Civilização Egípcia/Último período

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A deusa gata Bastet
Último Período


712-332 a. C

Dinastias 26-31[editar | editar código-fonte]

A dinastia dos reis núbios havia trazido para o Egito valores perdidos e uma espécie de renascimento cultural e religioso. Tudo isso desapareceu num piscar de olhos diante da ferocidade com que os assírios atacaram, liderados pelo seu rei Assurbanipal.

A gloriosa e orgulhosa Tebas foi saqueada, invadida, seus belos templos, entre eles o templo mortuário de Ramsés II, foram destruídos.

Assurbanipal colocou no trono do Egito um novo rei, Psamético, um egípcio que havia sido capturado e doutrinado pelos assírios. Assim estabeleceu a 26ª Dinastia podendo se retirar e deixar um dos seus para governar o país.

Por mais de um século reinou a 26ª Dinastia até que os persas invadiram o Egito fundando a 27ª Dinastia que duraria também, mais de um século. Depois de uma breve pausa, com a 28ª, 29ª e 30ª Dinastias, o Egito enfrenta uma nova e terrível ocupação, o domínio persa.

relevo do palácio de Assurbanipal

Dinastia Saíta[editar | editar código-fonte]

A 26ª Dinastia, foi fundada por Psamético I sob a proteção dos assírios que controlavam mais da metade do Delta.

Esse rei, governou a partir de Sais com bases em Mênfis e Atribis. Embora a situação do Egito fosse caótica, Psamético I conseguiu consolidar seu poder e reinou por volta de cinqüenta anos, trazendo um pouco de estabilidade ao país.

Primeira ocupação persa[editar | editar código-fonte]

A invasão persa praticamente esmagou os governantes saítas. Psamético III que ocupava o trono da 26ª Dinastia, era muito jovem e não teve forças para lutar contra as tropas de Cambises, rei da Pérsia.

Na batalha de Pelusa, no Delta, o rei egípcio foi derrotado e morto e o Egito caiu em mãos estrangeiras de fato.

Os historiadores clássicos narram a ocupação persa de maneira muito desfavorável para o Egito, mas hoje já existe uma nova visão do ocorrido. É claro que nenhum povo poderia gostar de ter seu país invadido e dominado e vale lembrar que os egípcios eram um povo orgulhoso, acostumado a uma posição de comando, mesmo nessa época em que as glórias haviam ficado para trás.

esfinge de Dario

Na verdade parece que Cambises demonstrava um grande respeito pelo país e pelo povo egípcio. Escolheu cidadãos egípcios para ocupar postos importantes no governo. Ele se apresentava como faraó e respeitava a religião local e seus rituais, dos quais participava. Tanto assim, que quando Cambises faleceu, houve uma rebelião popular, mas seu sucessor Dario I recuperou o controle do país.

O fato é que, essa ocupação não parece ter sido uma fase difícil para o povo egípcio. Houve algumas revoltas populares, mas, temos a impressão de que os estrangeiros procuraram agir e governar ao modo egípcio.

Essa foi a 27ª Dinastia, que durou mais de cem anos e terminou com a morte de Dario II.

Período de Independência[editar | editar código-fonte]

A 27ª Dinastia termina com a morte de Dario II e com a tomada do poder pelo jovem Amyrtaios. Ele talvez fosse líbio e tentou restabelecer o poder tomando o governo das mãos dos persas e fundando a 28ª Dinastia.

A principio esse período de independência durou por volta de sessenta anos, tempo em que os reis da 29ª e 30ª dinastias governaram o país e tentaram restabelecer as tradições.

anel egípcio usado para proteção, último período

Esse período foi registrado pelos historiadores gregos e portanto é visto através dos interesses e pontos de vista helênicos.

As marcas do período de independência foram, a instabilidade dos governos e o perigo constante representado pelos persas nas fronteiras. Ao que se sabe, a maioria dos governantes da 29ª Dinastia foi deposto ou assassinado.

Nectanebo, fundador da 30ª Dinastia parece ter chegado ao poder graças a um golpe de estado. A 30ª Dinastia é composta pelos últimos faraós nascidos no Egito.

Segunda Ocupação Persa[editar | editar código-fonte]

Durou por volta de dez anos mas é uma das páginas mais dolorosas da história do Egito antigo.

guerreiros persas

Os persas durante o reinado de Artaxerxes, com um exército poderoso, penetraram pelo norte do Egito massacrando os egípcios até dominarem as cidades do Delta.

O problema é que nessa invasão não havia um diplomata como Cambises (da primeira ocupação) e o que ocorreu foi violência contra o povo, sua religião e seus templos.

Ao invés de um regime organizado, o governo era corrupto, incompetente e cheio de vícios. Isso resultou em rebeliões armadas por parte do povo egípcio e muitas mortes.

Portanto, quando Alexandre Magno invadiu o Egito, o povo estava preparado para acolhê-lo como um libertador. Alexandre livrou o país do jugo dos persas e foi respeitado e adorado como o próprio filho do deus.