Civilização Egípcia/Período greco-romano/Dinastia do Período greco-romano/Dinastia Ptolemaica (primeira parte)

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Dinastia Ptolemaica - Parte 1[editar | editar código-fonte]

Mosaico de Alexandria
  • Ptolomeu I Soter I
  • Ptolomeu II Philadelphus
  • Ptolomeu III Euergeter I
  • Ptolomeu IV Philopator
  • Ptolomeu V Epiphanes
  • Ptolomeu VI Philometor
  • Ptolomeu VII Neos Philopator
  • Ptolomeu VIII Euergetes II
  • Cleópatra III e Ptolomeu IX Soter II
  • Cleópatra III e Ptolomeu X Alexander I
Busto de Ptolomeu I Soter

Ptolomeu I Sóter I, Látero - acredita-se que ele era filho de Lagus, um nobre macedônio e sua mãe chamava-se Arsinoe. Ptolomeu foi amigo de infância de Alexandre Magno e mais tarde um de seus generais mais confiáveis além de ser membro da guarda pessoal de Alexandre.

Ele foi enviado ao Egito para colocar em ordem o governo e mesmo depois que Alexandre morreu, ele continuou a atuar como um Sátrapa sob os sucessores de Alexandre.

Quando o grande Império Persa começou a se dissolver, os generais de Alexandre dividiram entre eles os territórios conquistados. Ptolomeu ficou com o Egito, assumiu o governo e se declarou faraó.

Ptolomeu I Soter, usou o nome egípcio de Meryamun Setepenre que significa Amado de Amon, Escolhido de Ra. Alguns dizem que ele inclusive casou com uma filha de Nectanebo II, não se sabe se é verdade. Ptolomeu I teve algumas esposas e muitos filhos.

No governo do Egito, Ptolomeu I deu toda atenção aos sacerdotes, que mantinham o povo calmo e satisfeito. Através de negociações e casamentos, esse rei consolidou a posição política do Egito. Soube conquistar a simpatia do povo, mandando recuperar os templos destruídos pelos persas. No campo religioso, ele uniu as religiões egípcia e grega, instituindo um culto ao deus Serapis.

Começou a construção do Farol de Alexandria (embora tenha falecido antes que ficasse pronto) que foi uma das sete maravilhas do mundo antigo.

Homem culto e sábio, ergueu o Mouseion, a antiga e famosa universidade de Alexandria. Também foi ele quem criou a Biblioteca de Alexandria, que obsessivamente encheu de manuscritos.

Ptolomeu I também é conhecido por ter traduzido uma Bíblia hebraica para o grego, além de ser, ele próprio um escritor, sendo o autor da história de Alexandre o Grande.

Contudo, Ptolomeu talvez não tenha percebido que estava segregando o povo egípcio, afinal, Alexandria era praticamente uma cidade grega e os egípcios viviam completamente afastados do poder.

Ptolomeu I Soter foi sepultado, provavelmente em Alexandria, mas não se sabe quase nada a respeito da necrópole da cidade.

Ptolomeu II e Arsinoe II como a deusa Isis

Ptolomeu II Philadelpho I - provavelmente foi co-regente de seu pai Ptolomeu I Soter. Escolheu o mesmo nome que seu pai, Meryamun Setepenre que significa Amado de Amon, Escolhido de Ra.

Seu reinado foi muito bem sucedido porque seu pai havia deixado o Egito, politicamente estável e expandido suas terras no Mediterrâneo. Além disso, seus projetos culturais, como a Universidade e Biblioteca de Alexandria foram complementados por Ptolomeu II, que convidou sábios de outras terras para ali ensinar. Este era o maior centro intelectual da antiguidade, com milhares de manuscritos, e era ao mesmo tempo local de ensino e pesquisa. O local ideal para os sábios trocarem suas experiências.

É dito que Ptolomeu II se portava como um mecenas para os professores, sábios, poetas e homens brilhantes em geral, mas em troca gostava de ser por eles glorificado e tratado como um deus. Foi Ptolomeu II quem pediu a Mâneton que escrevesse a história do Egito, e o escritor dedicou sua obra ao rei.

Ptolomeu II nasceu em Cós(uma ilha grega do Dodecaneso, próxima ao golfo de Cós). Ele teve os melhores tutores e a melhor educação possível, afinal seu pai aprendeu isso na Macedônia, onde o jovem Alexandre teve como tutor o famoso Aristóteles. Contudo, parece que os Ptolomeus possuíam uma habilidade inata para a ambição, a luxúria e a intriga.

No seu governo, a capital, Alexandria, cresceu tanto que foi dividida em três distritos, Rhakotis, o distrito dos egípcios, Bruchium distrito dos nobres greco-macedônios e o distrito judeu, que era tão grande quanto o dos gregos.

Infelizmente, no reinado dos Ptolomeus, o Egito sempre pareceu um país dividido. Afinal, a maioria dos gregos jamais se preocupou em aprender a língua do país, é dito que a mais famosa e última governante da linhagem, Cleópatra VII foi a única a aprender o egípcio. Portanto, embora usassem um exército de tradutores para se comunicar, o fato é que não havia ligações entre os governantes, os gregos e o povo egípcio.

Ptolomeu II completou o canal que foi iniciado por Necho e ampliado por Dario, ligando o Nilo ao Mar Vermelho, dotando o canal com uma comporta. Além disso, foi Ptolomeu quem importou os camelos que hoje são parte indissociável da paisagem egípcia.

Ele se tornou conhecido por casar com sua irmã Arsinoe, que procurou se mostrar como uma encarnação da deusa Isis.

Ptolomeu II faleceu e foi sepultado em Alexandria (provavelmente).

Octadracma com a efígie de Ptolomeu III

Ptolomeu III Euergeter I - conhecido como Benfeitor, era filho de Ptolomeu Philadelpho com Arsinoe sua primeira esposa. Ao subir ao trono, Ptolomeu III tomou o nome egípcio Iwaennetjerwysenwy Sekhemankhre Setepamun, que significa Herdeiro dos (dois) deuses benéficos, Escolhido de Ptah, Poderosa á alma de Ra, Imagem viva de Amon.

Ele casou com uma mulher chamada Berenice mas sua irmã também era chamada Berenice. Sua esposa Berenice ficou à frente do governo do Egito enquanto o rei foi para a guerra. Ela é conhecida como Berenice II filha do rei Magas de Cirene e era habituada às batalhas, ela comandava uma equipe na corrida de bigas (carruagem) vitoriosa em Neméia. Calimachus fez um poema a respeito The Lock of Berenike.

Berenice II

Ptolomeu III teve problemas no Egito mas, através do Decreto Canopus o clero egípcio faz uma homenagem ao rei e sua esposa por sua contribuição ao culto egípcio, especialmente àqueles que envolviam animais sagrados (como o Boi Ápis e Mnevis) e por manter a paz através de um sistema forte de defesa e pelo bom governo. Um exemplo do bom governo, foi a preocupação de Ptolomeu III em importar por conta do governo, os grãos para alimentar a população quando a fraca enchente do Nilo ameaçou o país com a fome. Esse decreto, assim como a Pedra de Rosetta está inscrito em hieróglifos, demótico e grego.

Como no reinado de seu pai, no governo de Ptolomeu III o Egito prosperou e se expandiu. Ele prosseguiu os trabalhos em Alexandria, ordenou que todos os manuscritos descarregados nas docas de Alexandria, fossem apreendidos para que fossem feitas cópias. A Biblioteca ficava com os originais (marcados dos navios) enquanto que os proprietários ficavam com as cópias. Ele também pegou emprestado em Atenas os originais dos três grandes escritores, Ésquilo, Sófocles e Eurípides, dizendo que era para corrigir os textos na Biblioteca. Para isso, teve que fazer um depósito de grande valor, mas uma vez que pegou os originais decidiu abandonar o depósito e ficar com os manuscritos.

Ao falecer deve ter sido sepultado em Alexandria, na necrópole real.

Cabeça de Ptolomeu IV, mármore

Ptolomeu IV Philopator I - ao assumir o trono, usou o nome egípcio Iwaennetjerwy-menkhwy Setepptah Userkare Sekhemankhamun, que significa Herdeiro dos (dois) deuses benéficos, Escolhido de Ptah, Poderosa é a alma de Ra, Imagem viva de Amon.

Os Ptolomeus governaram o Egito como se o país fosse sua propriedade privada, mas, mesmo assim conseguiram bons resultados, pelo menos em Alexandria. O povo egípcio os suportava porque não havia nada que pudessem fazer a respeito, embora quando sentiam alguma fraqueza, explodiam em rebeliões na tentativa de restabelecer as tradições e o governo sob um egípcio, mantendo o centro do poder em Mênfis.

Do governo de Ptolomeu IV em diante, podemos notar um declínio geral. Na administração, as intrigas, os reveses militares e as crises econômicas.

Este Ptolomeu levou uma vida dissoluta, seu cúmplice, Sosibius, se tornou indispensável. Talvez até influenciado por ele, Ptolomeu mandou envenenar e escaldar sua mãe e seu irmão Magus.

Ptolomeu teve problemas com os sírios, sob o comando de Antiochus III. Então, formou um grande exército de mercenários estrangeiros e acompanhado de sua irmã mais nova, Arsinoe, partiu para a guerra. Ptolomeu foi vitorioso mas na verdade, não ganhou muito com essa vitória, apenas, para o bem ou para o mal, um exército muito bem treinado.

Quando voltou ao Egito, Ptolomeu casou com sua irmã e após sete anos ela lhe deu um herdeiro para o trono egípcio. O problema é que nessa altura, Ptolomeu já estava apaixonado por outra, Agathoclea que se tornou sua amante. Ela e o irmão dela, Agathocles encorajavam os vícios do rei.

As tropas egípcias, bem treinadas agora, se rebelaram e conseguiram a libertação do sul do país, que pelo menos por algum tempo, foi governado por um rei nativo. Isso criou mais um problema para Ptolomeu IV, porque precisava dos mercenários para defendê-lo e para isso tinha que ter como pagá-los. A situação econômica estava cada vez pior.

No quesito artes, Ptolomeu IV não ficou atrás de seus antecessores, embora fosse um amador, ele escreveu uma tragédia chamada Adonis. Também fundou o Homereion, um templo em homenagem a Homero, em cujo interior havia uma estátua do poeta circundado por figuras que representavam as cidades que clamavam para si a honra de ter sido o local de nascimento de Homero.

Ele fez obras no Templo de Isis em Philae, em Tanis, no templo de Montu em Medamud, no templo ptolemaico de Hathor, no templo de Khonsu em Karnak e no templo de Hórus em Edfu.

Ptolomeu IV deve ter sido sepultado em Alexandria. Acredita-se que Arsinoe permaneceu sendo sua esposa e seu filho Ptolomeu V era uma criança. Ela queria o poder como regente do filho, mas, Sosibius e Agathocles também queriam. Eles provavelmente mataram Arsinoe e Sosibius desapareceu da história, não se sabe o que lhe aconteceu. Agathocles ficou sendo regente usando um testamento forjado de Ptolomeu IV.

De qualquer maneira o povo não aceitou a situação e ele foi linchado pela multidão, que estava mais politizada e foi atrás dos parentes e cúmplices de Agathocles.

Tetradracma com a efígie de Ptolomeu V

Ptolomeu V Epiphanes - sem dúvida a vida foi difícil para Ptolomeu V. Seu pai, Ptolomeu IV morreu aos 41 anos após uma vida dissoluta. Sua mãe foi assassinada pelos conselheiros de seu pai (Agathocles e Sosibius), que foram as pessoas designadas para cuidarem do herdeiro que tinha apenas cinco anos de idade.

O povo ao descobrir o assassinato de Arsinoe (mãe do herdeiro) linchou Agathocles, e Sosibius desapareceu não se sabe como. Acontece que o menino foi criado por um conselheiro ambicioso atrás do outro.

Ptolomeu IV já havia deixado como herança muitos problemas políticos e sociais e agora os problemas aumentavam, com o Alto Egito em plena ebulição. Com uma série de reis verdadeiramente egípcios, o Alto Egito já se portava como independente, impedindo o governo de Alexandria de receber tributos, que muito faziam falta para pagar os mercenários do exército que lutavam contra os rebeldes.

Foi por esse motivo que decidiram coroar o jovem herdeiro quando fizesse doze anos, em Mênfis. Ele foi o primeiro Ptolomeu a ser coroado em Mênfis e deu inicio à tradição.

Ptolomeu V usou o nome egípcio Iwaennetjerwy-merwyitu Setepptah Userkare Sekhem-ankhamun, o mesmo que seu pai e que significa Herdeiro dos (dois) deuses benéficos, Escolhido de Ptah, Poderosa é a alma de Ra, Imagem viva de Amon.

Tudo isso foi registrado pelos sacerdotes de Mênfis e inscrito em hieróglifos, demótico e grego numa pedra, a famosa Pedra de Rosetta encontrada em 1799 e que permitiu que Jean-François Champollion decifrasse a escrita hieroglífica.

Durante o governo de Ptolomeu V o Egito perdeu as terras conquistadas, enfrentou revoltas no sul e também fases de fome com baixa inundação do Nilo.

Ptolomeu V casou com a filha de Antiochus o Grande. Seu nome era Cleópatra (foi a primeira Cleópatra) e deu a ele dois filhos e uma filha.

Ptolomeu V faleceu com vinte e oito anos, muitos dizem que ele foi envenenado. Antes de sua morte ele conseguiu retomar o sul do Egito de Ankhwennefer e acabou com as rebeliões no Delta, deixando um governo fraco mas estável para sua esposa Cleópatra governar como regente de seu herdeiro Ptolomeu VI, Philometor.

O rei Ptolomeu V foi sepultado provavelmente em Alexandria, mas sua tumba nunca foi encontrada.

Fragmento de dedicatória a Ptolomeu VI encontrado em Horbeit 1907

Ptolomeu VI Philometor - após a morte de seu pai, Ptolomeu V, quem ficou como regente foi sua mãe Cleópatra filha de Antiochus III o Grande. Ptolomeu VI era muito criança ainda. Logo depois, sua mãe faleceu e dois espertos conselheiros, tomaram conta do herdeiro como aconteceu com seu pai quando criança. Um eunuco, Eulaeus e um ex-escravo sírio Lenaeus se apropriaram do governo e assumiram o lugar de regentes.

Quando de fato ocupou o trono, ele tomou o nome de Iwa-en-netjerwy-per Setep-en-Ptah-khepri Ir-maat-en-amun-re, que significa, Herdeiro das (duas) casas dos deuses, Escolhido de Ptah, A verdade é a forma de Amon-Ra.

Casou-se com sua irmã, outra Cleópatra (II) e tomou como co-regente, seu irmão, Ptolomeu VII Euergetes II.

Quando Antiochus IV entrou pelo Delta do Egito com suas tropas e cercou as muralhas de Alexandria, o jovem rei precisou pedir ajuda a Roma. Esse foi o primeiro passo dado para ficar sempre dependente. A partir desse momento, o Egito estava sujeito às ordens de Roma para, em troca poder contar com suporte militar.

Foi decidido que Ptolomeu Philometor reinaria na velha capital, Mênfis (protegido por Antiochus), enquanto que seu irmão Eugertes, pediu ajuda a Roma e passou a reinar em Alexandria ao lado de sua irmã. O fato é que a força de Antiochus ainda era grande dentro do Egito.

A situação já era insustentável quando Roma enviou os representantes do Senado para confrontar Antiochus IV. Mandaram-no abandonar o Egito e ele não teve saída senão concordar com as ordens, afinal Roma era a maior potência na época.

A situação entre os dois irmãos se tornou impossível, Ptolomeu VI não conseguia mais suportar as maquinações do irmão. Assim, ele foi para Chipre onde formou uma base, a espera de solução. Em Alexandria, pediam seu retorno.

Assim, com a mediação de Roma, os dois irmãos resolveram que Ptolomeu VI ficaria com o Egito enquanto seu irmão ficaria com a província da Cirenaica. Ainda assim as confusões entre os dois prosseguiram a ponto de Ptolomeu VI tentar assassinar o irmão, o que não conseguiu.

Finalmente, talvez com medo da reação de Roma, Ptolomeu VI ofereceu sua filha Cleópatra Thea como esposa para seu irmão.

Ptolomeu foi ferido numa batalha e faleceu dois dias depois. Provavelmente foi sepultado em Alexandria. Sua viúva Cleópatra II ficou em Alexandria como regente do herdeiro Ptolomeu VII Neos Philopator.

Ptolomeu VII Neos Philopator - filho de Ptolomeu VI e Cleópatra II. Quando seu pai morreu ele tinha por volta de dezesseis anos e tinha sido co-regente de seu pai no mesmo ano. > Seu grande problema era seu tio Ptolomeu VIII Eugergetes II (passou para Ptolomeu VIII porque o herdeiro ficou como Ptolomeu VII). Esse tio não só queria o trono como também tinha uma certa força. O problema é que ele não conseguiu tirar Cleópatra do caminho, então o melhor a fazer era casar-se com ela. Assim ele fez e na festa do casamento, o herdeiro do trono foi assassinado.

Estela de Ptolomeu VIII

Ptolomeu VIII Euergetes II - foi um rei aparentemente detestado, chamado de tirânico e repulsivo. Parte de sua história está contada no tópico relativo ao seu irmão Ptolomeu VI.

Ele se juntou a Demetrius II na Síria, com um exército de mercenários e viu a chance de retomar o Egito. Cleópatra, que protegia seu filho, o herdeiro, Ptolomeu VII, precisou fugir para Mênfis. Finalmente ela cedeu e aceitou casar-se com Ptolomeu VIII para proteger o filho. Alguns contam que Ptolomeu VIII mandou assassinar o filho de Cleópatra II na festa do casamento, outros, que assim que teve um herdeiro seu, ele mandou assassinar o sobrinho.

Ptolomeu VIII se apaixonou pela sobrinha chamada Cleópatra III, filha de Cleópatra II. A sobrinha aceitou a ligação com ele, desde que pudesse também ser rainha. Portanto, a mãe e a filha, irmã e sobrinha de Euergetes se tornaram as rainhas Cleópatra II e III ao mesmo tempo.

Pode se imaginar que Cleópatra II, que já o detestava pela morte do filho ficou mais furiosa ainda. O povo de Alexandria gostava de Cleópatra tanto quanto odiava Ptolomeu VIII e logo estava nas ruas em busca do sangue do rei.

Ptolomeu VIII fugiu para Chipre levando a jovem Cleópatra III, seus dois filhos e seu filho com Cleópatra II.

Cleópatra II reinava no Egito como Cleópatra Philometor Soteira. Ptolomeu, estava tão enlouquecido (no sentido médico da palavra) que, para se vingar da irmã e do povo de Alexandria, que destruiu suas estátuas e suas memórias, matou seu próprio filho Memphites (com Cleópatra II) e mandou o corpo desmembrado de presente para a mãe no dia do aniversário dela.

Uma parte do Egito era a favor de Ptolomeu VIII, enquanto Alexandria estava o lado de Cleópatra II. Isso deflagrou uma guerra civil e Cleópatra teve que fugir para Síria. Ptolomeu VIII então se vingou da cidade de Alexandria de maneira sangrenta.

Mais tarde Cleópatra II retornou ao Egito embora não se saiba o que aconteceu com ela. Talvez ela tenha morrido antes do rei, quem herdou o trono foi sua filha e esposa de Ptolomeu VIII Cleópatra III, cumprindo o desejo de seu marido, o rei.

Busto de Cleópatra II ou III

Ptolomeu IX ou Sóter II Látiro Cleópatra III e Ptolomeu IX Soter II (Lathyros)

Cleópatra III era sobrinha e esposa de Ptolomeu VIII e casou-se com ele quando ainda era casado com a mãe dela. Cleópatra III lhe deu dois filhos, Ptolomeu IX, Philometor Soter II e Ptolomeu X, Alexandre I, assim como três filhas - Cleópatra IV, Cleópatra Tryphaena, e Cleópatra Selene.

Ao falecer, Ptolomeu VIII deixou o trono para Cleópatra e o filho que ela preferisse. Ela detestava Látiro e escolheu o mais novo, Alexandre. O povo de Alexandria preferia Látiro, que era nessa altura, governador de Chipre.

Então, Látiro veio para o Egito e seu irmão, Alexandre foi mandado para Chipre para ocupar o lugar de governador.

Látiro se casou com sua irmã, Cleópatra IV mas, a mãe deles não aceitou o casamento e trocou as esposas. Substituiu Cleópatra IV por Cleópatra Selene, que era irmã de Cleópatra IV.

Cleópatra IV foi para Chipre e tentou casar com Ptolomeu Alexandre e formar um exército. O exército ela conseguiu mas não o casamento. Então, ela partiu para Síria onde usou seu exército como dote e casou com Antiochus IX Cyzicenus.

Cleópatra III, por sua vez, acusou seu filho Látiro de tentar matá-la e ele teve que fugir, deixando para trás sua esposa e dois filhos. Seu irmão Alexandre, voltou de Chipre e assumiu o trono. Látiro ficou em Chipre.

Após a morte de Alexandre numa batalha, Látiro (com mais de cinqüenta anos) voltou para Alexandria para manter o trono dos Ptolomeus.

Parece que ambos os seus filhos já haviam morrido e portanto ele não tinha herdeiros. Quando faleceu aos sessenta e dois anos, deixou apenas uma filha, Cleópatra Berenice que governou sozinha por um tempo.

Ptolomeu X Alexandre I Cleópatra III e Ptolomeu X Alexandre I

Ele governou quando sua mãe Cleópatra III (que o queria como rei) acusou seu filho mais velho Ptolomeu IX Soter II (Látiro) de tentar assassiná-la.

Isso obrigou Látiro a fugir para Chipre e seu irmão, que era o governador de Chipre voltou para o Egito para governar junto com sua mãe.

Cleópatra logo se cansou dele e o forçou a fugir de Alexandria. Alexandre depois voltou na intenção de uma fingida reconciliação e tratou de mandar assassinar a mãe.

Alexandre morreu numa batalha naval.