Logística/Gestão de existências/Introdução/Existências

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Existências são as quantidades armazenadas ou em processo de produção de quaisquer recursos necessários para dar origem a um bem (Filho, 2006, p. 62). Segundo Tersine (1988, p. 3), uma definição a atribuir às existências é a de material disponível num estado inactivo ou incompleto, a aguardar que seja vendido ou utilizado.

O controlo e a manutenção de existências é um problema comum a todas as organizações em qualquer sector da economia. Os problemas relacionados com as existências não se limitam a instituições com fins lucrativos, uma vez que estão igualmente presentes nas instituições sociais e/ou de índole não lucrativo. Os stocks existem transversalmente na sociedade e são uma realidade comum a explorações agrícolas, fábricas, grossistas, comerciantes a retalho, hospitais, igrejas, prisões, jardins zoológicos, universidades, e governos locais, regionais e nacionais. Na verdade, as existências são também relevantes na unidade familiar no que diz respeito à alimentação, vestuário, medicamentos e produtos de higiene pessoal, entre outros.

Numa base nacional agregada, o investimento total em existências representa uma parcela considerável do produto nacional bruto. Apesar deste problema existir desde sempre, o sector fabril privado apenas se começou a focar nos riscos e nos aspectos incertos dos stocks após a Segunda Guerra Mundial. Se, teoricamente, a gestão de stocks é a área das operações organizacionais mais desenvolvida, a prática mostra precisamente o contrário. Esta diferença diminui à medida que a gestão de materiais vai sendo incorporada na estrutura dos cursos das instituições educacionais (Tersine, 1988, p. 3).