Marcas nas fotografias de Werner Haberkorn/Vista parcial da Praça da Sé. São Paulo-SP 2

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Vista parcial da Praça da Sé. São Paulo-SP (metadados).

Lista de marcas identificadas[editar | editar código-fonte]

  • Martini
  • Cito
  • Póx
  • Parquetina
  • Columbia
  • Companhia Boa Vista de Seguros

Pesquisa sobre marcas[editar | editar código-fonte]

Martini[editar | editar código-fonte]

A empresa surgiu a partir das parcerias dos italianos Alessandro Martini, grande empreendedor e Luigi Rossi, um excelente criador de fragrâncias botânicas. Dessa parceria surge em 1863 o primeiro vermute, que seria uma bebida alcoólica, que tem em sua base o vinho somados a ervas ou flores, a fórmula criada por eles se mantém inalterada desde então.

As principais bebidas são: Martini Bianco, Martini Brut, Martini Extra Dry, Martini Rosato, Martini Asti e Martini Rosso.

No final do século XIX, a empresa começou a ser dirigida pelos quatro filhos de Rossi que permaneceram no comando até 1930 quando os netos assumiram.

A marca tinha no Brasil um programa de rádio com o nome " Um Martini... E a história de um garçon", na Rádio Tupi de São Paulo, que era transmitido as quintas-feiras 20:30 horas

Em 1994 ocorreu a fusão entre a Martini e a Bacardi, que proporcionou grande crescimento da marca considerada uma das cinco principais do mundo. A empresa é reconhecida internacionalmente pelos seus investimentos em patrocínios automobilísticos, patrocinando o carro do brasileiro Felipe Massa em 2016.

Referências
  1. MARTINI, Empresa. Quem somos . Disponível em: <https://www.martini.com/we-are-martini/>. Acesso em: 19 out. 2018.
  2. FALA o "bar man" do Cityhotel, de Pôrto Alegre. Rio de Janeiro: O Cruzeiro, [28/06/1952]. Disponível em: <http://memoria.bn.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=003581&pesq=MARTINI%20hist%C3%B3ria>. Acesso em: 06 nov. 2018.
  3. CAPELO, Rodrigo. Martini volta à F-1 com patrocínio à Williams : Carro de Felipe Massa ganhou marca e listras azuis e vermelhas. 2014. Disponível em: <https://maquinadoesporte.uol.com.br/artigo/martini-volta-a-f-1-com-patrocinio-a-williams_26034.html>. Acesso em: 06 nov. 2018.
  4. WIEGRATZ, Walter. Bacardi tem balanço positivo . 1999. Disponível em: <https://www.dgabc.com.br/Noticia/139998/-bacardi-tem-balanco-positivo>. Acesso em: 06 nov. 2018.

Cito[editar | editar código-fonte]

A marca concernia a Companhia Química Duas Âncoras, existente desde a década de 20. Cito é um saponáceo e também em sua linha contém desengordurante e detergente que poderia ser utilizado para louças, talheres, panelas.Podendo utilizar o produto na copa, no banheiro e na cozinha.

Um de seus slogans da década de 50 era "Lembre-se: Use CITO na limpeza na sua casa e ela será citada como uma casa limpa!"

Em 1° de novembro de 1971, a Companhia dono da marca incorporou-se a Ind. e Com. Atlantis Brasil LTDA, com sede localizada em Santo André.

Referências
  1. COMUNICADO. Rio de Janeiro: Correio da Manhã, [10/08/1956]. Disponível em: <http://memoria.bn.br/DocReader/DocReaderMobile.aspx?bib=089842_06&pesq=companhia%20quimica%20duas%20ancoras>. Acesso em: 06 nov. 2018.
  2. 1° Caderno. Rio de Janeiro: Jornal do Brasil, [04/11/1971]. Disponível em: <http://memoria.bn.br/DocReader/DocReaderMobile.aspx?bib=030015_09&pesq=companhia%20quimica%20duas%20ancoras>. Acesso em: 06 nov. 2018.

Póx[editar | editar código-fonte]

Marca de sabão em pó, pertencente a Companhia Química Duas Âncoras. O produto prometia proteger os tecidos, as cores das roupas e as mãos, pois não continha color e poderia ser utilizado tanto em lavagens a mão quanto na máquina de lavar. Além de lavar roupas pode ser utilizado na cozinha para lavar talhares, copos e pratos e em pias, para lavar banheiras, ladrilhos e pisos.

O produto era muito utilizado para limpeza de roupas de bebês e de roupas íntimas em função do não uso do cloro em sua composição, sendo um dos grandes fortes publicitários das marcas.

Em 1962 lançou uma das versões mais conhecidas do produto que foi a "Póx com a espuma freiada", que reduzia a espuma concentrando mais o ativo de limpeza do produto e conseguindo um melhor resultado.

Referências
  1. 1° Caderno. Rio de Janeiro: Correio da Manhã, 1954. Disponível em: <http://memoria.bn.br/DocReader/DocReaderMobile.aspx?bib=089842_06&pesq=companhia%20quimica%20duas%20ancoras>. Acesso em: 06 nov. 2018.
  2. O QUE? Espuma não lava?. Rio de Janeiro: Ùltima Hora, 1962. Disponível em: <http://memoria.bn.br/DocReader/DocReaderMobile.aspx?bib=386030&pesq=companhia%20quimica%20duas%20ancoras>. Acesso em: 06 nov. 2018.
  3. EDIÇÃO 1. Pernambuco: Diário de Pernambuco, 1954. Disponível em: <http://memoria.bn.br/DocReader/DocReaderMobile.aspx?bib=029033_13&pesq=companhia%20quimica%20duas%20ancoras>. Acesso em: 06 nov. 2018.

Parquetina[editar | editar código-fonte]

A marca centenária pertencia a Companhia Química Duas Âncoras e era conhecida pelo seu mascote, um menino vestido com um macacão vermelho que marcava a mente de crianças e adultos, podendo ser considerado como um personagem-produto. Sua valorização no mercado se dava por seu produto conter latas completamente cheias (o que interessava era a quantidade da cera e não o tamanho da lata) em função disso rendia mais do que a de seus concorrentes, além de seu peso ser correspondente ao descrito na embalagem, ser isenta de resíduos, "a preferida das donas de casa", pois além dos fatores já descritos, a cera dava menos trabalho ao encerar. A marca era de fácil acesso, podendo ser encontrada em qualquer armazém. Sua fórmula era famosa por conter ceras de abelhas e de carnaúba, mais parafina.

A cera Parquetina foi incorporada em 1966 por um grupo britânico chamada Reckitt & Colman que assumiu o controle do mercado brasileiro de ceras.

Referências
  1. VILLAS, Alberto. Saudade do Brasil: Parquetina. In: VILLAS, Alberto. Afinal, o que viemos fazer em Paris? . [S.l.]: Globo Livros, 2007. cap. 2, p. 153-153. Disponível em: <https://books.google.com.br/books?id=_44KtjnFCokC&dq=parquetina&hl=pt-BR&source=gbs_navlinks_s>. Acesso em: 21 set. 2018.
  2. GOMES, Luiz Gonçalves; AZEVEDO, Alexsandro de Souza. A utilização de personagens e mascotes nas embalagens e sua representação simbólica no ponto-de-venda . 2005. 12 p. Artigo científico (Sessão de Temas Livres)- Universidade Estadual do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 2005. Disponível em: <http://www.portcom.intercom.org.br/pdfs/107475111506628369609725994180900271581.pdf>. Acesso em: 21 set. 2018.
  3. FATOS Diversos. Pernambuco: Diário de Pernambuco, [10/011950]. Disponível em: <http://memoria.bn.br/DocReader/DocReaderMobile.aspx?bib=029033_13&pesq=companhia%20quimica%20duas%20ancoras>. Acesso em: 06 nov. 2018.
  4. REVISTA. Rio de Janeiro: O Cruzeiro, 1928. Disponível em: <http://memoria.bn.br/DocReader/DocReaderMobile.aspx?bib=003581&pesq=companhia%20quimica%20duas%20ancoras>. Acesso em: 06 nov. 2018.
  5. PRIMEIRA Seção. Rio de Janeiro: Diário de Notícias, 1930. Disponível em: <http://memoria.bn.br/DocReader/DocReaderMobile.aspx?bib=093718_03&pesq=companhia%20quimica%20duas%20ancoras>. Acesso em: 06 nov. 2018.
  6. DAS demolições a nova decoração. Rio de Janeiro: Jornal do Brasil, 1998. Disponível em: <http://memoria.bn.br/DocReader/DocReaderMobile.aspx?bib=030015_11&pesq=companhia%20quimica%20duas%20ancoras>. Acesso em: 06 nov. 2018.

Columbia[editar | editar código-fonte]

Marca existente até os dias de hoje, e que é famosa por ser pioneira em comercializar persianas em nosso país e se tornando em decoração de janelas uma referência, hoje funciona como Columbia Cortinas e Persianas. O seu surgimento é datado pelo ano de 1950 e além dos serviços e produtos prestados já descritos, ao longo dos anos,mais precisamente na década de 80, a empresa realizava produções de esquadrias, forros e oriundos de alumínio. No fim do século XX, ela foi comparada pelo grupo multinacional holandês Hunter Douglas, que tem sua atuação em mais de 90 países, sendo considerada a líder mundial no segmento de decoração, e que já estava na época há mais de 20 anos presente no Brasil. Anos após a aquisição, a marca foi relançada com o nome presente até hoje Columbia Cortinas e Persianas, conquistando o mercado interno e ao mesmo tempo alinhado com as tendências mundiais em sua área de atuação. Atualmente, é reconhecida por alta tecnologia, inspiração em tendências do design e a utilização de matéria prima de qualidade. Sua sede é em Campinas, contando com um centro fabril de mais de vinte mil metros quadrados e mais de três centros menores em outros pontos importantes do Brasil, além de cinco escritórios financeiros.

Referências
  1. SOBRE a Columbia. Disponível em: <https://www.persianascolumbia.com.br/sobre-a-columbia>. Acesso em: 27 out. 2018.

Companhia Boa Vista de Seguros[editar | editar código-fonte]

Os primeiros registros da empresa são da mudança de seu nome em 1950, que passou de " A Equitativa Terrestres, Acidentes e Transportes S/A" para Companhia Boa Vista de Seguros, o nome originou-se em homenagem ao primeiro presidente Alberto Teixeira Boa Vista. A empresa deixou evidente nos jornais da época que a mudança não alterava em nada sua estrutura como: funcionários, razão social e principalmente seus serviços e normas. Os serviços de seguros oferecidos eram no ramo de incêndio, transportes, acidentes de trabalho, acidentes pessoais, automóveis, responsabilidade civil e aeronáuticas. Sua sede matriz na época era na Av. 13 de Maio, 23 - Rio de Janeiro.

Em 1971, a empresa foi incorporada pela Atlântida, aumentando seu tamanho e mudando de nome para Atlântica-Boavista Seguros e crescendo no mercado. Em 1973, ocorre uma parceria muito importante para a empresa, um acordo da venda dos seus seguros no já consolidado Banco Bradesco, nota- se o sucesso de tal acordo poucos anos depois, quando a Atlântica-Boavista Seguros conquistou o primeiro lugar no ranking de maior seguradora do país. Em 1983, a família Almeida Braga que gerenciava a empresa, vendeu a empresa fundando o que hoje conchemos como Bradesco Seguros.

Referências
  1. COMPANHIA Boa Vista de Seguros. Diário de Notícias , Rio de Janeiro, 04 fev. 1950. Caderno, p. 1.
  2. ICATU Hartford abre instituição de administração de recursos: História. 2004. Disponível em: <http://wwwold.revistacobertura.com.br/lermais_materias.php?cd_materias=21633&friurl=:-Icatu-Hartford-abre-instituicao-de-administracao-de-recursos->. Acesso em: 27 out. 2018.

Comentários sobre a fotografia[editar | editar código-fonte]

Werner Haberkorn trabalhava com paisagens urbanas e direcionava o olhar para os pontos da cidade de maior carga simbólica, garantindo o sucesso de vendas. A comparação de seu conjunto fotográfico permite identificar particularidades na sua abordagem para além do tratamento esperado. Sua produção foi em sua maioria formado para o formato cartão postal. Eram utilizados recursos como contrastes de luz, recorte fotográfico; principalmente a combinação entre a expansão horizontal e vertical.

Os temas principais são a verticalização que aborda a questão do crescimento que ocorre a partir da construção dos edifícios, presentes nesta foto da Praça da Sé ao lado direito e esquerdo, elementos importantes na foto pois são nestes prédios que as marcas estudadas são expostas como meio de divulgação e a automobilização que se dá com muita força na cidade de São Paulo que como é de conhecimento de muitos, foi projetada para carros. Sendo possível entender olhando aproximações da foto que evidenciando a convivência de pessoas juntamente com comércios, ônibus e carros.

A partir de uma análise sobre uma foto tirada no mesmo local alguns anos depois, é possível perceber a importância do local tanto para dias normais do cotidiano por sua localização central na cidade e também em dias como do IV Centenário da capital paulista, onde uma multidão se juntou em frente a catedral para celebrar os 22 anos da Revolução de 1932.

A reflexão sobre a importância do local e o entendimento de sua grande concentração de pessoas diariamente, talvez dê uma luz da razão pela qual as marcas pertencentes as fotos são marcas representativas no mercado da época e até atualmente, pois o preço para colocação das publicidades deveria ter um custo mais elevado.