Discussão:Português/Acentuação e sinais auxiliares da escrita/Arquivo LQT 1

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Eu acho que acentuação é algo que ajuda a descrever a semântica da palavra e ajuda a pronúncia-la melhor e com mais intonação--189.33.222.138 00h06min de 16 de Maio de 2008 (UTC)Renato Joter 19 de maio de 2008

Acentuação[editar código-fonte]

Eu não acho que acentuação seja tao difícil, mas devemos prestar muita atenção. — o usuário 201.59.199.66 (discussão • contrib.) esqueceu de assinar o comentário precedente.

A palavra acento tem acento?[editar código-fonte]

Tem, sim senhor. Toda palavra tem acento tônico, mas só as que os gramáticos permitem podem ostentar o acento gráfico. O acento gráfico é como a roupa que usamos quando pequenos: só a que a mamãe deixar a gente pode usar. A mamãe de quem escreve é o gramático. São eles que determinam quem pode e quem não pode usar o acento gráfico. Isso é um dos ganha-pães (sic) deles. Eles não ganham o pão nosso de cada dia usando a lógica, mas as regras arbitrárias. O acento tônico também é nossa querida mamãe que nos ensina como usar. Mas com uma diferença: ela começa a nos ensinar quando ainda estamos no útero dela. Os médicos já admitem que o feto ouve o que a mamãe diz enquanto está na barriguinha dela. Já há até uma escola fetal para crianças não-nascidas ainda (desculpe a redundância). Desta sorte, podemos ouvir e ficar sabendo que na frase: "fiLHInho queRIdo" a palavra filhinho é paroxítona (tem acento tônico na segunda e penúltima sílaba) e a palavra querido, também. Então, esse negócio de falar a gente aprende desde o começo da nossa vidinha miserável na barriga da mamãe. É por isso que a gente não erra no acento tônico. Ninguém diz bu-RRO, mas BU-rro, e assim por diante. Se você fosse índio saberia como dizer curi. Você sabe? É CUri ou cuRI? Se for cuRI não tem acento gráfico (agudo); se for CUri, tem (no u). Se você não ouviu alguém dizer essa palavra, não sabe como escrevê-la. Olhe no dicionário, mas no Houaiss, que o Aurélio não registra. Depois que a gente cresce, e que aprende a escrever o que já se sabia há muito tempo, é que aparece um outro tipo de acento: o acento gráfico. O acento gráfico é absolutamente inútil para quem sabe pronunciar a palavra. Você diz iNUtil e não inuTIL, ou Inutil. Por quê? Porque a mamãe ensinou você a falar iNUtil. Mas se você escrever 'inutil' e outro falante brasileiro quiser lê-la, vai pronunciar corretamente iNUtil e não inuTIL, ou Inutil. Veja a palavra Bikini, que foi aportuguesada para Biquíni. Você aprendeu que se pronuncia biQUIni, mas os gramáticos nos empurram goela abaixo a regra de que toda paroxítitona terminada em i (s) (por ex.: júri, lápis, íris, dândi, tênis) tem acento na penúltima sílaba. Então temos de grafar BIQUÍNI, mas se a palavra terminar em o, por exemplo, não ganha acento, coitada, (deCAno, eFEbo, iBEro, hoSAna, baTAvo, aVAro). Essa palavrinha cheia de conotações amargas, Biquíni, foi aportuguesada assim porque o k não faz parte de nosso alfabeto, mas agora parece que deram anistia aos pobres k, w e y, e eles vêm vindo por aí (desculpe o cacófato). E agora? Se escrever biquini, leva zero na redação, mas quando, e se, o k for anistiado, podemos escrever Bikíni ou Bikini?— o usuário 189.26.13.224 (discussão • contrib.) esqueceu de assinar o comentário precedente.