Ir para o conteúdo

Utilizador:Gonçalo Ferreira/Rascunhos

Origem: Wikilivros, livros abertos por um mundo aberto.

Esta página está reservada para os rascunhos do meu trabalho.

Transformações e ajustamentos

Por vezes, ajustar os dados históricos leva a modelos de previsão mais simples e facilmente interpretáveis. Existem três tipos de ajuste:

  • Transformações matemáticas (tais como logaritmos e raízes quadrados);
  • Ajustes para remover a variação dos dados relativa a efeitos do calendário;
  • Ajustes relacionados com mudanças e aumento da população.


Transformações matemáticas


A transformação matemática é o método conveniente para ter em consideração o aumento da variação dos dados. Uma das transformações é a função raiz quadrada, que ajuda a reduzir a variação do tamanho dos ciclos anuais, facilitando assim, a previsão dos dados. Existem outras transformações possíveis, no entanto, a raiz quadrada e o logaritmo são as mais úteis. Os logaritmos são particularmente úteis porque são mais fáceis de interpretar (alterações no valor do logaritmo levam a alterações percentuais na escala original). Uma lista de transformações é apresentada na tabela seguinte:


Tabela 1. Transformações matemáticas para a estabilização da variação.

Raiz quadrada Wt=Yt

Raiz cúbica Wt=Yt3

Logaritmo Wt=log(Yt)

Simétrico do Inverso Wt=1Yt


Cada uma destas transformações é um membro da família das transformações de potência onde:


Wt=Ytp,p<0


Wt=log(Yt),p=0


Wt=Ytp,p>0


Para p=1 a transformação é simplesmente Wt=Yt, para p=12 é a raiz quadrada e para p=1 é o simétrico do inverso. A transformação de potência para p=0 está definida como o logaritmo porque Ytp para valores de p próximos de 0 comporta-se como um logaritmo. Para p<0, o sinal negativo na transformação de potência é usado para que todas as transformações resultem em funções crescentes (a variável transformada aumenta com o aumento de Yt). O parâmetro p pode ser qualquer número se os dados forem positivos, superior a zero se estes tiverem zeros e se forem negativos não é possível utilizar transformações de potência a não ser que estas sejam ajustadas primeiro através da adição de uma constante a todos os valores.

As previsões são calculadas nos dados transformados em vez de nos originais. No entanto, como o interesse está na previsão dos dados originais, é necessário reverter a transformação. Geralmente as transformações revertidas da potência são dadas por:


Yt=(Wt)1p,p<0


Yt=e(Wt),p=0


Yt=(Wt)1p,p>0










==============================
[editar | editar código]

Para além da representação gráfica, é também útil fornecer resumos numéricos. A um resumo numérico de um determinado conjunto de dados dá-se o nome de estatística (Makridakis, 1998, p. 28-29).

Para um único conjunto de dados (dados univariados) ou uma única série temporal, as estatísticas descritivas mais comuns são a média, o desvio padrão e a variância.

Para um par de variáveis aleatórias (dados bivariados) tem interesse descrever a relação entre os dois conjuntos de dados. As estatísticas mais usadas para este propósito são a covariância e a correlação.

Finalmente, para uma única série temporal, é muito útil comparar a observação num período de tempo com a observação noutro período de tempo. As duas estatísticas mais comuns neste caso são a autocovariância e a autocorrelação.


Estatísticas univariadas


A média, também conhecida como média aritmética, mede o valor em relação a qual 50 por cento dos desvios estão acima e 50 por cento dos desvios estão abaixo. Isto é, a soma dos desvios em torno da média é zero. Por exemplo (DeLurgio, 1998, p. 41):


Tabela 1. Vendas de um determinado produto.

t 01 02 03 04 05 06 07 08 09

Xt 08 08 11 07 08 12 10 13 13


onde Xt na Tabela 1, é o valor de vendas de um determinado produto nos últimos nove meses. A média das vendas é:


X=t=1nXtn=8+8+11+7+8+12+10+13+139=909=10


onde t=19Xt é o somatório de t = 1 até t = 9.


A mediana é uma estatística importante, em relação à qual 50 por cento dos valores são maiores e 50 por cento são menores. Se o número de observações é ímpar e estiverem ordenadas, como acontece na Tabela 2, a mediana é a observação a meio.


Tabela 2. Valores de vendas ordenados por ordem crescente.

Xt 07 08 08 08 10 11 12 13 13


Para as nove observações da Tabela 2, quatro estão acima de 10 e quatro estão abaixo de 10. A mediana é portanto 10.

Nos casos em que existe um número par de observações, a mediana é igual à média entre os valores das duas observações centrais.

A média e a mediana têm o propósito de fornecer uma medida numérica do centro do conjunto de dados (Makridakis, 1998, p. 29).

Para além de medir o centro do conjunto de dados, é também importante medir a dispersão dos dados, de modo a saber se estão fortemente agrupados ou espalhados por uma vasta gama de valores (Makridakis, 1998, p. 30).


A moda é o número ou conjunto de números, que ocorre mais vezes. Nos dados da Tabela 2, a moda é 8 porque é o número que aparece com maior frequência (DeLurgio, 1998, p. 41).


Desvio Médio

Um desvio (xt) é definido pela subtracção da média a um valor observado (Xt) e é dado por:


xt=XtX


Tabela 3. Cálculo dos desvios.

t 01 02 03 04 05 06 07 08 09

Xt 08 08 11 07 08 12 10 13 13

xt 0-2 0-2 01 0-3 0-2 02 00 03 03


t=111xt=(2)+(2)+1+(3)+(2)+2+0+3+3=0


Desvio médio absoluto

Como a soma dos desvios é sempre igual a zero, é útil desenvolver uma estatística descritiva para estes desvios, que, ou são elevados ao quadrado, ou, ocasionalmente, toma-se o seu valor absoluto.

O desvio médio absoluto é denominado de DMA e é dado por:


DMA=t=1n|XtX|n


Neste caso:


DMA=|810|+|810|+|1110|+|710|+|810|+|1210|+|1010|+|1310|+|1310|9


DMA=2+2+1+3+2+2+0+3+39=209=2,22


Desvio médio quadrado

Por seu lado, o desvio médio quadrado, é designado por DMQ e é dado por:


DMQ=t=1n(XtX)2n


Neste caso:


DMQ=(810)2+(810)2+(1110)2+(710)2+(810)2+(1210)2+(1010)2+(1310)2+(1310)29


DMQ=4+4+1+9+4+4+0+9+99=449=4,89


Variância

Intimamente relacionado com o desvio médio quadrado (DMQ), está a variância. Esta é definida da seguinte maneira:


S2=t=1n(XtX)2n1


Neste caso:


S2=(810)2+(810)2+(1110)2+(710)2+(810)2+(1210)2+(1010)2+(1310)2+(1310)28


S2=4+4+1+9+4+4+0+9+98=448=5,5


onde n1 representa os «graus de liberdade», que podem ser definidos como o número de observações a subtrair pelo número de parâmetros estimados (Makridakis, 1998, p. 31-32).

A variância é menos intuitiva que o DMQ mas possui propriedades matemáticas desejáveis, porque, ao contrário do DMQ não é uma estimativa tendenciosa.

Tanto a variância como o desvio médio absoluto fornecem medidas de dispersão. Medem aproximadamente o desvio médio das observações em relação à sua média. Se as observações estiverem muito dispersas, estarão longe da média (acima e abaixo). Neste caso tanto o desvio médio absoluto como a variância terão um valor elevado. Quando as observações estão próximas entre si, o desvio médio absoluto e a variância terão valores pequenos. Ambos têm a mesma unidade que as observações.


Desvio padrão

O desvio padrão é a raiz quadrada do desvio médio quadrado (DMQ) e é dado por (DeLurgio, 1998, p. 43):


S=t=1n(XtX)2n1


Neste caso:


S=(810)2+(810)2+(1110)2+(710)2+(810)2+(1210)2+(1010)2+(1310)2+(1310)28


S=4+4+1+9+4+4+0+9+98=448=5,5=2,35


Muitos conjuntos de dados verificam as seguintes regras empíricas (Makridakis, 1998, p. 32):

  • Aproximadamente dois terços das observações distam até 1 desvio padrão da sua média;
  • Aproximadamente 95% das observações distam até 2 desvios padrões da sua média.


Estatísticas bivariadas


Existem muitas situações em que é importante efectuar a medição da relação ou associação entre duas ou mais variáveis. É frequente questionar se uma variável pode ser usada para prever outra variável ou se uma variável causa a outra. É mais fácil obter previsões úteis que prova de causalidade. A capacidade de previsão é alcançada quando se consegue provar que os valores de uma variável movem-se em simultâneo com os valores de outra variável (e.g. procura versus publicidade), ou alternativamente, os valores de uma variável movem-se no sentido oposto dos valores de outra variável (e.g. procura versus competição). Na primeira situação, procura e a publicidade, as variáveis estão relacionadas positivamente; o segundo caso, procura e competição, ilustra uma relação negativa ou inversa entre as variáveis. Por fim, existe ainda a possibilidade das variáveis não estarem relacionadas entre si, esta situação é denominada de independência estatística (DeLurgio, 1998, p. 58-59).

Apesar dos termos positivo e negativo serem um atributo de uma relação, não denotam a força ou grau de associação entre as variáveis. Felizmente, existem diversas medidas de associação entre duas ou mais variáveis.

Uma medida útil na associação entre duas variáveis é a covariância. Esta medida por si só não é muito esclarecedora, mas revela-se importante no entendimento de uma segunda medida de associação, a correlação.


Covariância


O nível de associação entre duas variáveis pode ser medido através do seu grau de covariância (e.g. valores elevados de Y com valores elevados de X e valores baixos de Y com valores baixos de X). A seguinte equação ilustra a fórmula da covariância:


COV(X,Y)=t=1n(XtX)(YtY)n1


onde X e Y são as médias de X e Y respectivamente e n o número de observações de cada variável (Makridakis, 1998, p. 35).

Assim, a covariância é a média do produto dos desvios de dois números das suas respectivas médias. Infelizmente, como a covariância é um número absoluto que pode variar muito devido à escala dos números usados, não é fácil interpretar o seu significado.


Correlação


Uma medida de associação mais útil é o coeficiente de correlação rXY. Este coeficiente mede a proporção da covariância entre X e Y para o produto dos seus desvios padrão (esta medida é mais apropriadamente chamada de coeficiente de correlação Pearson). Os valores deste coeficiente variam sempre entre -1 e 1, e fornecem informação acerca da força e direcção da associação entre X e Y. Se a associação for positiva, r é positivo, se for negativa, r é negativo.


  • Se r=1, existe uma relação perfeitamente negativa.
  • Se r=0, não existe relação.
  • Se r=1, existe uma relação perfeitamente positiva.


O coeficiente de correlação Pearson é então dado por:


rXY=COV(X,Y)SXSY


onde SX=t=1n(XtX)2n1 e SY=t=1n(YtY)2n1

então:


rXY=t=1n(XtX)(YtY)t=1n(XtX)2t=1n(YtY)2


É importante saber que a covariância e o coeficiente de correlação Pearson, são medidas de associação linear entre duas variáveis, portanto não são apropriadas para medir a correlação quando existe uma relação curvilínea entre duas variáveis (Makridakis, 1998, p. 38).


Autocorrelação

A covariância e o coeficiente de correlação são estatísticas que medem a extensão da relação linear entre duas variáveis. Como tal, podem ser utilizadas para identificar relações explicativas. A autocovariância e a autocorrelação são medidas equivalentes que servem o mesmo propósito, mas para uma única série temporal (Makridakis, 1998, p. 38).

A autocorrelação mede a associação entre dois conjuntos de observações de uma série, separados por um certo atraso. Por exemplo, com dados diários, é expectável que a procura por um produto (e.g. cerveja) ou serviço (e.g. electricidade ou chamadas telefónicas) esteja relacionada com a procura no mesmo dia da semana anterior (este sábado contra o sábado da semana passada). De facto, inicialmente, os livros de estatística sugeriam que se representasse graficamente as mesmas observações em papel transparente e que se sobrepusesse os gráficos numa mesa de luz de modo a descriminar correlações desfasadas. Felizmente, hoje em dia, faz-se isto facilmente recorrendo às capacidades gráficas do software. Ainda assim, são necessárias medidas objectivas de correlação ao longo do tempo; a autocovariância e a autocorrelação fornecem essa medidas objectivas.


==============================
[editar | editar código]

Referências:

=================================
[editar | editar código]

Códigos

link p wikipedia: qualidade

citação:(Galvão, 1981, p. 5)

referência:

REFERENCIA

pagina c codigos de imagens: http://pt.wikibooks.org/wiki/Log%C3%ADstica/Movimenta%C3%A7%C3%A3o_de_materiais/Equipamento/Equipamento_de_armazenagem/Armazenagem_de_unidades_de_carga/Estantes_para_armazenagem_de_unidades_de_carga/Estante_cantilever

imagens do commons:

Ficheiro:Nomeimagem.jpg
Figura 1. Estante cantilever.

ligação para imagem externa: [1]