Marcas nas fotografias de Werner Haberkorn/Vista parcial do Vale do Anhangabaú. São Paulo-SP 20

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Vista parcial do Vale do Anhangabaú. São Paulo/SP (metadados).


Lista de marcas identificadas[editar | editar código-fonte]

  • Guilherme J.KDHL B/A - Material Elétrico
  • Açougue Anhangabaú
  • Imperial Extra - Fischer
  • Theodore Block - Tecidos
  • CICA
  • Correio Paulista Sé

Pesquisa sobre marcas[editar | editar código-fonte]

Imperial Extra - Fischer[editar | editar código-fonte]

Na foto é possível encontrar um outdoor da marca Imperial Extra - Fischer. Esse outdoor foi alocado no Vale do Anhangabaú por volta de 1970, este faz alusão a uma empresa da época que produzia bebidas alcoólicas. O grupo Imperial reside no país desde 1962, a marca fica localizada em Trindade - Goias e tem como objetivo levar maior qualidade para as famílias brasileiras, este grupo ainda está presente no setor bebidas. A marca hoje possui uma rede mais expandida de produtos, são mais de 100 produtos em refrigerantes, sucos e cervejas. Dados sobre a criação e fundadores não foram confirmadas, não há informações concretas.

Referências

GRUPO IMPERIAL. Imperial. Disponível em: <http://www.grupoimperial.com.br/ogrupo/>. Acesso em: 30 set. 2018

RECEITA FEDERAL. Normas - sistemas de informações. Disponível em: <http://normas.receita.fazenda.gov.br/sijut2consulta/consulta.action?facetsexistentes=>. Acesso em: 30 set. 2018.

Theodore Bloch - Tecidos[editar | editar código-fonte]

Theodore Bloch uma empresa Tecidos situada em São Paulo no Vale do Anhangabaú. Não foi possível encontrar informações no site da Receita Federal ou informações que nos levassem ao fechamento ou dados presentes sobre a empresa. Entretanto, é possível notar que a marca referida possuía um elevado poder aquisitivo e provavelmente era muito influente no setor têxtil, uma vez, que o letreiro com a marca se encontra no topo de um prédio médio, no centro corporativo da cidade de São Paulo na época. Isto, exigiria um investimento grande.

CICA[editar | editar código-fonte]

A Companhia Industrial de Conservas Alimentícias, também conhecida por CICA é uma marca mundialmente conhecida. Em sua história foi a maior produtora agrícola do Brasil, um de seus produtos principais e mais populares no Brasil é a linha de molhos de tomate, representado por "Jotalhão" elefante da turma da turma da Mônica, de Maurício de Souza.

A industria foi construída em 1941, com a fusão das famílias Bonfiglioli, Messina, Guzzo e Guerrazzi, essas eram importantes importadoras e comerciantes de produtos europeus e suas especialidades eram o ramo alimentício. A principio a empresa era uma produtora exclusivamente de extrato de tomate Elefante, porém no ano seguinte de sua criação a empresa diversificou seus produtos. Tendo para sua rede agora produção de frutas em conserva, geleias e azeitonas, entre outros produtos.

Em suas primeiras décadas, a CICA se tornou a maior produtora de alimentos em conserva de toda a América Latina. A companhia foi vendida, em 1993 para o Grupo Gessy Lever, que mais tarde se tornaria a empresa multinacional Unilever, que administrou a empresa por quatro anos consecutivos.

Em 1998, a fábrica que até então era em Jundiaí foi fechada. A marca CICA foi extinta em 2003. Mas até hoje é possível encontrar a marca CICA em supermercados, através de poupas de tomate Pomodoro - Produto administrada pela empresa Unilever, antiga Gessy Lever.

Referências

JUNDIAÍ AGORA. A cica marcou a vida de várias gerações de jundiaí e também na região. Disponível em: <http://jundiagora.com.br/cica-marcou/>. Acesso em: 01 out. 2018.

UNILEVER. Produtos. Disponível em: <https://www.unilever.com.br/brands/our-brands/knorr.html>. Acesso em: 01 out. 2018.

Correio Paulistano Sé[editar | editar código-fonte]

O Correio Paulistano foi um importante jornal da época. Seu lançamento foi em Junho de 1854, em São Paulo, tendo como fundador Joaquim Roberto de Azevedo, também proprietário da Tipográfia Imparcial e deixou editado em meados do segundo semestre de 1963. O jornal nasceu liberal e possuía um posicionamento avançado para a sua época. Foi atrelado ao Partido Conservador e após a criação do Partido Republicano Paulista filiou-se e passou a ser seu órgão oficial em meados de Junho de 1890. Durante o caótico período imperial foi um grande formador de opinião publica da época, possuiu feitos como: a defesa da abolição da escravatura e causas de cunho republicano, além disso foi o único grande jornal do estado de São Paulo a apoiar a semana da arte moderna de 1922, reconhecendo assim o vanguardismo do movimento, em contra partida os outros jornais da época tratavam os modernistas como subversores da arte.

O Correio Paulistano também possuía um posicionamento bem marcado contra o governo Vargas, o que resultou em diversos empastelamentos. A matriz do jornal Correio Paulistano localizava-se no centro histórico da cidade de São Paulo, a sofisticação do prédio e a sua localização privilegiada era um grande indicador da prosperidade de seus criadores, outro ponto que pode ser ressaltado era o papel diferenciado em que o jornal era impresso, este era importado, o motivo de seu encerramento foi causado pela oligarquia paulista, estas transmitia seus ideais através dele. Após a derrota da oligarquia na revolução de 1930 o correio também foi afetado sendo assim fechado até 1934 a mandato de Getúlio Vargas, após esse ocorrido o jornal deteve vários proprietários até que em 1963 foi fechado oficialmente. Todas as edições do jornal Correio Paulistano são facilmente encontradas, tanto na versão digital quanto nas bibliotecas nacionais. O jornal é um marco importante na história dos Paulistas, uma vez que esteve presente durante importantes revoluções e grandes guerras trazendo sempre informação de qualidade e sendo importante pilar na opinião publica da população.

Referências

FGV CPDOC. Correio paulistano. Disponível em: <http://www.fgv.br/cpdoc/acervo/dicionarios/verbete-tematico/correio-paulistano>. Acesso em: 20 nov. 2018.

HEMEROTECA DIGITAL BRASILEIRA. Correio paulistano (sp). Disponível em: <http://hemerotecadigital.bn.br/acervo-digital/correio-paulistano/090972>. Acesso em: 20 nov. 2018.

INSTITUDO DE ESTUDOS BRASILEIROS. Correio paulistano. Disponível em: <http://www.ieb.usp.br/correio-paulistano-2/>. Acesso em: 20 nov. 2018.

SAO PAULO ANTIGA. Arquivo correio paulistano. Disponível em: <http://www.saopauloantiga.com.br/tag/correio-paulistano/>. Acesso em: 20 nov. 2018.

Açougue Anhangabaú[editar | editar código-fonte]

Açougue Anhangabaú situada em São Paulo no Vale do Anhangabaú. Por ter um nome muito comum, não foi possível encontrar informações relevantes e certeiras sobre o mesmo. Foi efetuada uma busca no site da Receita Federal e pelo servidor do Google, porém não encontramos informações que nos levassem ao fechamento ou dados presentes sobre a empresa. Se considerarmos a faixada do estabelecimento, podemos chegar a conclusão que se tratava de um negócio local, que não possuía muita influência, quando considerado as demais marcas que possuíam no local, entretanto devido a sua localização, é possível compreender também que este possui um grande poder aquisitivo, já que o alugar do terreno durante esse período é bem elevado.

Guilherme J.KOHL S/A - Materiais Elétricos[editar | editar código-fonte]

Guilherme J.KOHL S/A - Materiais Elétricos é uma empresa de material elétrico, datada de 30 de Agosto de 1966. Fundada pelo empresário Ademir Antonelli. O comércio consistia em uma loja varejista de material elétrico e eletrônico, onde eram vendidos fios, fusíveis, interruptores, tomadas, pilhas, chaves elétricas, bobinas, válvulas, reguladores de voltagem, transistores, tubos elétricos, acessórios para rádio e televisão e lustres, uma loja repleta de materiais voltadas para elétrico e eletrônico. É possível encontrar dados sobre a empresa, entretanto, segundo informações do site Jusbrasil foi encontrado falência dos empresários, essa falência é datada em 12 de Janeiro de 2018. Sem maiores informações referente ao paradeiro da empresa.

Referências[editar | editar código-fonte]

EMPRESAS CNPJ BRASIL. Guilherme j kohl s a material eletrico. Disponível em: <https://www.empresascnpj.com/s/empresa/guilherme-j-kohl-s-a-material-eletrico/60406246000190>. Acesso em: 20 out. 2018.

INFOPLEX. Guilherme j kohl s a material eletrico. Disponível em: <https://www.infoplex.com.br/perfil/cnpj/60406246000190>. Acesso em: 20 out. 2018.

JUSBRASIL. Guilherme j.kohl s.a material elétrico. Disponível em: <https://www.jusbrasil.com.br/topicos/98923523/guilherme-jkohl-sa-material-eletrico>. Acesso em: 20 out. 2018.

Comentários sobre a fotografia[editar | editar código-fonte]

A fotografia apresentada, é um dos muitos cartões postais feitos por Werner Haberkorn, estes tinham como objetivo retratar a cidade de São Paulo e seus principais pontos turísticos da época. As fotos foram retratadas entre  as décadas de: 1940 e 1950, destacando temas urbanos muito presentes na nova São Paulo: verticalização e a automobilização.

Werner Haberkorn foi um empresário e fotógrafo Alemão, enraizado em São Paulo. Fundou, em 1940 a empresa Fotolabor, o estúdio e gráfica de cartões postais que em pouco tempo se tornou a mais influente empresa no estado de São Paulo. Suas fotografias, tinham como objetivo principal registrar todo o processo de evolução e crescimento da capital paulista durante a década de 40 e 50. Essas fotos mais tarde formariam um acervo que compõe  um importante conjunto de documentos imagéticos para a memória de São Paulo.

Se tratando do contexto histórico da época, a década de 1950 foi marcado por uma grande modernidade, não apenas no ramo das artes, mas no pensamento progressista e moderno que não era antes presente no país, e passa a ser instituído pelos governos dos Presidentes Getúlio Vargas e posteriormente de Juscelino Kubitchek.

Houve nesta época, um crescente aumento na população urbana, 24% da população rural migrou para as grandes cidades. Esse crescimento é dado  devido ao aumento da intensificação industrial brasileira, trazida a partir da “política desenvolvimentista” do então presidente JK. Com isso, grandes marcas internacionais e comércios nacionais começam a surgir, assim como um novo centro econômico. O Vale do Anhangabaú passa a ser um novo centro de relações comerciais e principalmente monetário. As elites da época passam a investir na criação de novas empresas assim como investir para empresas já existentes, desta forma o Vale do Anhangabaú passa a ter um grande crescimento e consequentemente uma grande valorização. O cenário agora, passa a ser de cidade desenvolvida com prédios altos, muitos comércios e grande presença de outdoor e publicidade espalhado pelo centro. Os prédios, passam a ser mais altos e a cidade começa a passar pelo processo de verticalização. Além dos prédios, existem agora novas frotas de carros e novas rodovias trazendo assim a automobilização.

Werner Haberkorn, traz em suas fotografias essas mudanças e a partir delas é possível perceber a gradual mudança ocorrida no centro. A importância dessas fotos não é apenas para enaltecer o ponto turístico que era de suma importância na época, é também trazer a noção de quanto as pessoas conseguem mudar o meio em que estão e trazer inovações. A fotografia evidencia o que de fato estava ocorrendo na época e principalmente o quanto o poder econômico e cultural pode alterar um lugar. A imagem fala por si só referentes as mudanças, e como a evolução é constante, porém ela também evidencia o momento em que a cidade de São Paulo estava passando, deixando registrado para todas as gerações posteriores o legado de transformação que estavam passando na época. Fazendo assim, que o cartão postal seja mais que uma fotografia, e passe a ser história.                       

Referências[editar | editar código-fonte]

PORTAL EDUCACAO. História do brasil. Disponível em: <https://www.portaleducacao.com.br/conteudo/artigos/medicina/historia-do-brasil-anos-1950/48618>. Acesso em: 25 nov. 2018.

LIMA, Solange Ferraz de - A Cultura metropolitana nas fotografias de Werner Haberkorn- SP. Espaço Líquido Editora. 2014