Introdução à Biologia/Biodiversidade/Reino Plantae/Principais grupos de plantas terrestres

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O Reino Plantae é um dos principais grupos em que se divide a vida na Terra. São, em geral, organismos autotróficos, cujas células incluem um ou mais organelos especializados na produção de material orgânico a partir de material inorgânico e da energia solar, os cloroplastos.

No entanto, o termo planta, ou vegetal, é muito mais difícil de definir do que se poderia pensar. Uma primeira definição usada para as plantas, depois de se descobrir que nem todas eram verdes, era de todos os seres vivos sem movimentos voluntários. No entanto, nem esta definição era muito correta, uma vez que a sensitiva, por exemplo (uma Leguminosa), fecha os seus folíolos ao mínimo toque e também por outras causas (ao fim do dia solar).

A classificação biológica mais moderna procura enfatizar as relações evolutivas entre os organismos: todas as espécies incluídas nesse grupo devem ter um antepassado comum.

Assim, pode-se definir-se da seguinte forma o Reino Viridaeplantae ("plantas verdes") ou apenas Plantae:

"É um grupo monofilético de organismos eucarióticos que fotossintetizam usando as clorofilas a e b, armazenam os seus produtos fotossintéticos, tal como o amido dentro de cloroplastos, que são organelos com uma membrana dupla; as células destes organismos são revestidas duma parede celular feita de celulose".

Com esta definição, ficam fora do Reino Plantae as algas castanhas, as algas vermelhas e muitos seres autotróficos unicelulares ou coloniais, atualmente agrupados no Reino Protista, assim como as bactérias e os fungos, que constituem os seus próprios reinos.

Briófitas[editar | editar código-fonte]

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Briófitas
Musgos.

As briófitas (divisão Bryophyta do Reino Plantae) são um grupo de plantas verdes, sem raízes (mas com um rizoide composto por pêlos absorventes) e também sem um caule verdadeiro ou folhas. São também desprovidas de um sistema vascular, motivo pelo qual se desenvolvem preferencialmente em locais úmidos e protegidos da luz direta do sol, como faces protegidas de pedras e falésias e ramos de árvores (especialmente a sua face inferior). As briófitas mais comuns são os musgos; estão descritas mais de 10.000 espécies de musgos, o que faz deste grupo o terceiro mais diversificado entre as plantas verdes.

Reprodução: As briófitas se reproduzem alternando gerações (metagênese). Isso significa que o ciclo inclui uma fase sexuada e outra assexuada. A fase sexuada (de gametófito) é produtora de gametas e a assexuada (de esporófito), de esporos. Existem musgos masculinos e femininos.

As briófitas masculinas são gametófitos* (haplóides(n)) masculinos onde desenvolvem-se os anterídeos(n); dentro dos anterídeos formam-se, por mitose, os anterozóides que são os gametas masculinos(n).

As briófitas femininas são gametófitos (n) femininos que formam em seu ápice, os arquegônios (n) ou gametângio; dentro de cada arquegônio forma-se, por mitose, uma oosfera, o gameta feminino (n).

Os anterozóides nadam através das gotículas de água até o arquegônio onde fecundam a oosfera, formando o zigoto (Diplóide (2n)). Este se desenvolve e dá origem ao esporófito (2n), produtor de esporos, que cresce sob o gametófito feminino e daí obtém seu alimento. O esporófito é constituído de uma haste em cuja extremidade há uma cápsula (caliptra) que abriga os esporângios -- urnas diminutas onde os esporos(n) se formam por meiose, para serem, a seguir, expelidos para o meio ambiente. Em condições adequadas, cada esporo germina e se transforma numa espécie de broto, o protonema, que por sua vez dará origem a um novo musgo (gametófito), fechando o ciclo.

  • Gametófito é uma plantinha haplóide. Para as briófitas os gametófitos é a fase mais duradoura (predominante) da vida.

Pteridófitas[editar | editar código-fonte]

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Pteridófitas.

As Pteridófitas foram os primeiros vegetais vasculares (isto é, dotados de vasos) e divididos em raiz, caule e folhas. Estas características permitiram-nas atingir maiores dimensões do que qualquer outra planta terrestre existente até então, transformando-as nas primeiras plantas a abandonar por completo o meio aquático.

Na classificação científica tradicional, considera-se Pteridophyta uma divisão do Reino Plantae, composta por plantas vasculares que não produzem sementes - reproduzem-se por esporos que dão origem a um indivíduo geralmente insignificante e de vida curta (o protalo) que produz gametas para dar origem a uma nova planta.

Nas pteridófitas, o esporófito é mais desenvolvido que o gametófito, ao contrário dos restantes grupos de plantas verdes (as espermatófitas e as briófitas ou musgos).

Samambaias e avencas são pteridófitas bem conhecidas e muito utilizadas como plantas ornamentais.

Gimnospermas[editar | editar código-fonte]

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As Gimnospermas são plantas vasculares com sementes. O termo provém das palavras gregas gimnos = "nu" e spermos = "semente". Este termo é aplicado porque as sementes destas plantas não estão encerradas num ovário como acontece nas angiospérmas: as sementes gimnospérmicas estão, por seu lado, desprotegidas, inseridas em escamas que formam uma estrutura mais ou menos cónica (pinha). Como por exemplo o pinheiro

Angiospermas[editar | editar código-fonte]

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Roseira, uma angiosperma.

As Angiospermas (das palavras gregas que significam sementes escondidas) - as plantas com flores - agrupadas na Divisão Magnoliophyta ou Anthophyta, do grupo das Espermatófitas, são o maior e mais moderno grupo de plantas, englobando cerca de 230 mil espécies.

(Em grego angio significa proteção, e sperma significa semente. Desta forma, as Angiospermas são aquelas plantas cujas sementes estão protegidas, encerradas em um fruto pelo menos até o momento da sua maturação.)

As principais características das Angiospermas incluem óvulos e grãos de pólen encerrados em folhas modificadas inteiramente fechadas sobre eles, respectivamente o carpelo e a antera. Estes órgãos podem encontrar-se juntos ou separados em estruturas especializadas, as flores. Estas por sua vez são normalmente providas de um cálice (as sépalas) e uma corola (as pétalas), que têm a função de proteger os órgãos reprodutivos, ao mesmo tempo que podem atrair insetos polinizadores pelo seu colorido intenso, seu perfume, ou suas formas diferenciadas.

Quando os carpelos são fertilizados e seus óvulos fecundados, desenvolve-se a semente em uma estrutura fechada, o fruto. Os frutos podem ser secos e capsulares, ou carnosos, e sua estrutura está ligada ao tipo de dispersão a que as sementes são submetidas. As Angiospermas dividem-se tradicionalmente em duas grandes classes:

  • Dicotiledôneas (ou Dicotyledoneae, ou Magnoliopsida), representada por uma imensa variedade de vegetais, inclusive as leguminosas, magnólias, margaridas e ipês; e
  • Monocotiledóneas (ou Monocotyledoneae, ou Liliopsida), que incluem lírios, bromélias, palmeiras e orquídeas.