Logística/Técnicas de previsão/Previsão a longo prazo/Métodos de previsão subjectivos/Júri de opinião executiva

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A técnica júri de opinião executiva é uma técnica de previsão que junta um grupo reduzido de gestores e peritos de uma determinada empresa, com o objectivo de darem a sua opinião e discutirem sobre um problema importante, isto é, reverem as suas opiniões de acordo com as opiniões dos outros de modo a chegar a uma conclusão (Lin, 2000, p. 26).

Segundo DeLurgio (1998, p. 629), as principais características deste método são:

  • Discussão cara-a-cara

Este método recorre a discussões cara-a-cara entre os júris com o objectivo de obter uma previsão.

  • Diversidade do júri

Os elementos do júri devem ser provenientes de diferentes áreas profissionais, sendo que esta diversidade torna possível a complementaridade de opiniões e competências.

Esta técnica tem algumas vantagens, como por exemplo, o facto de reunir os conhecimentos e a experiência de pessoas especializadas, que têm altos conhecimentos acerca dos processo de produção e do estado do mercado (Lin, 2000, p. 26). Para além disto, é um processo rápido, com uma relativa facilidade de execução e com um custo baixo associado (Rita, 2007, p. 3).

Existem, no entanto, certas desvantagens que é necessário ter em consideração, entre elas, a subjectividade que deriva das opiniões pessoais dos intervenientes, que pode levar a erros de previsão, como diz Lin (2000, p. 27), e segundo DeLurgio (1998, p. 629), o facto de poder haver uma certa influência de um membro do júri sobre o outro. A influência referida anteriormente pode dever-se a hierarquias profissionais. Também se deve ter em conta que a discussão aberta pode levar à realização de previsões que foram influenciadas por pressões sociais e portanto podem não reflectir um objectivo consensual do grupo de peritos. No entanto, apesar das desvantagens, a técnica júri de opinião executiva é um dos métodos de previsão mais utilizados, especialmente nas pequenas e médias empresas, como afirma Rita (2007, p. 3), e deve ser usada, segundo Lin (2000, p. 27), como um complemento aos outros métodos de previsão.

A Bristol-Meyers Squibb Company foi uma empresa que adoptou esta técnica de previsão, utilizando 220 cientistas como seus júris de opinião executiva, de maneira a prever as tendências globais na área da investigação na medicina (Heizer, 2004, p. 106).