Geografia do Brasil/Região Nordeste

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Zona da Mata[editar | editar código-fonte]

A Zona da Mata foi chamada assim pois a vegetação de Mata Atlântica ocupava a região. Hoje resta pouco dessa vegetação, que foi substituída por canaviais, monocultura de cacau e áreas urbanas, sempre em crescimento, devido a imigração de sertanejos para as capitais nordestinas, em busca de emprego. Geralmente, estes sertanejos têm baixo nível de escolaridade, não conseguem emprego, e isto contribui para o aumento do desemprego, violência, miséria, mercado informal, e, por fim, este mercado informal vende produtos falsificados e isto aumenta a pirataria. A Zona da Mata é a região mais populosa do Nordeste brasileiro, devido aos fluxos migratórios de sertanejos e de outras áreas do país, todos em busca de oportunidades que a região oferece, devido ao grande número de indústrias, atraídas por incentivos fiscais e a infra-estrutura de transportes, a melhor do Nordeste. Na Zona da Mata existem muitas praias, que atraem muitos turistas, tanto brasileiros quanto estrangeiros.

O Sertão Nordestino[editar | editar código-fonte]

O sertão, presente na região Nordeste e em Minas Gerais é politicamente devastado pelas secas, que acontecem todos os anos. Não há interesse político para que o problema acabe, fazendo com que prefeitos e governadores se elejam sempre com essa mesma bandeira - acabar com a seca - e leve a um sofrimento cada vez maior a população de mais baixa renda. Autores como Josué de Castro, em seu livro "Geografia da Fome" retratam muito bem esse drama.

Por esse e outros motivos, a alimentação do nordestino do sertão é muito pobre, baseando-se principalmente em milho e leite. Essa combinação, coincidentemente supre as necessidades proteicas diárias, mas não possui as vitaminas necessárias para um sustento satisfatório do corpo humano.

É muito comum a incidência de doenças já há muito tempo passíveis de tratamento pela medicina moderna, como diarréia, anemia, e diversos tipos de verminoses, como a esquistossomose (barriga d'água). Os sistemas de saúde e educação nas cidades mais pobres são completamente precários, e algumas vezes praticamente inexistentes. Boa parte da população é analfabeta ou analfabeta-funcional.

Durante a ditadura militar, que assolou o Brasil e vários outros países de América Latina, alguns teóricos positivistas acreditavam que os pobres deveriam ser esterilizados, porque essa população de baixa renda geraria mais pessoas nessa situação, piorando a realidade do país. Essa teoria apenas demonstra que as elites do país utilizam dos mais diversos argumentos para se manterem numa situação politicamente, socialmente e economicamente superior às "castas" mais baixas.


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