REA - Educação a Distância e Ambientes de Aprendizagem/Relações de Gênero

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Relações de Gênero[editar | editar código-fonte]

1) O que você quer comunicar com seu REA?[editar | editar código-fonte]

Este projeto busca estabelecer relações da realidade dos alunos com questões relativas à gênero. Busca-se produzir uma discussão e sensibilização, dando atenção à este tema, compreendendo-o de forma embasada em conceitos teóricos da sociologia, articulados às suas realidades.


2) Que perspectivas educacionais você considera fundamentais (objetivos) que seus alunos desenvolvam?[editar | editar código-fonte]

Conhecer e valorizar o tema de maneira teórica; Desenvolver o senso crítico; Romper com pré-conceitos; Sensibilizar para questões relativas ao conceito de gênero; Promover integração dos alunos na construção do vídeo; Compreender as diferentes realidades que os envolvem.


3) Estratégias que seus alunos podem usar para estetizar suas ideias (Será um remix da foto? do video? do texto? Será uma paródia? O que você está pensando que poderá ser feito nesse processo de recriação autoral?)[editar | editar código-fonte]

Inicialmente os alunos irão observar e descrever individualmente a imagem construída pela professora. Após, compartilharão suas observações com os demais colegas, fazendo um trabalho em grupo, dando início ao tema central do projeto: relações de gênero. Será apresentado o vídeo "Maioria Oprimida" para que os alunos assistam e façam suas considerações. Será feito um debate com o grupo, para que todos tenham espaço de expor suas observações, sentimentos, críticas, relatos, experiências, identificações, comparando com a discussão realizada sobre a imagem.

A partir dos considerações levantadas pelos alunos, se buscará elencar conceitos que surgiram em suas falas, embasando teoricamente a discussão, a partir de textos sobre autores como Margateth Mead, Joan Scott, Pierre Bourdieu. Desta forma, se aproximará a abordagem deste tema de maneira teórica para os relatos trazidos pelos alunos.

Após compreensão dos conceitos e teorias sobre questões de gênero, os alunos, em grupos, serão incentivados a produzir uma recriação do vídeo apresentado, de forma que eles mesmos elaborem os discursos, os cenários/territórios e os personagens, resgatando elementos discutidos nas aulas e lidos nos textos teóricos. O conteúdo será de livre escolha dos alunos, podendo ser uma paródia, um drama, um comercial, desde que apresentem questões sobre relações de gênero articuladas com suas realidades. Com os vídeos produzidos, se fará uma mostra de videos, compartilhando o que cada grupo criou e explicando como foi feita a criação e os motivos que os levaram a produzir determinado conteúdo. Se fará um fechamento com o que foi aprendido a partir dos debates, textos e vídeos, comparando com suas percepções iniciais sobre o tema.

Território digital Relações de Gênero[editar | editar código-fonte]

A imagem construída representa o território digital Relações de Gênero. Representa algumas faces desta questão na atualidade, no plano visual, com o congelamento de uma das múltiplas esferas que o tema de gênero pode abordar. Tal como Alvarenga (2009) menciona, a imagem é uma representação que é feita a partir do "outro", mas mais especificamente, dos "diversos outros" presentes em cada contexto. No caso da imagem do território digital, esta representa estes vários "outros" - ou "outras" - na medida em que retrata diversas formas de ser mulher, a partir de diferentes culturas. A imagem busca representar essa diversidade, ora tratando de mulheres com corpos expostos ou escondidos, em grupos ou sozinhas, na luta ou na rotina, em ações que podem expressar liberdade ou submissão, afronta ou vitimização, sofrimento ou diversão, política ou lazer, atitudes ou sentimentos. A imagem é construída para abordar o tema das relações de gênero, mas baseada em uma perspectiva da mulher, isto é, demonstra uma das múltiplas formas de registrar este tema. Desta forma, como afirma Alvarenga (2009), "ao elegermos (o pesquisador e sua interação com a comunidade) determinados aspectos dessa cultura, também estamos selecionando o discurso desta comunidade. São formas de expressão que podem e contam a história de um povo em determinado tempo e espaço" (ALVARENGA, 2009:114). Ao selecionar determinadas imagens para construir uma nova representação imagética sobre relações de gênero, foram destacados alguns aspectos de determinadas culturas para serem retratados. Essa seleção demonstra tanto o discurso de quem produziu a foto, quanto a ótica de quem construiu toda a imagem. É importante reforçar que esta é apenas uma de muitas formas de registro, mas que, como defende a autora, trazem uma narrativa específica localizada e temporal. As fotos que compõem a imagem criada foram retiradas de sites que permitem a reprodução e construção de novas imagens. Desta forma, foi possível construir uma imagem com fotos livres. Tais fotos trazem elementos interessantes para descrição e relação com o território digital Relações de Gênero. A imagem é composta por cinco outras, inseridas com sobreposições, em blocos com visualização em 3 dimensões. Todas apresentam mulheres e percebe-se que os cenários e as culturas são diversos, pois mostra o Brasil e também outros países. Além de figuras e fotos, há também representação escritas - em ao menos três idiomas diferentes. A imagem pode remeter a diversos conceitos e temas, relacionados com questões de gênero, como: feminismo, corpo, violência, cultura, política. No entanto, como mencionado defende Achutti, mencionado por Batista (2010), a fotografia é uma "fragmentação de elementos de uma determinada realidade", ou seja, ela traz elementos separados e distintos, unindo-os como uma forma de narrativa visual. Nesse sentido, o registro fotográfico e a produção imagética retrata tanto uma (ou mais) realidade(s) específica(s), como faz um recorte desta realidade, a partir do olhar de quem a produziu. A estética representada na imagem, neste caso, representa um olhar construído, fragmentado e delimitado do território digital Relações de Gênero, carregado de construções culturais, de uma determinada temporalidade (história) e é passível de uma narrativa visual específica.


Sugestões pedagógicas em 4 Rs[editar | editar código-fonte]

Um Recurso Educacional Aberto, de acordo com o site (http://www.rea.net.br/site/) assume quatro liberdades mínimas para seu acesso, chamadas de 4 Rs (em inglês: review, reuse, remix e redistribute). A seguir, apresento as quatro liberdades com suas definições, de acordo com o site supracitado, acompanhadas de sugestões pedagógicas a serem trabalhadas por outros colegas, baseadas no que criei:

Review / Revisar / Usar:[editar | editar código-fonte]

"compreende a liberdade de usar o original, ou a nova versão por você criada com base num outro REA, em uma variedade de contextos" O projeto apresentado com alunos do Ensino Médio na disciplina de Sociologia para trabalhar questões de gênero poderá ser utilizado em sua forma original, com apresentação do vídeo disponível no YouTube e imagem criada para iniciar a discussão e conceitos teóricos. Nesse sentido, outros professores poderão utilizar o REA criado, pois este tem acesso gratuito e aberto, com licenças que permitem diversos usos. Seria possível incluir esta proposta em outros territórios, como oficinas sobre este tema ou temas correlatos, inclusive, com público de diferentes faixas etárias, isto é, não apenas para adolescentes, como foi proposto, mas utilizar também com adultos ou idosos.

Reuse / Reutilizar / Aprimorar:[editar | editar código-fonte]

"compreende a liberdade de adaptar e melhorar os REA para que melhor se adequem às suas necessidades" Por possuir uma licença aberta, o REA poderá ser modificado, de maneira a adaptar a novas realidades. É possível reutilizar este material adequando a outras realidades, contemplando diversidade sociocultural, socioeconômica, racial, etária, etc. Como já mencionado, este recurso pode ser utilizado fora de sala de aula, mas também, pode ser reutilizado em um contexto semelhante - adolescentes de Ensino Médio - mas inserindo novas informações que se apliquem ao contexto em que vivem, para que não seja um tema deslocado de suas vivências, já que a proposta é justamente inserir suas experiências nestas questões.

Remix / Remixar / Recombinar:[editar | editar código-fonte]

"compreende a liberdade de combinar e fazer misturas e colagens de REA com outros REA para a produção de novos materiais" O REA que foi criado pode ser remixado de diversas maneiras. A própria reconstrução do vídeo e/ou da imagem, a partir das discussões internas com o grupo e de sua realidade já é uma forma de recombinar o conhecimento local com o inicialmente lançado. Dessa forma, uma sugestão seria solicitar aos alunos que busquem outras imagens para combinar com a inicial, de forma a montar uma nova com diversas colagens. Também é possível utilizar imagens do vídeo com novas imagens criadas e gravadas pelos próprios alunos, misturando diversas cenas, adaptando para suas realidades e interesses, mas mantendo o tema que está sendo abordado, produzindo um novo vídeo com a junção de diversas imagens (prontas e criadas).

Redistribute / Redistribuir / Distribuir:[editar | editar código-fonte]

"compreende a liberdade de fazer cópias e compartilhar o REA original e a versão por você criada com outros" Com a produção de uma nova imagem e vídeo, é recomendado que os alunos produzam utilizando materiais e ferramentas livres, como produzir um novo vídeo em formato livre ou a criação de imagens a partir de plataformas livres também, de maneira que possa ser, futuramente, revisado, reutilizado, remixado e redistribuído.