Guia dos Trouxas para Harry Potter/Magia/Fantasma

Origem: Wikilivros, livros abertos por um mundo aberto.
Saltar para a navegação Saltar para a pesquisa


Fantasmas
  • tipo = espíritos sem corpo.
  • características = inteligência, imortalidade, imaterialidade.
  • Aparece pela Primeira Vez === A Pedra Filosofal ===

Visão Geral[editar | editar código-fonte]

Fantasmas são almas sem corpo, de bruxos e bruxas que morreram (como descrito pelo Professor Snape), um fantasma “é a impressão que ficou sobre a Terra, de uma alma que partiu.” Há uma grande quantidade deles em Hogwarts; eles podem falar com os vivos, mas sendo incorpóreos não possuem nenhum efeito sobre a matéria.

Seis fantasmas são especificamente nomeados nos livros da série, os fantasmas das quatro Casas: Nick-Quase-Sem –Cabeça da Casa Gryffindor, o Frei Gorducho da Casa Hufflepuff, A Dama Cinzenta da Casa Ravenclaw e o Barão Sangrento da Casa Slythrin; o Professor Binns de História da Magia; e a Murta-Que-Geme. Pirraça o poltergeist não é um fantasma, mas um Espirito do Caos, que nunca esteve vivo, de acordo com a autora. according to the author.

Descrição Estendida[editar | editar código-fonte]

Spoiler[editar | editar código-fonte]

Aviso aos Iniciantes: Seguem detalhes que vocês podem não querer ler em seu nível atual de leitura.

No quinto livro, Harry perturbado por causa da morte seu padrinho Sirius Black procura o fantasma Nick-Quase-Sem –Cabeça, na esperança de descobrir o que aconteceu com Sirius depois que ele morreu. Nick diz a ele, “os bruxos podem deixar sua marca na Terra, andar pálidamente onde seus corpos viveram” mas para isso precisam de uma preparação especial, e isso é apenas meia existência, nem vivos e nem mortos. Nick escolheu esse caminho porque tinha medo da morte, mas acredita que Sirius não teria feito isso.

Análise[editar | editar código-fonte]

Através dos livros, os fantasmas são uma presença indiferente, lembrando que a morte não é o fim; como disse o Professor Dumbledore no primeiro livro, para alguém que viveu uma vida completa, “a morte é apenas a próxima aventura”.

Os fantasmas são criaturas mágicas estranhas. De alguma forma, eles não são criaturas mesmo, mas são personagens assim como as outras pessoas vivas dos livros. Mas não são exatamente a mesma coisa, é claro. Fisicamente, eles são meio transparentes, seres não-corpóreos. Mentalmente, eles vivem num estado mais ou menos entre os vivos e os mortos. Os fantasmas podem atravessar objetos sólidos: por exemplo, o Professor Binns passa através do quadro-negro para entrar na sala de aulas. Fantasmas também interagem com os vivos, assim como o Professor Binns interage com seus alunos.

Parece que a sensibilidade de um fantasma fica de alguma forma alterada depois da morte, como sua percepção da música – uma orquestra de trinta almas musicais seria bizarra e assustadora para os vivos. O Professor Binns parece capaz de sentir a presença ou as emoções dos alunos. Os fantasmas também permanecem ligados a um lugar, alguns mais do que outros. O Professor Binns pode estar ligado à sala de aulas onde ele ensinava enquanto vivo, assim, a Murta parece ligada ao banheiro onde ela foi morta.

Os fantasmas, regra geral, não têm efeito sobre o mundo físico – as pessoas podem passar através deles, por exemplo – com algumas exceções. O Professor Binns pode usar objetos na sala de aulas para ensinar, e a Murta-Que-Geme, pode abrir todas as torneiras do banheiro quando ela esta especialmente chateada.

De todos os fantasmas de Hogwarts, o papel mais importante é o da Murta-Que-Geme. Ela é quem contribui para Harry descobrir a entrada da Câmara Secreta no segundo livro e ajuda Harry com a Segunda Tarefa do Torneio Tribruxo no quarto livro. Ela também se torna confidente de Draco no sexto livro, quanto ele procura um consolo porque terá pela frente uma missão mortal. O papel de Nick-Quase-Sem –Cabeça é mais sobre o instrutivo, explicando os muitos aspectos da escola e sua história para Harry, Ron e Hermione. Ele passa algum tempo discutindo a natureza da morte com Harry, como já foi mencionado. A autora já disse numa entrevista que a série passou a ser mais centralizada no mistério da morte, depois do falecimento de sua mãe; é possível que algumas falas de Nick sejam um eco dos pensamentos da autora sobre o assunto. A Dama Cinzenta ajuda Harry a localizar a última Horcrux no último livro.

Sombras[editar | editar código-fonte]

Em diversos livros, esses “ecos espirituais” ou “sombras” (poderíamos chamar de almas) são conjurados por diversos meios. Como eles não têm existência permanente, eles desaparecem quando o feitiço para chamá-los termina, eles não são propriamente fantasmas. É espantoso não haver um termo para essas aparições. Na verdade, sua aparição se deve a uma magia extremamente rara: o efeito Priori Incantatem, no final do quarto livro isso ocorre, mostrando as sombras de Cedric Diggory, do Trouxa Frank Bryce, de Bertha Jorkins, da mãe de Harry e do pai dele, que estavam presos na varinha de Voldemort; e no último livro vemos a Pedra da Ressurreição que traz de volta as sombras de James e Lily Potter, Remus Lupin e Sirius Black. Aqui nesse livro, como a autora não sugeriu um termo para se referir a eles, então nós usamos “sombras” (no Brasil diríamos almas) para chamar essas essências ou almas dos que partiram.

Horcrux[editar | editar código-fonte]

Nem todos os Horcruxes se manifestam como figuras ou seres tipo fantasmas, mas reparamos que em circunstâncias específicas eles podem fazê-lo. Uma figura fantasmagórica aparece no segundo livro. Novamente, não é exatamente um fantasma, até porque o ser humano associado a ele, Tom Riddle ainda está, nominalmente vivo. No entanto, esse Tom Riddle explica que ele é uma lembrança que tomou vida graças a Ginny Weasley, cuja força vital está sendo fatalmente drenada para que a lembrança recupere uma forma viva. Veremos mais detalhes sobre essa aparição, mais tarde na série, primeiro quando o Professor Slughorn, em suas lembranças é visto descrevendo Horcruxes para Riddle, e mais tarde Hermione conta a Harry tudo o que aprendeu sobre Horcruxes, através dos livros que ela pegou no escritório de Dumbledore.

Waystation[editar | editar código-fonte]

É o terceiro lugar onde aqueles que já morreram podem ser vistos, esse local aparece no último livro (seria um ponto de parada na jornada). Harry vê o lugar como uma cópia da King´s Cross Station mas, extremamente limpa e vazia. Ali ele encontra a sombra de Dumbledore, que conta para Harry muitas coisas que nós, e Harry ainda não sabíamos. Dumbledore termina a conversa dizendo como isso ocorreu na mente de Harry, mas isso não torna a coisa menos verdadeira. Temos razões para acreditar que esse é o verdadeiro espírito de Dumbledore, uma vez que revela informações que apenas Dumbledore saberia quando vivo; ele também sabe tudo o que aconteceu desde a morte de Dumbledore. Aprendemos que as pessoas podem deixar fragmentos delas mesmas para trás, assim como nos quadros do mundo bruxo, que continuam a agir como seus retratados eram em vida e, aparentemente podem ter os pensamentos originais; e, é claro, fantasmas são assim também, embora não precisem de um retrato. Portanto é possível que Dumbledore tenha deixado um fragmento de si mesmo para trás, para ensinar Harry, uma vez que ele tem horror de estilhaçar almas, é provável que ele simplesmente tenha escolhido deixar sua alma parada no meio do caminho e esperar a chegada de Harry. Ficamos sem saber como Dumbledore conseguiu adivinhar esse aspecto da vida após a morte; talvez o fato de estudar a Elder Wand tenha lhe esclarecido algo. Ao contrário dos fantasmas, as pessoas na Waystation aparentemente são sólidas, por exemplo, Harry percebe que pode tocar em Dumbledore.

Perguntas[editar | editar código-fonte]

Spoiler[editar | editar código-fonte]

Aviso aos leitores de nível intermediário: Seguem detalhes que vocês podem não querer ler em seu nível atual de leitura.

Visão Completa[editar | editar código-fonte]

Uma coisa interessante com relação a fantasmas e manifestações semelhantes, envolve algo que Hermione menciona no último livro. Hermione declara que a alma por sua natureza, é praticamente inquebrável; é preciso uma extrema violência psíquica para fragmentar um pedaço dela. No entanto, parece que as coisas deixadas para trás, retratos, fantasmas, sombras presas na varinha usada para matar pessoas e, a presença de Dumbledore na Waystation, todos parecem cheios da essência da personalidade que chamamos de alma. Hermione diz que morrer não danifica a alma; como então esses fragmentos de personalidades ficam separados? Ou será que as almas nunca chegam ao seu local final até que o seu último retrato seja destruído? Parece improvável que uma ligação permaneça; porque alguém que já partiu iria se preocupar com tudo que está acontecendo por aqui? Além do mais, nenhuma das mais ou menos dez sombras de quem falamos pode dizer alguma coisa sobre o que aconteceu com eles depois de sua morte. Podemos especular que o comentário de Dumbledore depois do duelo no cemitério, “não fantasmas, mas uma espécie de eco do espírito”, é o que dá força aos retratos, fotos e na Waystation.

É possível que esse “eco do espírito” ao invés de ser um pedaço da alma, seja uma visualização magicamente ampliada dos efeitos que a pessoa teve no mundo, amplificada por meio dos retratos, ou por eventos locais e à sua volta. É bem provável que a Waystation seja simplesmente uma espécie de teatro para que o eco do espírito contido parcialmente no retrato de Dumbledore e dentro de Harry, pudessem se falar diretamente. O interessante é que o eco do espírito de Dumbledore parece ter retido muito do seu intelecto... Isso também explica um pouco que o fantasma de Nick possa fazer comentários de como fantasmas são criados.

Hermione comenta que isso é algo parecido com o ato de matar outra pessoa para fragmentar sua alma, embora separados (ou parcialmente separados) os fragmentos da alma podem ser inseridos num objeto fora do corpo. É possível que a pré condição necessária para criar um fantasma seja uma forma de feitiço como aquele usado para criar um Horcrux, um que faça a alma mais frágil e fácil de quebrar, como se uma parte da alma, na morte da pessoa permaneça na Terra, ligada a um lugar. Talvez isso não explique a situação do Professor Binns nem a da Murta; Binns pelo que se sabe nunca percebeu que tinha morrido, e a Murta era possivelmente muito jovem e não tinha experiência para as preparações necessárias. É possível que se tornar fantasma seja por causa de alguma coisa que deixaram sem terminar na Terra, que fez com que suas almas ficassem tão fracas que se fragmentassem na morte, mas isso jamais foi explicado na série.