História do Brasil/O governo de Floriano Peixoto

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Floriano Peixoto e a Revolta da Armada numa ilustração de Angelo Agostini.

Após a renúncia de Deodoro da Fonseca em 23 de novembro de 1891, o vice-presidente, Floriano Peixoto, assumiu a presidência. Floriano pensava em construir um governo estável, nacionalista, centralizado, baseado somente no exército e na mocidade das escolas militares e civis. A elite política de São Paulo via a figura de Floriano como a possibilidade mais segura de garantir a sobrevivência da república, a partir do poder central, pois o regime republicano corria riscos.

O governo de Floriano teve grande oposição, como o Manifesto dos 13 generais. O presidente recebeu a alcunha de "Marechal de Ferro" por causa de sua atuação ditatorial e energética, pois agiu com determinação ao debelar as rebeliões. Também recebeu o título de "Consolidador da República".

Entre as revoltas ocorridas durante o seu governo, destacam-se duas: a Revolta da Armada no Rio de Janeiro, chefiada pelo almirante Saldanha da Gama, e a Revolução Federalista no Rio Grande do Sul. A vitória do governo sobre esta última gerou a controversa mudança de nome da cidade de Nossa Senhora do Desterro para Florianópolis ("Cidade Floriana").

No governo de Floriano foi determinada a reabertura do Congresso e o controle sobre o preço dos aluguéis e dos gêneros alimentícios de primeira necessidade.

Floriano Peixoto entregou o poder em 15 de novembro de 1894 a Prudente de Moraes, marcando o final da "República da Espada" e iniciando a República Oligárquica.