Prove-se a lei de corte para a soma em
- Considere
.
- Mostrar que
ocorre para todo a natural, equivale a mostrar que
. Para isso usaremos o 4º axioma de Peano, pelo qual diz que se
logo
.
- Assim, vamos mostrar que
, ou seja, que P(1) é válida. Como
.
- A implicação 1 é pela definição de sucessão, e a implicação 2 é pela identidade da sucessão.
- Suponhamos que
, ou seja,
é válida.
- Devemos mostrar que
, ou seja,
é válida.
- Como
.
- A igualdade 3 pela definição de sucessor, a igualdade 4 é pela identidade da sucessão e a igualdade 5 é pela hipótese de indução ser válida para a=k.
- Portanto, pelo 4º axioma de Peano,
, ou seja, P(a) é válida para todo a natural.
Prove-se a lei de corte para a multiplicação em
:
- Considere
.
- Mostrar que
ocorre para todo a natural, equivale a mostrar que
. Para isso usaremos o 4º axioma de Peano, pelo qual diz que se
logo
.
- Assim, vamos mostrar que
, ou seja, que P(1) é válida. Como
.
- A implicação 1 é garantida pela definição de multiplicação.
- Vamos supor que
, ou seja,
é válida.
- Devemos mostrar que
, ou seja,
é válida.
- Assim

- A implicação 2 é garantida pela propriedade distributiva.
- nesse
- Portanto, pelo 4º axioma de Peano,
, ou seja, P(a) é válida para todo a natural.
Mostre que nos naturais não existe solução para as equações:
. Isso mostra que em
não existe o elemento neutro para a soma.
- Prova
- Primeiro devemos saber quais as equações que temos:

- Dizer que uma dessas equações têm solução nos naturais, significa dizer que x pode assumir um valor natural que satisfaça as equações e dizer que não têm solução significa dizer que é absurdo x poder assumir algum valor natural.
- Vamos analisar as equações acima, pela lei da tricotomia. Fixando n natural, temos que
.
- Tome
, assim em
, temos que
. Mas, n não pode ser igual ao seu sucessor, logo é absurdo tomarmos
.
- A implicação 1 é garantida pela definição de sucessão de um número natural.
- Tome
, mas não existe número natural menor que 1, logo é absurdo tomarmos
.
- Tome
. Aplicando o valor de x na equação:
nos dá
- Mas é absurdo n ser maior que o seu sucessor, logo é absurdo tomarmos x > 1.
- A implicação 2 é resultado da definição de desigualdade:
. A implicação 3 é pela definição de sucessor. A implicação 4 é pela definição de desigualdade.
- Portanto as equações não têm solução nos naturais, ou seja, não é possível haver um x natural que satisfaça as equações. Logo não existe o elemento neutro para a soma.
Teorema: Axioma da adição ou sucessor de uma adição:
.
- Considere
.
- Mostrar que
ocorre para todo n natural, equivale a mostrar que
. Para isso usaremos o 4º axioma de Peano, pelo qual diz que se
logo
.
- Assim, vamos mostrar que
, ou seja, que P(1) é válida. Como
. A implicação 1 é garantida pela definição de sucessor e a equação resultante é garantida pela definição de sucessor.
- Suponhamos que
, ou seja, é válido
.
- A implicação 2 é válida pela definição de sucessor.
- Devemos mostrar que
, ou seja, é válido que
.
- Por hipótese,
. Pela identidade da sucessão temos que
.
- Mas
.
- Logo
e portanto
é válido e assim
.
- onde as igualdades 1,2,4,6 são devido à definição de sucessor, as igualdades 3,5 são pela hipótese de indução.
- Logo

- Portanto, pelo 4º axioma de Peano,
, ou seja, P(n) é válida para todo n natural.
Teorema: Associatividade da adição:
.
- Considere
.
- Mostrar que
ocorre para todo p natural, equivale a mostrar que
. Para isso usaremos o 4º axioma de Peano, pelo qual diz que se
logo
.
- Fixemos m,n naturais. Assim, vamos mostrar que
, ou seja, que P(1) é válida. Como
. A igualdade 1 é válida pelo teorema anterior, "Axioma da adição".
- Suponhamos que
, ou seja,
é válida.
- Devemos mostrar que
, ou seja,
é válida.
- Como
.
- onde as igualdades 2, 3 e 5 ocorrem pelo axioma da adição e a 4 pela hipótese de indução.
- Portanto, pelo 4º axioma de Peano,
, ou seja, P(p) é válida para todo p natural.
Teorema: Comutatividade da adição:
.
- Considere
.
- Mostrar que
ocorre para todo n natural, equivale a mostrar que
. Para isso usaremos o 4º axioma de Peano, pelo qual diz que se
logo
.
- Fixemos m natural. Assim, vamos mostrar que
, ou seja, que P(1) é válida. Como
. A igualdade 1 é válida por que m e 1 são comutáveis.
- Suponhamos que
, ou seja,
é válida.
- Devemos mostrar que
, ou seja,
é válida.
- Assim,
- onde as igualdades 2, 4 e 6 ocorrem pela associatividade da adição, a igualdade 3 ocorre pela hipótese de indução e a igualdade 5 ocorre por 1 e m ser comutáveis.
- Portanto, pelo 4º axioma de Peano,
, ou seja,
é válida para todo n natural.
Teorema: Associatividade da multiplicação:
.
- Considere
.
- Mostrar que
ocorre para todo p natural, equivale a mostrar que
. Para isso usaremos o 4º axioma de Peano, pelo qual diz que se
logo
.
- Fixemos m,n naturais. Assim, vamos mostrar que
, ou seja, que P(1) é válida. Como
.
- As igualdades 1,2 são devidos à definição de multiplicação.
- Suponhamos que
, ou seja,
é válida.
- Devemos mostrar que
, ou seja,
é válida.
- Como
.
- onde as igualdades 3, 4 e 6 ocorre pela distributividade e a igualdade 5 ocorre pela hipótese de indução.
- Portanto, pelo 4º axioma de Peano,
, ou seja,
é válida para todo p natural.
Teorema: Comutatividade de 1 e m na multiplicação: Para quaisquer
tem-se que
.
- Considere
.
- Mostrar que
ocorre para todo m natural, equivale a mostrar que
. Para isso usaremos o 4º axioma de Peano, pelo qual diz que se
logo
.
- Vamos mostrar que
, ou seja, que P(1) é válida. Como
. (verdadeiro)
- Suponhamos que
, ou seja,
é válida.
- Devemos mostrar que
, ou seja,
é válida.
- Como
.
- onde a igualdade 1 é dada pela definição de multiplicação, a igualdade 2 é devida a hipótese de indução e a igualdade 3 é devida a distributividade dos naturais.
- Portanto, pelo 4º axioma de Peano,
, ou seja,
é válida para todo m natural.
Teorema: Comutatividade da Multiplicação: Para quaisquer
tem-se
.
- Considere
.
- Mostrar que
ocorre para todo n natural, equivale a mostrar que
. Para isso usaremos o 4º axioma de Peano, pelo qual diz que se
logo
.
- Fixando m natural. Vamos mostrar que
, ou seja, que P(1) é válida. Como
. (verdadeiro, garantido pelo teorema anterior)
- Suponhamos que
, ou seja,
é válida.
- Devemos mostrar que
, ou seja,
é válida.
- Como
.
- onde as igualdades 1 e 3 ocorrem pela definição de multiplicação e a igualdade 2 ocorre pelas hipóteses de indução para quando n=1 e para quando n = k.
- Portanto, pelo 4º axioma de Peano,
, ou seja,
é válida para todo n natural.
Teorema: Distributividade: Para quaisquer
tem-se
.
- Considere
.
- Mostrar que
ocorre para todo p natural, equivale a mostrar que
. Para isso usaremos o 4º axioma de Peano, pelo qual diz que se
logo
.
- Fixamos m,n como sendo naturais quaisquer. Vamos mostrar que
, ou seja, que P(1) é válida. Como 
- Suponhamos que
, ou seja,
é válida.
- Devemos mostrar que
, ou seja,
é válida.
- Assim:

.
- onde a igualdade 1 ocorre pela definição de adição, as igualdades 2 e 5 ocorrem pela definição de multiplicação, a igualdade 3 pela hipótese e a igualdade 4 pela associatividade da adição.
- Portanto, pelo 4º axioma de Peano,
, ou seja,
é válida para todo p natural.
Mostre que
- Considere
.
- Mostrar que
ocorre para todo p natural, equivale a mostrar que
. Para isso usaremos o 4º axioma de Peano, pelo qual diz que se
logo
.
- Assim, vamos mostrar que
, ou seja, que P(1) é válida. Como
.
- onde a implicação 1 é devida ao sucessor de 1.
- Suponhamos que
, ou seja,
é válida.
- Devemos mostrar que
, ou seja,
é válida.
- Pela hipótese da indução:

- onde as implicações 2,6 são pela definição de desigualdade, a implicação 3 é pela identidade de sucessores e a implicação 4 é pela definição de sucessores.
- Portanto, pelo 4º axioma de Peano,
, ou seja, P(p) é válida para todo p natural.
Mostre que
- Considere
.
- Mostrar que
ocorre para todo p natural, equivale a mostrar que
. Para isso usaremos o 4º axioma de Peano, pelo qual diz que se
logo
.
- Assim, vamos mostrar que
, ou seja, que P(1) é válida. Como
.
- onde a implicação 1 é por definição de sucessores e a desigualdade 2 é devido ào teorema da questão anterior: "5a".
- Suponhamos que
, ou seja,
é válida.
- Devemos mostrar que
, ou seja,
é válida.
- Como

.
- onde as implicações 1 e 5 são pela definição de desigualdade, a implicação 2 pela identidade de sucessão, a implicação 3 é pela definição de sucessor e a implicação 4 é pela definição de sucessor.
- Portanto, pelo 4º axioma de Peano,
, ou seja, P(p) é válida para todo p natural.
Mostre que em
- Pela tricotomia em m, ocorre uma das três "m<1 ou m=1 ou m>1".
- Caso m<1. Absurdo, m é natural e 1 é o menor natural
- Caso m>1, pela definição de desigualdade, existe k natural, tal que, m=1+k. Como
. Absurdo, pois estou somando dois termos naturais e o resultado é 1.
- Resta o caso em que m=1: Como
n=1.
- Portanto </math\; >m=1 e n=1</math>.
Sejam o conjunto
e o conjunto de classes de equivalência
, onde
.
Mostre que as operações binárias:
e
![{\displaystyle \otimes :\mathbb {Z} \times \mathbb {Z} \mapsto \mathbb {Z} ,onde\;[(m,n)]\odot [(p,q)]=[(mp+nq,mq+np)]}](https://wikimedia.org/api/rest_v1/media/math/render/svg/29c1ec6a4b4ff367409084bc8c1e0854356aaccb)
Não dependem do representante da classe, isto é, se
então
e
![{\displaystyle [(m,n)]\odot [(p,q)]=[(m',n')]\odot [(p',q')]}](https://wikimedia.org/api/rest_v1/media/math/render/svg/aebdd1936bbcd64212f2782a8608b91d9c7b5633)
- Prova:
- Como
.
- Temos que
.
- Multiplicando a primeira igualdade por p e q, e a segunda por m' e n':
- Teremos que

- Somando as duas primeiras igualdades com o membro oposto e as duas últimas com o membro oposto.
- Teremos que
.
- Assim
![{\displaystyle [(mp+nq,np+mq)]=[(m'p+n'q,n'p+m'q)]=[(m'p+n'q,m'q+n'p)]=[(m'p'+n'q',m'q'+n'p')]}](https://wikimedia.org/api/rest_v1/media/math/render/svg/f70936baecee9d6d0cc6d3b797eef5949fd67233)
- Logo
.
Prove a existência do elemento neutro
para a soma
em
, isto é,
- Prova:
- Como
.
- Como
e ![{\displaystyle \theta \oplus x=[(\alpha ,\beta )]\oplus [(y,z)]=[(\alpha +y,\beta +z)]}](https://wikimedia.org/api/rest_v1/media/math/render/svg/35feb1403680d93ab61cfcd37c82ce08b43c5096)
- Assim
![{\displaystyle x\oplus \theta =x\Rightarrow [(y+\alpha ,z+\beta )]=[(y,z)]\Rightarrow (y+\alpha ,z+\beta )\sim (y,z)\Rightarrow y+\alpha +z=z+\beta +y\Rightarrow \alpha =\beta \Rightarrow \theta =[(\alpha ,\alpha )]}](https://wikimedia.org/api/rest_v1/media/math/render/svg/dc007003121e935b08e77c5d335dfe62a7c7370a)
- Determine
, tal que
é o elemento neutro para a soma.
Prove a existência do elemento Neutro
para o produto
, isto é,
- Prova:
- Sejam
.
- Façamos
e ![{\displaystyle \pi \odot x=[(\alpha ,\beta )]\odot [(y,z)]=[(\alpha \cdot y+\beta \cdot z,\alpha \cdot z+\beta \cdot y)]}](https://wikimedia.org/api/rest_v1/media/math/render/svg/0f58ddff1306c5ad5dfb4e85e35b2544258293de)
- Assim
![{\displaystyle \Rightarrow y\cdot \alpha +z\cdot \beta +z=y\cdot \beta +z\cdot \alpha +y\Rightarrow y\cdot \alpha +z\cdot (\beta +1)=y\cdot (\beta +1)+z\cdot \alpha \Rightarrow \alpha =\beta +1\Rightarrow \pi =[(\beta +1,\beta )]}](https://wikimedia.org/api/rest_v1/media/math/render/svg/cf6c61fbf987d707102a1c81fa2d1fce81124b45)
- Determine t, tal que
é o elemento neutro para a multiplicação.
Associativa para a
: Sejam
- Prova:
- Sejam
![{\displaystyle x=[(a,b)],y=[(c,d)],z=[(e,f)]\in \mathbb {Z} ,}](https://wikimedia.org/api/rest_v1/media/math/render/svg/71a51655f8514a7f85bca4fde5e5caacf251947f)
- Assim
![{\displaystyle x\oplus (y\oplus z)=(x\oplus y)\oplus z\Leftrightarrow [(a,b)]\oplus ([(c,d)]\oplus [(e,f)])=([a,b]\oplus [(c,d)])\oplus [(e,f)]\Leftrightarrow }](https://wikimedia.org/api/rest_v1/media/math/render/svg/fc6aad7d69fe5ed52af48fbcd8a4434f0fdfbe85)
![{\displaystyle \Leftrightarrow [(a,b)]\oplus [(c+e,d+f)]=[(a+c,b+d)]\oplus [(e,f)]\Leftrightarrow [(a+(c+e),b+(d+f))]=[((a+c)+e,(b+d)+f)]\Leftrightarrow }](https://wikimedia.org/api/rest_v1/media/math/render/svg/727be69e0fd3f7ea65cdb16fcdd918fd80069187)
.
- Como os naturais são associativos para a adição, a soma
em Z é associativa.
Associativa para a
: Sejam
- Prova:
- Sejam
![{\displaystyle x=[(a,b)],y=[(c,d)],z=[(e,f)]\in \mathbb {Z} ,}](https://wikimedia.org/api/rest_v1/media/math/render/svg/71a51655f8514a7f85bca4fde5e5caacf251947f)
- Assim
![{\displaystyle x\odot (y\odot z)=(x\odot y)\odot z\Leftrightarrow [(a,b)]\odot ([(c,d)]\odot [(e,f)])=([a,b]\odot [(c,d)])\odot [(e,f)]\Leftrightarrow }](https://wikimedia.org/api/rest_v1/media/math/render/svg/c6e2a1bf60d33c6355a605aed20a4343978a3e47)
![{\displaystyle \Leftrightarrow [(a,b)]\odot [(ce+df,cf+de)]=[(ac+bd,ad+bc)]\odot [(e,f)]\Leftrightarrow }](https://wikimedia.org/api/rest_v1/media/math/render/svg/fcc105b3c70cec402ded2eff1a449c45308b1e5c)
![{\displaystyle \Leftrightarrow [(a(ce+df)+b(cf+de),a(cf+de)+b(ce+df))]=[((ac+bd)e+(ad+bc)f,(ac+bd)f+(ad+bc)e)]\Leftrightarrow }](https://wikimedia.org/api/rest_v1/media/math/render/svg/945cca98b5423635289ca86d75ffc56c573cfb92)


- Como os naturais são associativos para a adição e multiplicação, a multiplicação
em Z é associativa.
Comutativa para a
:
- Prova:
- Sejam
![{\displaystyle x=[(a,b)],y=[(c,d)]\in \mathbb {Z} ,}](https://wikimedia.org/api/rest_v1/media/math/render/svg/35f2cab0e0d6446abb4545b66f4d05180f78b956)
- Assim
![{\displaystyle x\oplus y=y\oplus x\Leftrightarrow [(a,b)]\oplus [(c,d)]=[(c,d)]\oplus [(a,b)]\Leftrightarrow [(a+c,b+d)]=[(c+a,d+b)]\Leftrightarrow (a+c,b+d)\sim (c+a,d+b)\Leftrightarrow }](https://wikimedia.org/api/rest_v1/media/math/render/svg/96b3b2a4138e369552b14579e9af0b20e7d99722)
.
- Como os naturais são comutativos para a adição, a soma
em Z é comutativa.
Comutativa para a
:
- Prova:
- Sejam
![{\displaystyle x=[(a,b)],y=[(c,d)]\in \mathbb {Z} ,}](https://wikimedia.org/api/rest_v1/media/math/render/svg/35f2cab0e0d6446abb4545b66f4d05180f78b956)
- Assim
![{\displaystyle x\odot y=y\odot x\Leftrightarrow [(a,b)]\odot [(c,d)]=[(c,d)]\odot [(a,b)]=\Leftrightarrow [(ac+bd,ad+bc)]=[(ca+db,cb+da)]\Leftrightarrow }](https://wikimedia.org/api/rest_v1/media/math/render/svg/62e2e4bd5cf5ae317d709a4a50ab4c6ab539a976)
.
- Como os naturais são comutativos e associativos para a adição e multiplicação, a multiplicação
em Z é comutativa.
Mostre que existe o elemento inverso para a soma
, isto ́e, para todo
, existe
tal que
.
- Tome
com
e
.
- Devemos mostrar que existe
, tal que
.
- Consideremos que
.
- Logo
![{\displaystyle [(a,b)]\oplus [(c,d)]=[(\alpha ,\alpha )]\Rightarrow [(a+c,b+d)]=[(\alpha ,\alpha )]\Rightarrow (a+c,b+d)\sim (\alpha ,\alpha )\Rightarrow a+c+\alpha =b+d+\alpha \Rightarrow a+c=b+d\Rightarrow c+a=d+b\Rightarrow }](https://wikimedia.org/api/rest_v1/media/math/render/svg/01978f38fbc87e4f127c81df87c2cab2be1eedb8)
.
- Portanto dado
, existe
que é elemento neutro da soma.
Existe elemento inverso para a multiplicacao
em
? Isto ́e,
.
Justifique sua resposta.
- Tome
com
e
.
- Devemos mostrar que existe
, tal que
.
- Consideremos que
.
- Logo
![{\displaystyle [(a,b)]\odot [(c,d)]=[(\alpha +1,\alpha )]\Rightarrow [(ac+bd,ad+bc)]=[(\alpha +1,\alpha )]\Rightarrow (ac+bd,ad+bc)\sim (\alpha +1,\alpha )\Rightarrow ac+bd+\alpha =ad+bc+\alpha +1\Rightarrow }](https://wikimedia.org/api/rest_v1/media/math/render/svg/4e0eb5f22efc8640c9f31a2569c7d48220db07ae)
.
- Mas
. Caso
, absurdo. Logo
, ou seja,
.
- (a<b) Vamos considerar que
, assim
, tal que 
- Logo

- Mas
. Caso
, absurdo. Logo
, ou seja,
.
- (a<b e c<d) Vamos considerar que
, assim
, tal que 
- Logo
- Pela questão 6, m=k=1. Logo d=c+1, b=a+1. Portanto
.
- (a<b e d<c) Vamos considerar que
, assim
, tal que 
- Logo
, absurdo, pois 1 não é sucessor de nenhum natural pelo axioma de Peano.
- (b<a) Vamos considerar que
, assim
, tal que 
- Logo

- Mas
. Caso
, absurdo. Logo
, ou seja,
.
- (b<a e c<d) Vamos considerar que
, assim
, tal que 
- Logo
, absurdo, pois 1 não é sucessor de nenhum natural pelo axioma de Peano.
- (b<a e d<c) Vamos considerar que
, assim
, tal que 
- Logo
.
- Pela questão 6, r=l=1. Logo c=d+1, a=b+1. Portanto
.
Mostre que
, para todo
.
- Tome
. Considere
.
- Assim
.
- Pela comutatividade da soma e da multiplicação dos naturais é verdade.
- Assim
- Pela comutatividade da soma e da multiplicação dos naturais é verdade.
- Assim

- Pela comutatividade da soma e da multiplicação dos naturais é verdade.
Define-se em
a operação diferença de inteiros, por
, onde
́e o inverso aditivo de y. Dados
, determine-se explicitamente a classe de equivalência de
.
- Tome
. Definamos ![{\displaystyle -y=[(-c,-d)]}](https://wikimedia.org/api/rest_v1/media/math/render/svg/92da36a40469762e886f1741b77f2ed0779c3085)
- Assim
.
- Como
![{\displaystyle x\ominus y=x\oplus (-y)\Rightarrow [(a,b)]\ominus [(c,d)]=[(a-c,b-d)]}](https://wikimedia.org/api/rest_v1/media/math/render/svg/e75c9f26d441709a343597fa4aabf82572bb4a52)
- No entanto x,y foram tomados em
, logo
e como
, logo ![{\displaystyle \ominus :\mathbb {Z} \times \mathbb {Z} \mapsto \mathbb {Z} ,onde[(a,b)]\ominus [(c,d)]=[(a-c,b-d)]}](https://wikimedia.org/api/rest_v1/media/math/render/svg/cb0c621275f5eb8c56a751a5942c57acb4f2ff94)
Mostre-se a existência de um cone positivo em
, isto é, um subconjunto
que satisfaz :
(a) Se
, então
e
- Tome
.
- Sejam
. Pelas desigualdades existem k,l nos naturais, tais que 
- Façamos
.
- Como
![{\displaystyle a+c=b+k+d+l\Rightarrow a+c>b+d\Rightarrow [(a+c,b+d)]\in {\mathcal {C}}}](https://wikimedia.org/api/rest_v1/media/math/render/svg/42ef434f73eca59ea07176cbe05c93cd4cf30920)
.
- Assim
, como
e
, assim 
- Logo ac+bd > ad+bc, isso implica que
.
- Portanto
é um cone positivo
Mostre-se a existência de um cone positivo em
, isto ́e, um subconjunto C que satisfaz :
(b) Os subconjuntos
e
são disjuntos dois a dois.
- Tome
um cone positivo em
.
, o conjunto dos inversos aditivos de
e
o elemento neutro da soma.
- Vamos mostrar que os três subconjuntos são disjuntos. Pela tricotomia em c,d, temos que
.
- Seja
.
- Caso
, logo 
- Caso
, logo 
- Caso
, logo 
Portanto eles são disjuntos.
Mostre-se a existência de um cone positivo em
, isto ́e, um subconjunto C que satisfaz:
(c)
.
- Pela tricotomia do item anterior, temos um
![{\displaystyle y=[(c,d)]\in \mathbb {Z} .}](https://wikimedia.org/api/rest_v1/media/math/render/svg/227b53c7ec858cff52071aedb61f35c3b2cc956a)



- Então y em
, se e somente se, pertence a algum dos três conjuntos, então
.
Mostre que nos inteiros não existe solução para a equação:
- Seja
![{\displaystyle x=[(a,b)]\in \mathbb {Z} }](https://wikimedia.org/api/rest_v1/media/math/render/svg/b39fb10f0425b2e2fffe93faefce42e90b6d97bc)
- Assim
![{\displaystyle [(a,b)]\cdot [(5,7)]=[(1,2)]\Rightarrow [(5a+7b,7a+5b)]=[(1,2)]\Rightarrow 5a+5b+2b+1+1=5a+2a+5b+1\Rightarrow 2b+1=2a}](https://wikimedia.org/api/rest_v1/media/math/render/svg/703708068739f1b11b09daa56b00d4bc08f20600)
- Temos que
ou 
- Caso
, logo
, logo é absurdo
.
- Caso
, existe k natural, tal que
, assim
. Absurdo 1 ser sucessor de algum número, pelo Axioma de Peano.
- Caso
, existe l natural, tal que
, assim
. Absurdo 1 ser sucessor de algum número, pelo Axioma de Peano.
- Portanto não existe solução nos inteiros.
Prove nos inteiros que, se
, então
. Onde > ́e a relação de ordem definido pelo cone.
- Tome
.
- (
) Tomemos ![{\displaystyle [(a,b)]\odot [(a,b)]=[(aa+bb,ab+ba)]}](https://wikimedia.org/api/rest_v1/media/math/render/svg/82ac93fcd0327ce8397b22400f628f1eca5c8bc1)