Estados Unidos/Cultura

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Letreiro anunciando o distrito de Hollywood, em Los Angeles. Por ter abrigado muitos estúdios de cinema, o distrito se tornou sinônimo da indústria de cinema estadunidense.
Estátua de John Harvard, fundador da universidade Harvard, no campus da universidade, em Cambridge, em Massachusetts. Foi considerada a melhor universidade do mundo em 2009, segundo o levantamento realizado pela universidade Xangai Jiao Tong. Foi fundada em 1636 e é a mais antiga universidade do país.
Museu Guggenheim em Nova Iorque, um trabalho do mais famoso arquiteto estadunidense, Frank Lloyd Wright (1867-1959)
William Faulkner, um dos grandes nomes da literatura estadunidense
Big Mac: um dos mais famosos sanduíches da rede estadunidense de fast food McDonald's
Logotipo da coca-cola
Preparo de recheio para tacos, um típico prato da cozinha tex-mex

A cultura estadunidense é a que mais exerce influência no mundo, atualmente[1]. Desde a ascensão do país ao posto de potência mundial, a partir da Segunda Guerra Mundial, seus filmes, músicas, programas de televisão, esportes, tecnologia, culinária, arquitetura, moda, ciência e estilo de vida tornaram-se referências fundamentais em todos os países do mundo. Segundo levantamento das melhores universidades do mundo feito pela universidade Xangai Jiao Tong em 2009, oito das dez melhores universidades do mundo são estadunidenses.

A literatura estadunidense, embora não tenha uma importância mundial tão grande quanto o seu cinema, por exemplo, possui autores mundialmente famosos, como James Fenimore Cooper (1789-1851), Ralph Waldo Emerson (1803-1882), Edgar Allan Poe (1809-1849), Henry David Thoreau (1817-1862), Herman Melville (1819-1891), Walt Whitman (1819-1892), Louisa May Alcott (1832-1888), Jack London (1876-1916), Scott Fitzgerald (1896-1940), William Faulkner (1897-1962), Ernest Hemingway (1899-1961), John Steinbeck (1902-1968), Ray Bradbury (1920-2012) e Jack Kerouak (1922-1969). No campo da culinária, sua maior contribuição ao mundo é o fast food, estilo de comida que se caracteriza pela rapidez de preparo, de atendimento e de consumo. É um tipo de alimentação composto principalmente por sanduíches (hambúrgueres e cachorros-quentes) e bebidas (refrigerantes e milkshakes) ricos em açúcar e gordura, o que fez com que passasse a ser combatido pela medicina a partir do final do século XX.

Outra contribuição estadunidense para a culinária mundial foi a coca-cola, uma das bebidas mais disseminadas no mundo atualmente e que foi inventada pelo estadunidense John Pemberton em 1886, na cidade de Atlanta, na Geórgia. Com a popularização mundial da bebida, tornou-se um dos principais símbolos da cultura estadunidense no mundo. Vale destacar, também, o gosto dos estadunidenses pela comida chinesa, por café (o país é o maior consumidor mundial do produto) e a influência da cozinha mexicana na fronteira com o México, formando a culinária típica tex-mex. Outra influência estrangeira na cozinha do país existe no estado da Luisiana, onde a população de origem francesa criou uma culinária típica apelidada de cajun (termo que vem de acadian, "acadiano", da Acádia, região canadense de onde proveio a maioria dos imigrantes da Luisiania) que tem, como ingredientes típicos, lagostim, caranguejo, camarão, jacaré, porco, pato, peru, galinha, arroz, milho, pimentão, cebola, salsa, cebolinha, louro e pimenta-malagueta[2].

O país produz destilados típicos de milho (bourbon) e de centeio (rye). O estado da Califórnia é famoso pela qualidade de seus vinhos. Os estadunidenses possuem três esportes favoritos: o futebol estadunidense, o beisebol e o basquete. Apesar da influência cultural do país no resto do mundo, apenas este último é amplamente disseminado no mundo. Os estadunidenses também apreciam o hóquei no gelo. O skate, um dos esportes mais populares no mundo atualmente, foi inventado no estado da Califórnia, na década de 1960, por surfistas que queriam praticar seu esporte em dias de poucas ondas. O surfe, aliás, que, desde tempos imemoriais, já era praticado na Polinésia, difundiu-se mundialmente graças aos esforços de divulgação do esporte pelo havaiano Duke Paoa Kahanamoku, que foi medalha de ouro na natação dos jogos olímpicos de 1912 em Estocolmo[3].

A língua inglesa é a língua mais utilizada no país, embora minorias étnicas continuem a utilizar as línguas de seus territórios de origem, como o castelhano, o chinês, o neerlandês, o japonês, o filipino, o navajo, o havaiano, o cherokee, o cree, o cheyenne, o choctaw e o creek. As línguas dos índios estadunidenses exerceram grande influência nos topônimos estadunidenses ("Potomac", "Oklahoma", "Seattle", "Iowa", "Minnesota", "Dakota", "Connecticut", "Michigan", "Milwaukee" etc.). Vale destacar que a língua inglesa utilizada nos Estados Unidos possui pronúncia e léxico diferentes da língua inglesa adotada na Inglaterra. É esta versão estadunidense da língua inglesa que se disseminou no mundo a partir de meados do século XX, sendo, hoje, uma espécie de língua franca internacional. O aumento da imigração ao país (e a diminuição da taxa de natalidade dos estadunidenses), no entanto, tem gerado um dilema: permanecer como uma nação de língua inglesa, ou reconhecer oficialmente a diversidade cultural e linguística do país.

Especialmente, assumir o uso maciço da língua castelhana, particularmente na região da fronteira com o México[4][5]. Quanto à música, alguns dos estilos mais famosos no mundo são de origem estadunidense, como o rock, o jazz, o rap, o hip hop, o funk, o soul, o rythm'n blues, o blues, o country e o gospel. A religião predominante no país é o cristianismo, principalmente do ramo protestante. A minoria católica, porém, é numericamente significativa. Ela é composta, principalmente, por descendentes de imigrantes de países católicos, como a Itália, a Irlanda e os países da América hispânica. O país possui algumas comemorações tradicionais ao longo do ano, como o dia das bruxas, o dia da independência, o dia de São Valentim, o dia de ação de graças, o natal e a noite de ano-novo.

O dia de São Valentim é comemorado no dia 14 de fevereiro pelos namorados. O dia da independência estadunidense, o 4 de julho, celebra a aprovação da declaração da independência do país e é comemorado com feriado, desfiles e reuniões familiares. O dia de ação de graças surgiu em 1621, na colônia de Plymouth, no estado de Massachusetts, quando houve uma boa colheita de milho. Os colonos europeus decidiram comemorar o fato celebrando uma festa de ação de agradecimento a Deus. Na festa, da qual participaram os índios que viviam vizinhos à colônia, foram servido alimentos nativos da região que os índios haviam ensinado como plantar e criar aos colonos, como milho, peru, abóbora, batata-doce e mirtilo-vermelho. Desde então, tornou-se tradição a reunião com a família na quarta quinta-feira de outubro, onde são servidos pratos à base desses alimentos[6]. Também é tradição, nessa época, o presidente estadunidense salvar um peru do sacrifício e doá-lo para ser criado num parque.

O dia das bruxas (halloween) é comemorado no dia 31 de outubro, quando as crianças se fantasiam de monstros e pedem doces nas portas das casas. Já o natal estadunidense inspirou-se no natal neerlandês dos fundadores da cidade de Nova Amsterdã. Segundo a festa neerlandesa, São Nicolau (em neerlandês, Sinterklaas) distribui presentes para as crianças nessa época. Após a tomada de Nova Amsterdã pelos ingleses, em 1664, a cidade foi renomeada como Nova York e o Sinterklaas foi renomeado como Santa Claus. Posteriormente, a figura estadunidense do velhinho de longa barba branca com gorro e jaqueta vermelhos e brancos, que mora no polo norte e que percorre o mundo em um trenó puxado por renas, distribuindo presentes no natal, se espalhou pelo mundo. Finalmente, o ano-novo é comemorado com fogos de artifício na virada do ano, especialmente na Praça dos Tempos (Times Square), na cidade de Nova Iorque, onde a descida de uma bola de cristal através de um poste marca a chegada do ano novo. A bola é uma referência a um instrumento náutico que opera do mesmo modo e que é usado para sincronizar os relógios dos marinheiros.

Referências