História e epistemologia da Física/A Ciência no Renascimento

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A Ciência no Renascimento


Jean Buridan (1300-1358)[editar | editar código-fonte]

Dados biográficos[editar | editar código-fonte]

Sacerdote francês, o primeiro a contestar as teorias de Aristóteles.

Aluno de Ockham (mantinha argumentos simplistas e conservador, fazia apologia as ideias aristotélicas), autor do princípio lógico denominado A Navalha de Ockham, que afirma que um fenômeno deve ser explicado usando apenas o que for imprescindível para isto e eliminar todo o resto que não causaria qualquer diferença.

Um dos mais importantes filósofos da Idade Média.

Física[editar | editar código-fonte]

desenvolveu a teoria do impetus, predecessor do conceito da inércia.

Buridan mostra que força e movimento se relacionam segundo a teoria do impetus. "Quando um corpo é colocado em movimento por um agente externo, ele imprime ao corpo um certo impetus,ou seja, uma força que permite ao corpo se mover na direção que o agente externo o submeteu inicialmente, seja para cima, para baixo, para o lado ou em círculo."

Teoria do impetus[editar | editar código-fonte]

Impressão de um poder de auto-movimento; O impetus seria uma força motriz incorpórea transmitida de um motor inicial ao corpo posto em movimento

  • impetus - Teoria medieval proposta no sec. VI por Philoponus e posteriormente aprimorada pelo francês Buridan.
  • impetus  gravidade
  • gravidade

Para Buridan, não é a ação do meio que explica a diminuição de velocidade de um corpo em movimento violento, e sim a ação de uma força motriz imanente ao móvel

A velocidade e a quantidade de matéria eram tidas como medida da força do impetus responsável pela produção do movimento

Astronomia[editar | editar código-fonte]

Astronomia[editar | editar código-fonte]

Babilônicos: tabelas de posição  eclipses

gregos: leis

Copérnico: sistema heliocêntrico: O Homem não está no centro do Universo! Seu livro Do Movimento dos Corpos Celestes, marca o início da astronomia moderna.Acreditava que os Planetas se moviam em círculos perfeitos.

Brahe, Kepler: leis matemáticas para órbitas dos planetas

Leis de Kepler: previsão das posições planetárias  navegações

Astronomia como Ciência[editar | editar código-fonte]

capacidade explanatória - Começam a questionar porque as coisas acontecem. Ciência independente de valores

monopólio da Igreja  realidade econômica

filosofia da natureza  filosofia moral

Copérnico (1473-1543)[editar | editar código-fonte]

Nasce em Torum, na Polônia. Estuda matemática, os clássicos gregos, direito canônico ( em Bolonha, na Itália) e medicina (em Pádua, Itália) e só depois se dedica exclusivamente à área que realmente lhe interessava: a astronomia. Em 1513 constrói um observatório e começa a estudar o movimento dos corpos celestes. A partir dessas observações, escreve Das revoluções dos corpos celestes com os princípios do heliocentrismo. Copérnico revoluciona a idéia que o homem tinha de si mesmo (visto como imagem de Deus e por isso centro de tudo) e dá novo impulso a todas as ciências ao colocar a observação e a experiência acima da autoridade e dos dogmas.

Em 1510 Nicolau Copérnico rompe com mais de dez séculos de domínio do geocentrismo. No livro Commentariolus diz pela primeira vez que a Terra não é o centro do Universo e sim um entre outros tantos planetas que giram em torno do Sol. Enfrenta a oposição da Igreja Católica, que adotara o sistema aristotélico como dogma e faz da Física um campo de estudo específico. Para muitos historiadores, a revolução copernicana se consolida apenas um século depois com as descobertas telescópicas e a mecânica de Galileu Galilei (1564-1642) e as leis de movimentos dos planetas dos planetas de Joannes Kepler ( 1571- 1630). O Heliocentrismo de copérnico "O centro da Terra não é o centro do mundo ( Universo) e sim o Sol ". Este é o princípio do heliocentrismo (que tem o Sol do grego hélio - como centro), formulado por Nicolau Copérnico e marco da concepção moderna de Universo. Segundo o heliocentrismo, todos os planetas, entre eles a Terra, giram em torno do Sol descrevendo órbitas circulares.


Obras

De Revolutionibus Orbitum Celestium - Revoluções das esferas celestes: contesta o modelo geocêntrico hegemônico no pensamento desde Aristóteles.


Contribuições[editar | editar código-fonte]

superou mera acumulação de dados astronômicos e ajustes no modelo Ptolomaico

 novo modelo, explicação mais plausível para as observações.

Propôs o sistema Heliocêntrico e o Homem deixou de ter uma posição privilegiada no universo.

Revolução[editar | editar código-fonte]

Homem deixa posição privilegiada no centro do Universo

Classicismo[editar | editar código-fonte]

Classicismo[editar | editar código-fonte]

"O Classicismo produziu obras que retratam um universo harmônico, onde as leis matemáticas da natureza regulam todo o seu funcionamento."[1]

Buscou ideais gregos, abandonando um mundo arbitrário e partindo para uma visão lógica. Época marcada também pela perda de poder da igreja.

Renascimento (sec. XIII-XVI)[editar | editar código-fonte]

Renascimento[editar | editar código-fonte]

homem medieval: via em Deus a razão de todas as coisas

renascentistas: acreditavam no poder humano de julgar, de criar e construir, portanto tornara-se um ser interativo, abandonando e rejeitando ideias da idade média.

caracteriza-se por enormes progressos nas artes, nas leis e nas ciências

Nos desenhos artísticos vemos perspectivas para frente fazendo uma alusão ao futuro, reforçando a ideia de um novo comportamento e estilo de vida.

Ideais renascentistas[editar | editar código-fonte]

  • Antropocentrismo - uma visão egocêntrica, onde o que importa é o que interessa ao homem.
  • Hedonismo- Deriva do Grego "Hedone". Teoria filosófico moral que defende ser o prazer o elemento fundamental das ações humanas.
  • Racionalismo - Tudo passa ser analisado, abandona-se a concepção filosófica de fé.
  • Otimismo - sensação de era possível, que o ser humano interativo poderia provocar mudanças.
  • Individualismo - Abandono do coletivismo da idade média, tornando-se responsável pelo humanismo.
  • valorização do abstrato, do objetivo - gerado pelo otimismo.
  • visão de mundo clássica e humanista
  • ruptura com o medieval - característica marcante quando há uma mudança de comportamento e de paradigmas.
  • dessacralização do religioso - produção de arte sacra por ateus.

Artistas renascentistas[editar | editar código-fonte]

  • Leonardo da Vinci - Apesar de não possuir estudo formal - e até por causa disto, principalmente - ganhou notoriedade por sua importância, mesmo assim o cientista/artista teve poucas de suas obras acabadas, as que acabou marcaram a história e ainda hoje fazem parte do nosso dia-a-dia.
  • Michelangelo - Suas esculturas traduzem movimento e sentimento, como se o artista, ao modular a pedra, desse-lhe alma. Como pintor, também foi brilhante. Suas obras mais conhecidas são as esculturas Pietà, Moisés e David e as muitas pinturas que compõe o teto da Capela Sistina.
  • Botticelli - Os principais temas de suas obras foram as cenas religiosas e as cenas mitológicas. Suas criações mais conhecidas são aquelas que retratam temas da Mitologia, como O nascimento de Vênus e Primavera, mas uma de suas imagens sacras, Madona do Magnificat, é uma das mais suaves e belas representações da Virgem com o Menino.
  • Rafael - Era pintor e arquiteto, dedicou-se a pintar imagens sacras, das quais A Virgem com o Menino é uma das mais bonitas, e também figuras femininas. Sua obra mais grandiosa e que expressa o envolvimento com o pensamento renascentista é A Escola de Atenas.
  • El Greco
  • Donatello
  • Bramante
  • etc.

Arquitetura[editar | editar código-fonte]

Gótico catedrais: homem dominado pelo espaço, olhar para cima, em busca de Deus

Renascentista perspectiva: homem domina o espaço, olhar para a frente, para o futuro brilhante que aguarda o Homem e é construído por ele

Leonardo da Vinci (1452-1519)[editar | editar código-fonte]

Dados biográficos[editar | editar código-fonte]

Filho bastardo de um importante tabelião e de uma camponesa. Educado pelos avós e por um tio, teve educação formal negada devida a ilegitimidade de seu nascimento. pintor, escultor, arquiteto, físico, engenheiro, botânico, anatomista excepcional e músico do Renascimento Italiano.

considerado um dos maiores gênios da história da Humanidade, embora sem nenhum estudo formal na maioria dessas áreas

QI estimado entre 180 e 220

aluno e amigo de Luca Pacioli, de quem ilustrou o livro De Divina Proportioni.

Discípulo do artista Andrea del Verrochio.

Produção[editar | editar código-fonte]

poucas obras acabadas, mas as mais famosas do mundo!

cadernos: 13 mil páginas de notas e desenhos fundindo Arte e Ciência

esboços de salva-vidas, bicicleta , para-quedas, planador, helicóptero, submarino, canhões, tanque, pontes, fortalezas, máquina fotográfica

Mona Lisa[editar | editar código-fonte]

É a mais notável e conhecida obra do pintor italiano Leonardo da Vinci. Mona Lisa (também conhecida como La Gioconda ou, em francês, La Joconde, ou ainda Mona Lisa del Giocondo), É nesta obra que o artista melhor concebeu a técnica do sfumato.Que são técnicas de sombras e profundidades tipo mais claro, mais escuro,ou, mais saliente, mais profundo.

Última Ceia[editar | editar código-fonte]

A Última Ceia (em italiano L'Ultima Cena e também Il Cenacolo) é uma pintura de Leonardo da Vinci para de seu protetor, o Duque Lodovico Sforza. Representa para alguns, a cena da última ceia de Jesus com os apóstolos antes de ser preso e crucificado como descreve a Bíblia.

Virgem das Rochas[editar | editar código-fonte]

participou em autópsias

fez desenhos do esqueleto, músculos, nervos e vasos.

completava suas ilustrações com anotações do tipo fisiológicas


Homem vitruviano[editar | editar código-fonte]

símbolo da Renascença

baseado em Marcus Vitruvius Pollio

  • altura=4 antebraços
  • altura=10 mãos
  • altura=4 ombros
  • antebraço=6 palmos
  • pé=4 palmos
  • palmo=4 dedos
  • etc.


Sfumato[editar | editar código-fonte]

Em sua obra pode-se ver suas investigações no campo da ótica e da física que o levaram a perspectiva e a graduação da luz. O termo Sfumato,criado por Leonardo, consiste em sucessivas camadas de cor em gradações sutis, dando a sensação de profundidade, forma e volume

passou a ser uma técnica universal, um conhecimento básico.

Observou a refração atmosférica séculos antes de Tycho Brahe.

Chiaroscuro[editar | editar código-fonte]

criada por Leonardo

perspectiva tonal: volume tridimensional sugerido por luzes e sombras fortemente contrastantes

muito usada por Caravaggio

Perspectiva[editar | editar código-fonte]

"Tanto na ciência como na arte o que ocorreu foi uma nova concepção de natureza. A concepção tradicional era a do propósito: o propósito do Sol é o de gerar luz para os homens, o que explicava sua existência. Contra essa teleologia se manifestaram os pensadores do Renascimento e mais notadamente Galileu, com o novo significado de natureza: um nexo auto-regulado de eventos, obedecendo a suas próprias leis sem qualquer propósito para os humanos. Uma natureza desencantada. Para os pioneiros da pintura renascentista, alcançar um maior realismo implicava olhar a natureza distanciando-se de seus objetos; tomar um "ponto de vista" em sentido literal. A estratégia de Distanzierung - réculer pour mieux sauter - foi comum tanto a cientistas quanto a artistas."[2]

técnica geométrica de representação da profundidade no plano

integra cor, luz, forma e espaço

satisfaz o objetivo renascentista de precisão solicitado pelas ciências

substitui a hierarquia simbólica pela espacial

interesse Ocidental: arte Oriental a dispensa até o sec. XIX

"É importante salientar que a invenção da perspectiva e do claro-escuro foi extremamente importante, até mesmo crucial, para tornar possíveis as observações empíricas e os registros acurados que fundamentam a ciência moderna."[1]


"Foi o conhecimento de desenho, do claro-escuro, adquirido por Galileu em Florença que lhe possibilitou compreender a aparência da Lua. A geometrização da projeção das sombras pode ter lhe permitido perceber as irregularidades da superfície lunar. Ele foi capaz, até mesmo, de determinar a altura das montanhas lunares, novamente valendo-se da perspectiva. Assim, a Lua representada por Galileu deixou de ser a imagem da perfeição – associada, no imaginário cristão, à Imaculada Conceição – e passou a ser mais um corpo celeste com características comuns, como a Terra."[1]

Caravaggio (1571-1610)[editar | editar código-fonte]

Influência[editar | editar código-fonte]

Dramático: fundo raso, escuro ou totalmente negro, com focos intenso de luz sobre os detalhes da cena em primeiro plano (rostos, corpos, etc.)

chiaroscuro: tenebrismo

representante da dessacralização.

A Ceia em Emmaus[editar | editar código-fonte]

Morte da Virgem[editar | editar código-fonte]

Madona e a Serpente[editar | editar código-fonte]

S. Mateus e o Anjo[editar | editar código-fonte]

S. Mateus de aparência rude, com pés grandes e sujos. Segura a caneta com dificuldade, sugerindo ser analfabeto. Anjo lhe toma da mão como que ensinando-o a escrever.

Seguido pela obra "A Inspiração de S. Mateus", onde S. Mateus aparece agora com porte mais sábio, com roupas que lembram os sábios gregos, já em pleno ato de escrita, surpreendido pela aparição do anjo que vem lhe trazer a mensagem que deve transmitir.

Deposição de Cristo[editar | editar código-fonte]

Cristo atlético

Kepler (1571–1630)[editar | editar código-fonte]

Dados biográficos[editar | editar código-fonte]

matemático, astrônomo e astrólogo alemão luterano


O Grande Cometa de 1577[editar | editar código-fonte]

aos seis anos observou o Grande Cometa de 1577


Elipse[editar | editar código-fonte]

A dois pontos fixos prende-se um fio que tem comprimento superior a essa distância. Esticando sempre o fio descreve-se no chão uma linha. Esta linha desenhada denominamos elipse.

Horóscopo[editar | editar código-fonte]

fazia horóscopos não separava da Astronomia


Tycho Brahe (1546-1601)[editar | editar código-fonte]

forneceu dados astronômicos

Sua contribuição no progresso da ciência influenciou os trabalhos marcantes de Galileu e Kepler. Foi astrônomo a levar em conta a refração atmosférica na determinação das posições dos astros, numa época em que não se dispunha sequer do telescópio.

Sistema planetário[editar | editar código-fonte]

tentou solução platônica


Óptica[editar | editar código-fonte]

estudou Óptica e o olho humano


Supernova[editar | editar código-fonte]

o céu muda!


Marte retrógrado[editar | editar código-fonte]

tentou ajustar a órbita de Marte a círculo mas não conseguiu:

órbitas elípticas


Conjetura de Kepler[editar | editar código-fonte]

estudou teoria atômica e ‘empacotamento’


Cratera Kepler[editar | editar código-fonte]

em sua homenagem

O Desabrochar da Mecânica[editar | editar código-fonte]

Galileu (1564-1642)[editar | editar código-fonte]

Galileu[editar | editar código-fonte]

"Nossa nova cultura deve seu desenvolvimento ao fato de Newton ter nascido no ano da morte de Galileu" (Whitehead)


Momento histórico[editar | editar código-fonte]

Renascimento e Inquisição conflitando. Pois a Inquisição tentava combater a heresia e impedir o progresso.

fim do Feudalismo e ascensão da burguesia, surgimento das relação entre realeza e burguesia e como os burgueses eram gente do povo e sem educação, para as festas e encontros o nobres os convidavam e junto com o convite mandavam uma etiqueta sugerindo uma maneira "adequada" dos burgueses comportarem-se. Vem desta época a palavra que usamos até hoje para designar o comportamento adequado: Etiqueta.

comércio desenvolvido mas ...

velocidade de transporte terrestre: 9km/h

navegação de cabotagem (costeira, de ponto em ponto)  grandes navegações (bússola e relógio de longitudes)

Industrialização

Artilharia (sec. XV): Tartaglia

queda do poder da Igreja e reforma protestante

valorização do trabalho e da razão. O trabalho passa a ser visto não mais como um castigo, mas como forma do homem continuar a criação do mundo. O mundo se torna um laboratório.

Mundo físico: de ‘local de tentações’ a ‘objeto de exploração científica e comercial’

Empirismo (Hobbes & Locke): Estado convencional, dessacralizado

Racionalismo (Descartes): virada antropocêntrica

Descendência filosófica[editar | editar código-fonte]

rejeitou o Aristotelismo

contrapõe o empirismo à escolástica

Neoplatônico: formas ideais

Neoarquimediano: física matemática, dedutiva e abstrata

evita o ‘porquê’ do movimento e concentra-se no ‘como’: como a pedra cai (qual é a Lei?)


Microscópio[editar | editar código-fonte]

Galileu[editar | editar código-fonte]

"só o livro da natureza é o objeto próprio da ciência e este livro é interpretado e lido apenas pela experiência."

"só o raciocínio pode estabelecer as relações matemáticas entre os fatos da experiência e construir uma teoria científica dos próprios fatos."

"só a experiência pode oferecer o incentivo para a formulação de uma hipótese."

"as deduções que derivam matematicamente destas hipóteses devem ser confrontadas com a experiência e confirmadas com experimentos repetidos antes de poderem ser declaradas válidas."

Galileu rejeitou idéias Aristotélicas e fez oposição ao Empirismo, introduziu a matemática na ciência e a variável tempo e aceleração na física. Considerado um Neoarquimediano - pois trabalhou com física aplicada, dedutiva e abstrata.

Ruptura[editar | editar código-fonte]

passagem da Filosofia à Ciência

começa a cisão:

  • filosofia moral (ciências humanas)
  • filosofia natural (ciências naturais)

separação sujeito  Universo

experimentação  Escolástica


Galileu, o pseudoexperimentalista[editar | editar código-fonte]

propõe a indução a partir das observações.

experiências mentais

a da Torre de Pisa não aconteceu

geometrização (matematização) da ciência

objetos ideais: sem atrito, deformação, etc.


Mudanças[editar | editar código-fonte]

passagem da geometria (espaço) à cinemática (tempo)

introdução da variável ‘tempo’ (conscientização), colocação de relógios nas igrejas como forma de valorizar o tempo

abstração: física dos objetos ideais

‘repouso’ adquire status ontológico de ‘estado’, como o ‘movimento’

Plano inclinado[editar | editar código-fonte]

aumentou o tempo de queda


Dificuldades[editar | editar código-fonte]

Escola de Merton (Oresme, Ockham): não concebia ‘velocidade’ como quociente de grandezas ontologicamente distintas: ‘espaço’ e ‘tempo’

resquício geométrico: quocientes como proporções: a:b::c:d


Discurso sobre Duas Novas Ciências[editar | editar código-fonte]

ofendeu o Papa


Julgamento[editar | editar código-fonte]

Após um julgamento longo e atribulado foi condenado a abjurar publicamente as suas idéias e a prisão por tempo indefinido.

Túmulo de Galileu[editar | editar código-fonte]

Basilica de Santa Croce em Florença

Snell (1580-1626)[editar | editar código-fonte]

Dados biográficos[editar | editar código-fonte]

astrônomo e matemático holandês

Física[editar | editar código-fonte]

1617: melhoria do valor do raio da Terra, medindo a distância entre duas cidades separadas por 1° de longitude


A Lei da Refração[editar | editar código-fonte]

mencionada em um manuscrito de Ibn Sahl (c. 984)

1621: descobriu a Lei da Refração mas não a publicou

Descartes a derivou novamente em 1637 por conservação de momento mas é acusado de se ter baseado no trabalho de Snell

Referências[editar | editar código-fonte]

  1. 1,0 1,1 1,2 REIS, J. C.; GUERRA, A.; BRAGA, M.: Ciência e arte: relações improváveis?. Saúde – Manguinhos, out./2006.Disponível em http://www.scielo.br/pdf/hcsm/v13s0/04.pdf
  2. WOORTMANN, 1996

Ver também[editar | editar código-fonte]

  • GOTTSCHALL, Carlos Antonio Mascia. Do mito ao pensamento científico: A busca da realidade, de Tales a Einstein. São Paulo : Atheneu, 2004.
  • WOORTMANN, Klaas. Religião e Ciência no Renascimento. Brasília: UNB, 1996
  • REIS, J. C.; GUERRA, A.; BRAGA, M.: Ciência e arte: relações improváveis? História, Ciências, Saúde – Manguinhos, out./2006.Disponível em http://www.scielo.br/pdf/hcsm/v13s0/04.pdf


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