Logística/Gestão de desperdícios e rejeitados/Sistemas de tratamento e destino final/Ciclo de remoção selectiva

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A recolha selectiva é um ciclo que liga o seguinte conjunto de acções:


Ciclo-de-remoção-selectiva.jpg
Figura 1 - Ciclo de remoção selectiva. (Fonte: Levy et al., 2006, p. 78)


Baseada nos mesmos métodos que a recolha tradicional do lixo, a recolha selectiva pode ser feita porta-a-porta, por pontos e mista. A deposição é feita de acordo com a forma de remoção: deposição em ecopontos, deposição em ecocentros e remoção selectiva na origem. A deposição em ecopontos, consiste na deposição dos resíduos em contentores, localizados em pontos estratégicos de zonas urbanas (em média por cada 500 habitantes) e de zonas rurais (em média por cada 300 habitantes). Encontram-se normalmente em conjuntos de quatro, cada um com uma cor atribuída: azul, verde, amarelo e vermelho. O ecoponto amarelo, destina-se à deposição de resíduos como as embalagens de plástico; o vermelho, com pequenas dimensões, para as pilhas; o verde para o depósito de garrafas, boiões de vidro e frascos; e, o azul, para papel e cartão. A deposição em ecocentros é feita em locais onde há uma maior deposição de materiais possivelmente recicláveis. Para além dos resíduos depositados em ecopontos, é possível depositar-se outros que não podem ser manuseados pelos sistemas normais de remoção devido às suas características, tais como, pneus usados e restos de madeira. O ecocentro consiste num espaço com contentores de grandes dimensões, fechado e vigiado, onde a população se dirige para depositar os resíduos. A remoção selectiva na origem, é a separação realizada habitualmente nas residências em recipientes de tara perdida (comummente denominados por sacos do lixo). Este método tem a vantagem de preservar o material de contaminações. O primeiro método descrito é o mais utilizado devido aos custos serem inferiores (Levy et al., 2006, p. 78-80).

Cerca de 60% dos resíduos domésticos são potencialmente recicláveis, podendo não ser, em certos casos, economicamente viável. O fluxo de resíduos associado a cada fonte torna as possibilidades de reciclar muito diferentes. Por exemplo, a possibilidade de reciclar papel é elevada nas escolas, escritórios e residências familiares. Nos hotéis, a reciclagem de vidro e plástico é maior. Uma análise detalhada dos sectores produtores de resíduos sólidos urbanos, nos municípios, pode identificar as áreas onde, potencialmente, a reciclagem de certos materiais é mais benéfica (Williams, 2005, p. 132-133).