Marcas nas fotografias de Werner Haberkorn/Vista parcial do Vale do Anhangabaú. São Paulo-SP 40

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Vista parcial do Vale do Anhangabaú. São Paulo/SP (metadados).

Lista de marcas identificadas[editar | editar código-fonte]

  • Goomtex
  • Coca-Cola
  • Cosmopolita
  • CICA
  • Extrato de Tomate Peixe
  • Urbania Capitalização

Pesquisa sobre marcas[editar | editar código-fonte]

Goomtex[editar | editar código-fonte]

A Indústria Goomtex LTDA. teve o início de suas atividades datados em 05 de maio de 1944 com confecção de roupas -capas, sobretudos e jaquetas -  em tecido, malha, couro e plástico. Foi fundada pelo alfaiate polonês Shaja Zeiger, que havia imigrado no início da década de 1920. David Zeiger, filho de Shaja, também administrou a empresa, que foi assimilada pela Cia. Pullsport de Malharia, empresa que fundou com sua esposa, Mila Zeiger.

Referências

Junta Comercial: Pesquisa de Empresas

David Zeiger

Mila Zeiger

Coca-Cola[editar | editar código-fonte]

Produto desenvolvido pelo farmacêutico John Pemberton, a Coca-Cola surgiu em 1886, em Atlanta, nos Estados Unidos.

A Companhia se instalou no Brasil em 1941, em Recife. Mas a expansão da marca em solos brasileiros se deu após a Segunda Guerra, quando em 1945, foi criado o slogan “Coca-Cola borbulhante, refrescante, 10 tostões” e logo após, o slogan “Isto faz um bem” que vingou por 14 anos. O número de fábricas foi aumentando, chegando a 20 fábricas na década de 60.

Um ponto muito importante da Coca Cola é sua publicidade, que demonstra o discurso da marca, lançando-a no mercado. Não só pela compra do produto, mas pela simbologia dele, pelo consumo cultural. Isso se evidencia na ideologia da marca com sua campanha “fábrica de felicidade”, que nos mostrou todo o processo de produção do refrigerante de uma forma divertida, um universo lúdico. Assim, a publicidade nos mostra uma produção para além de um produto, mas a produção de felicidade, sentimento tal que será despertado no consumidor.

Referências

CENTRO UNIVERSITÁRIO. (Maringá). A origem da Coca-Cola. letras.comTexto, Maringá, set. 2006. English language, p. 7. Disponível em: <http://www.cesumar.br/download/jornal_letras.pdf>. Acesso em: 21 set. 2018.

https://www.cocacolabrasil.com.br/sobre-a-coca-cola-brasil/a-historia-da-coca-cola-brasil#ath

Cosmopolita[editar | editar código-fonte]

Marca registrada no INPI (Instituto Nacional de Propriedade Industrial) criada no final do século 19 pela Metalúrgica Paulista S/A. Foi uma marca de utensílios domésticos, sendo a pioneira em fogões e aquecedores a gás no Brasil.

A marca faliu e potenciais interessados na sua compra são empresas com o intuito de reposicioná-la no mercado.E em 2010, a marca foi comprada pela Marabraz.

Referências

ROSSETTI, P. Superbid leiloa marca de fogões Cosmopolita - propmark. Disponível em: <http://propmark.com.br/mercado/superbid-leiloa-marca-de-fogoes-cosmopolita>. Acesso em: 25 out. 2018.

CICA[editar | editar código-fonte]

Companhia Industrial de Conservas Alimentícias, conhecida como a sigla CICA, pertencente à cidade de Jundiaí-SP. O seu conjunto industrial impulsionou o desenvolvimento da cidade. Foi fundado em 1941, por italianos, cujo propósito era trazer para o Brasil, um alimento com a culinária italiana, o extrato de tomate.

A empresa teve seu desenvolvimento notado, muito por conta de sua localização próxima à rodovia que facilitava o processo de distribuição de produtos. E assim, foi considerado o maior conjunto industrial da América Latina.

Levando em consideração o ano em que foi fundada, nas seguintes décadas, entre 1950 e 1960, houve o ápice das fábricas de conserva, por conta da evolução tecnológica. E a marca CICA é um marco à essa evolução pelo seu moderno parque industrial.

A respeito da arquitetura da fábrica, foi estabelecido um novo arquétipo arquitetônico, sendo a planta mais distribuída além de seguir uma linha mais inovadora, moderna e tecnológica. Sendo exemplo de planta industrial contemporânea.

Referências

PEREIRA, Eduardo Carlos. Novos usos para grandes áreas industriais: patrimônio histórico e contexto contemporâneo. In: Seminário Ibero-americano, 4., 2015, Belo Horizonte. Patrimônio... Jundiaí: [s.n.], 2015. p. 1-27. Disponível em: <http://www.forumpatrimonio.com.br/arqdoc2015/artigos/pdf/89.pdf>. Acesso em: 21 set. 2018.

BACH, A. N. Patrimônio Agroindustrial: Inventário das fábricas de compotas de pêssego na área urbana de Pelotas (1950-1990). Journal of Personality and Social Psychology, v. 1, n. 1, p. 1188–1197, 2017.

PEREIRA, E. C. Novos usos para grandes áreas industriais: patrimônio histórico e contexto contemporâneo. 2015.

Extrato de Tomate Peixe[editar | editar código-fonte]

A introdução do tomate no Brasil consiste numa série de acontecimentos desde a intensificação da imigração italiana por ser um ingrediente da culinária de todas classes sociais. A Fábrica Peixe teve um papel importante por ter dado início à produção de massa de tomate em escala industrial em 1914, com seus fundadores Maria da Conceição Cavalcanti de Britto e Carlos Frederico Xavier de Britto.

O ciclo do setor agroindustrial de tomate no Brasil  teve seu início no Agreste de Pernambuco, que em 1898, foi iniciado em Pesqueira a produção de goiabada. A Fábrica em Pesqueira foi a primeira no gênero fundada no país com capacidade produtiva de 40000 quilos diários e possuía grandes propriedades com plantios de goiabeiras e tomateiros para abastecimento da fábrica.

Em seguida, foi fundada a M. B. Peixe por Carlos Britto & Cia. E a partir disso, a produção torna-se cada vez maior, passando a produzir extrato de tomate concentrado. Até que em 1998, houve o fechamento da fábrica Peixe, encerrando assim, o primeiro ciclo do setor agroindustrial no Brasil.

A marca visava criar um parque agro-industrial numa zona de terras pobres e seus anúncios possuíam logos como “Para um gigante de bom paladar só goiabada marca Peixe” “A melhor entre melhores”.

Referências

http://www.congressotomate.com.br/2014/pos-evento/palestras/Paulo-Cesar-Tavares-de-Melo.pdf

Urbania Capitalização[editar | editar código-fonte]

Foi uma empresa de capitalização com filiais na Bahia, no Distrito Federal e no Rio de Janeiro, Acredita-se também que existiu uma unidade em São Paulo devido ao letreiro fotografado por Werner Haberkorn no Vale do Anhangabaú.

Foi criada para favorecer a economia e estimular a previdência em todo território brasileiro.  

Alguns membros conhecidos: José Joaquim de Carvalho, diretor presidente, Augusto Viana Ribeiro dos Santos e Antonio Osmar Gomes, diretores e Sr. Castelar Pinheiro, gerente geral.  

Não foi encontrada nenhuma informação nas juntas comerciais dos estados mencionados.  

Referências

Acervo da FGV

Diário da Noite (RJ) - Ano 1948

Comentários sobre a fotografia[editar | editar código-fonte]

Obra cujo autor demonstra a cultura metropolitana, através do trabalho com paisagens urbanas e com o olhar direcionado para os pontos da cidade de maior carga simbólica, garantindo o sucesso de vendas. Sua produção foi em sua maioria voltada para o formato cartão postal.

Werner Haberkorn levou em consideração a região central de São Paulo, a partir de intervenções feitas por Prestes Maia, prefeito na época, sendo elas: a expansão da malha viária, racionalização da administração com a melhoria da arrecadação tributária. Assim, houve uma modernização urbanística.

O que se pode verificar na fotografia é dada modernização urbanística que foi caracterizada pela circulação viária desenhada para o automóvel. A cidade de São Paulo se transforma a partir da combinação entre expansão horizontal e vertical.

Os novos modos de viver e morar apontados por Werner Haberkorn consistem nos edifícios comerciais, residenciais ou mistos, representando o novo padrão de moradia. Os edifícios são as estrelas da produção fotográfica urbana desse período.

Os recursos utilizados por Werner Haberkorn são: contraste de luz que evidencia os edifícios, justaposição de elementos da natureza em primeiro plano com edificações em plano médio e utilizar os edifícios que delimitam a avenida e avançam para além da linha do horizonte nas laterais.

Levando em consideração o livro 'Como Pensam as Imagens" de Etienne Samain, pode-se observar nas fotografias de Haberkorn a evolução da cultura metropolitana na região central da cidade de São Paulo, isso demonstra que o conjunto de todas as imagens formam um sistema no qual há um significado para tais fotografias, que estimulam a refletir a importância delas em nossas vidas.

Apesar de serem imagens que de primeira instância são esclarecedoras, trazem por trás uma grande reflexão. Isso por conta dos pensamentos que a imagem nos traz, por serem, por natureza, poços de de memórias e focos de emoções, sensações. As imagens enquanto cartão postal demonstram a intenção de Werner Haberkorn por querer retratar essa nova cidade, cujo comércio é ativo, com o sucesso de vendas e grande modernização urbanística.