História da moeda/Moeda na Idade Contemporânea
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A moeda metálica, circular, padronizada e garantida por governos nacionais se impôs sobre os outros tipos de moeda e se tornou o gênero dominante de moeda. As moedas em metais preciosos, como o ouro e a prata, eram utilizadas em negócios de maior valor monetário, enquanto que as moedas de metais menos nobres, como o bronze e o cobre, eram utilizadas nas transações do dia-a-dia.
Porém uma nova etapa no desenvolvimento da moeda estava por surgir: o papel-moeda. Este surgiu quando as pessoas começaram a depositar seu dinheiro em bancos, por uma questão de segurança. E igualmente por uma questão de segurança as pessoas passaram a evitar sacar seu dinheiro nos bancos, preferindo em vez disso movimentar os documentos bancários que atestavam o depósito do dinheiro no banco. Gradualmente, estes papéis substituíram as moedas metálicas como principal forma de moeda, e vieram a se converter na moeda em cédulas que conhecemos hoje. As cédulas de papel passaram a ser utilizadas para valores maiores de dinheiro, e as moedas metálicas, para valores menores. Sem dúvida, as cédulas de papel provaram ser mais práticas que as moedas metálicas, porém não se deve esquecer que as moedas metálicas, por serem mais resistentes que o papel, são mais econômicas para os governos nacionais. Concomitantemente ao surgimento do papel-moeda, surgiu o cheque.
Em 1809, o Banco do Brasil lançou o papel-moeda no Brasil.
Durante todo o século XIX, a moeda dominante a nível mundial foi a britânica libra-esterlina.
Em 1942, a unidade monetária brasileira, o réis, que era adotada desde o período colonial, é substituída pelo cruzeiro.
Em 1986, surge uma nova unidade monetária, o cruzado, juntamente com o Plano Cruzado de estabilização econômica.
Em 1994, com o advento do Plano Real, a unidade monetária brasileira passa a ser o real.
No século XX, a hegemonia econômica norte-americana foi acompanhada pela preponderância do dólar norte-americano. Com o surgimento da moeda-comum européia, o euro, em 2002, o dólar passou a dividir a cena mundial com ela.
Hoje em dia, cada vez mais os cartões de crédito e débito ocupam o lugar das notas de papel e das moedas metálicas nas transações do dia-a-dia. São comuns também os pagamentos por meio de transferências bancárias via terminais de auto-atendimento, internet ou mesmo mensagens de texto de telefone celular.


