Piratas/Armas Piratas

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Armas Piratas
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Entre os séculos XVII e XVIII, considerados os séculos de Ouro da pirataria, as armas de fogo ainda estavam se aprimorando. Os piratas, por sua vez, adotaram uma série de armas, tanto brancas como de fogo, para usá-las em combate, saques, pilhagens e disputas entre outros piratas. Aqui está uma lista das mais usadas:

Armas Brancas[editar | editar código-fonte]

Sabre[editar | editar código-fonte]

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A mais comum de todas as armas, basicamente era o armamento branco básico de qualquer um. Os capitães eram decididos pela tripulação através de lutas, e geralmente o vencedor, o que mais dominava a técnica de luta pelos sabres, elevava seu posto dentro do navio. O sabre é uma arma de lâmina ligeiramente curvada, de um fio só, com origem na cavalaria oriental. O comprimento original da lâmina era o ideal para atingir tanto cavaleiros como infantaria inimiga. Há também quando o sabre, geralmente com a designação de baioneta, aparece em conjunto com espingarda, sendo a arma usada na marinha britânica na Era de Ouro da pirataria.

Rapieira[editar | editar código-fonte]

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Uma arma esguia, que era geralmente roubada devido ao seu alto preço, era muitas vezes feita sob medida para nobres. O pirata que a possuía tinha que ter mais experiência em combate, devido as proporções da arma.São geralmente espadas com a lâmina relativamente longa e fina, ideal para golpes de perfurações e uma proteção de mão com complicados filetes de metal, o que a torna uma bela arma, podendo ser usada na esgrima artística (mesmo não sendo uma arma própria para o esporte). Foi usada em meados de 1500 em cortes reais para demonstrações de luta e no exército italiano. Era chamada na Espanha de espada ropera e em inglês de Rapier ou Dress sword.

Obtido em "http://pt.wikipedia.org/wiki/Rapieira"

Jian[editar | editar código-fonte]

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Espada asiática de dois gumes, também chamada espada Tai Chi e Taijijian, usada por piratas orientais a mais de dois mil anos na China e Singapura. A jian tem lâmina afiada em formato de diamante, mais espessa no centro indo afinando até os gumes da espada, que, curiosamente, possui dois gumes, ao contrário de todas as outras espadas orientais. Apesar disto, normalmente é usada em golpes de perfuração, aproveitando sua afiada ponta, os golpes de corte são uma função secundária. Pendurado no ponto extremo da empunhadura da espada normalmente são colocados pingentes de crina de cavalo ou fios vermelhos ou amarelos. O vermelho é associado ao treino marcial e o amarelo à prática como um treino do espiritual. Em combate, o pingente pode ser utilizado para distrair ou mesmo chicotear o adversário.

Dao[editar | editar código-fonte]

A arma usada no estilo de luta Wushu, não era apropriada para lutas piratas, pois dependia de um determinado aprendizado para a luta. A lâmina possui corte único e fio e dorso levemente curvado desde o cabo até sua terça parte. Nesse ponto, a seção mais larga da lâmina, a curvatura é mais sinuosa. O terço final do dorso é um arco côncavo em ascendente, unindo-se ao fio projetado em curva para cima. A empunhadura ou cabo é de madeira e apresenta um leve arco descendente. Seu pomo de metal é usado para desferir estocadas nos adversários.Esta arma costuma trazer amarrado ao cabo um lenço, em geral de duas cores, que serve para desviar a atenção do oponente: ao se prender no rápido movimento das cores, o inimigo não percebe a aproximação de um golpe fatal. Além dessa função, ao derrotar o adversário, o detentor da arma utilizava-se desses panos para limpá-la do sangue.

Espada Pequena ou Estoque[editar | editar código-fonte]

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Também chamadas de arma de estoque e dress sword pelos ingleses. Era semelhante à rapieira, porém menor e menos rara, as espadas pequenas eram tão usadas quanto os sabres. Geralmente eram importadas da Europa para o Caribe. Possuem um complexo sistema de proteção em sua grarda, o que ajuda em golpes de estocada e combates de perto. Se assemelha e muito as armas da esgrima, principalmente ao florete, mas enquanto ele se baseava em uma lâmina cilíndrica, a espada pequena possuía fio de corte.

Punhal[editar | editar código-fonte]

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Eram simples, mas muito úteis na vida em alto mar, tanto servia para apunhalar oponentes quanto para a ajuda de serviços e reparos no navio. Ao longo da história humana, os punhais foram produzidas das mais diferentes maneiras em várias sociedades, desde as pedras lascadas pelo homem primitivo, passando pelas adagas produzidas a partir de pedaços de meteoritos ricos em ferro, até as facas produzidas nos dias de hoje pela indústria moderna. De maneira geral, o processo de fabricação de uma faca nos dias de hoje consiste em modelar a lâmina, seja através do processo de forja ou de desbaste e aplicar um tratamento térmico conhecido como têmpera, que confere dureza ao fio da lâmina. A lâmina então é afiada e cabeada. Antigamente, porém, era preciso contratar um ferreiro.

Machado[editar | editar código-fonte]

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Quem lutava contra um pirata de machado tinha poucas opções, pois no momento em que um machado começa a se mover ele não pára até acertar um alvo, portanto nada podia fazer um homem de espada. Ele deveria se mover rapidamente para que os golpes do machado não o acertassem, cansando o usuário do machado, facilitando o contra-golpe. O machado possui técnicas diferenciadas da luta com espadas. Primeiro era necessário ser um homem forte, pois o uso do machado requeria muita energia. O segredo era que, no momento em que começava a se girar o machado, não parasse até acertar um alvo, pois é necessária mais energia para parar o machado do que mantê-lo em movimento. Portanto, no momento em que o machado entrava em movimento, criava-se uma área ao redor do soldado inaproximável, inutilizando, assim, qualquer arma cortante. Nem mesmo um escudo de metal fazia frente a ele, pois a sua pancada era suficiente para quebrar o braço de quem o utilizava.

Armas de Fogo[editar | editar código-fonte]

Mosquete[editar | editar código-fonte]

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Pertencia unicamente a Marinha Mercântil, geralmente roubada por piratas. Consistia no que hoje chamamos de espingarda, acompanhada de lâminas chamadas baionetas, para ataques corpo a corpo, mecanismo de bombarda e uso de pólvora negra, ao invés da normal. Até cerca de 1650, o mosquete, em virtude do seu peso, precisava ser apoiado no solo por uma vara com uma forquilha em cima, para possibilitar a mira e o disparo. O mecanismo de disparo do mosquete exigia um procedimento complicado, um ritual que só se completava em cerca de três minutos: primeiro o mosqueteiro despejava pelo cano da arma a pólvora de um dos cartuchos e firmava-a na recâmara com uma bucha de estopa - socada com a vareta da forquilha. Somente depois desse procedimento a bala era introduzida, acompanhada de outra bucha. Pronto o cano, iniciava-se, então, o preparo da culatra, onde um recipiente circular, a caçoleta, recebia uma carga de pólvora fina para finalmente produzir o tiro. O sistema de disparo constava de mechas incendiárias como no arcabuz, exceto nos modelos mais modernos, que usaram chaves de faíscas como nos primeiros fuzis. Seu alcance máximo era de 90 a 100 metros.

Pistola[editar | editar código-fonte]

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Pistola era a arma de fogo predileta de piratas, pois era portátil, leve, de cano curto, elaborada para ser manejada com uma só mão. Uma pistola geralmente é uma arma pequena de boa empunhadura e rápido manuseio, feita originalmente para uso pessoal (uso por uma pessoa) em ações de pequeno-alcance. No século XV o termo era usado para definir também pequenas facas que podiam ser escondidas dentro das roupas de uma pessoa. No século XVIII o termo começou a ser usado para definir a pequenas armas de fogo de mão. Também podiam ser usadas como porretes, quando havia ausência de pólvora.

Canhão[editar | editar código-fonte]

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Indispensável em um navio pirata. Inicialmente os canhões eram de ferro forjado, pequenos e rústicos, pois a arte de fundir achava-se ainda nos primórdios. Tempos mais tarde passaram a ser fabricados com barras de ferro fundido soldadas e reforçadas com anéis do metal. A sua capacidade de lançamento ainda era diminuta, e empregavam-se por isso projéteis de pedras leves para alcançar maiores distâncias. Nesta época, para aumentar a potência de fogo, os antigos canhões, chamados «órgãos da morte», eram colocados lado a lado, sobre um reparo-plataforma. Podiam assim ser disparados ao mesmo tempo ou separadamente, em sucessão rápida, o que faz deles precursores das modernas metralhadoras, pelo menos em conceito. Ainda no século XV, os primitivos projéteis feitos de pedra foram substituídos por outros de ferro ou de chumbo, e os canhões passaram a ser classificados de acordo com o peso de seus projéteis. No fim do século XVIII usavam-se canhões que lançavam projéteis de 2, 4 e 6 kg e obuses de 15 cm de diâmetro. Os canhões dos navios eram providos de balas que variavam de meio a 16 kg e as caronadas (canhões curtos de grosso calibre), de 6 a 34 kg.