Civilizações da Antiguidade/Origens e difusão do Cristianismo

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Origens e difusão do Cristianismo
nascimento de Cristo

Origem[editar | editar código-fonte]

A origem primordial do Cristianismo está na Palestina, em Belém, local onde nasceu Jesus Cristo, um judeu de família simples.

Na época, o imperador era Otávio Augusto e a região da Palestina estava sob domínio do império romano.

A principal fonte a respeito das origens e formação do Cristianismo são os evangelhos, que foram escritos depois dos acontecimentos.

Enfim, através das histórias, sabemos que o povo da Galileia estava insatisfeito com o governo.

A criança que havia nascido sob o imperador Augusto agora era um homem muito admirado pelo povo.

Aquele a quem o povo ouvia e que estava provocando uma agitação nas massas com suas palavras e seus milagres, era visto pelos romanos como um rebelde, um agitador.

Jesus Cristo

Para seus seguidores, era o filho de Deus, Jesus Cristo era O Messias e quem o seguia não admitia mais nenhum ídolo.

Assim como a religião dos judeus, e Cristo era judeu, a religião que estava nascendo era monoteísta.

Ora, o império romano já tinha um imperador adorado como um deus, além de outros diversos deuses.

Aquele homem da Palestina devia ser calado para não criar mais problemas e rebeliões, o povo deveria apenas acatar as ordens dos governantes.

A doutrina de Jesus pregava o amor ao próximo, justiça, igualdade, perdão, etc. Esses sentimentos não existiam na relação entre povo e governo.

Nessa altura, o imperador era Tibério César em 29.

Quem governava a Judeia era Pôncio Pilatos, entre 26 e 37.

De fato, como mandava a lei, quem mandou executar a ordem de morte por crucificação foi o governador.

apóstolos

A crise religiosa[editar | editar código-fonte]

Na verdade, no império, ninguém imaginava o que iria acontecer, a partir da morte daquele que era apenas mais um entre tantos injustiçados.

Cristo tinha muitos seguidores, os apóstolos que passaram a divulgar com mais força e perseverança as suas palavras.

Começou na Palestina a formação da religião mas, pouco a pouco as pessoas se convertiam e daí formavam uma corrente que se expandia e fortalecia.

Nero foi o primeiro imperador a perseguir de fato, os cristãos. As acusações eram diversas e a eles eram atribuídas todas as calamidades, até mesmo do incêndio de Roma eles foram culpados.

Os imperadores até então vistos como deuses, não podiam aceitar aquele desafio, o povo estava muito rebelde. Os cristãos eram martirizados mas, mesmo assim prosseguiam pregando até mesmo nas catacumbas romanas.

Difusão[editar | editar código-fonte]

Com a destruição de Jerusalém muitos cristãos fogem para o ocidente onde encontraram terreno fértil para pregar entre os próprios romanos, descontentes, empobrecidos e sem esperança e entre os escravos.

Havia uma grande facilidade de disseminar a religião, por conta da unidade linguística do império, as boas estradas, a facilidade de comunicação.

Os apóstolos seguiram através do mar Mediterrâneo, pela Ásia, Europa e África pregando a palavra do Senhor.

Edito de Milão

Não havia mais como impedir os fiéis.

No momento em que muitos patrícios, que representavam a classe alta do império começaram a se converter, essa religião deixou de ser vista pelos governantes como perigosa.

Afinal não se tratava mais da rebeldia dos destruídos contra o império. Agora os patrícios também abraçavam a nova crença, que já não era vista mais como ameaça.

Nessa altura, o imperador era Constantino que ao mandar publicar o Edito de Milão (313) instituiu a tolerância religiosa dentro do império romano.

Em 391, Teodósio I oficializa o Cristianismo como religião oficial do império romano, pelo Edito de Salônica.

Agora não havia mais impedimento para que a religião se espalhasse entre os muitos povos e locais.