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Guia dos Trouxas para Harry Potter/Magia/Horcruxes

Origem: Wikilivros, livros abertos por um mundo aberto.


Horcruxes
  • tipo = Objetos mágicos.
  • características = Fragmentos de alma, uma forma parcial de imortalidade.
  • Aparece pela Primeira Vez === A Câmara Secreta ===

Para ler a definição de Horcrux, veja o tópico Horcrux.

Toda a série Harry Potter se desenvolve em torno da derrota de Lord Voldemort que não pode ser completa até que os Horcruxes sejam destruídos. Esse artigo lista os Horcruxes e os detalhes relacionados a eles da melhor maneira que nos foi possível.

Descrição Estendida

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Aviso aos Iniciantes: Seguem detalhes que vocês podem não querer ler em seu nível atual de leitura.

Toda a trama relacionada aos Horcruxes começa uns quarenta anos antes de Harry nascer, quando Tom Riddle pergunta ao Professor Slughorn sobre Horcruxes, se, por acaso a alma de alguém, dividida em duas partes, permitiria que essa pessoa retornasse da morte então diversos Horcruxes dariam mais segurança ainda? Talvez, sete seria um número melhor, uma vez que o número sete possui tantas propriedades místicas? O Professor Slughorn fica revoltado com a idéia, mas Riddle persiste com a idéia de que isso não é impossível.

O Professor Dumbledore, que na época era professor de Transfiguração deve ter suspeitado que Riddle estava estudando Horcruxes; Dumbledore tirou da biblioteca os livros sobre Horcruxes, quando Riddle foi procurá-los reclamou que não encontrava nenhum. Hermione encontrou todos esses livros e os pegou no escritório de Dumbledore usando o feitiço Accio.

Embora não haja qualquer menção a esse fato no livro seis, onde vemos Horcruxes pela primeira vez pelo nome, é mencionado no último livro, que Dumbledore achava que Riddle já tinha feito um Horcrux antes de sua conversa com Professor Slughorn. De fato, esse foi o caso, de acordo com a autora, que a morte de Tom Riddle Sr. permitiu a criação do Anel Horcrux, e isso aconteceu na noite em que Riddle matou seu pai e roubou o anel de seu tio Morfin. Na lembrança de Slughorn, vemos Tom usando o anel. Então a conclusão óbvia é que o anel nessa altura, já era um Horcrux, embora, estamos certos de que havia apenas um.


Riddle, em geral escolhia fazer Horcruxes com objetos que tinham valor para ele, e procurava escondê-los em lugares que também eram significativos em sua opinião. É possível que quanto mais Horcruxes ele criava, os fragmentos da alma que ele despedaçou e separou ficassem cada vez mais frágeis. Por isso, imaginamos que o primeiro Horcrux que ele fez foi bem mais forte que o segundo, que seria mais forte que o terceiro e assim por diante. No entanto, esse não parece ter sido o caso; enquanto o que restou da alma de Riddle em seu corpo, se tornasse mais desgastada e frágil, cada um dos Horcruxes era mais forte e tinha a capacidade de se defender maior que os anteriores.

No final, Riddle (ou Voldemort, como ficou conhecido mais tarde) termina fazendo sete Horcruxes, um deles acidentalmente. Como se segue:

  1. O anel Horcrux. Com certeza o primeiro Horcrux que Riddle fez, e o segundo a ser descoberto. Foi feito provavelmente pouco antes de o vermos no dedo de Riddle em seu quinto ou sexto ano. A autora declarou que foi a morte de Tom Riddle Sr. que permitiu a criação desse Horcrux. Embora Dumbledore não acreditasse que Riddle continuaria a usá-lo depois que fosse um Horcrux, talvez ele ainda não tivesse um lugar seguro para escondê-lo nessa altura. Mas, eventualmente ele o escondeu, protegido por magia, nas ruínas do casebre de Gaunt; ele não teria escondido ali o anel, até que tivesse a certeza de que os ocupantes originais do casebre não voltariam mais. Também é certo, que ele não sabia exatamente o que o anel era; Marvolo Gaunt achava que o anel de sinete, ostentasse o brazão da família Peverell, mas a figura gravada em sua superfície era, na verdade, o símbolo das Relíquias da Morte. O significado para Riddle era, é claro, a interpretação da conexão com os sangue puro, a família Peverell, assim como foi sempre para Morfin Gaunt e para Marvolo antes dele; e o local que Riddle escolheu para escondê-lo era significativo porque ali foi a casa de sua mãe e de seu avô, portanto servia como prova parcial de sua linhagem. O Professor Dumbledore o retirou de lá; depois, percebendo que Dumbledore iria destruí-lo, o Horcrux aparentemente conseguiu convencê-lo a por o anel no dedo. O resultado disso foi que a maldição que estava no anel causou danos à mão de Dumbledore, como visto no livro seis, e de fato, fez com que ele fosse condenado a ter no máximo mais um ano de vida, apenas. Dumbledore conseguiu, a despeito da maldição, retornar a seu escritório, onde ele destruiu o Horcrux usando a Espada de Gryffindor.
  2. O diário Horcrux. Parece ter sido o segundo a ser criado, mas foi o primeiro a ser descoberto, ele foi feito quando Tom Riddle ainda era estudante. A autora declarou num chat online que esse Horcrux foi feito através da morte da Murta-Que-Geme. Possivelmente uma tentativa inicial, o valor do diário para Riddle, era porque ele provava o fato dele ser o herdeiro verdadeiro de Slytherin; interessante é que ele apenas se tornou valioso depois que virou um Horcrux. Esse é o único Horcrux que gera uma imagem de Riddle, talvez ele seja o único capaz de fazê-lo. As leituras de Hermione sugerem que um Horcrux pode usar a força vital de alguém que esteja emocionalmente ligado a ele, usando=a para regenerar a pessoa cuja alma está presente no objeto, e foi isso, evidentemente que aconteceu nesse caso: Riddle estava se regenerando usando a força vital de Ginny. Podemos observar que o diário não ficou danificado por ter sido jogado na privada e dar a descarga e nem por levar respingos de tinta nele todo, o que esperaríamos dada a sua característica de Horcrux. Esse Horcrux foi destruído por Harry no segundo livro, usando a presa do Basilisco, Dumbledore ficou perturbado pela descoberta desse Horcrux; ainda que ele tivesse suspeitado que Riddle havia feito um Horcrux, a maneira como foi a situação foi improvisada, pondo em risco um Horcrux apenas para criar confusão, sugere que ele tinha pouco valor como sendo um bilhete para a imortalidade.
  3. O medalhão Horcrux. Esse foi o terceiro Horcrux a ser descoberto, mas provavelmente o quinto a ser feito. A autora declarou que ele foi feito através da morte de um vagabundo Trouxa. O medalhão é importante para Tom Riddle(que agora se chama Lord Voldemort) por causa de sua ligação direta com Salazar Slytherin, que também possuía a mesma crença na superioridade do sangue puro, que Voldemort adotou, e porque servia como prova de que ele era descendente de Slytherin. A primeira vez que o vemos, antes de se tornar um Horcrux, é no pescoço de Merope Gaunt. Depois, ela o vendeu por uma ninharia, e ele foi parar nos tesouros de Hepzibah Smith. Logo após a morte de Hepzibah, ele desapareceu; aparentemente, Tom Riddle tinha, nessa altura o roubado e transformado em Horcrux. Como um Horcrux, ele foi originalmente escondido na bacia dentro da caverna, que foi visitada por Harry e o Professor Dumbledore no livro seis. Essa caverna era significativa para Voldemort, porque era um dos lugares onde ele exercitou pela primeira vez, sua superioridade sobre os Trouxas, torturando alguns dos seus colegas do orfanato. O medalhão foi roubado por Regulus Black, que o trocou por outro que Harry e Dumbledore encontraram, e Regulus passou a Monstro, as instruções para destruir o medalhão. Monstro não conseguiu fazê-lo. Ele então foi parar nas mãos de Mundungus Fletcher e depois de Dolores Umbridge. Harry e Hermione conseguem roubá-lo de Dolores e Ron conseguiu destruí-lo com a Espada de Gryffindor. O medalhão tinha que ser aberto antes de ser destruído; Harry descobriu que ele abriria se fosse falada a língua de cobra Parseltongue.
  4. A taça Horcrux. Esse é o quarto Horcrux recuperado, provavelmente o quarto feito e de acordo com a autora, foi feito através da morte de Hepzibah Smith. A taça é importante para Voldemort por ser uma ligação direta com Helga Hufflepuff, um dos quatro fundadores de Hogwarts. A vemos primeiramente na memória de Hokey, quando Hepzibah Smith está mostrando seus tesouros, e imaginamos que foi roubada por Voldemort na morte dela, ao mesmo tempo em que ele recuperou o medalhão de Slytherin. Quando vemos a taça novamente, ela está trancada num cofre de alta segurança em Gringotes. Harry acredita que o local é significativo para Voldemort porque possuir um cofre em Gringotes é prova de linhagem bruxa ancestral. O cofre é de propriedade de Bellatrix Lestrange, e Voldemort fica furioso quando a taça é roubada dali. Ao saber do roubo da taça Horcrux, Voldemort inspeciona todos os locais onde ele escondeu todos os Horcruxes para confirma se ainda estão a salvo. Ele fica furioso ao saber que não estão. A taça Horcrux foi tirada de Gringotes por Hermione e destruída por ela em Hogwarts usando uma presa do Basilisco recuperada da Câmara Secreta.
  5. O diadema Horcrux. Esse é o quinto Horcrux recuperado, mas possivelmente o terceiro a ser feito. Enquanto estava em Hogwarts, Riddle encantou (não magicamente) a Dama Cinzenta para que lhe dissesse onde estava o diadema perdido de Ravenclaw. A Dama Cinzenta que, em vida, era filha de Rowena Ravenclaw havia roubado o diadema e escondido na Albânia dentro do oco de uma árvore. Depois foi morta por um homem que se tornou o Barão Sangrento, antes que pudesse recuperar o diadema ou dizer a alguém onde ele estava. Riddle o encontrou e o converteu num Horcrux, aparentemente matando um camponês na Albânia mesmo, de acordo com a autora. O valor do diadema para Voldemort era a óbvia conexão com Ravenclaw, um dos quatro fundadores de Hogwarts. Visitando Hogwarts, dez anos depois da morte de Hepzibah Smith, Voldemort escondeu o diadema na Sala Precisa, quando esta estava na configuração de “sala de bagunça”. O significado desse local para Voldemort tem duas explicações: assim como Harry, Riddle encontrou em Hogwarts o primeiro lugar que pode chamar de sua verdadeira casa, e de forma diferente de Harry, ele acreditava que era a única pessoa que conhecia como entrar na Sala Precisa. Harry viu e segurou o diadema quando entrou na Sala Precisa para esconder seu livro de Poções, no livro seis, mas não o reconheceu; é claro que ele nem sequer sabia, nessa altura que ele existia. Ele conseguiu lembrar do diadema, porque o usou como marco para saber onde havia escondido o livro de Poções. Esse Horcrux foi destruído por Crabbe, que tinha aprendido a criar o Fogomaldito, mas não como extinguí-lo. O fogo que ele criou teria destruído tudo na Sala Precisa nessa altura, e, de fato consumiu o Horcrux também. Nós vimos que o Fogomaldito joga o diadema para o alto quando Harry o apanha ele cai das mãos de Harry, que depois foge da Sala Precisa por causa do fogo; não há dúvidas de que ele foi destruído pelo Fogomaldito.
  6. Nagini. O sétimo Horcrux criado, e o quinto revelado, Nagini foi usada por falta de planejamento. Voldemort precisava do sexto Horcrux, para completar aquilo que ele pensava ser o número místico de sete pedaços da alma, e Nagini estava à mão no momento em que ele matou Bertha Jorkins. (Voldemort não sabia da existência de um Horcrux accidental nessa altura, e assim permaneceu durante a série). Nagini era sua companhia constante até então e depois de se tornar um Horcrux, começou a demonstrar algumas características humanas. É certo que Nagini e Voldemort estavam partilhando seus pensamentos quando, no livro cinco, Harry viu o ataque de Nagini a Arthur Weasley. Quando Voldemort soube que seus Horcruxes estavam em perigo, ele criou feitiços protetores em torno de Nagini para mantê-la a salvo; mas, uma vez que Harry foi dado como morto, ele achou que não precisava mais disso. A cabeça de Nagini foi cortada por Neville Longbottom usando a Espada de Gryffindor, que foi dada a ele pelo Chapéu Seletor.
  7. Harry. O sexto criado e o sétimo revelado, Harry que, na verdade não merece o uso do termo “Horcrux”, foi puramente acidental. Foi revelado no último livro, que o ato de matar os pais de Harry, rasgou novamente a alma já esfarrapada de Voldemort e o fragmento que se desprendeu, procurou e se prendeu na alma intacta mais próxima que encontrou, que era a de Harry. Esse fragmento de alma, residente em Harry, lhe deu algumas das habilidades de Voldemort, especialmente a incrível habilidade de falar com as cobras (Parseltongue), e permitiu que Harry pudesse perceber os sentimentos e pensamentos de Voldemort através dos sete livros da série. Voldemort destruiu o fragmento de sua alma quando tentou matar Harry pela segunda vez, no último livro; ele não poderia matar Harry nessa altura, por causa da proteção no sangue de Harry dada por sua mãe. Mas a autora disse que com a destruição desse fragmento de alma, Harry perdeu a habilidade de falar Parseltongue.

É bem interessante notar que ninguém destruiu mais de um Horcrux. Harry, Ron, Hermione, Neville, Dumbledore, Crabbe (indiretamente porque o diadema foi destruído pelo Fogomaldito que ele conjurou) e Voldemort, cada um destruiu um dos sete. Isso ilustra o ponto que Harry tenta provar durante toda a série, mas apenas verbaliza no processo de montar a Armada de Dumbledore, no quinto livro: Harry não fez tudo sozinho, ele teve muita ajuda.

Uma coisa que deve ser observada é que a reincorporação (uso do corpo pela alma) não é a utilidade de um Horcrux. Embora tenha sido fragmentada, todos os “pedaços de alma” permanecem ligados, e o propósito do Horcrux é ancorar a parte principal que sobra da alma à Terra enquanto presa a um objeto. Quando você morre, sua alma está livre para seguir caminho; se você fez um Horcrux, esse fragmento de alma está amarrado ao anel que você usou e prende o resto de sua alma à Terra. O Horcrux que vemos no livro dois não é algo comum. Ele agia de modo independente, diferente da parte principal da alma, para tomar outra pessoa.

No primeiro livro o principal fragmento da alma tomou o Professor Quirrell, mas na morte de Quirrell ele foi libertado para retorna à Albânia. No segundo livro, se o fragmento de alma tivesse tido sucesso em se recuperar com a força vital de Ginny, matar o Tom Riddle reconstituído teria certamente libertado o fragmento de alma. Harry destruiu o diário antes do Horcrux ser totalmente extraído dele, o que da mesma forma libertou o fragmento de alma.

Notamos anteriormente, que o plano de Voldemort era ter sete fragmentos de alma, o original mais seis Horcruxes; e Harry mesmo possuindo um fragmento da alma de Voldemort não era bem um Horcrux, uma vez que o feitiço que liga o fragmento de alma a um objeto não foi completado, se é que começou a ser feito. Embora um assassinato seja necessário para criar um Horcrux, isso não é suficiente. Embora o ato de matar alguém resulte na alma sendo despedaçada, de acordo com o Professor Slughorn, o Professor Dumbledore acredita que o fragmento da alma partido vai tentar retornar para a alma da qual ele foi separado e se reintegrar. É por isso que Harry carrega um pedaço da alma de Voldemort, ele foi separado, mas quando tentou se reintegrar a alma original, a alma de Voldemort não estava mais lá, tendo sido expulsa pelo ricochete do Avada Kedavra.

Para criar um Horcrux é preciso um feitiço para evitar que o fragmento recém separado se reinsira na alma novamente, e para prendê-lo a um objeto, portanto enquanto o fragmento da alma dentro de Harry provavelmente possa agir para manter a alma de Voldemort nesse plano, ele não está agarrado em Harry. Dumbledore comentou em certo ponto, que acreditava que a alma de Tom estava tão frágil e tão danificada pelos repetidos assassinatos, que ele não poderia mais sentir quando um Horcrux fosse destruído; isso é discutível, mas não é possível que alguém que cometeu tantos assassinatos pudesse ser deixado efetivamente sem alma quando sua alma se desgastasse até não sobrar nada?

Aviso aos leitores de nível intermediário: Seguem detalhes que vocês podem não querer ler em seu nível atual de leitura.

Visão Completa

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Uma questão que foi debatida é se a Elder Wand, uma varinha excepcional, teria o suficiente de magia poderosa a ponto de destruir um Horcrux? Sabemos que um Horcrux pode se defender contra qualquer dano que possa ser inflingido por magia comum; a Elder Wand, é claro, é um objeto de magia extraordinária, sua magia não é forte o suficiente para destruir um Horcrux? Além de tudo, a Maldição da Morte, lançada por Voldemort em Harry usando essa varinha, foi suficiente para liquidar o fragmento de alma que Harry carregava; e a varinha, até essa altura, ainda não tinha aceitado Voldemort como seu mestre. Não há nada nos livros que esclareça essa questão. No entanto é possível especular, e baseado nessa especulação, a resposta aparente é não, a magia da Elder Wand não é suficiente. Nossa explicação segue aqui: Por que Dumbledore viajou todo caminho de volta a Hogwarts desde o casebre dos Gaunt, e pegou a Espada de Gryffindor para quebrar o anel Horcrux, se a Elder Wand, de quem ele era o mestre, poderia ter feito o trabalho? A diferença aparentemente é essa: um Horcrux é um fragmento de alma preso dentro de um objeto. O que estava dentro de Harry não era, de fato, um Horcrux completo, mas simplesmente um pedaço de alma que ficou dentro do garoto; como evidencia parcial disso, percebemos que em nenhum momento, Dumbledore se referiu a isso como um Horcrux, mas sempre como “um fragmento de alma” ou “um pedaço da alma de Voldemort”. Os outros, especialmente Severus Snape, se referem a isso como um Horcrux na conversa com Dumbledore, e Dumbledore não o contradisse, mas também não concordou e nem usa esse termo.

Dumbledore também comenta que “é desaconselhável” usar uma coisa viva como um Horcrux “porque confiar parte de sua alma a alguma coisa que pode pensar e se mover por si mesma, é obviamente um negócio muito arriscado.” Isso fica dependente de um grande risco de destruição se a criatura viva que está com o Horcrux for morta, ou se ele continuar preso à criatura após a morte do residente original, de qualquer maneira, abrigar um Horcrux é um risco extraordinário de ambas as partes. O melhor exemplo disso é Nagini e quando ela é morta por uma arma que destrói Horcruxes, a destruição do Horcrux dentro dessa criatura é inconclusiva.

Para especular o que aconteceu aqui, temos que especular sobre a natureza da Maldição Avada Kedavra. A saber: a experiência de Harry no último livro, nos leva a acreditar que um dos efeitos da Maldição é separar a alma do corpo. Mas esse pode não ser o efeito completo; a Maldição também funciona em aranhas, e ninguém nos disse que as aranhas tem alma, e o último efeito do Beijo do Dementador não é um corpo morto, mas um que é apenas “igual ao morto”. Então temos que assumir que a Maldição também deprime a força vital de alguma forma... mas podemos imaginar que não foi isso o que aconteceu na Floresta Proibida, primeiro porque Voldemort ainda tinha um Horcrux restante, Nagini, mesmo depois que o fragmento da alma dentro de Harry fosse embora. (De outra maneira, Voldemort teria morrido na Floresta Proibida pelo ricochete da Maldição). Portanto a Maldição separou a alma de Harry com o fragmento, do corpo. O fragmento da alma separou-se de Harry pelo choque, talvez tenha tentado voltar para o corpo de Voldemort e se reintegrar, e foi repelido; e depois se evaporou, assim como aconteceu com os outros Horcruxes. Embora seja possível que esse particular fragmento seja reintegrado, Harry diz mais tarde, que Voldemort deve “ter algum remorso” por seus atos, ecoando Dumbledore. Como Voldemort nunca sentiu remorso, acreditamos que o fragmento de alma dentro de Harry não conseguiu se reintegrar com o restante da alma de Voldemort. Também podemos especular que o fragmento de alma que estava em Harry, sem a proteção do sangue de Harry, ficou suscetível à destruição ou expulsão pela Maldição de Voldemort, na verdade muito mais do que Harry.

É quase certo que a magia que foi usada para fazer de Nagini um Horcrux, foi a mesma que fez os outros, e nesse caso o fragmento de alma deveria ser grudado, mas não à alma réptil de Nagini e sim ao seu corpo, e assim deve ter permanecido intacto a despeito da morte da cobra, preso ao que restou dela. É possível que um Horcrux preso a um ser vivo seja liberado com a morte desse ser, o que seria uma forma de imortalidade, e nesse caso, a morte de Nagini pelo uso de qualquer arma liberaria esse Horcrux. Mas, claro, se ela foi morta pela Espada de Gryffindor, com o veneno do Basilisco que estava instilado nela, teria posto um fim total ao Horcrux.

Então, para concluir: um fragmento de alma preso a um objeto, um Horcrux, é à prova de magia comum, até mesmo de magia tão forte quanto a produzida por uma varinha extraordinária. (Pelo menos aparentemente Dumbledore acreditava nisso). O fragmento de alma dentro de Harry não está de fato preso a ele, está apenas pendurado a sua própria alma, e é tão forte quanto o próprio Harry; se alma de Harry for separada de seu corpo, o fragmento de alma se separa e desaparece. E o fragmento da alma dentro de Nagini, acreditamos, está preso ao seu corpo físico pela magia do Horcrux, e para isso precisa do corpo dela intacto, mesmo depois que a “alma” original ou força vital da cobra desaparece; apenas a Espada de Gryffindor, com uma dose do veneno do Basilisco foi capaz de despachá-lo.