Marcas nas fotografias de Werner Haberkorn/Vista parcial do centro. São Paulo-SP 1

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Vista parcial do centro. São Paulo-SP (metadados).

Lista de marcas identificadas[editar | editar código-fonte]

  • Banco Auxiliar de São Paulo
  • Companhia City

Pesquisa sobre marcas[editar | editar código-fonte]

Banco Auxiliar de São Paulo[editar | editar código-fonte]

O Banco Auxiliar foi um banco com sede no estado de São Paulo, pertencente à família Bonfiglioli (também conhecida por serem sócios da CICA e de outros negócios no cenário paulista). Teve sua liquidação decretada pelo Banco Central em novembro de 1985, aproveitando a liquidação do Banco Comind. Suas cartas patentes foram vendidas entre outros bancos atuantes no mercado, entre eles, City Bank, Banco Bradesco, Banco Itaú, Geral do Comércio, entre outros. Atualmente é possível encontrar na internet diversos processos movidos contra o Banco, principalmente por parte de trabalhadores que enfrentaram problemas para comprovar o vínculo empregatício após o fechamento da instituição, consequências geradas pelo não cumprimento total dos acordos entre os demais bancos -que passaram a demitir funcionários e fechar agências- e o Auxiliar.

Referências

TIRE as suas aplicações do fundo do baú. 2000. Disponível em: <https://www1.folha.uol.com.br/fsp/invest/in2205200006.htm>. Acesso em: 30 set. 2018.

BANCO Auxiliar de São Paulo. Disponível em: <https://www.jusbrasil.com.br/topicos/68497648/banco-auxiliar-de-sao-paulo>. Acesso em: 23 nov. 2018.

Companhia City[editar | editar código-fonte]

A Cia. City (City of São Paulo Improvements and Freehold Land Company Limited) foi uma empresa de origem inglesa fundada em 1911, por investidores franceses, ingleses e brasileiros, conhecida pela atuação no planejamento urbanístico de bairros de alto padrão em São Paulo com o conceito de “cidade-jardim”, sendo o seu primeiro lançamento feito em 1915 com o Jardim América. Em 1912, se instalou em São Paulo, onde tornou-se proprietária de cerca de 37% de toda a área urbana da cidade. A partir da década de 1970 passou a atuar também no mercado de incorporação imobiliária. Urbanizou quase 50 bairros -entre eles o Butantã, Alto da Lapa e Pacaembu, em São Paulo- e cerca de 32 milhões de metros quadrados, em 4 estados brasileiros. Atualmente, o escritório sede está localizado em São Paulo, na Avenida Roque Petroni Júnior, 850 Jardim das Acácias (zona sul) e a empresa tem feito lançamentos de terrenos para fazenda em Itatiba (Fazenda Dona Carolina), terrenos residenciais na região metropolitana de Campinas (Nova Odessa) e apartamentos nas cidade de Itu e Embaré.

Referências

FELDMAN, Sarah. Planejamento e zoneamento. São Paulo: FAPESP - Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo, 2005. 304 p., il., 23 cm. ISBN 85-314-0848-2. Consultado em 4 de setembro de 2018

ROLNIK, Raquel. Cidade e a lei, A: Legislação, política urbana e territórios na cidade de São Paulo. 2. ed. São Paulo: Nobel, 1997. (Cidade aberta). ISBN 8585445699. Consultado em 15 de outubro de 2018

CIA City. Disponível em: <http://www.ciacity.com.br/historia.php>. Acesso em: 23 nov. 2018.

Comentários sobre a fotografia[editar | editar código-fonte]

Analisando tecnicamente, a fotografia é capturada do ponto de vista do nível do chão, evidenciando a verticalização da metrópole, as casas de nível mais baixo pouco aparecem ou pela interferência das árvores diante do ângulo ou por não serem colocados em enfoque como os prédios mais altos. A imagem é colocada de maneira que capture o trânsito de automóveis e pessoas, o que pode ser observado na via central da imagem e no canto inferior direito, onde vemos um carro parado, estático e a presença de um homem e uma mulher no primeiro plano da imagem, que nos dão uma dimensão do tamanho dos edifícios, o que na realidade é pouco presente nas demais fotos de Haberkorn para o Fotolabor.

Existe a escolha de colocar a natureza em primeiro plano com as edificações em plano médio, com uso das áreas verdes como inserção na cidade e tendo como fundo os demais edifícios elevados, trazendo um contraste — na imagem acima, vemos os da Cia. City e Banco Auxiliar com clareza, graças ao que representavam economicamente, enquanto comércios menores e edificações mais baixas foram praticamente "escondidas" nas árvores em primeiro plano. Além disso, os pontos de maior luz e claridade da imagem são justamente os das empresas citadas anteriormente. Essas questões são pontuadas e exemplificadas em outras fotos desta mesma coleção por Solange Ferraz em "A Cultura Metropolitana Nas obras de Werner Haberkorn".

Todas essas características são resultado das estratégias utilizadas por Haberkorn para fazer registros que mostrem e vendam uma São Paulo urbana, moderna, economicamente ativa e num progresso constante —assim como uma metrópole atrativa para investidores deveria ser—  marcada pela circulação de pessoas e automóveis e pelo número de edifícios presentes no espaços; por isso a preferência por pontos do centro da cidade, destacando-se o Vale do Anhangabaú, que protagoniza grande parte das fotografias.

Também é preciso considerar a carga simbólica e histórica contida nos edifícios que o fotógrafo optou por ressaltar na imagem: a Companhia City fez parte do desenvolvimento urbanístico de São Paulo, sendo proprietária de mais de um terço da desta área ainda na segunda década do século XX e em atividade até hoje; já o Banco Auxiliar, apesar de ter encerrado as atividades na década de 80, pode ser considerado um marco da circulação de capital na região, além de ter sido propriedade da família Bonfiglioli, conhecida no cenário paulista por estar ligada a diversos setores econômicos incluindo agropecuário, industrial e prestação de serviços — além do Banco Auxiliar, Alberto Bonfiglioli foi o principal diretor-acionista da CICA; Auxilium S.A. Financiamento, Crédito e Investimento; Meias Waldorf S.A.; Agropecuária Bonfiglioli; Construtora Bonfiglioli e outras.