rochas, poeira e gelo que orbita o Sol além Plutão chamado cinturão de Kuiper. Quando um cometa cresce, começa a ser puxado em direção ao Sol. Cometas do nosso Sistema Solar normalmente levam muitos anos para orbitarem ao redor do Sol — a partir de algumas dezenas de anos para muitos milhares de anos. Isso é porque eles começam a orbitar o Sol de a partir de uma distância muito grande.

Como um cometa se parece?[editar | editar código-fonte]

Os cometas que podem ser vistos no céu sem telescópios são incomuns porque eles são maiores e mais brilhantes do que a maioria. Você pode ter a chance de ver uma vez ou duas vezes durante a sua vida. A maioria dos cometas só pode ser visto com um telescópio. Os poucos que podem ser vistos à olho nú são geralmente apenas estrias ou manchas de nebulosas fracas no céu noturno.

Quando os cometas estão muito longe do Sol, eles ficam cobertos de uma camada de gelo, rochas escuras, e poeira. Quando um cometa se aproxima do Sol, o gelo começa a derreter. Isto cria grandes quantidades de água e de gás que vão aos poucos se expalhando ao redor do cometa. Às vezes pode até ser visto a partir da Terra, com uma ou duas caudas, fluindo para longe do cometa. Mesmo quando apenas uma cauda pode ser vista, há duas, uma é feita a partir de gás e água, a outra das pedras, poeiras, e pedaços de gelo.

Cometas geralmente têm poucos quilómetros de comprimento, mas suas caudas podem chegar a ter vários milhões de quilômetros.

Vendo cometas no céu[editar | editar código-fonte]

Os "grandes" cometas que produzem caudas particularmente espetaculares são alguns dos objetos mais raros em nosso sistema Solar. Normalmente, eles só podem ser vistos cerca de uma vez a cada cem anos, por isso é muito raro ver um desses cometas. O último grande cometa surgiu em 1910, mas ainda pode ser mais cem anos antes de outro se aproxima da Terra. Os astrônomos não podem prever exatamente como ou quando eles aparecerão, pois ainda há coisas sobre o nosso Sistema Solar que eles ainda não compreendem muito bem. Se você ouvir falar de um cometa vindo em direção ao céu em breve, siga as instruções abaixo para vê-lo!

  1. Descubra se o cometa vai estar em sua área do céu.
  2. Obter um telescópio ou binóculo e algumas cadeiras para visualizá-lo. Grandes cometas não requerem um telescópio para poder visualizá-los.
  3. Peça a seus pais para levá-lo a um parque, na mata ou outro lugar escuro, longe das luzes da cidade.
  4. Olhe para o céu e desfrute desta vista incrível.

Normalmente a poeira que compõem a cauda do cometa é tão fina que seria difícil vê-la. No entanto quando esta cauda entra em contato com a atmosfera da terra ela brilha (o atrito entre as partículas gera calor e luz). Estes são as recorrentes chuvas de meteoros que acontecem ao longo do tempo, e a maioria das grandes chuvas de meteoros já foram identificados, ou como um cometa, ou os restos de um cometa. Quando a Terra passa por esta poeira deixada para trás, fica mais fácil ver estrelas cadentes e meteoros durante à noite.

Quantos cometas existem?[editar | editar código-fonte]

Edmond Halley

Ninguém sabe ao certo. Todos os cometas passam a maior parte da sua órbita tão longe do Sol que não podem ser vistos — mesmo com um telescópio. No entanto, a cada ano, astrônomos amadores [75] descobrem mais de 100 cometas, nunca antes vistos, que se aproximam o suficiente para serem descobertos [76].

A partir de novembro de 2005, os astrônomos descobriram 2857 cometas [77].

A maioria dos cometas que vemos vão colidir com o Sol ou deixar o Sistema Solar. Pode haver milhões desses cometas que mais cedo ou mais tarde virão ao alcance dos nossos telescópios.

De todos os cometas que já foram vistos, astrônomos acreditam que 253 nunca voltarão [78].

Como dão nome aos cometas?[editar | editar código-fonte]

Um cometa é normalmente nomeado em homenagem ao astrônomo que o descobriu. Quando várias pessoas estão envolvidas na sua descoberta, às vezes você vai ver vários nomes em um cometa, como o cometa Hale-Bopp, ou cometa Shoemaker-Levy. É geralmente considerado uma grande honra ter seu nome em um cometa.

Quais são os mais famosos?[editar | editar código-fonte]

local de impacto de um fragmento do cometa Shoemaker-Levy 9 com Júpiter
  • Cometa Halley — Talvez o mais famoso de todos os cometas, e este foi o primeiro cometa a ser identificado como um cometa periódico.
  • Cometa Encke — O segundo cometa a ser identificado como um cometa periódico.
  • Cometa Shoemaker-Levy 9 — Este foi o primeiro cometa a ser observado colidindo com outro objeto no Sistema Solar. Neste caso ele colidiu com o planeta Júpiter, um dos eventos astronômicos mais estudados da história.

Cometas trazem sorte?[editar | editar código-fonte]

Nos tempos antigos as pessoas não tinham uma boa compreensão do que realmente eram cometas, ou de onde vieram. Eles eram vistos como objetos muito incomuns no céu, e de natureza temporária. Em algumas sociedades muitas vezes era um sinal de acontecimentos ruins no futuro, associados com a morte de um rei ou uma derrota militar significativa. Em outros países, os cometas eram um sinal de boa sorte, trazendo aumento da fertilidade e mais comida. Os antigos astrônomos chineses parecem ter feito o melhor trabalho quanto aos registros de cometas apareceram no céu, deixaram descrições detalhadas de como eles eram, e aproximadamente onde no céu cada cometa foi visto.

Mesmo tão recentemente como o 1910 aparência do cometa de Halley, houve pânico generalizado quando se descobriu que a Terra poderia passar pela cauda desse cometa. O pânico era sobre a possibilidade de gases do cometa inundando a atmosfera da Terra com o veneno. A realidade é que existia muito pouco gás na cauda do cometa, o efeito na atmosfera na terra seria mínimo.

Referências[editar | editar código-fonte]

Cinturão de Kuiper

visão artistica de como deve ser o Cinturão de Kuiper


Fatos sobre o Cinturão de Kuiper:

  • O Cinturão de Kuiper é a seção de descoberta mais recente do Sistema Solar.
  • O Cinturão de Kuiper é imenso e os cientistas acreditam que lá é onde nascem muitos cometas.

Além da órbita de Netuno fica o Cinturão de Kuiper. Ele se espalha cerca de 3 bilhões de kms para longe do Sol. O Cinturão contém tipos diversos de pedaços de misturas geladas. esses pedaços são chamados de objetos do Cinturão de Kuiper. Os pedaços maiores são chamados de planetas menores ou planetas anões.

O Cinturão de Kuiper deve ter se formado, quando a gravidade do jovem planeta Júpiter arremessou os objetos para onde eles estão agora.


O Cinturão de Kuiper foi assim chamado em homenagem a Gerard Kuiper, um dos vários astrônomos que formularam hipóteses a respeito de um campo de pequenos objetos além de Netuno.

O que são os objetos no Cinturão de Kuiper?[editar | editar código-fonte]

São misturas congeladas de poeira, gelo e compostos orgânicos. Eles são parecidos com cometas. Alguns desses objetos tem a cor muito vermelha e outros são cinzentos. São objetos chamados de Transnetunianos porque estão além do planeta Netuno.

oito objetos chamados de transnetunianos


Os objetos no Cinturão de Kuiper são grandes?[editar | editar código-fonte]

Os cientistas consideram Plutão um dos maiores objetos ali. Mas também existem Orcus, 2003 EL61 e 2005 FY9, esses também são objetos grandes.

Recentemente os cientistas encontraram outro planeta anão chamado de Eris que é até maior que Plutão. Ainda não se sabe o tamanho de Eris mas, os cientistas calculam que ele seja uns 20% maior que Plutão.

Quando ele foi encontrado, estava cerca de 100 vezes mais longe do Sol do que a Terra. Talvez, em sua órbita, ele chegue tão perto do Sol quanto Plutão. Alguns dos grandes objetos como Quaoar, Makemake, Haumea, Orcus e Eris têm suas próprias luas.

Quantos objetos existem no Cinturão de Kuiper?[editar | editar código-fonte]

Milhares já foram vistos pelos astrônomos. Os cientistas acreditam que haja mais de 70 000 objetos grandes no Cinturão de Kuiper.


Ele é chamado assim em homenagem a quem?[editar | editar código-fonte]

Depois que o primeiro objeto no Cinturão, sem ser Plutão e sua lua Caronte, foi visto no Observatório de Mauna Kea no Havaí em 1992, o Cinturão recebeu o nome do astrônomo Gerard Kuiper.

Ainda em 1951, esse cientista escreveu que ele achava que o Cinturão deveria existir, mas naquela época não havia como comprovar.

Orcus marcado num círculo verde – cortesia NASA

Outros astrônomos como Frederick Leonard, Kenneth Edgeworth e Julio Fernandez, também achavam que o Cinturão existia. Alguns astrônomos o chamam de Cinturão Edgeworth-Kuiper.

Como são chamados os objetos no Cinturão de Kuiper?[editar | editar código-fonte]

Quando um objeto é descoberto no espaço, ele recebe um nome temporário chamado designação provisória.

Esse nome temporário começa com o ano em que o objeto foi descoberto, seguido de algumas letras e números que reportam o mesmo e em que ordem foi descoberto.

Mais tarde, os objetos importantes recebem nomes formais, em geral tirados da mitologia. Os objetos do Cinturão de Kuiper, Orcus, Caronte e Varuna são todos nomes de deuses mitológicos do mundo subterrâneo. Ixion é o nome de uma pessoa do mundo subterrâneo. Quaoar é o nome do deus da criação dos nativos americanos Tongva.

Nuvem de Oort

visão artística de como deve ser a Nuvem de Oort

Fatos sobre a Nuvem de Oort:

  • A Nuvem de Oort é o mais longe do Sol que se pode ir sem deixar o Sistema Solar.
  • Os cientistas acreditam que a maioria dos cometas se originam na Nuvem de Oort antes de sair na direção do Sol.


A Nuvem de Oort é um halo imenso feito de milhões de cometas que está localizada na beirada mais distante do Sistema Solar.

O que é a Nuvem de Oort ?[editar | editar código-fonte]

Os cientistas dizem que há um grupo distante de objetos, feitos de rochas e gelo, que formam uma região em formato de nuvem e ocupa toda a volta do Sistema Solar.

É uma nuvem de objetos tipo cometas, que orbitam muito, muito longe do Sol. Ainda que os cometas sejam muito espalhados e separados uns dos outros, existem milhões deles.

A massa total de todos esses cometas pode ser 100 vezes maior que a massa da Terra. A Nuvem de Oort foi chamada assim em homenagem ao astrônomo holandês Jan Oort, que estudou a idéia original e a desenvolveu, assim a tornou conhecida.

como deve ser a Nuvem de Oort – NASA –não está em escala


Quando um cometa passa diversas vezes através do Sistema Solar, o Sol lentamente derrete e vaporiza o gelo e apenas pequenos pedaços de material sólido são deixados para trás.

Mas, se os cometas são todos destruídos quando passam pelo Sistema Solar, então é preciso que novos cometas apareçam. De outra maneira nós não veríamos mais cometas.

Jan Oort usou a idéia da Nuvem de Oort para explicar como novos cometas continuam aparecendo.


Onde fica a Nuvem de Oort ?[editar | editar código-fonte]

Você pode imaginar a distância entre a Terra e o Sol, então os cometas na Nuvem de Oort estão 50,000 a 100,000 mais longe. Isso é 1.000 vezes mais longe do Sol do que Plutão, e cerca de 1/4 da distância até a estrela mais próxima —Proxima Centauri. A luz leva um ano para viajar do Sol até a beirada mais distante da Nuvem de Oort.

Como a Nuvem de Oort começou?[editar | editar código-fonte]

Os objetos da Nuvem de Oort devem ter estado mais próximo do Sol durante a formação do Sistema Solar.

Quando eles passaram perto dos Gigantes Gasosos, a gravidade desses planetas arremessaram esses objetos para órbitas mais distantes.

Os objetos da Nuvem de Oort foram empurrados em todas as direções, transformando a Nuvem de Oort em uma forma arredondada ao invés de tomar a forma de disco.

A gravidade das estrelas que passavam também fez as órbitas desses objetos se tornarem mais circulares, e os empurraram para mais longe do Sol. Mas, algumas vezes a gravidade de outras estrelas distantes pode empurrar os objetos de volta para o Sol. Esses se tornam cometas.


Que objetos existem na Nuvem de Oort?[editar | editar código-fonte]

Um objeto chamado Sedna já descoberto, pode pertencer à Nuvem de Oort (embora atualmente esteja entre o Cinturão de Kuiper e a Nuvem de Oort). Sua órbita se estica a uma distância de 76 à 928 vezes do Sol do que faz a Terra.

Sedna orbita o Sol uma vez em cada 11.250 anos terrestres.

A última vez que Sedna esteve onde está agora, em sua órbita, a última Era do Gelo na Terra estava terminando! Alguns cientistas acham que Sedna deveria ser incluído no Cinturão de Kuiper, tornando o Cinturão maior.

Ligações externas

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Autores

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