Astronomia mirim/Sistema Solar

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O Telescópio Espacial Hubble. Este telescópio está no espaço.


Você já se perguntou sobre as coisas no céu, o Sol, a Lua, as estrelas? As pessoas têm estado a observar o céu por um longo tempo, tentando descobrir o que está lá fora. Continuamente estamos aprendendo mais sobre o espaço.


Planetas são grandes bolas de pedra ou de gás que se movem em torno de estrelas. Vivemos em uma bola que chamamos de Terra, e que se move em torno de uma estrela que chamamos de Sol.

Há pelo menos outros sete planetas em movimento ao redor do Sol como também um monte de outros corpos celestes menores.

Todas essas coisas juntas são chamadas de sistema. A palavra latina para o Sun (inglês) é Sol, por isso chamamos este sistema de Sistema Solar.

Muito além do nosso Sistema Solar existem mais estrelas, que são astros como o Sol, mas em alguns casos, muito maiores.


Há milhares de anos atrás, um homem chamado Aristarco dizia que o Sistema Solar se movia em torno do Sol.

Algumas pessoas acharam até que ele estava certo, mas muitas pessoas pensavam justamente o contrário, que todos os astros se moviam ao redor da Terra, incluindo o Sol (e até mesmo as outras estrelas).

Isso parece razoável, porque a Terra parece não se mover, não é?

Os oito planetas do Sistema Solar, e o Sol.

Cerca de 500 anos atrás, um outro homem chamado Copérnico disse a mesma coisa que Aristarco, que todos os planetas se moviam em torno do Sol e as estrelas ficavam imóveis no espaço. Desta vez, mais pessoas concordaram, mas ainda havia pessoas que não acreditavam.

Em seguida, cerca de 100 anos depois, um homem chamado Galileu começou a olhar para o céu com uma nova invenção: o telescópio.

Ele mostrou que era muito provável que todos os planetas se movessem em torno do sol. Desta vez ainda mais pessoas passaram a acreditar que Galileu estivesse certo, de que a Terra realmente movia ao redor do Sol.

Pouco tempo depois, mais e mais pessoas começaram a usar telescópios para estudar o céu. No entanto, ainda havia algumas pessoas que pensaram que Galileu estava errado e por causa de suas afirmações ele acabou sendo até preso, pois alegaram que ele estava mentindo.

Todas as pessoas que acreditavam nele e mesmo os que não acreditavam, começaram a estudar mais como os planetas e os outros corpos celestes no Sistema Solar interagiam entre si, e outros astros. O ser humano é curioso e é por isso é que aprendemos tantas coisas.

Milhares de anos depois de Aristarco, as pessoas finalmente disseram:

Tudo bem, a Terra se move em torno do Sol.

Galileu não poderia ser mais chamado de mentiroso.


Podemos usar grandes telescópios para ver o que aconteceu com outras estrelas. Podemos comparar imagens de estrelas distantes com imagens da nossa própria estrela, o Sol.

Vivemos em tempos interessantes porque já enviamos várias pessoas, os astronautas, sondas e telescópios para o espaço. Assim já sabemos muitas coisas, ou seja, já exploramos e conhecemos muito do espaço, mas ainda é pouco!

O telescópio Hubble, por exemplo, no espaço, tira milhares de fotos de planetas, do nosso Sol, e de estrelas distantes.

Na Terra os astrônomos, astrofísicos, usam as fotos para saber mais sobre todas as coisas diferentes existentes no Sistema Solar e tentam explicar como o Sistema Solar foi criado.

Nós até temos um robô no planeta vermelho, Marte, que se move, e aqui da Terra, na NASA os cientistas dizem para onde ele deve ir, e o que fotografar. Esse robô também pode analisar o solo de Marte para que os cientistas expliquem como o planeta se formou e outras coisas interessantes.

O que há no Sistema Solar?[editar | editar código-fonte]

O Sistema Solar, apresentando o Sol, planetas interiores, cinturão de asteróides, planetas exteriores, um planeta anão exterior, e um cometa. (não está na escala correta)

No centro do Sistema Solar está o Sol. Ele é uma estrela, como os bilhões de outras estrelas no céu. As outras estrelas parecem pequenas, porque estão muito muito longe de nós.

O Sol é importante porque ele é que permite a vida na Terra, ele fornece a luz, o calor e energia sem os quais nenhuma vida existiria no nosso planeta.

Tudo o que existe no Sistema Solar, orbita, ou seja, se movimenta ao redor, do Sol. Os planetas são as maiores coisas, que vamos chamar de corpos, ou corpos celestes. Cada planeta é um pouco como a Terra. Mas os planetas também podem ser muito diferentes uns dos outros.

Muitos dos planetas têm luas. A lua é um corpo que orbita um planeta. A Terra tem uma lua. A nossa Lua, orbita, quer dizer se movimenta ao redor da Terra. O planeta Mercúrio não tem nenhuma lua e Vênus também não tem.

Em compensação, Júpiter tem 63 luas, contadas até hoje, 2015.

Os planetas mais próximos do Sol são chamados de planetas interiores. Estes são Mercúrio, Vênus, Terra e Marte.

Em seguida, vem um grande anel de asteroides, que são pedaços de rocha muito menores do que os planetas.

Este anel é chamado de cinturão de asteroides. Dentro do cinturão de asteroides existe um planeta anão (menor que um planeta normal) chamado Ceres.

Em seguida, vêm os planetas exteriores: Júpiter, Saturno, Urano e Netuno. Mais adiante existem dois planetas anões: Plutão e Eris.

Os planetas têm nomes de deuses que foram adorados na Roma antiga e também na Grécia, milhares de anos atrás e fazem parte da mitologia.

Além da órbita de Netuno há outro grande anel onde orbitam outros corpos celestes como os asteróides, o chamado Cinturão de Kuiper.

Kuiper é o sobrenome do astrônomo que escreveu, pela primeira vez, que deveria haver esse local no espaço, até porque nem poderia ser observado na época. A maioria dos corpos celestes que existem no cinturão de Kuiper são difíceis de ver mesmo através de telescópios.

Depois do cinturão de Kuiper, vem a Nuvem de Oort. Jan Oort foi um astrônomo e astrofísico que além de muitos outros estudos importantes, calculou que este seria o local do nascimento dos cometas.

A Nuvem de Oort fica muito longe, muitas vezes mais distante do que a distância entre Plutão e o Sol (mais de mil vezes). Fica perto da borda do Sistema Solar.

Luz Zodiacal

No espaço ainda existe poeira.

Poeira? Sim, os pedaços de poeira ficam muito distantes um do outro, mas eles brilham à luz do Sol.

Antes do amanhecer, em setembro ou outubro, eles brilham no Oriente. Chamamos isso de luz zodiacal. Quando pedaços de poeira espacial atingem a atmosfera da Terra, elas brilham. Nós os chamamos de estrelas cadentes, ou meteoros.

A estrela mais próxima do nosso Sol é milhares de vezes mais longe do que o tamanho de todo o Sistema Solar.

O Universo parece ser um lugar muito grande e vazio!


O que mantém os astros unidos?[editar | editar código-fonte]

Por que todos os planetas orbitam ao redor do Sol?

Por que as luas orbitam planetas?

Por que não pode o Sol se mover para fora e deixar os planetas para trás?

A resposta para todas essas perguntas tem a ver com a gravidade. A gravidade é uma força que interage com a massa de um objeto. Ela une coisas.

Nós não percebemos a força da gravidade do Sol, porque a gravidade da Terra e a do Sol estão em equilíbrio. Mas a gravidade do Sol é forte o suficiente para manter a Terra ao seu redor a grandes distâncias, mesmo que a Terra gire rapidamente ao redor do Sol.

É como se eles fossem amarrados com uma corda invisível. Da mesma forma, muitas das luas orbitam os planetas. Estão aí mantidas por gravidade. O próprio sol não fica parado no espaço. Todo o Sistema Solar está orbitando o centro da nossa galáxia. A coisa toda fica junta por causa da força da gravidade.

A gravidade é a força responsável por manter a Terra e os outros planetas do nosso Sistema Solar em órbita em torno do Sol.

Isaac Newton

A força da gravidade é mais forte com a proximidade e mais fraca com a distância. Cientistas usam peso para dizer o quanto a gravidade nos puxa.

Astronautas pesam menos na Lua, porque a Lua tem menos massa do que a Terra. Ela não puxa tão forte. Nós realmente pesamos um pouco menos no topo de uma montanha alta do que em um lugar mais baixo.

Quem descobriu?[editar | editar código-fonte]

Qualquer um que olha para o céu o suficiente pode ver sete objetos brilhantes. Estes são o Sol, a Lua, Mercúrio, Vênus, Marte, Júpiter e Saturno.

As pessoas sabem que eles existem já tem muito tempo. Os povos antigos pensavam que estavam relacionados a deuses. Na Babilônia eles nomearam os dias da semana com base neles. Quase todo mundo acreditava que todas essas coisas orbitavam a Terra. O que eles não sabiam é que nós vivemos em um sistema, um Sistema Solar.

Em 1500 Nicolau Copérnico descobriu que os planetas orbitam o Sol. Só a Lua orbita a Terra. Mas ele estava com medo da reação das pessoas ao dizer isso, por isso só publicou um relato completo de suas ideias em 1543, ano da sua morte.

Então, Galileu Galilei apontou um telescópio para o céu. Ele descobriu luas orbitando Júpiter. Ele então verificou que Copérnico poderia estar certo.

Demorou 70 anos para convencer os cientistas que os planetas orbitam ao redor do Sol.

Agora, praticamente todas as pessoas já sabem que vivemos em um Sistema Solar.

Como é que nós exploramos o Sistema Solar?[editar | editar código-fonte]

A nave espacial Voyager 2.

Antes do telescópio, as pessoas exploraram o céu com os olhos. Viram como os planetas pareciam "passear" pelo céu.

Os povos antigos aprenderam a prever quando o Sol, a Lua e os planetas apareceriam no céu. Construíram então alguns observatórios — locais para observar o céu.

Observaram o Sol e as estrelas para contar o tempo assim criando os calendários.

Nos tempos passados, diversos povos sequer sabiam que a Lua poderia tapar o Sol (um eclipse).

A maioria das pessoas achava que corpos celestes poderiam causar a guerra ou a paz na Terra, ou pelo menos, os astros poderiam afetar o destino e a vida dos seres humanos. Essa crença, que se chama astrologia, ainda é hoje muito popular na forma de horóscopos. Isso nada tem a ver com a ciência.

Laser apontando o centro da Via Láctea a partir do VLT


Os primeiros telescópios foram feitos no início do século 17 e desde estão cada vez mais sofisticados. Hoje são estruturas imensas, situadas aqui na Terra, com uma resolução que permite a exploração profunda do universo.

O Very Large Telescope ou VLT é uma instalação do European Southern Observatory - ESO, fica no deserto de Atacama, no norte do Chile onde as condições de clima são excelentes, o céu é muito claro e limpo. Este é o maior conjunto de telescópios ópticos do mundo.

O Observatório de raios-X Chandra é um telescópio espacial lançado pela NASA em 1999. consistindo numa família de quatro observatórios orbitais, cada um deles observando o universo em um comprimento de onda diferente: luz visível, raios gama, raios-X e infravermelho. Esse é o terceiro observatório lançado pela NASA, o primeiro foi o Telescópio Espacial Hubble e o segundo foi o Observatório de raios Gama Compton

Assim já dá para ter noção de como os estudos espaciais estão avançados. Além das observações via telescópios, a NASA também tem enviado robôs ou sondas espaciais para outros planetas, permitindo uma exploração mais detalhada.

Lançada em 19 de janeiro de 2006 a sonda New Horizons chegou agora, em 2015 à Plutão e enviou fotos e detalhes que deixaram a humanidade encantada. Lá existe água congelada e atmosfera, de modo que o céu pode ser azul também em Plutão. Ficamos todos aqui, na Terra aguardando muitas novidades.

Doze astronautas caminharam sobre a Lua cerca de 35 anos atrás, eles trouxeram pedras e poeira de volta para a Terra. Isso foi um feito sensacional e permitiu que o Homem aprendesse muito e com a ajuda de um grande desenvolvimento tecnológico chegasse até Plutão.

Como foi que o nosso Sistema Solar se formou?[editar | editar código-fonte]

Nosso Sistema Solar faz parte da Via Láctea, nossa galáxia.

As galáxias são grandes misturas de poeira, gás, estrelas e outras coisas.

Dentro da nossa galáxia Via Láctea, existem nuvens de gás e poeira, onde as estrelas nascem. Nosso Sistema Solar foi criado neste tipo de nuvem.

Uma parte da nuvem começou ficar menor, mais concentrada em um ponto. Foi assim que se formou um grande disco giratório de gás e pequenos pedaços de poeira. O centro começou a ficar mais denso.

No interior destas grandes massas de gás e poeira houve muitas colisões que mas tarde vieram a formar o que chamamos de Sol.

Nós ainda estamos tentando aprender como os planetas se formaram. A maioria dos cientistas acha que eles foram formados a partir de gás e poeira.

Ilustração de um artista de como o Sistema Solar foi formado


Essa é uma representação de como isso poderia ter acontecido.

O resto do disco continua a girar em torno do sol. Os pequenos pedaços de pó se fundiram uns com outros lentamente para formar grãos, e estes, por sua vez, lentamente foram formando grumos do tamanho do cascalho, pedras, e em seguida, em rochas.

As rochas formaram montanhas. As montanhas formaram coisas maiores. Esse processo fez parte da formação dos planetas, luas e asteroides.

O Sol ficou mais quente, pois entrou em colapso. Ele começou a brilhar. A temperatura no centro atingiu um milhão de graus.

O Sol começou a produzir mais luz e calor. A luz e o calor varreram a maioria dos restos de poeira e gás entre os planetas interiores.

Esta luz e calor são a luz do Sol que vemos e sentimos todos os dias na Terra.

O que vai acontecer com o Sistema Solar?[editar | editar código-fonte]

Eta Carinae, uma estrela envelhecendo, joga fora uma gigantesca nuvem de gás

O que temos aqui são teorias, porque ninguém adivinha o futuro, mas os astrofísicos têm uma idéia científica do que poderá acontecer.

Em uns cinco bilhões de anos, o Sol vai usar a maior parte do seu combustível de hidrogênio. Ele vai entrar na fase final de sua vida útil. O meio do Sol vai encolher e se tornar ainda mais quente. A camada externa do Sol vai crescer e ficar muito maior do que é agora. Ele vai se transformar em uma gigante vermelha. O Sol ficará tão grande que Mercúrio, Vênus e Terra, e talvez até Marte, serão engolidos por ele. Estes planetas vão ficar torrados.

Quais os planetas que vão ser destruídos vai depender de quanta massa vai restar no Sol.

Nessa altura, o Sol vai ter menos massa e vai expelir um forte vento solar, a gravidade do Sol será menor e todos os planetas (que existirem ainda) vão se afastar do Sol.

Depois de ter sido uma gigante vermelha por algum tempo, o Sol vai começar a queimar hélio.

Ele vai encolher e vai usar o hélio durante um bilhão de anos. Em seguida vai se tornar uma gigante vermelha, mais uma vez.

Mais gás vai ser lançado para fora por algumas centenas de milhares de anos.

O Sol poderá encolher até se tornar uma pequena estrela chamada anã branca. Esse tipo de estrela é aproximadamente do tamanho da Terra.

Seria preciso cerca de 100 dessas anãs brancas empilhadas para ser tão grande como o Sol é hoje.

Nessa altura, o Sol não terá mais combustível para queimar e depois de cem bilhões de anos sua luz vai acabar.

Notas[editar | editar código-fonte]

Referências[editar | editar código-fonte]