Civilizações da Antiguidade/A Grécia Antiga

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Embora não exista uma data universalmente aceita, a Grécia Antiga é tradicionalmente definida como a data dos primeiros Jogos Olímpicos em 776 aC.

Há milhares de anos, os gregos estabeleceram tradições de justiça e liberdade individual que são as bases da democracia. A sua arte, filosofia e ciência tornaram-se fundamentos do pensamento e da cultura ocidentais. Os gregos da Antigüidade chamavam a si próprios de helenos (todos que falavam grego, mesmo que não vivessem na Grécia), e davam o nome de Hélade a sua terra. Os que não falavam grego eram chamados de bárbaros. Nunca chegaram a formar um governo nacional, porém estavam unidos pela mesma cultura, religião e língua.

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História da Grécia


A Grécia Antiga

Localização[editar | editar código-fonte]

Aqui vamos localizar a Grécia antiga, ao sul do monte Olimpo (famoso na mitologia por ser a morada dos deuses) começa a Grécia.

Grécia antiga

Ao norte do golfo de Corinto fica a chamada Grécia continental e ao sul fica a Grécia peninsular. A Grécia insular, é como diz o nome formada pelas ilhas do mar Egeu. Grécia continental, montanhosa, difícil cultivo. Grécia peninsular, litoral fácil de navegar. Grécia insular, muitas ilhas, fácil de navegar de uma para outra.

O início[editar | editar código-fonte]

Diversos povos se assentaram na península Ibérica, por volta de 2 mil a.C. primeiro foram os arianos, lá encontraram os pelágios e se misturaram.

O povo micênico está documentado em Creta entre 1450 e 1400 a. C.

Os minóicos já viviam em Creta nessa época e além deles nas terras da Grécia continental tivemos os aqueus, eólios, jônicos e dóricos. Esses povos todos viviam da agricultura e do comércio marítimo com regiões próximas.

Foi de uma grande mistura de povos que os gregos se originaram e chamavam seu país de Hélade e a si mesmos de helenos. As palavras gregos e Grécia são latinas e vieram dos romanos.

Minóicos e micênicos[editar | editar código-fonte]

Foram povos muito importantes no desenvolvimento da civilização grega.

afresco do palácio da rainha, civilização minoica

Na verdade devemos o conhecimento desses povos ao alemão, que não era arqueólogo, mas, um explorador apaixonado pela história de Troia, Heinrich Schliemann. Ele foi o primeiro a descobrir vestígios da Grécia pré-histórica em Troia, Micenas, Tirinto e outros locais.

Os minoicos de Creta eram uma potência a ser considerada, e só quando uma série de catástrofes naturais se abateu sobre eles e os deixou frágeis, foi que os micenicos conseguiram tomar seu lugar no comércio marítimo.

É possível que os micenicos (nome criado por Heinrich Schliemann) se chamassem de aqueus, e eles adotaram alguns aspectos da cultura dos minoicos.

Esse povo já falava grego e assim como os minoicos tinham como centro do poder o palácio. Os micenicos deixaram tabuinhas escritas em Linear B que, depois de devidamente decifradas ficou provado que era uma escrita inicial do grego.

Eram comerciantes e guerreiros, grandes navegantes, viviam em cidadelas muradas. Para os micenicos o deus maior era Poseidon e depois passou a ser Zeus.

Linear B

Nos poemas épicos de Homero, Ilíada e Odisséia a cultura micenica é mencionada.

Com o declínio de Micenas, que sofreu graves destruições pelo fogo, termina a Idade do Bronze. A cidade permanece habitada porém tanto ela como as outras comunidades perdem a importância e o poder com o fim do comércio e do contato com outras culturas.

Redescobrindo e recuperando[editar | editar código-fonte]

Depois de uma fase de estagnação, os gregos recomeçaram a recuperar os valores e conhecimentos que haviam sido esquecidos ou abandonados por quase 200 anos.

Novas cidades surgiam, a princípio as famílias viviam da agricultura coletiva, mas a população estava em crescimento.

cavalos, Acropolis Museum

Assim sendo, não havia terras para todos e muitas famílias partiam para outros locais. Dessa forma, o modo de vida grego se expandiu, lutas locais ocorriam por causa de terras, as classes sociais ficavam mais evidentes e dispostas a lutar pelo seu espaço.

Assim, surgiram as cidades-estado (polis) e com elas um grande desenvolvimento cultural, como os jogos pan-helenicos, templos e os famosos vasos com figuras negras e figuras vermelhas a poesia lírica e a filosofia.

As principais cidades-estado foram Atenas, Esparta, Tebas, Corinto, Argos, Olímpia, Mégara e Mileto.

Os gregos que partiam em busca de uma vida melhor, foram responsáveis pela expansão da Grécia. Eles fundaram colônias nas costas do Mediterrâneo do mar Egeu e do mar Negro. Essas colônias eram independentes das polis, mas mantinham com elas, ligações comerciais e difundiam o modo de vida grego.

As mais importantes foram eram Bizâncio, Tarento, Síbaris, Crotona, Nápoles, Cuma, Siracusa, Agrigento, Nice, Marselha e Málaga.

No final do período, porém, uma guerra entre as cidades gregas independentes e o poderoso Império Persa iria mudar, para sempre, a evolução política e cultural do mundo grego.