Critérios

Saltar para a navegação Saltar para a pesquisa
Editado por 2 outros utilizadores.
Última edição: 08h07min de 17 de agosto de 2016

Pois é, também acredito que a conversa deva ser continuada.

A minha "repentina" fixação na questão dos "livros-texto" está vinculada a algumas das discussões que ocorreram na lista textbook-l (que é usada para discussões centrais dos projetos Wikibooks).

Infelizmente até agora o que tenho são apenas umas "ideias soltas" esperando para serem organizadas e colocadas em um diálogo no projeto. Tenho pensado sobre o propósito do projeto e nossa tendência de aceitar trabalhos que, a princípio, não fazem parte do escopo do projeto (na forma em que isso é visto pela Wikimedia Foundation).

Vejam: o projeto em inglês foi criado inicialmente sob o nome de "Wikimedia Free Textbook Project". Não estou tão certo de que a melhor tradução para textbook é livro didático, já que costuma-se utilizar também "livro-texto" em nossa língua. Um pouco mais duvidoso é termos incluído "livros, apostilas e manuais" como sendo exemplos dos tipos de "textos didáticos" que são o foco do Wikilivros.

O projeto é para livros-texto (aos quais chamamos de didáticos, e estendemos para manuais, guias, apostilas, e coisas estranhas que aparecem de vez em quando...), que fossem usáveis em um curso (seja universitário ou técnico, ou o próprio ensino regular...).

Os livros devem focar em algo que é o objeto de estudo de um curso sério, incluindo desde um livro de matemática ou de geografia a ser tomado como referência nas aulas na escola, até o livro de referência em determinada disciplina da universidade, ou mesmo o manual/guia para determinado software amplamente utilizado (que poderia ser a base para um curso técnico sobre o assunto) ou o livro de receitas, que é algo perfeitamente aceitável em cursos de culinária (ver por exemplo este link: at my sister's cooking school, they use a cookbook for a textbook, no question.). Em particular, não basta um texto "não ser ficção" para que se torne um wikilivro: é preciso ter um o ensino/aprendizado como um fim.

Temos certa flexibilidade para permitir a inclusão de materiais que se afastem um pouco do escopo original, mas isso deve ser controlado. Devem haver limites, e o que ultrapassar tais limites deve ser remanejado para outras wikis ou reformulado assim que isso seja percebido.

Um dos tópicos que inspiram este tipo de pensamento contem esta passagem: Wikibooks is for *textbooks*, broadly construed, not for any sort of nonsense people might think would be a cool nonfiction book. Jimmy Wales

Há muitos argumentos que justificariam, por exemplo, a remoção de boa parte do que foi adicionado pelo grupo do "Construção coletiva" às páginas daquele "livro", já que praticamente não foi dada atenção às críticas colocadas na página de discussão do mesmo.

Outros tópicos relacionados:

Enfim, não tenho nada muito conclusivo a dizer... Mas acredito que é preciso resolver algumas coisas neste sentido. E dada a usual falta de quorum, acho válido tomar emprestados os votos argumentos usados nas discussões dos demais Wikibooks (e na lista textbook), por isso coloquei alguns acima.

Helder23h38min de 14 de outubro de 2010
Editado por outro utilizador.
Última edição: 08h07min de 17 de agosto de 2016

Sinceramente esse assunto é provavelmente muito mas complicado que imaginamos, porque uma coisa é removermos uma página que é violação de direitos autorais e outro totalmente diferente é remover os textos de alguém que dedicou seu tempo para desenvolver e não abortou exatamente pela falta de uma razão clara sobre o que se pode ou não adicionar.

-Ora, mas biografia é conteúdo enciclopédico! - diz alguém

-E que diabos não é? - Eu digo

Mas por outro lado o que temos que escrever não pode estar em nenhum outro protejo... Hum... difícil quando a definição de enciclopédia é exatamente obra que reúne todos os conhecimentos humanos. Das duas uma: ou reunimos conhecimentos extraterrestres ou criamos um novo jeito de reunir conhecimento... suponho que maioria optou pela segunda opção, e o que decidimos foi criar em contra partida da wikipédia que(teoricamente) reúne superficialmente o conhecimento, fizemos de um jeito detalhado. Nos somos aqueles que explicam como funciona os que se prendem a detalhes (se olharem mais genericamente, o que diferencia de fato livros de artigos e livros é simplesmente o tamanho)... mas biografia são coisas particularmente difíceis de detalhar mais que a wikipedia, então acho que não podemos fazer uma releitura de lá e não adicionar a nenhum livro não bibliográfico, pois isso seria no máximo um resumo ou adaptação(no entanto se isso se tornar uma regra deve ser aplicado a todos e não a um só livro).

Quanto aos lugares, sim concordo que devem ir para um livro de geografia. Alias os pequenos livro devem ser todos adicionado aos livros sobre disciplinas escolares até que se tenha um bom livro para cada disciplina. Se prestarem atenção iram perceber que com excessão de português e matemática não temos livros completos sobre nenhuma disciplina escolar.

Raylton P. Sousa qualquer coisa estou aqui! =D03h27min de 16 de outubro de 2010
Editado por 2 outros utilizadores.
Última edição: 08h08min de 17 de agosto de 2016

Concordo que não é algo simples (ninguém disse o contrário) e que a possibilidade de abordar temas através de explicações detalhadas diferencia o Wikilivros da Wikipédia. No entanto, eu não diria que o tamanho diferencie artigos e livros, pois já vi (no "mundo real") artigos maiores do que livros e vice-versa.

Quanto às biografias, o problema não é serem "enciclopédicas como todas as coisas são" (e isso é discutível), parafraseando o que disse, mas sim "não serem conteúdos que são o objetivo didático de um curso". Existem cursos de "história da matemática", que podem ou não abordar a vida de Euler, Gauss e Galois, mas suponho que não há cursos sobre "a vida de [um deles]" em lugar algum. Analogamente para a "história da música" e "outras histórias"...

Helder02h01min de 11 de novembro de 2010