Marcas nas fotografias de Werner Haberkorn/Vista parcial da Avenida São João e Vale do Anhangabaú. São Paulo-Sp., Acervo do Museu Paulista da USP (cropped)

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Vista parcial da Avenida São João e Vale do Anhangabaú. São Paulo/SP (metadados).

Lista de marcas identificadas[editar | editar código-fonte]

  • MARTINI®
  • Correios
  • Coca-Cola
  • BRAHMA

Pesquisa sobre marcas[editar | editar código-fonte]

MARTINI®[editar | editar código-fonte]

Fundada em 1963, Martini foi idealizada por Alessandro Martini e Luigi Rossi, na Itália. Alessandro, empreendedor e Luigi, um criador de fragrâncias botânicas. Juntos, com a ideia de representar a cultura italiana, levando a dupla compartilhar a visão, “onde há uma vontade, há um caminho”, representando segundo ele, estilo e qualidade Italiana. Como todo produto poderoso e desejado, a receita da Martini é secreta. Apenas três artesãos conhecem a receita original, e a mesma está salvaguardado em um cofre, assegurando o legado de Luigi Rossi.

Correios[editar | editar código-fonte]

Fundada em 25 de Janeiro de 1663, no Brasil, seu primeiro serviço foi o “correios-mor” (serviço postal usado pela burguesia e a nobreza portuguesa para manter contato com outros estados) e em 20 de Março de 1969, se tornou pública com ligação ao Ministério das Comunicações. Anos depois, foram implementados outros serviços, como o Sedex (serviço de encomendas expressas).

Coca-Cola[editar | editar código-fonte]

Criada pelo farmacêutico Jonh Pemberton em 8 de Maio de 1886, na Georgia (EUA), inicialmente a Coca-Cola foi comercializada como xarope. Adicionada a água com gás, era vendida como remédio para o tratamento de algumas enfermidades, como dores de cabeça, problemas de nervos e impotência. Durante as Guerras Mundiais o fornecimento de matéria prima para a elaboração da bebida ficou escassa, no entanto, na tentativa de evitar uma crise na distribuição do refrigerante, durante a segunda guerra, a marca resolveu criar uma nova bebida de acordo com os produtos que havia em abundância, assim foi criada a Fanta. Atualmente a Coca- Cola é composta por 500 marcas, produzindo mais de 3.500 bebidas diferentes em todo o mundo.

BRAHMA[editar | editar código-fonte]

Criada pelo engenheiro suíço Joseph Villiger, juntamente com os brasileiros Paul Fritz e Ludwig Mack, no dia 6 de setembro de 1888, foi inaugurada a Manufactura de Cerveja Brahma Villiger & Companhia, localizada no Rio de Janeiro. No início, a pequena fábrica tinha uma produção diária de 12.000 litros de cerveja e apenas 32 funcionários. Apenas em 1934, durante o carnaval, o chope da BRAHMA foi engarrafado e passou a se chamar oficialmente BRAHMA CHOPP. Em 1954, a cervejaria já contava com seis fábricas e uma maltaria. Após 10 anos a empresa praticamente já havia conquistado todo o território nacional.

Comentários sobre a fotografia[editar | editar código-fonte]

As fotografias de Werner Haberkorn da cidade de São Paulo na década de 1950 têm como foco principal atrair olhares para a cidade como um centro urbano e vendê-la para aqueles que não a conhecem como uma grande metrópole desenvolvida. Essa era uma época de forte consolidação do espaço como urbano. Por conta disso, a verticalização da cidade, bem como a concentração de comércio e atividade econômica são fortemente evidenciadas nas fotografias. A presença de várias marcas, como as encontradas nessa fotografia, portanto, não é por acaso.

A grande maioria das fotos da cidade de São Paulo, inclusive esta, é feita no centro da cidade, na região do Vale do Anhangabaú. O local era o centro econômico do momento, era nele que se concentravam as empresas, o fluxo de trabalhadores e grande parte do comércio, fato que tinha como consequência a urbanização, foco da série de fotos.

O modo como a foto foi tirada tem por objetivo evidenciar as características citadas acima. Pode-se perceber a grande evidência que o cruzamento de ruas asfaltadas tem na fotografia. Elas representam o movimento e a urbanização do espaço escolhido. O grande fluxo de pessoas também é um dos alvos, bem como a escala por ele produzida. O tamanho dos pedestres contrasta com a altura dos edifícios, chamando ainda mais a atenção para sua altura e monumentalidade. Juntamente com a escala, a fotografia também coloca em plano inúmeros edifícios, os quais aparecem de um canto a outro e até o fundo, fato que torna ainda mais forte a característica da urbanização na obra, uma vez que, aparentemente, o espaço urbano dominado pelos edifícios não tem fim.