A Idade Média na Europa – Um olhar curioso/Religiosos

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Religiosos[editar | editar código-fonte]

Os religiosos aos quais nos referimos aqui, são é claro, membros da igreja católica, que na época era dominante na Europa.

Copiando

Na verdade isso ocorreu pelo fato da Igreja ser organizada, dona de muitas terras e do conhecimento, a Igreja dominava o pensamento na época, pois a vida deveria ser vivida a espera da bem aventurança depois da morte.

A Igreja como instituição era rica e assim controlava os homens poderosos e os camponeses que a temiam.

Não havia outra maneira de se obter educação a não ser nas escolas episcopais. Elas eram mantidas pela Igreja com o objetivo de formar novos padres, os monges também se dedicavam a copiar os livros, tão importantes e desenhar as iluminuras que os enfeitavam.

As escolas, mais tarde, deram lugar às universidades, surgidas ao lado das grandes catedrais, no final do curso universitário, os alunos já podiam se preparar profissionalmente nas “escolas de artes liberais”, ou continuar nas áreas da medicina, direito ou teologia.

As universidades tinham vários privilégios como: ensinar seus graduados, insenção de impostos , insenção do serviço militar, além do direito de julgamento especial em foro acadêmico para seus membros. Estas vantagens eram sempre garantidas ou pelo imperador ou pelo Papa, que na época eram as maiores autoridades.

Nos castelos, os nobres sempre tinham um padre ou padres residentes. Esses religiosos, além de rezar as missas, ouviam as confissões, aconselhavam a quem os procurava, ministravam a extrema unção.

Clérigo, cavaleiro e um camponês

Eles eram os professores numa época em que a maioria da população era analfabeta. Educavam os filhos dos senhores, as damas e quem mais se interessasse e fosse esperto o suficiente.


Muito do que se sabe hoje sobre essa fase da história, foi descoberta em documentos que se conservaram através do tempo. Documentos estes que foram redigidos pelos religiosos do castelo do local, termos de concessão, doação, testamentos, inventários de bens e livros eram parte da rotina do religioso. Além das cópias dos livros e iluminuras com que os decoravam.


A influência da igreja também se fez sentir na ordenação dos cavaleiros . O que antes era uma cerimônia entre companheiros em armas, cujos ritos incluíam um padrinho, que fosse o senhor do castelo ou um cavaleiro bem mais velho, foi modificada.

A ordenação passou a ser um espetáculo comandado pela Igreja, que não dispensava as orações e o antigo padrinho perdia seu lugar para um rei, um príncipe ou um grande senhor, que se tornava o sagrador do cavaleiro.

A cerimônia funcionava como o ingresso na religião e a cavalaria cada vez mais, era usada pela igreja. Temos os exemplos das cruzadas, dos templários e muitos outros.


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