Matias Aires/Reflexões sobre a Vaidade dos Homens

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Reflexões sobre a Vaidade dos Homens é um livro de Matias Aires. Publicado pela primeira vez em 1752, a obra conheceu mais três edições ainda na segunda metade do século XVIII (1761, 1778 e 1786). A obra apresenta inúmeros exemplos, em linguagem clara e fluente, em que os períodos compostos por subordinação raramente assumem estrutura labiríntica, o que parece decorrência da feição sentenciosa da sua frase: muitas orações ou períodos simples de Matias Aires são verdadeiras máximas.

O texto é composto por 163 reflexões irregulares quanto ao tamanho, todas elas voltadas à exploração da vaidade e seus efeitos sobre o homem e a sociedade. A vaidade é encarada de uma maneira pretensamente neutra por Matias Aires, que, apesar de considerá-la um vício, vê também muitas qualidades e atitudes louváveis provindo dela, com seu modo analítico de observar que a natureza de cada coisa também se compõe de seu defeito. Assim, a vaidade pode ser negativa – quando se trata de engendrar vícios humanos; como também, num certo sentido, pode ser construtiva: quando se trata de fundamentar a representação (porque a vida é um teatro, e dificilmente encontra-se atitudes que não sejam representações) das virtudes. Assim, a vaidade pode ser dividida em: vaidades negativas (destrutivas) ou positivas (não são virtudes, mas podem gerá-las, através do desejo de parecer virtuoso aos demais, o que obriga o homem a agir de maneira efetivamente virtuosa, se o sentimento propulsor não foi “nobre”, e o resultado da ação for virtuoso, importa mais o resultado).


VALINHAS, Mannuella Luz de Oliveira. A PROVIDÊNCIA NAS REFLEXÕES SOBRE A VAIDADE DOS HOMENS, DE MATIAS AIRES [1].