Logística/Gestão do aprovisionamento/Integração das decisões de aprovisionamento e transporte

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Integração das decisões de aprovisionamento e transporte[editar | editar código-fonte]

Introdução[editar | editar código-fonte]

Uma boa gestão de transportes é essencial para um aprovisionamento eficaz, eficiente e lucrativo. Tanto o transporte inbound, dos fornecedores, como o outbound, para os clientes, têm um impacto significativo nos custos, na qualidade e no serviço. É então bastante importante uma boa rede de transportes no aprovisionamento. (Logistics Bureau, 2003)


Tamanho da rede de transportes[editar | editar código-fonte]

É necessário determinar os requisitos óptimos para a rede de transportes, quer para o transporte do fornecedor, quer para o transporte para o cliente.

Os aspectos chave deste processo incluem:

  • Quantificar a função do transporte;
  • Calcular a quantidade de equipamento necessário para a realização do processo;
  • Construção de modelos de capacidade e de utilização;
  • Desenvolvimento detalhado dos modelos de custos, incluindo custo com o equipamento, trabalho, combustível, manutenção, etc.;
  • Descobrir e avaliar opções relativas ao custo/benefícios e analisar os riscos. (Logistics Bureau, 2003)


Mapeamento da rede de transportes[editar | editar código-fonte]

O bom mapeamento é essencial para manter a qualidade do produto, para realizar um bom serviço e para controlar custos. O mapeamento da rede de transportes é ainda mais importante no caso de a viagem não for directa, viagem apenas entre fornecedor e empresa. No caso de a rede ter de passar por vários pontos, este é um aspecto fundamental na gestão dos transportes para o aprovisionamento. (Logistics Bureau, 2003)


Para assegurar que a frota é usada da maneira mais eficaz possível é necessário a realização continua de análises detalhadas através de testes à rota planeada e criação de diferentes cenários de entrega para avaliar hipóteses. (Logistics Bureau, 2003)


Esta análise à rota pode ser usada para testar factores como:

  • O impacto da localização do cliente;
  • O impacto da incerteza nos tempos de entrega;
  • O impacto da necessidade de alteração do tipo e tamanho dos veículos na utilização e no custo;
  • O impacto da estrutura de turnos dos condutores;

(Logistics Bureau, 2003)


Opções de aquisição de uma rede de transportes[editar | editar código-fonte]

Por vezes, consoante a utilização dada à rede de transportes, a dinâmica do negócio, e à função da frota, um teste à opção de adquirir uma rede de transportes pode ser uma hipótese a considerar. Uma frota própria, híbrida ou mesmo adquirida por outsourcing pode ser a solução. Numa situação onde a tarefa de uma rede de transportes é já rotineira, com uma procura constante e com grande utilização, uma frota própria poderá trazer algumas vantagens. Considerando uma procura muito variável em termos de volume e de ponto de entrega, pode entrar em conta uma frota outsourcing. (Logistics Bureau, 2003)

Condições de frete[editar | editar código-fonte]

O frete visa o valor a pagar pelo serviço de distribuição de uma mercadoria. . Existem dois tipos de frete

  • Frete FOB, a abreviatura da frase inglesa “Free On Board” que significa “Posto a Bordo”;
  • CIF, a abreviatura da expressão inglesa “Cost, Insurance and Freight” que significa “Custo, Seguro e Frete”.

(Fortaleza, 2008)


Na modalidade FOB, o remetente da mercadoria (exportador) é responsável pelos custos de transporte e seguro da carga apenas até esta ser embarcada. O comprador (importador) torna-se responsável pelo pagamento do transporte e do seguro a partir daí. Mais especificamente, o processo funciona da seguinte maneira: o exportador mantém sua responsabilidade pela mercadoria até esta entrar no navio no qual será levada até o porto de destino. Ao entrar no navio, todos os custos (seguro, frete) e responsabilidades são passados para o importador. (Fortaleza, 2008)


Nas operações mercantis de compra e venda, a Cláusula CIF inclui, no preço da mercadoria vendida, as despesas com seguro e frete até o local de destino. Ou seja, constituem uma cláusula utilizada nas operações mercantis de compra e venda, pela qual o preço da mercadoria vendida inclui despesas com seguro e frete até o local de destino. A Cláusula CIF estabelece o princípio de que cabe ao vendedor a obrigação de entregar a mercadoria ao comprador, no local em que este tem o seu estabelecimento, ou local que indicar, ou no porto de destino, correndo por conta do vendedor as despesas com frete e seguro. Destaca-se que sendo o produto ou mercadoria transportada por embarcação, chegando esta ao porto de destino, as despesas de frete e seguro começam a correr por conta do comprador. Quando o transporte é terrestre, a responsabilidade do vendedor cessa no momento em que entrega a mercadoria ao transportador. (Fortaleza, 2008)


  • Frete CIF: o pagamento deve ser feito pela empresa remetente da mercadoria;
  • Frete FOB: o pagamento deve ser feito pelo destinatário da mercadoria.

(Fortaleza, 2008)