História da Europa/O Absolutismo na Europa

Origem: Wikilivros, livros abertos por um mundo aberto.
Ir para: navegação, pesquisa
Luis XIV e sua família


A era do absolutismo, cujo maior exemplo foi o rei sol Luís XIV Bourbon da França, marca a subida ao poder dos governantes que, através da Europa possuíam poder absoluto sobre suas nações.

Na ordem do dia da economia estava o mercantilismo e as discussões religiosas desapareceram em meio às guerras europeias, e agora eram substituídas pela preocupação com a balança do poder.

Luís XIV (1638-1715)[editar | editar código-fonte]

O modelo do absolutismo, Luis XIV Bourbon da França, subiu ao poder em 1643, casou-se com Maria Teresa, filha de Felipe IV. Seu poder derivou do fato de conseguir manter a França unida e poderosa durante todo o seu reinado.

Luís e Guilherme III Stuart de Orange foram arquimigos durante todo tempo, embora Luís sempre estivesse com vantagens e sempre agisse de modo ofensivo contra Guilherme.

O que Luís desejava era o controle sobre os Países Baixos por causa do seu poder econômico que era resultante do comércio, porque desejava esmagar os calvinistas e protestantes e também porque desejava ampliar seu território.

Luís XIV no entanto, avisou sempre a seu filho e herdeiro Luís XV, - não me imite no meu gosto pela guerra. Sua política agressiva resultou em ter que financiar o maior exército da Europa com 280 000 homens.

As guerras de Luís tiveram resultados horríveis e trouxeram pobreza para o povo francês e os protestantes desprezavam Luís.

Sua política econômica era comandada por Colbert e a nação era modelo de mercantilismo. Durante o reinado de Luís XIV a França se tornou o país dominante na língua, cultura e moda.

A frase famosa que alegam ser de Luís, que declarou – L´etat c´est moi, ou O Estado sou eu, e seu reinado, exemplificam o absolutismo.

Felipe V de Espanha

O bispo francês Bossuet declarou que era direito divino dos monarcas reinarem, concluindo que os reis eram os representantes de Deus ungidos por Ele para governar.

Luís agia sob essa crença, governando a França como se tivesse sido colocado na Terra por Deus para governar,

De modo geral, os objetivos estrangeiros de Luís eram expansão territorial e a propagação do catolicismo. Luís foi muito bem sucedido em suas ambições domésticas, adquirindo poder absoluto através da burocracia centralizada. Ele controlou com sucesso as rebeliões dos nobres e fez de si mesmo o centro do poder e da cultura na França.

As pessoas dependiam dele para progredir e prosperavam com a sua boa vontade.

Luís também construiu o Palácio de Versalhes, que levou quatorze anos para ficar pronto. Versalhes foi copiado em cada grande país europeu e isso manteve os nobres ocupados o suficiente para não se intrometer no governo. Em 1685, Luís revogou o Edito de Nantes tirando os direitos dos calvinistas na França.

A guerra da sucessão espanhola[editar | editar código-fonte]

Felipe IV Habsburgo de Espanha casou com Mariana Habsburgo da Áustria e os dois, tiveram um filho chamado Carlos II, física e mentalmente retardado.

Uma vez que ele não era apto a governar, em seu leito de morte foi pedido que ele decidisse quem deveria governar a Espanha.

A França argumentava que tinha mais direito ao trono, uma vez que, eles eram profundamente católicos, fortes e a meia irmã de Carlos era casada com Luís XIV. Assim sendo, Carlos deixou o trono para Felipe V Bourbon, o neto de Luís XIV.

Como resultado, estourou a guerra e uma coalizão se formou chefiada por Guilherme III Orange dos Países Baixos contra a França, num esforço para manter o equilíbrio do poder na Europa.

A guerra resultou na Paz de Utrecht, na qual ficou decidido que o governante de Espanha tinha que abandonar sua pretensão ao trono francês. Assim, Felipe foi reconhecido como rei da Espanha, mas a unificação de França e Espanha foi impedida.

A Espanha também perdeu territórios na Bélgica e Itália com a Paz de Utrecht, esse foi um dos motivos do resentimento dos espanhóis com seu novo governante.

cena de mercado por Pieter Aertsen

O equilíbrio do poder era um sistema no qual as nações europeias procuravam manter a soberania nacional de todos os Estados europeus.

O conceito era que todas as nações europeias deveriam procurar evitar que uma nação se tornasse poderosa demais e assim, os governos nacionais sempre mudavam suas alianças de modo a conseguir manter o equilíbrio.

A guerra da sucessão espanhola foi a primeira guerra cujo motivo central foi o equilíbrio do poder. Isso marcou uma mudança importante, porque os poderes europeus não teriam mais o pretexto de travar guerras religiosas.

Portanto a Guerra dos Trinta Anos seria a última a ser denominada como guerra religiosa.

A economia mercantilista[editar | editar código-fonte]

O objetivo global do mercantilismo era que essa política enriquecesse a economia, assim resultando em cidadãos prósperos, alta receita tributária e no fim dos fundos destinados ao exército e às guerras.

Durante os anos de 1600, a política mercantilista foi adotada pela maioria das nações europeias.

As características do mercantilismo eram :

-exportando mais bens do que o país importa, o tesouro se encherá de ouro e prata.

- o governo precisava encontrar colônias, conseguir matéria prima e então, a nação poderia vender os bens manufaturados de volta para as colônias.

- o governo deveria impor altas taxas sobre os produtos estrangeiros, para impedir os bens competitivos de outras nações e para proteger a manufatura local, assim aumentando o capital do governo.

- o governo deveria eliminar os impostos internos, mantendo os bens circulando livremente dentro do país.

- finalmente, a nação deveria se tornar auto suficiente em todas as suas necessidades.

Frederico Guilherme I e sua esposa Louise Henriette de Nassau

A ascensão da Prússia(1701-1740)[editar | editar código-fonte]

A Prússia ficou poderosa no norte da Alemanha assim como a Áustria ficou no sul. A questão do dualismo alemão surgiu – perguntando especificamente, qual das duas uniria a Alemanha?

A Prússia enfrentou uma série de problemas durante sua busca para se tornar mais forte. O maior deles era que o país estava dividido em três partes que precisavam ser unidas – a parte central era Brandenburgo, onde ficava Berlim; a parte oriental chamada Prússia e os territórios ocidentais.

Para completar, a Prússia tinha poucos recursos naturais, uma população bem menor que os outros Estados fortes da Europa e ainda sofria os efeitos da Guerra dos Trinta Anos.

Sob Frederico Guilherme I de Brandemburgo, O Grande Eleitor, a Prússia se tornou altamente militarizada, dedicando todos os aspectos da sociedade às necessidades do exército.

Ele dobrou o contingente do exército para 80 000 soldados, o que ainda era pouco, comparado à outras nações, mas era o exército mais bem treinado e eficiente do continente.

Frederico Guilherme reforçou o exército da Prússia alistando cidadãos prussianos ao invés de mercenários, no que ficou conhecido como o sistema Cantão.

Cortou todas as despesas reais, especialmente a vida na corte e cobrou altos impostos das classes média e baixa. Serviço à nação era obrigatório para a nobreza, conhecidos como Junkers, eles frequentemente serviam como oficiais no exército enquanto os camponeses serviam na infantaria.

Havia uma rigorosa estratificação social. O governo subsidiou as indústrias têxteis, o que resultou em uniformes padronizados. Todos os membros do exército deviam manter um padrão de cabelo e barba ou bigode.

Frederico estabeleceu a primeira burocracia eficiente na Europa e foi um governante tolerante com relação às religiões. Ele recebeu 20 000 refugiados huguenotes depois que Luís XIV revogou o Edito de Nantes.

Na Inglaterra[editar | editar código-fonte]

Em 1603, Elizabeth I morreu sem deixar sucessores, e seu sobrinho, James VI da Escócia (que era filho de Mary a rainha dos escoceses que foi condenada a morte sob as ordens de Elizabeth em 1589) subiu ao trono inglês como James I.

Essa situação tornou a Escócia e a Inglaterra, nações governadas por um mesmo rei e estabeleceu a dinastia Stuart.

De qualquer forma, as duas nações nunca foram unidas – elas professavam religiões diferentes, tinham diferentes leis, cortes, parlamentos, igrejas e costumes, sem esquecer que entre elas havia 700 anos de desconfiança e ódio.

James I 1603-1625 - reinou como monarca absoluto e dissolveu o parlamento.

Declarou que o monarca era o Tenente de Deus, seu emissário, e que reinava supremo sobre as terras.

Ele deu inicio ao absolutismo na Inglaterra e foi seguido por sua família durante as diversas gerações seguintes.

James defendia o direito divino dos reis e escreveu um livro chamado A lei das monarquias livres em 1598.

Charles I por Daniel Martensz Mytens


Charles I 1625-1649 - quando ele subiu ao trono, herdou um parlamento muito furioso, mas partilhava as crenças de seu pai James I, na autocracia.

Designou o arcebispo Laud para tornar a igreja anglicana mais cerimoniosa, como o catolicismo, instilando temores entre a população com relação a um retorno do catolicismo.

Em 1628 o parlamento emitiu a Petição dos Direitos. Esse documento declarava que Charles não podia criar impostos sem o consentimento do parlamento, obrigando a todas as cidades a pagar impostos para manter a marinha inglesa.

Esses impostos enfureceram a população, uma vez que o dinheiro dos navios era pago, tradicionalmente pelas cidades costeiras.

O parlamento de 1640 era dominado por senhores de terras puritanos, que dispensaram Laud e revogaram os impostos que Charles decretou. Essas ocorrências resultaram na explosão da Guerra Civil Inglesa.

Guerra civil inglesa 1642-1649[editar | editar código-fonte]

A Guerra colocou em oposição aqueles que apoiavam o parlamento e aqueles que apoiavam o rei. Estavam em jogo, tanto o poder político quanto o controle da economia inglesa.

A guerra também confrontou puritanos, chamados de roundheads (puritanos que não usavam as perucas que simbolizavam as tradições dos nobres) e anglicanos chamados cavaliers.

Aqueles que apoiavam o parlamento eram comandados por Oliver Cromwell.

Charles I foi capturado e membros do parlamento foram massacrados. Os presbiterianos se opunham à morte do rei, enquanto independentes defendiam o regicídio.

No evento chamado de Expurgo de Pride ou Pride´s Purge (Pride era um dos comandantes da revolta), Cromwell retirou à força todos os membros do parlamento que se opunham a matar o rei.

Oliver Cromwell

Depois disso, Cromwell formou um novo governo chamado Commonwealth (comunidade), que durou de 1649 até 1653.

Esse governo era uma república democrática, no entanto em 1653 Cromwell formou o Protetorado, que era efetivamente uma ditadura militar.

Ele criou o Exército Novo, uma força militar, paga, de devotados puritanos.

Seu governo foi marcado por leis muito rígidas, incluindo não se poder jogar cartas e nem dançar. Como muitos monarcas, ele achava difícil controlar o parlamento, foi quando dissolveu-o.

Depois de Cromwell[editar | editar código-fonte]

Em 1660, Cromwell saiu do governo, resultando na restauração de Charles II Stuart e portanto a linhagem Stuart de volta ao trono.

Charles II é conhecido como o Monarca Feliz porque ele estava sempre envolvido com uma vida festiva na corte e teve incontáveis amantes.

Ele também levou a Inglaterra a uma situação econômica de profundas dividas e continuou a guerra com os holandeses, que começou sob Cromwell de 1650 a 1670.

Sua política econômica era mercantilista.

Durante seu reinado a Inglaterra enfrentou a Grande Praga em 1665 e o Grande Incêndio em 1666.

Em 1670, Charles assinou o Tratado Secreto de Dover com Luís XIV, como já diz, que secretamente comprometia a França e a Inglaterra a trabalharem juntas para retornar a Inglaterra aos braços da igreja católica.

Em 1673 ele assinou a Declaração de Indulgência, onde assumia que os católicos podiam ter cargos políticos e militares.

O parlamento respondeu no mesmo ano, lançando a Ato de Prova, onde constava que os cidadãos deveriam professar o anglicanismo para juntar-se ao parlamento e ao exército, tomando a comunhão anglicana.


Guilherme e Mary


James II 1685-1688 - foi um monarca publicamente católico que subiu ao trono em 1685.

Com sua primeira esposa ele teve duas filhas, Mary e Anne que eram, ambas, protestantes. Mas com sua segunda esposa ele teve um filho, James que foi batizado católico.

Uma de suas filhas, Mary casou-se com o príncipe protestante Guilherme III Orange (que também era sobrinho de James).

Ele irritou o parlamento com o pedido de revogar o Ato de Prova, e instituiu a Declaração de Indulgência, que permitia a liberdade de culto.

Os protestantes irados chamaram Guilherme, o Estadista e sua esposa Mary para salvá-los do rei.

A Revolução Gloriosa 1688 - com medo do catolicismo público de James e com o nascimento de um herdeiro homem e católico, o parlamento convidou Mary Stuart e seu marido Guilherme Stuart Orange a ocuparem o trono inglês em 1688.

Conhecida como Revolução Gloriosa ou Revolução Sem Sangue, porque foi pacífica, Guilherme e Mary subiram ao trono e assinaram a Lei de Direitos (Bill of Rights).

Essa lei garantia que o rei convocasse o parlamento a cada três anos e não o dissolvesse. Também que os impostos e a guerra fossem submetidos e aprovados pelo parlamento, não sendo mais prerrogativa apenas do rei. A lei também excluía a ascensão católica ao trono inglês.

A Inglaterra não era mais uma monarquia absoluta e sim uma monarquia constitucional.

Rainha Anne Stuart e o fim da linhagem Stuart - ela reinou de 1702 até 1714 e emitiu o Ato de União em 1707, criando a Grã Bretanha, unindo Gales, Escócia e Inglaterra.

Anne Stuart

Durante seu reinado a Casa dos Comuns dominou o parlamento. Quando ela morreu em agosto de 1714, foi sucedida por George I o primeiro da linhagem Hanover a reinar na Bretanha.

A expansão do poder do parlamento as custas da coroa, que vinha ocorrendo desde 1688, prosseguiu sob os monarcas Hanover, com o primeiro Primeiro Ministro, Sir Robert Walpole assumindo em 1721.

Com a ascensão de George III em 1760, a coroa já não tinha grande influência na política nacional e a formação dos governos era articulada pelos grupos que estavam envolvidos no parlamento.


A gloriosa república holandesa[editar | editar código-fonte]

Durante um período nos anos 1600 chamado de Idade de Ouro da Holanda, os holandeses eram os líderes do comércio, transporte de bens e finanças da Europa.

Também eram conhecidos por viver em uma das mais urbanas e tolerantes sociedades da Europa. Amsterdã se tornou um centro comercial poderoso e como resultado do comércio, a Holanda se tornou a mais rica e próspera nação da Europa.

Na Holanda, havia um grande interesse pela arte e alguns dos mais famosos artistas barrocos eram holandeses, como Vermeer, Rembrandt e Rubens.

A sociedade holandesa promovia liberdade de expressão e tolerância religiosa, abrigando uma variedade de religiões, dos ateus aos católicos.

Havia no país, uma classe média bem estabelecida e um sistema educacional excelente. Finalmente, os holandeses viviam numa república confederativa, oferecendo grande liberdade para que suas províncias se governassem enquanto a maioria das outras nações europeias ainda viviam sob regimes absolutistas.

Colônias além mar[editar | editar código-fonte]

A Companhia das Índias Orientais Holandesa, começou de imediato a se aproximar das fortalezas costeiras, que no momento pertenciam ao império português.

Jan Coen por Jacob Waben

As povoações eram isoladas, se atacadas, seria difícil recuperá-las e estavam prontas para serem tomadas, uma por uma. Mas, nem sempre os holandeses tiveram sucesso.

Amboina foi capturada dos portugueses em 1605, mas um ataque a Málaca no ano seguinte foi frustrado. Málaca seria importante como base estratégica nas Índias orientais por causa dos ventos de monção.

Os holandeses encontraram o que procuravam em Jacarta, conquistada por Jan Coen em 1619, mais tarde renomeada Batavia por causa do nome latino para Holanda e que se tornou capital das Índias Orientais Holandesas.

Enquanto isso, os holandeses continuavam a perseguir as bases portuguesas na Ásia. Málaca se rendeu finalmente em 1641 (após a segunda tentativa de captura). Colombo em 1656, Ceilão em 1658, Nagappattinam em 1662 e Cranganore e Cochin em 1662. Goa, a capital do império português no oriente, foi atacada pelos holandeses por duas vezes, em 1603 e 1610, ambas sem sucesso.

Os holandeses não conseguiram em quatro oportunidades, capturar Macau, justamente de onde Portugal monopolizava o lucrativo comércio China-Japão. O shogunato japonês desconfiando das intenções dos católicos portugueses tratou de sua expulsão em 1639.

Sob a política sakoku que seguiu a expulsão portuguesa, durante duzentos anos os holandeses foram os únicos europeus que tiveram licença para operar no Japão.

Em 1650, os holandeses já haviam superado Portugal e se tornado os comerciantes dominantes no mercado das especiarias e da seda.

Em 1652 fundaram uma colônia na Cidade do Cabo, costa da África do Sul, como ponto de apoio para seus navios na rota entre Europa e Ásia.

No Atlântico, a Companhia das Índias Ocidentais estava concentrada em arrancar de Portugal o comércio do açúcar e dos escravos, assim como também fazer ataques oportunistas nas frotas espanholas que transportavam tesouros de suas colônias nas Américas para casa, na Espanha.

A Bahia na costa nordeste do Brasil foi capturada em 1624 mas, foi recapturada por uma coalizão de Espanha-Portugal em 1628.

Piet Heyn capturou uma frota espanhola, inteira carregando tesouros, era uma vasta fortuna em metais preciosos e bens, o que permitiu à Companhia pagar, dois anos depois, dividendos de 70% a vista aos seus sócios. Foi um dos poucos sucessos da Companhia sobre a Espanha.

engenho com capela pelo holandês Frans Post

Em 1630, os holandeses ocuparam as plantações de açúcar em Pernambuco e nos anos seguintes foram entrando pelo interior do estado, anexando as plantações das redondezas.

Para poder fornecer mão de obra suficiente para manter as plantações, uma expedição saiu em 1637, do Brasil a fim de capturar a feitoria de Elmina, na África que era entreposto de escravos. Em 1641 tomaram com sucesso feitorias portuguesas em Angola.

Em 1650 a Companhia das Índias Ocidentais mantinha o controle tanto do comércio de açúcar como do comércio de escravos. A Companhia ocupou as ilhas caribenhas de Saint Maarten, Curaçao, Aruba e Bonaire também para garantir o acesso às salinas.

De forma oposta aos sucessos conseguidos na Ásia, contra os portugueses, no Brasil e na África, os sucessos holandeses tiveram vida curta. As comunidades sob o governo holandês, já haviam estado muitos anos sob os portugueses, e os holandeses não eram colonizadores e sim comerciantes.

In 1645, a comunidade portuguesa em Pernambuco se rebelou contra o governo dos holandeses e em 1654 os holandeses foram expulsos do Brasil. Os portugueses também recuperaram Luanda em Angola.

Na costa nordeste da América do Norte, a Companhia das Índias Ocidentais assumiu uma colônia que havia sido estabelecida pela Companhia da Nova Holanda (1614-18) em Fort Orange, Albany, no rio Hudson.

Os holandeses enviavam navios anualmente pelo rio Hudson para comerciar peles, desde a viagem de Henry Hudson em 1609.

Para proteger sua delicada posição em Albany, dos ingleses e franceses próximos, a Companhia fundou a cidade fortificada de Nova Amsterdã em 1625, na boca do rio Hudson, encorajando o povoamento das áreas próximas de Long Island e New Jersey.

O monopólio do comércio de peles finalmente, se tornou impossível para a Companhia, por causa do comércio massivo, privado e ilegal. Assim, o povoado de Nova Holanda se tornou inútil, não lucrative.

Em 1655, a colônia próxima, Nova Suécia, no rio Delaware foi absorvida por Nova Holanda depois que navios e soldados foram enviados pelo governador holandês, Pieter Stuyvesant para capturá-la.

Desde essa anexação, a Companhia Holandesa das Índias Orientais, entrou em competição com sua contraparte, a Companhia Inglesa das Índias Orientais, fundada dois anos antes, mas com fundos oito vezes menores, competindo pelos mesmos bens e mercados no oriente.

Em 1619, a rivalidade resultou no massacre de Amboyna, quando muitos homens da Companhia Inglesa foram executados por agentes holandeses. O evento resultou em ressentimento por parte da Inglaterra durante muitas décadas.

No final dos anos 1620 a Companhia Inglesa mudou seu foco, da Indonésia para a Índia.

Holandeses queimam a frota inglesa 1667


Guerras[editar | editar código-fonte]

Anglo-Holandesa - em 1651, o parlamento inglês aprovou o primeiro dos Atos de Navegação, que excluía os holandeses do comércio lucrativo, entre a Inglaterra e as colônias do Caribe. Esse foi o início das hostilidades que ocorreram no ano seguinte entre os dois países.

A Guerra não foi decisiva e a Inglaterra não conseguiu tomar o lugar da Holanda como líder do comércio mundial.

A segunda Guerra anglo-holandesa - foi precipitada em 1664, quando forças inglesas decidiram capturar Nova Holanda. Após dois anos de guerra, os holandeses, liderados por Michiel de Ruyter, destruíram ou capturaram a maior parte da frota inglesa em Medway e a Inglaterra foi forçada a pedir paz.

Sob o Tratado de Breda (1667), Nova Holanda foi cedida a Inglaterra em troca dos povoamentos ingleses no Suriname, que haviam sido conquistados pelas forces holandesas anteriormente, no mesmo ano.

Guerras com a França - Em 1672 os franceses invadiram a República, começando a Guerra Franco-Holandesa e só pararam quando alcançaram a Linha Costeira Holandesa.

Inglaterra e França haviam secretamente concordado em dividir a Holanda entre si, mas depois das derrotas no mar, sem conseguir cruzar a linha costeira, o exército francês começou a se retirar lenta e cuidadosamente.

A paz foi assinada em 1678.

A Revolução Gloriosa - de 1688 viu o holandês Guilherme de Orange invadir a Inglaterra e subir ao trono, terminando com cinquenta anos de rivalidade entre Holanda e Inglaterra.

Assim os dois países unidos começaram a Guerra dos Nove Anos contra a França no mesmo ano. A frota anglo-holandesa (holandesa na maior parte) dominou os mares e a França foi mal sucedida.

Pedro Romanov e a grande Rússia (1689-1723)[editar | editar código-fonte]

Pedro instalou na Rússia uma monarquia absolutista, sem conceito algum de contrato social. A submissão ainda era forte na Rússia, não havia classe média e nem urbanização.

Na Rússia o progresso era baseado em mérito ao invés de nascimento ou linhagem. A grande meta da política externa de Pedro era conseguir portos em águas mais quentes para sua nação. Eles eram essenciais para o comércio, o poder naval e acesso ao ocidente.

Pedro, o grande, em criança

Ele lutou com a Suécia por um porto no Báltico e com os turcos otomanos por um porto no Mar Negro.

Na Grande Guerra do Norte, contra a Suécia, a Rússia derrotou o exército sueco em Poltava, usando a política da terra queimada. À medida que os exércitos russos se retiravam, queimavam as lavouras e as vilas e então, esperavam para que o inverno cobrasse a conta de seus inimigos.

O resultado foi a obtenção do seu porto no Báltico, que foi chamado St. Petersburgo e conhecido como a janela para o oeste.

Pedro decretou a Grande Embaixada, que foi um tour que ele fez com seus nobres através da maioria das nações da Europa ocidental.

A meta da Grande Embaixada era usar as informações coletadas para ocidentalizar a Rússia, porque Pedro tinha medo do crescente poder ocidental.

Através da Grande Embaixada, Pedro adquiriu muitas habilidades tecnológicas importantes, especialmente tecnologia militar, como instrumentos navais, táticas militares, técnicas de construção naval e estratégias navais.

Ele importou trabalhadores estrangeiros com habilidades tecnológicas e introduziu novos trajes que foram usados pelo resto da Europa, implementou o calendário juliano, estabeleceu melhorias na educação e também criou o primeiro exército moderno na Rússia com 200000 homens. Os nobres deviam prestar serviço militar no exército ou serviço burocrático.

Arte barroca[editar | editar código-fonte]

o êxtase de Santa Teresa, Bernini – foto de Nina Aldin Thune

A arte barroca surgiu durante os anos 1600 e durou até a metade dos 1700.

Esse estilo foi muito usado pelos católicos na contra-reforma.

A característica principal da arte barroca é a cor. Suas cores são ricas e vibrantes, por seu intenso uso da luz, é dramática e exuberante.

Diferente da arte do renascimento que usualmente retratava cenas suaves, a arte barroca captura o clímax de uma cena. Usa a iluminação dinâmica para criar um efeito de luz na tela.

Alguns dos grandes artistas foram Caravaggio, que era italiano e pintou para a igreja católica na contra-reforma. Entre suas obras, Ressurreição de Lázaro, Flagelação de Cristo e muitas outras.

Ele introduziu a luz dramática e os efeitos escuros além de ajudar na transição para um novo estilo barroco.

Um famoso escultor italiano dessa fase foi Bernini,cuja criação mais famosa talvez seja O Êxtase de Santa Teresa. Essa escultura representa a freira mística, num transe de profundo êxtase religioso.

Bernini foi um dos primeiros grandes mestres a compreender a importância dos efeitos da luz.