A Idade Média na Europa – Um olhar curioso/Banhos ou não?

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Banhos ou não?[editar | editar código-fonte]

Outra falsa impressão da Idade Média é relacionada à sujeira e ao pavor aos banhos.

De fato, por volta do ano 529, havia toda uma pregação religiosa contra os banhos mas isso teve um fim. A partir do século XIII, os cuidados com o corpo passaram a ser visto como algo importante.

Os médicos passaram a se interessar pelos benefícios da água, prescrevendo banhos como forma de evitar doenças. Assim, nas cidades foram construídas termas e saunas, os ricos, que podiam ter em casa uma banheira, a usavam próxima da lareira. As iluminuras mostram que havia banhos individuais e coletivos, usando sabão e perfumando a água com plantas e flores.

o ritual do banho

Nas casas nobres, ao lado dos quartos existiam os redutos chamados privados, aquilo que nos habituamos a chamar de banheiros.

Estavam presentes na maior parte das casas na Idade Média. Não era chique quem não possuia seu próprio banheiro.

Esse costume terminou a partir do século XVI quando as práticas de higiene medievais foram abandonadas.

Não se pode dizer que o banho era então, diário, mas faziam parte da vida. A banheira, às vezes uma tina, fazia parte do mobiliário.

Também se nadava nos rios, o que também favorecia a limpeza do corpo.


Na cidade de Paris em 1292, havia pelo menos 27 banhos públicos. Além disso, as pessoas que podiam viajavam para estações de águas. Tudo isso, muito bem documentado, derruba a crença que a Idade Média foi sempre uma época de sujeira indiscriminada.

Essa situação só vai mudar com a chegada da peste negra e outras epidemias, a água passou a ser vista como veículo de diversas doenças, além da prostituição que se espalhava nos banhos públicos e era causa de outros tantos males.

Desse modo, tanto os médicos como a Igreja aproveitaram para acabar com os banhos.


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