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Cálculo (Volume 3)/Imprimir

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Cálculo (Volume 3)
Para a disciplina Cálculo IV

Sequências numéricas infinitas

Wikiversidade - Disciplina: Cálculo IV

Conceitos Iniciais

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Uma sequência pode ser entendida como um conjunto de valores enumerados em uma ordem, de forma a estabelecer uma lista. Esta lista é, usualmente, denotada como an, genericamente devido ao fato de que cada elemento pode ser identificado pela posição na lista. Temos, por exemplo, a1,a2,a3,a4,an, como uma representação de uma sequência.

Representação

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Para se representar uma sequência, colocam-se os membros entre parênteses, seraparados por vírgulas (quando há números decimais na sequência, usa-se o ponto-e-vírgula). Exemplos:

P.a.(1,2,3,4,5,6,7,8,9,10,...)

P.g.(1;0,5;0,25;0,125;0,0625;0,03125;0,015625;...)

Vejamos alguns exemplos de sequências, notando que, a princípio, não há uma regra clara para estabelecimento de cada valor que os termos da mesma assumem:

{0,1,0,3,0,5,1,7}

{13,29,327}

{π2,3π2,5π2}

Fórmula do termo geral

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Uma progressão aritmética.

Por vezes, uma sequência possui um padrão que permite criar uma fórmula do termo geral. É uma equação fundamental que determina os termos da sequência.

Em uma progressão aritmética, por exemplo, a fórmula do termo geral é:

an=a1+(n1).r


Apesar de não haver uma exigência de que haja uma equação que descreva o comportamento dos elementos de uma sequência, as sequências que mantem uma relação como regra para definição de seus termos são muito úteis para o estudo do comportamento numérico. De modo genérico, podemos dizer que o mais comum é estabelecer uma relação do numero que designa o ítem da sequência e o elemento. Por exemplo, podemos ter:

an=n(n+1)2

Esta sequência nos fornece para cada termo a somatória dos números inteiros até o nésimo elemento da sequência. A função sequência tem um gráfico onde os valores são apresentados como pontos cuja magnitude é expressa em y e o número do indice da sequência é expresso em x, vejamos o exemplo abaixo:

Podemos observar que os pontos representantes das amplitudes fazem com que o aspecto do gráfico de uma sequência seja diferente do conjunto contínuo que nos abituamos a observar em gráficos de funções. Enquanto a função se mantém definida para , a sequência define valores em .

Observando o gráfico da sequência, vemos que a medida que os números índice crescem as amplitudes se aproximam de um valor fixo em "y". Esta característica torna-se bastante útil para análise de tendências. Por este motivo vamos analisar estas sequências com maior atenção.

Formalmente

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Definição: Uma seqüência (em Portugal diz-se sucessão) é uma função onde o domínio é + e cuja imagem é ou . f:+

É uma lista de elementos, ou seja, um conjunto ordenado de maneira que cada elemento fica naturalmente seqüenciado. Uma seqüência é uma função com domínio igual ao conjunto dos números inteiros positivos (ou, o que é o mesmo, o conjunto dos números naturais não-nulos).

A seqüência dos inteiros positivos é: 1, 2, 3, ..., n - 1, n, n + 1, ... Cada número é um termo, com n sendo o enésimo termo. Denota-se a seqüência por: {an}; assim sendo, na lista de inteiros positivos acima, a1 é 1, a317 é 317, e an é n.

A seqüência também é indicada por: a0, a1, a2, ..., an, ... Os termos da seqüência fazem parte de um conjunto comumente indicado por S; Eles são uma seqüência em S.

Uma seqüência pode ter um número finito ou infinito de termos; portanto, pode ser uma seqüência finita ou uma seqüência infinita. Obviamente, é impossível enumerar ou explicitar todos os termos de uma seqüência infinita. seqüências infinitas são dadas listando-se seus primeiros termos e colocando um sinal de reticências donde, com costumeira sorte, se depreende a regra formadora do restante da seqüência.

Formalmente, uma seqüência pode ser definida como uma função de (o conjunto dos números naturais) em S.

Se S for o conjunto dos inteiros, então trata-se de uma seqüência inteira. Se for um conjunto de polinômios, então é uma seqüência polinomial.

Uma subseqüência de uma seqüência S é formada removendo-se alguns elementos de S sem mudar a posição relativa dos elementos restantes.

Alternativamente, pode-se definir uma seqüência de modo recursivo. Consiste em se definir alguns termos iniciais e, a partir daí, atribui-se uma regra que a cada novo termo depende de um ou mais termos antecedentes. Talvez o exemplo mais famoso seja o da seqüência de Fibonacci.

A soma de uma seqüência é chamada de série matemática. Por exemplo:

1+12+14+18+116++12n1=2n12n1

Notações:

  1 (a1,a2,,an,)
  2 a1,a2,a3,
  3 f(n)=f(1),f(2),f(3),,f(n),
  4 f(n)=anan=a1,a2,,an,

OBS.: Utilizaremos mais a notação 4

OBS.: Estudaremos apenas seqüências que obedecem a uma lei de formação


Evolução

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As sequências evoluem, dependendo do seu número sequencial n, de diversas formas. Esta evolução pode ser classificada quando a equação da sequência é conhecida. Podemos, nestes casos, verificar se a evolução da fórmula leva a números em ordem crescente ou decrescente em um intervalo ou durante sua evolução completa, do primeiro elemento ao infinito.

Uma sequência é classificada como crescente quando, para cada n, temos an<an+1 e decrescente quando an>an+1. Este comportamento pode ser encontrado em um trecho em particular da evolução, delimitado por dois valores de n, ou em toda a evolução. Sob este contexto, uma sequência crescente ou decrescente pode ser chamada de monotônica quando apresenta apenas um dos comportamentos.

Vamos analisar a evolução da sequência: an=n+15n2

a1=1+15(1)2=23

a2=2+15(2)2=38

a3=3+15(3)2=412=13

a4=4+15(4)2=518

a5=5+15(5)2=623

ou seja, temos:

an={23,38,13,518,623,}

Portanto, a sequência aparentemente indefinível algebricamente por uma expressão em função do índice, se mostra redutível a uma equação. Estas séries redutíveis a equações nos fornecem informações muito úteis, nos permitindo encontrar relações e regras que podemos usar na síntese de equações.

Limites no infinito

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Temos sequências que se aproximam de valores quando n tende a aumentar indefinidamente, ou seja, quando o valor desta variável tende a infinito. Este comportamento é similar ao encontrado quando analisamos funções que tendem a valores quando levadas ao infinito. A única diferença entre funções e sequências, quando analisadas sob este aspecto, é o fato das sequências exigirem valores inteiros das variáveis, enquanto que funções admitem valores reais para as mesmas.

Uma vez que temos a evolução de valores de sequências similares a valores de funções, é plausível concluir que limites em valores estritamente limitados a números inteiros possam levar a análise de limites de forma semelhante. Então vejamos como esta análise pode ser conduzida:

Conforme fizemos o estudo de limites no infinito no Volume 1, temos N como um número tomado sob a abscissa inteira, ou seja, um número inteiro. Uma vez que tomamos este número, façamos a sequência an evoluir a números maiores e observamos que estes se aproximam de um valor M, quanto mais alto seja N mais proximo de M a sequência an se estabelece:

an>M sempre que n>N

Desta forma, os valores tomados para a sequência são inteiros e o número M tem a única obrigação de estar definido para um valor N. Portanto, podemos arbitrar valores cada vez maiores para M dentro do limite estabelecido. Neste intervalo, qualquer valor de N inteiro leva a valores que se aproximam de M por parte de an.

O fato de ser possível encontrar este limite nos reporta a informação de convergência, ou seja dizemos que uma sequência converge quando é possível encontar um limite no infinito, caso contrário dizemos que a sequência diverge. Portanto, podemos classificar as sequências como convergentes ou divergentes de acordo com a existência do limite no infinito ou sua inexistência.

Limite de uma sequência

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Definição: Dada uma seqüência an, dizemos que o número L é o limite de an para n+ se, ε > 0, N tal que nN|anL| < ϵ.

Definição: Se a seqüência an tem limite L, dizemos que ela é convergente e que converge a L. Caso contrário, dizemos que ela diverge.


Encontremos o limite quanto n tende a infinito, para a sequênca do exemplo acima:

limnan=limnn+15n2:

limnan=limn1+1n52n

limnan=15

Desta forma o resultado acima nos fornece a certeza de que podemos arbitrar valores para a variável de forma a conseguir a precisão que queiramos para a sequência e que sempre teremos valores mais próximos deste limite a medida que o valor da variável aumenta.

Propriedades de sequências

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Sejam {an},{bn} duas seqüências convergentes, isto é, limnan=A e limnbn=B. Então:

  • limn(an±bn)=A+B
  • limnk(an)=kA
  • limn(anbn)=AB
  • limnanbn=AB,B0


Subsequências

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Definição: Dada uma seqüência f:+, as restrições de f a subconjuntos de + serão denominadas subseqüências de f.

Teorema: Se limnan=L, então toda subseqüência de {an} converge para o mesmo limite L.

Teorema: Dada a seqüência {an}, se as subseqüências de ordem par e as subseqüências de ordem ímpar convergem para o mesmo valor L, então {an} converge também para L.

Definição: Dada uma seqüência an, temos que:

  • l é chamada de cota inferior se lan,n
  • L é chamada de cota superior se Lan,n
  • an é dita limitada se possui cota inferior e cota superior

Observações:

  • Se {an} é uma seqüência crescente (a1a2a3), então a1 é uma cota inferior
  • Se {an} é uma seqüência decrescente (a1a2a3), então a1 é uma cota superior
  • Se {an} é uma seqüência decrescente e seus termos são positivos (an > 0), então an é limitada, 0ana1

Teorema: Toda seqüência monótona e limitada é convergente.

Sequências monótonas e limitadas

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Definição: Seja {an} uma seqüência monótona:

  • crescente, se anan+1
  • decrescentes, se anan+1


Séries numéricas infinitas

Wikiversidade - Disciplina: Cálculo IV

Séries numéricas infinitas

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Quando temos que representar um número de forma literal, por meio de equação infinita, podemos lançar mão de um recurso interessante, a série. Ela consiste de uma soma de parcelas literais significativas onde cada valor de parcela é um valor sequencial. Podemos dizer que a série é a somatória de uma sequência numérica simples, a qual se torna uma nova sequência.

Definição: Seja {an} uma seqüência numérica. Chamamos de série numérica a soma descrita da seguinte forma:

n=1+an=a1+a2+a3++an+

Observemos que n, como termo livre, pode assumir o valor que arbitremos, o que fornece um valor da série para cada valor inteiro que arbitremos. Assim, se tivermos um valor de série para cada n, temos uma nova seqUência gerada pela série.

Seqüência das somas parciais

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Seja an uma série. Chamamos de seqüência das somas parciais a seqüência Sn, onde

S1=a1
S2=a1+a2=S1+a2
S3=a1+a2+a3=S2+a3
Sn=a1+a2++an=Sn1+an

Série convergente

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Definição: Seja an uma série e Sn a sua seqüência de somas parciais.

  • Se limnSn=S,|S| < , a série é dita convergente e tem soma S;
  • Caso contrário, a série diverge

Note que esta constatação não é tão clara para muitas das séries. Para estas, temos que recorrer a diversos recursos de análise matemática, dentre os mais conhecidos temos a indução.

Critério do termo geral

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Se an é uma série convergente, então limnan=0

Teste da divergência

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Se limnan0, então a série an diverge.

Séries geométricas

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São séries do tipo arn1.

A série geométrica:

  • Converge se e só se a=0 ou |r|<1.
  • Se a=0, então arn1=0 (independentemente do valor de r). Se |r|<1, então arn1=a1r.

A prova é feita por indução. Façamos um ensaio parcial da série, definindo as parcelas algebricamente:

Sn=a+ar+ar2++arn1

Se multiplicarmos a equação por r:

rSn=ar+ar2++arn1+arn

Subtraímos as duas equações acima e obtemos:

(1r)Sn=a(1rn)

Finalmente, temos rn=0 se |r|<1 e limnSn. O que nos revela que a série converge para:

Sn=a1r

Propriedades de séries

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  • Sejam an e bn duas séries convergentes. Então (an±bn) = an±bn converge
  • Se an converge (diverge) e k0, então kan=kan converge (respectivamente, diverge) (se k=0, então kan=0 converge)
  • Se an converge e bn diverge, então (an±bn) diverge
  • Sejam as séries an e bk tais que bk=an a partir de algum n. Então ambas as séries têm o mesmo comportamento.

Série geométrica

Série Geométrica

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A série geométrica é uma sequência numérica muito importante para a matemática e para o estudo do cálculo já que a partir dela pode-se expressar várias funções em séries de potência infinitas. Essa série também é chamada de progressão geométrica ou simplesmente PG (veja alguns exemplos no livro de matemática elementar). Referências a esta série podem ser encontradas no trabalho de Malthus e em várias formas da natureza como em conchas de caracóis.

Formalização matemática

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Termo geral

an=crn.

Onde c é uma constante qualquer.

Soma dos n primeiros termos:

Sn=ck=0nrk.

Ver também

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Wikipedia
Wikipedia
A Wikipédia tem mais sobre este assunto:
Série geométrica


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Séries de termos positivos

Wikiversidade - Disciplina: Cálculo IV


Séries de termos positivos

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an;an>0,n

Teste da integral

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Seja an uma série de termos positivos. Seja f(x) uma função positiva, contínua e decrescente para x1, e tal que f(n)=an, para n1. Então a série an=f(x)=f(1)+f(2)+:

  • Converge, se 1+f(x)dx convergir;
  • Diverge, se 1+f(x)dx divergir.

Teste da comparação simples

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Sejam an e bn, an,bn > 0, tais que anbn. Então:

  • Se an converge, então bn converge
  • Se bn diverge, então an diverge

Teste da comparação por limite

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Sejam an e bn, an,bn > 0, tais que anbn. Se:

  • limnanbn=k,k0, então as séries têm o mesmo comportamento
  • limnanbn=0, então a série an converge se a série bn converge
  • limnanbn=+, então a série an diverge se a série bn diverge

P-séries (Critério de Dirichelet)

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Uma série do tipo 1np converge se p > 1 e diverge se p1. Essas séries são conhecidas como p-séries, e são comumente usadas em testes de comparação.

Teste da razão (Critério de d'Alembert)

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Seja an uma série, onde an > 0. Então:

limnan+1an=k

  • Se k < 1, a série converge
  • Se k > 1, a série diverge
  • Se k = 1, nada se pode concluir

Teste da raiz (Critério de Cauchy)

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Seja an uma série, onde an > 0. Então:

limnann=k

  • Se k < 1, a série converge
  • Se k > 1, a série diverge
  • Se k = 1, nada se pode concluir

Séries alternadas

Wikiversidade - Disciplina: Cálculo IV


Séries alternadas

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São séries da forma:

(1)n+1an=a1a2+a3a4+
ou
(1)nan=a1+a2a3+a4

Teste de Leibniz

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Seja a série alternada (1)n+1an, an > 0. Se limnan=0 e an > an+1,n, então a série converge e a sua soma não ultrapassa o primeiro termo.


Séries absolutamente convergentes

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Uma série numérica an é absolutamente convergente se a série dos módulos, |an|=|a1|+|a2|+, converge.

Teorema: Se uma série numérica an é absolutamente convergente, então é convergente.

Séries condicionalmente convergentes

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Uma série an convergente, mas não absolutamente convergente, é chamada de condicionalmente convergente.

Teste da razão para convergência absoluta

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Seja (1)nan uma série numérica. Então

limn+|an+1an|=k

  • Se k < 1, a série converge
  • Se k > 1, a série diverge
  • Se k = 1, nada se pode concluir

Teste da raiz para convergência absoluta

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Seja (1)nan uma série numérica. Então

limn+|an|n=k

  • Se k < 1, a série converge
  • Se k > 1, a série diverge
  • Se k = 1, nada se pode concluir

Aplicação de séries alternadas no cálculo numérico

Wikiversidade - Disciplina: Cálculo IV


Aplicação de séries alternadas no cálculo numérico

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Definição: Dada uma série an que converge, cuja soma é S, a diferença entre S e a sua soma parcial de ordem n é chamada de resto.

Notação: Rn=SSn

Teorema: Seja (1)n+1an,an > 0,an, uma série alternada convergente. Então o módulo do erro, Rn, cometido ao aproximarmos a soma da série S pela soma parcial Sn, é numericamente inferior ao elemento an+1, ou seja, |Rn| < an+1

Sequências e séries: Exercícios

  1. Suponha que a n-ésima soma parcial de uma série seja dada por sn=213n.
    a) Esta série converge? Em caso afirmativo, para qual valor?
    b) Qual é a fórmula do n-ésimo termo da série?
  2. Determine o valor para o qual as séries abaixo convergem:
    a) n=034n
    b) n=1(2e)n
    c) n=21n2n
    d) n=1(1)n2n13n
  3. Determine se as séries abaixo convergem ou divergem:
    a) n=11n2
    b) n=012n
    c) n=1nn2+1
    d) n=21lnn
    e) n=0n!2n
    f) n=1cosπnn
    g) n=3(1)nnlnn1
  4. Determine se as séries abaixo convergem condicionalmente, convergem absolutamente ou divergem:
    a) n=1(1)nn
    b) n=2(1)nlnnn
    c) n=2(1)nn(lnn)2
    d) n=1(1)n2nen1
    e) n=1(1)nsin2n
    f) n=1(1)nn!(2n)!
    g) n=1(1)ne1/narctann

Séries de potências

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Séries de potências

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Uma série de potências é uma série do tipo n=0an(xa)n=a0+a1(xa)+a2(xa)2+ (série de potências de xa), em que a e an são constantes.

Observação: Note que não se trata de uma série numérica. Uma série desse tipo pode convergir para alguns valores de x e divergir para outros valores. Assim, faz sentido falar em _domínio de convergência_, Dc, que é o conjunto dos valores de x que tornam a série convergente.

Teorema: Seja a série n=0an(xa)n com raio de convergência r, isto é, a série converge no intervalo aberto (ar,a+r). Então, chamando n=0an(xa)n de f(x), temos:

  • f(x) é contínua em (ar,a+r)
  • f(x) tal que f(x)=n=1nan(xa)n1
  • H(x) tal que H(x)=(n=0an(xa)n)dx=n=0an(xa)n+1n+1

Dica: Para determinar a soma de séries de potências, é comum partir de uma das seguintes séries:

n=0xn=11xse |x| < 1

n=0xnn!=ex


Através de processos como substituição de variáveis, multiplicação, integração e diferenciação, efetuados em ambos os membros da igualdade, é possível chegar à série cuja soma queremos determinar.

Equações diferenciais primeira ordem

Uma equação diferencial de primeira ordem é uma equação em que as incógnitas são funções e essa equação envolve a primeira derivada da incógnita. Assim, podemos definir uma equação diferencial de primeira ordem como:

F(t,y,y')=0

em que t é a variável independente, y é uma função dependente de t e ao mesmo tempo a incógnita da equação e y' é a primeira derivada de y.

Uma equação diferencial de primeira ordem pode ser classificada também de acordo com o seu tipo (ordinária ou parcial) e quanto a linearidade (linear ou não-linear).

Exemplo de equação diferencial de primeira ordem:

(t-3)y'+(5t+2)y+(2t²+t)=0

Esta é uma equação diferencial ordinária linear de primeira ordem.