Software livre/As Políticas Públicas para o uso e migração

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Conteúdo[editar | editar código-fonte]

Introdução[editar | editar código-fonte]

O presente e o futuro na era pós-fordista trouxe para a nossa sociedade a Tecnologia da Informação e Comunicação – TIC, que se apresenta como um dos meios para que a Mundialização e financeirização do Capital sejam viabilizadas.

Os computadores cada vez mais potentes, os softwares cada vez mais abrangentes e as redes de comunicações de dados, cada vez mais velozes, facilitam o controle, a regulação e a acumulação do Capital, pois as grandes empresas podem monitorarem suas filiais internacionais com menor custo, através de sistemas de dados e de telecomunicações, em tempo real (real time). O grande problema instalado com esse modo de produção é o monopólio dos softwares. Para os equipamentos e as telecomunicações foram adotadas acordos internacionais de arquitetura de construção de hardware e de protocolos para telecomunicações, de forma que existe compatibilidade entre produtos desses setores, devido a sua regulamentação.

Segundo o historiador econômico Landes – 2000, afirmou em entrevista:

".... estamos assistindo a uma mudança profunda. Os países que tiveram a oportunidade de não apenas usar, mas também de melhorar as novas tecnologias estarão em posição de vantagem na nova economia. Foi está capacidade que salvou os Estados Unidos depois de anos de estagnação. Os Estados Unidos apostaram na importância do que chamamos software. O hardware é muito importante. Mas creio que a longo prazo é o software que vai dominar. Qualquer um pode aprender como fazer um computador. Ou você pode importar uma fábrica de hardware – correndo o risco de que ela se mude para o vizinho se ele oferecer trabalho mais barato .... Por isso, é na área de software que os novos países devem fazer suas apostas atualmente."[1]

Se analisarmos o que vem ocorrendo nas últimas duas décadas do século XX, e neste início do século XXI, vemos que a Microsoft têm dominado o mercado de software, fazendo com que o mundo se torne apenas um consumidor tecnológico, pagando royaltis pelo uso de seus softwares.

De encontro a este monopólio surge em .........., no Manshessusset Institut of Tecnology – MIT, uma nova possilidade o Sofware Livre (Free Software), que por conceito usaremos a definição da Free Software Fundation – FSF, "é um software de código aberto que se pode utilizar, copiar, modificar e redistribuir, de acordo com a licença definida pelo autor"[2], portanto "Software Livre é questão de licenciamento que visa preservar os direitos do autor e ainda assim trazer liberdade"[3], pois usa a General Public Licence – GPL.

Visando a autonômia tecnológica no setor de TIC, movimentos sociais surgiram no Brasil para promoverem a dissiminação e o uso do Software Livre. Devido a pressão destes movimentos

Política pública de incentivo ao uso e migração de software livre – SL, Adotada pelo Brasil: seus momentos, seus atores e suas racionalidades.[editar | editar código-fonte]

Como concepção de Política Pública adotaremos que: "é uma forma de regulamentação ou intervenção na sociedade. Articula diferentes sujeitos, que apresentam interesses e expectativas diversas. Constituem um conjunto de ações ou omissões do Estado decorrente de decisões ou não decisões, constituida por jogo de interesses, tendo como limites e condicionamentos os processos econômicos, políticos e sociais” (SILVA e SILVA,org. 2001). Essa concepção nos remete a luta de classes na construção da política com diferentes sujeitos interagindo na construção desse processo.

Por motivos metodológicos utilizaremos para descrição do processo dessa Política Pública o método sistemico, conforme o desenho abaixo, abordando os momentos, seus diferentes atores e suas racionalidades, mostrando assim a dialética existente nessa construção.

Em cada momento da política pública existem sujeitos, interesses e racionalidades, tornando a Política de incentivo ao uso e migração de software livre – SL, um processo rico em contradições, determinado pela luta de classe que em sua interação provocam pressões no Estado de acordo com cada grupo de interesse.

O marco legal dessa política é o Decreto do Governo Federal nº ......./2003, do dia .../.../2003, que institui o Comitê de Incentivo ao uso e à migração para Software Livre, dentro do e-Gov4.

  • 1º Momento: ISSUE ou Questão, seus atores, suas racionalidades

Conforme FREY, "issue" e o momento no qual ".........". Na política pública do SL, ele se apresenta na organização de uma "sociedade em rede" (CASTTELS,), na qual desenvolvedores de software, técnicos, usúarios se associam em forma: de projeto de software livre (PSL), grupos de usúarios, grupos de distribuição de software. A lógica desse primeiro grupo de interesse é a de disseminar, desenvolver e compartilhar o Software Livre, seguindo a sua ideologia que é baseada em quatro liberdades.

O segundo grupo de interesse é o mercado de provedores de internet, que atualmente usam software livre em 85% de seus servidores de comunicação (computadores), devido a alta segurança do sistema, grande interoperabiliadade e baixo custo.

O terceiro grupo de interesse é a própria burocracia, das empresas públicas de tecnologia da informação e comunicação, que representada pelos Sindicatos de Processamento de Dados e sua Federação (FENADADOS), possuem como racionalidade a manutenção de emprego nessa área do Estado. Devido a política neoliberal as empresas de TIC, sofreram uma tentativa de desmonte, com uma grande terceirização, falta de investimento nesse setor, o que levou os profissionais da área a busca de novas soluções técnicas, através do Software Livre, para acompanhamento da evolução tecnológica, com baixo custo, dentro da legalidade, possibilitanto manter a empregabilidade nas Empresas de TIC.

Vemos que a questão da migração e do uso do Software Livre pelo Estado, se configura pela pressão de diferentes interesses: técnicos, do mercado, de movimentos sociais organizados em rede e do próprio Estado, possibilitando a sua entrada imediatamente na agenda governamental.

  • 2º Momento: A agenda da Política de incentivo ao uso do SL, seus atores e racionalidades:

Como concepção de agenda usaremos " ................" (Silva e Silva, ).

A Política Pública de incentivo e uso do Software Livre, entrou na agenda governamental, após o pleito de 2003, no qual se instalou o governo do Partido dos Trabalhadores – PT, que já possuia um estudo realizado pela FENADADOS5, no qual idealizava um modelo para está área estratégica nacional, com uma rede de informação e comunicação para todo o Governo Federal, baseada em tecnologia livre, possibilitando ao país uma independência tecnológica, deixando de ser apenas consumidores tecnológicos, para produzirmos tecnologia.

Dessa forma após as eleições de 2003, o Software Livre entrou agenda do governo.

  • 3º Momento: Legitimação, suas peculiaridades na PP de SL
  • 4º Momento: Formulação, atores e racionalidades.
  • 5º Momento: Atores e racionalidades, e a manifestação de suas incoerrencias, inconsistencias e incongruencias
  • 6º Momento : Atores e Racionalidades

Conclusão

Assim abaixo vemos todo o processo da PP de SL, seus atores, suas racionalidades em forma de esquema.

Referências[editar | editar código-fonte]

  1. LANDES, David. Entrevista às páginas amarelas da Revista Veja, 22/03/00 - Autor do Livro: A riqueza e a pobreza das nações.
  2. Software Livre.org
  3. incluir texto.


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