História do Brasil/O governo de Getúlio Vargas

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Getúlio desfilando em carro aberto nas ruas de Vitória (ES)

Getúlio Vargas não teve seus direitos políticos cassados após a queda do Estado Novo. Aceitou voltar à política e se candidatou à presidência em abril de 1950, pelo Partido Trabalhista Brasileiro (PTB). Uma das dificuldades que Getúlio enfrentou como candidato à presidência é a frase do jornalista, escritor e político Carlos Lacerda: "O senhor Getúlio Vargas, senador, não deve ser candidato à presidência. Candidato, não deve ser eleito. Eleito, não deve tomar posse. Empossado, devemos recorrer à revolução para impedi-lo de governar".

Getúlio foi eleito em 3 de outubro de 1950 derrotando a UDN (União Democrática Nacional) que tinha como candidato Eduardo Gomes e o Partido Social Democrático, que tinha como candidato Cristiano Machado. Getúlio assumiu a presidência em 31 de janeiro de 1951, sucedendo Eurico Gaspar Dutra. O governo de Getúlio foi tumultuado por causa das acusações de corrupção e as suas medidas administrativas que tomou. Reajustou o salário mínimo em 100% que ocasionou um protesto público em forma de manifesto à nação.

Em 1952 foram criados o BNDE (atual BNDES), o Banco do Nordeste e o Instituto Brasileiro do Café (extinto em 1990), em 1953 foram criados a PETROBRAS e o CACEX e em 1954 foi criado o seguro agrário. Em 1951, Getúlio enfrentou uma seca no Nordeste que dobrou o número de migrantes do Nordeste do Brasil e Norte de Minas Gerais para São Paulo.

Houve a campanha "O Petróleo é Nosso" que era uma grande mobilização nacional em torno da criação do PETROBRAS. Getúlio tentou, mas não conseguiu criar a Eletrobrás, que foi criada em 1961. Foi assinado, em março de 1952, um acordo de cooperação e ajuda militar entre o Brasil e os Estados Unidos.

Em 5 de agosto de 1954, ocorreu o atentado da rua Tonelero, no Rio de Janeiro, que tinha viés político e visava o assassinato de Carlos Lacerda, opositor de Getúlio Vargas. O atentado matou o major da Força Aérea Brasileira Rubens Florentino Vaz. O atentado foi atribuído a dois membros da "Guarda Negra" (a guarda pessoal) de Getúlio. Após o atentado, iniciou-se uma grande crise política no Brasil.

Por causa do atentado, Getúlio foi pressionado pela imprensa e pelos militares a deixar o poder ou licenciar-se da presidência, e em agosto de 1954 é publicado o Manifesto dos Generais, que pedia a renúncia de Getúlio. Por causa da crise, Getúlio cometeu suicídio na madrugada de 23 para 24 de agosto de 1954. Em 24 de agosto, o potiguar Café Filho assumiu a presidência.