Introdução à Biologia/Biodiversidade/Vírus

Origem: Wikilivros, livros abertos por um mundo aberto.
Saltar para a navegação Saltar para a pesquisa

Os vírus (do latim: veneno) são seres tão pequenos – algumas dezenas de vezes menores que as minúsculas bactérias – que não são visíveis ao microscópio comum, mas apenas ao microscópio eletrônico. São seres muito especiais, pois não são formados por células. Só conseguem se reproduzir dentre de células de um organismo vivo, seja ele animal ou vegetal. Ao se reproduzirem, utilizam-se de várias substâncias que encontram no interior da célula hospedeira. Existem ainda vírus que parasitam bactérias, chamados de bacteriófagos ou simplesmente fagos. São os mais antigos e melhor conhecidos tipos de vírus. Os vírus são todos parasitas. Em muitos casos, portanto, os vírus modificam o metabolismo da célula que parasitam, podendo provocar sua degeneração e morte. Como eles alteram a vida comum das células eles, em geral, causam doenças. Atualmente, está provado que muitos tipos de vírus alteram tanto a estrutura celular causando assim várias formas de câncer.

Estrutura geral de um vírus[editar | editar código-fonte]

O organismo de um vírus é constituído basicamente de uma cápsula de proteínas, que contém em seu interior o material genético (DNA ou RNA). Os bacteriófagos são constituídos de 3 partes: uma cabeça ou capsídeo (onde está o envelope de proteína protegendo o material genético deste vírus), uma cauda (com aspecto cilíndrico, armazenando alguns materiais, tais como enzimas para pequenas necessidades energéticas do bacteriófago) e as fibras da cauda (filamentos utilizados na fixação à célula hospedeira do vírus.

Reprodução dos vírus[editar | editar código-fonte]

Fora de uma célula viva, os vírus não têm nenhuma atividade; são inertes e podem até cristalizar-se, como os minerais. No interior de uma célula viva, porém, os vírus podem se reproduzir intensamente. E também sofrem mutações. Para que um vírus se reproduza é preciso que ele inicialmente entre na célula, o que é conseguido a partir de 3 possíveis estratégias. Vírus bacteriófagos aderem à parede da célula bacteriana e “injetam” apenas o material genético. Vírus como o HIV aderem à membrana plasmática, fundem-se a ela e entram, com a cápsula e tudo, na célula hospedeira. Por fim, para muitos vírus, a própria célula, por um processo que lembra a fagocitose, introduz os microorganismos no seu interior (caso comum da maioria das viroses). Uma vez dentro da célula, o vírus incorpora seu material genético ao da célula hospedeira. A célula hospedeira, então, passa a reproduzir o material do vírus, juntamente com o seu próprio material; assim como fabrica as proteínas que revestem os vírus, junto com as proteínas que existem na célula.

Tipos de vírus[editar | editar código-fonte]

Existem dois tipos básicos de vírus, de acordo com o tipo de material genético que apresenta:

  • DNA-vírus: cujo material genético é o DNA. Como em todos os seres vivos é a partir do DNA que o vírus produzirá um RNA que resulta na síntese de proteínas.

DNA viral → RNA → proteínas do capsídeo

  • RNA-vírus: cujo material genético é o RNA. São chamados ainda de retrovírus, pois usam um RNA para produzir um DNA, fazendo um caminho contrário ao habitual para a sínte-se protéica, através de uma enzima chamada transcriptase reversa.

RNA viral → DNA → RNA → proteínas do capsídeo

Os retrovírus são vírus mais mutáveis, pois o RNA é mais suscetível a variações que os DNA-vírus. Essa característica atrapalha a produção de vacinas contra esse tipo de vírus, uma vez que eles são mais instáveis.