Estruturação de redes

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Índice[editar | editar código-fonte]

Esse livro versará sobre estruturação de redes de computadores. Será desenvolvido em conjuntos por alunos do curso de Licenciatura em Computação do IFSul.

  • Introdução
  • [[/<Nome do primeiro capítulo>/]]
  • [[/<Nome do segundo capítulo>/]]
  • [[/<Cabeamento estruturado>/]]
  • O surgimento e a evolução da internet – um breve histórico
  • Durante a Guerra Fria, os Estados Unidos, temendo ataques russos, criou um sistema de compartilhamento de informações, a fim de facilitar as estratégias de guerra. Estavam envolvidos no projeto a agência ARPA, com o apoio do Pentágono, símbolo do poder bélico americano. Neste momento, surge o protótipo da primeira rede de internet, a Arpanet com o objetivo de criar uma malha de comunicação não centralizada. No final da década de 60, foi estabelecida a primeira conexão entre universidades americanas. A partir de então, em 1971, o projeto foi colocado a disposição de pesquisadores, com o intuito de mútua colaboração em determinados projetos, troca de informações e conversas entre eles (surgia o chat). Assim também surgiu o e-mail, que tornou-se popular ao ponto de ser parte considerável dos dados transitando na rede. Na década de 80, outros fatos relevantes podem ser considerados quanto ao crescimento da rede inicial quando, em 1986, ela passa a ser reconhecida oficialmente como internet. Em 1989 a Arpanet é desativada e, em 1991 é liberado o seu uso comercial. Ainda em 1991, com o desenvolvimento da interface gráfica, e linguagem HTML surge a www (word wide web). Em 1993 a rede passou de fato a ser explorada comercialmente o que contribuiu em muito, para a sua expansão e desenvolvimento. Em 1994 os sites multiplicara-se e estima-se que, em 1996, o número de usuários da rede, tenha atingido os 56 milhões. No Brasil a rede foi estabelecida em 1989 para uso científico, mas somente em 1995 foi disponibilizada para o setor privado. Baseados nessas informações podemos considerar que a década de 90 foi o grande momento de expansão inicial da internet, pois foi quando se popularizou e trouxe consigo o surgimento de navegadores, a proliferação de sites, chats, algumas redes sociais, o comércio eletrônico, tornando ela, a rede mundial de computadores conectados. Para que esses computadores pudessem ser conectados de forma satisfatória, surgiram também, normas que previam a padronização dessa conexão entre eles.
  • Os tipos de cabos e categorias
  • Os cabos talvez possam ser vistos ou considerados como o sistema de artérias, o sistema circulatório de uma rede, tamanha a sua importância. No passado, não existia uma grande preocupação com relação aos cabos e sim, com os demais equipamentos da rede. Hoje, já existe essa preocupação em um projeto bem elaborado, visto que é sabido que, grande parte dos problemas ocorridos em uma rede, são consequência de cabos  errados, mal instalados ou mal organizados. Com o surgimento da norma EIA/TIA-568 em 1991 e com o desenvolvimento da tecnologia, vários são os cabos que podem ser empregados em uma instalação, cada qual fabricado de acordo com as especificações técnicas exigidas e atendendo necessidades específicas. Tal norma classifica os cabos em categorias levando em consideração parâmetros como desempenho, atenuação, comprimento e largura de banda. Dentre essas categorias temos os cabos de pares trançados, os cabos coaxiais e as fibras ópticas. Todas essas categorias são ainda divididas individualmente em subcategorias. Para a transmissão de sinais, diversas grandezas físicas devem ser levadas em consideração para um funcionamento otimizado do sistema como um todo. Os cabos recomendados pela norma, visam atender de forma satisfatória a transmissão de sinais, levando em consideração também, tais grandezas físicas envolvidas. Para tanto a norma EIA/TIA 568, prevê as seguintes divisões dentro das categorias de cabos:
  • Cabos coaxiais
  • RG58 - Impedância de 50 Ohms;
  • RG59 - Impedância característica de 75 Ohms;
  • Por ser de certa forma um cabo de performance reduzida, as revisões das normas estão abolindo o uso do cabo coaxial, em futuros projetos de redes de cabeamento estruturado, exceto talvez, em casos muito específicos como serviço de TV ou CATV.
  • Cabos de par trançado
  • UTP - Cabo de par trançado não blindado;
  • STP - Cabo de par trançado blindado .
  • Quanto ao desempenho, inicialmente a norma  a norma estabelecida três categorias, ainda hoje utilizadas:
  • cat.3: Largura de banda de 16 MHz;
  • cat. 4: Largura de banda de 20 MHz;
  • at. 5: Largura de banda de 100 MHz.
  • Com o desenvolvimento tecnológico e o maior conhecimento a respeito de transmissão de dados por meio físico, novas categorias passam a ser desenvolvidas. Hoje as normas recomendam algumas outras categorias que vieram a ser desenvolvidas, a partir daquelas já existentes.
  • cat. 5e: Largura de banda 125 MHz;
  • cat. 6: Largura de banda de 250 MHz;
  • cat. 6a: Largura de banda de  500 MHz;
  • cat. 7: Largura de banda de 600 MHz;
  • cat. 7a: Largura de banda de 1 GHz.
  • Fibras ópticas
  • Fibras monomodo;
  • Fibras multimodo de 62,5/125um.
  • 1 - Entrada do edifício Também chamado de Entrance Facilities (EF) ou podendo ser conhecido como distribuidor Geral de Telecomunicações (DGT), este é o ponto de contato entre a rede prevista para uma determinada edificação (cabeamento interno) e o sinal de internet vindo  do fornecedor deste serviço (cabeamento externo). É o ponto de entrada do sinal de internet no prédio,também pode acomodar uma central telefônica do tipo PABX juntamente com outros equipamentos como computador como multiplexadores das redes locais.Os requisitos físicos desta interface de rede, são regidos pela norma EIA/TIA-569.
  • 2 - Sala de equipamentos Contendo especificações também na norma EIA/TIA-569, a sala de equipamentos aloja os equipamentos mais complexos e suas interligações com os sistemas externos, vindos da entrada do edifício e sistemas internos do mesmo. É onde fica instalado o distribuidor principal de telecomunicações que tem como função efetuar a conexão entre os cabos do armário de telecomunicações e os equipamentos de rede, servidores e equipamentos de voz (PABX). É projetada de forma que atenda o edifício inteiro.
    3 - Cabeamento Vertical - Também conhecido como Tronco ou Backbone Compreende o conjunto de cabos lançados pelo edifício, interligando os subsistemas como a sala de equipamentos aos armários de telecomunicações e aos pontos de facilidade de entrada.
    Bibliografia