História da moeda/Moeda na Idade Moderna
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Com as Grandes Navegações, aumentou muito o fluxo de metais preciosos para a Europa, gerando inflação (GALBRAITH, pg. 11). Grande parte dos metais preciosos era proveniente da América, seja sob a forma de tesouros incas e astecas que haviam sido saqueados pelos espanhóis, seja sob a forma de metal extraído de minas (as Minas Gerais, no Brasil, e as minas de prata de Potosí, na Bolívia, por exemplo).
No Brasil, não havia grande quantidade de moeda em circulação, e o escambo era largamente praticado nas trocas entre os colonos portugueses. Os índios, desconhecendo o conceito de moeda, também praticavam o escambo com os portugueses, trocando pau-brasil, caça, animais vivos, plumas, peles, frutas e farinha de mandioca por espelhos, colares, tesouras, facas, chapéus, braceletes e machados de ferro (BUENO, pgs. 117 e 124).
O pouco numerário existente no Brasil era composto pelos reais portugueses de ouro, prata e cobre. Com o tempo, os reais passaram a ser chamados de "réis". Com a inflação, a moeda corrente passou a ser denominada "mil-réis", o que gerou uma nova gíria: "merréis".
Entre os escravos africanos no Brasil, usavam-se conchas como moeda, reproduzindo o seu costume na África. A espécie utilizada era o cauri, ou zimbo, que se encontra tanto no litoral africano quanto no brasileiro. Esta espécie é a mesma utilizada no jogo de búzios. (http://www.idealdicas.com/historia-moeda/)
Com a invasão holandesa ao nordeste brasileiro, no século XVII, foram cunhadas as primeiras moedas em solo brasileiro. Eram florins de ouro, e posteriormente soldos de prata. Elas foram utilizadas para pagar os soldados holandeses. (Fonte: http://www.bcb.gov.br/?HISTDINBR)
Em 1694, os portugueses construíram sua primeira Casa da Moeda no Brasil, na Bahia, por ordem do rei D. Pedro II de Portugal.
Na região do atual estado brasileiro do Maranhão, as moedas metálicas eram escassas, e o algodão abundante, durante todo o período colonial. Consequentemente, panos e novelos de algodão viraram moeda corrente nessa região até meados do século XIX (PRADO JR., pg. 81).
