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Sexo/O lado físico

Origem: Wikilivros, livros abertos por um mundo aberto.
Fazendo amor, desenho de Mihály Zichy de 1911
Golfinhos em um parque aquático em Paris, na França
Dupla de bonobos no zoológico de Cincinatti, nos Estados Unidos

No contexto deste wikilivro, sexo refere-se ao ato sexual propriamente dito, a penetração do pênis na vagina, bem como às suas variações e suas etapas preliminares. O ato sexual propriamente dito consiste na penetração do pênis da espécie masculina na vagina da espécie feminina, liberando o sêmen que irá propiciar a fecundação do óvulo e o nascimento de um novo ser, assegurando a perpetuação da espécie. A seleção evolutiva determinou que tal ato fosse acompanhado de sensações prazerosas pelos envolvidos, estimulando-os à prática do ato. Na maior parte dos animais, os machos somente executam o ato sexual no período fértil da fêmea, que pode ser detectado através de estímulos sensoriais. Em três tipos animais, no entanto, a prática sexual ocorre também fora do período fértil da fêmea: na espécie humana (Homo sapiens), no bonobo (Pan paniscus) e no golfinho (a família dos delfinídeos).

Sistema reprodutor

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O espermatozóide é produzido pelos testículos (no quadro abaixo à direita, onde se lê "tecthc") e se conecta ao organismo feminino através da emissão de esperma pelo pênis em estado de ereção dentro da vagina, já devidamente lubrificada pelas glândulas de Bartholin, durante o ato sexual. Já dentro do organismo feminino, o espermatozóide se desloca em direção às tubas uterinas (canais que ligam os ovários ao útero. No quadro abaixo à esquerda, onde se lê "jajovod"), onde ocorrerá a sua fusão com o óvulo produzido pelos ovários (no quadro abaixo à esquerda, onde se lê "jajnik"), ou seja, a fecundação. O feto resultante da fecundação do óvulo pelo espermatozóide irá se alojar na parede do útero (no quadro abaixo à esquerda, onde se lê "maternica") e aí irá compartilhar vasos sanguíneos com o organismo da mãe, completando seu desenvolvimento até o nascimento do bebê, normalmente nove meses após a fecundação do óvulo.

Sistema reprodutor masculino

Um detalhe curioso da anatomia feminina são as glândulas de Skene, que se situam próximo à uretra e que, em algumas mulheres, liberam um líquido claro, similar ao sêmen masculino porém sem espermatozóides, durante o orgasmo feminino. É a chamada ejaculação feminina.

Região genital feminina

Na época da puberdade (aproximadamente entre os nove e os treze anos de idade, para as mulheres, e entre os dez e os catorze anos, para os homens), o organismo humano começa a secretar hormônios sexuais (estrogênio e progesterona). Esses hormônios determinam as características físicas e psicológicas que irão diferenciar os homens e as mulheres. Os homens passam, então, a ter mais pelos no corpo (especialmente na região pubiana), barba, aumento da estatura, voz grave, aumento do pênis, aumento da massa muscular e do tórax, capacidade de produzir espermatozóides e de ejacular e aumento do desejo sexual. As mulheres passam a ter formas mais arredondadas, maiores seios, aumento da estatura (porém menos acentuada que os homens), quadris mais largos, incremento do desejo sexual e passam a produzir óvulos e menstruar, tornando-se capazes de procriar.

Homem e mulher adultos, em imagem gerada através de computação gráfica

As características físicas que diferenciam os dois sexos e não estão relacionadas diretamente aos órgãos genitais são chamadas de características sexuais secundárias. Vale destacar que a valorização social de tais características sofreu mudanças ao longo da história da humanidade. Por exemplo, nas estatuetas pré-históricas são comuns as representações de mulheres com seios, ventre e quadril excepcionalmente grandes, bem maiores que o padrão de beleza atual. E, em pinturas da Idade Moderna, são comuns representações de mulheres com formas bem mais volumosas que o padrão atual de beleza, que privilegia as mulheres mais magras.

Venus de Willendorf, estatueta pré-histórica encontrada em Willendorf, uma vila austríaca
Venus e Adonis, pintura do século XVII de Peter Paul Rubens

Outros tipos de relação sexual

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Existem várias formas de comportamentos sexuais divergentes em relação ao comportamento sexual padrão. Nessas formas alternativas de sexo, não existe a finalidade reprodutiva, mas unicamente a busca pelo prazer.

Homossexualidade

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A relação sexual entre dois seres do mesmo gênero sexual. Vale destacar que as pesquisas científicas indicam que a homossexualidade tem causas genéticas, ou seja, independe da formação ou da escolha pessoal do homossexual[1].

A relação sexual com um indivíduo ainda sexualmente imaturo.

A relação sexual com cadáveres.

A relação sexual com outras espécies animais.

Masturbação

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A ação sexual solitária é,por si só,como se pode verificar,um comportamento que[percentual elevado]causa no agente sentimento de repulsa e culpa;arrependimento e exclusão social; inferioridade e grave timidez;dependencia visual estimuladora. No decorrer dos anos,reiterada ação comportamental,certamente fará com que o agente não mais se locuplete,se realize pelo modo natural,etc[...]. Nesse modo sexual o resultado é muito pernicioso,prejudicial inclusive no que concerne o moral;o caráter individual do praticante.Quando exercida reciprocamente entre o par,o resultado é aceitável e até mesmo muito satisfatório.

Polução Noturna

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Consiste na emissão,involuntária,de sêmen pelo homem durante o sono.Geralmente isto ocorre devido a abstinencia sexual prolongada,muito verificada entre os praticantes do celibaterismo e até mesmo os evangelistas fervorosos.

A relação sexual envolvendo a boca de um dos parceiros.

A penetração do pênis no ânus.

Sexo praticado por mais de duas pessoas. Também chamado de gang-bang, ou, quando envolvendo três pessoas, de ménage à trois.

Troca de parceiros sexuais entre dois casais.

Antes porém do ato sexual propriamente dito, ocorre um importante estágio preliminar que visa à preparação fisiológica dos envolvidos. Consiste em estímulos sensoriais (gestos, toques, palavras, odores, roupas sexualmente provocantes, nudez total ou parcial) que excitam sexualmente os envolvidos e lhes causam reações fisiológicas facilitadoras do ato sexual (ereção do pênis, enrijecimento do clitóris, aumento do volume dos seios [2], endurecimento dos mamilos, lubrificação da vagina, impulso para o ato sexual).

Problemas sexuais de ordem física

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O comportamento sexual normal, definido como aquele que proporciona prazer a ambos os parceiros, pode sofrer distúrbios de ordem física. Por exemplo, diabetes, problemas circulatórios, efeitos de medicamentos, excesso ou falta de sensibilidade do pênis ou da região genital feminina etc., podem causar ejaculação precoce (aquela que ocorre antes que ambos os parceiros estejam plenamente satisfeitos com a relação sexual) ou impotência (incapacidade de consumar o ato sexual). Para combater a impotência motivada por causas fisiológicas, existem medicamentos a base de citrato de sildenafil que auxiliam a dilatação dos corpos cavernosos do pênis, facilitando a ereção[3].

Há que se destacar também a possibilidade de transmissão de doenças através das relações sexuais. São as chamadas doenças sexualmente transmissíveis (DST), tais como a sífilis, a AIDS, a blenorragia, a hepatite etc. Esta forma de contágio pode ser evitada em grande parte através do uso de preservativos masculinos, os quais apresentam uma grande eficiência tanto na finalidade de evitar a concepção quanto na de evitar a transmissão de doenças sexualmente transmissíveis[4]. Mas não só a relação sexual propriamente dita pode transmitir doenças: suas etapas preliminares também o podem. O beijo, por exemplo, é um comum meio de transmissão da mononucleose (também chamada "doença do beijo"), doença que se caracteriza por febre, mal-estar, náuseas etc. e que é causada por um vírus[5]. A incidência da doença é proporcional ao número de parceiros.

Porém, desde que praticadas com a devida proteção, as relações sexuais são benéficas à saúde das pessoas, especialmente no que se refere à saúde do coração[6].

Foi evidenciado que a frequência da atividade sexual costuma diminuir nos indivíduos idosos, embora não costume cessar totalmente. Nos homens idosos, a quantidade de esperma ejaculado costuma diminuir, bem como a frequência de poluções noturnas. Passa a ser necessário um maior período de preliminares sexuais (beijos, carícias etc.) para se obter a ejaculação[7]. O esperma, porém, continua fértil até a morte do homem. Já a mulher idosa cessa a sua capacidade de se reproduzir por volta dos cinquenta anos, no período chamado de menopausa. A partir daí, a mulher para de produzir óvulos, bem como cessa definitivamente o seu ciclo menstrual.

Referências