Latim/Introdução

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Animação mostrando a extensão do Império Romano em alguns anos.

O Latim é uma língua do ramo itálico da família Indo-Européia. Pertence ao grupo centum e era falada pelo povo da antiga Roma. É uma língua altamente flexional e, em conseqüência disso, tem uma grande flexibilidade na ordem das palavras.

Inicialmente um dialeto itálico falado na região do Lácio (VETVS LATIVM, entre o rio Tibre, o curso baixo do rio Ânio, a cadeia dos Apeninos, o território dos Volscos e o Mar Tirreno), o Latim tornou-se uma língua importante à medida em que os seus falantes (os romanos) ganhavam destaque na região. Com as expansões militares de Roma e a conseqüente importância alcançada pelo Império Romano, tornou-se uma espécia de língua universal do mundo ocidental, mantendo sua importância mesmo depois da queda do Império.

A língua se expandiu juntamente com o Império Romano (ver mapa ao lado), apesar de que nas regiões orientais o Grego continuasse predominando.

O Latim perdurou até depois da queda do Império Romano. A Igreja Católica o tem como língua oficial até hoje. Obras literárias e teológicas em Latim foram escritas durante toda a Idade Média. Vários cientistas e filósofos modernos (Descartes, Newton, Leibniz etc.) escreveram obras originalmente em Latim. Até hoje ele é usado em alguns termos jurídicos, na taxonomia dos seres vivos e outras questões de nomenclatura científica.

Do Latim derivam as línguas românicas: Português, Espanhol, Catalão, Italiano, Francês, Romeno, Galego, Occitânico, Sardo, Romanche, etc.

Períodos[editar | editar código-fonte]

Reconhecem-se os seguintes períodos da língua:

  • Pré-clássico, do século VII a.C. ao século II a.C.
  • Clássico, do século II a.C. ao século II d.C.
  • Latim Vulgar, incluindo o período patrístico, do século II ao V d.C.
  • Período Medieval, do século VI ao século XIV.
  • Do século XV até agora.

Também podemos classificar os períodos em:

  • Pré-literário, dos tempos mais longínquos até 240 a.C., quando Lívio Andrônico traduziu sua primeira obra do grego para o Latim. Deste período nosso conhecimento depende praticamente e exclusivamente sobre as poucas inscrições que sobreviveram destes tempos remotos.
  • Arcaico, de Lívio Andrônico (240 a.C) até Marco Túlio Cícero (81 a.C). Neste período, a língua Latim já tinha se tornado altamente desenvolvida como meio de expressão. Na mão de talentosos escritores ela virou um veiculo do poder e da beleza. Na sua simplicidade, contudo, mostra-se naturalmente um contraste com a sofisticada dicção dos anos posteriores. Pertencem a este período:
    • Lívio Andronico (275-204 a.C), Traduziu Odisseia de Homero;
    • Tito Mácio Plauto (250-184 a.C), Dramaturgo, escreveu comedias;
    • Gneo Nevio (270-199 a.C) escreveu Guerras Púnicas (Poenicum Bellum);
    • Quinto Ênio (239-169 a.C) escreveu Anais (Annales);
    • Públio Terêncio Afro (190-159 a.C) Dramaturgo;
    • Caio Lucílio (180-103 a.C) sátiro;
    • Marco Pacúvio (220-130 a.C) trágico;
    • Lúcio Ácio (170-85 a.C), trágico;
  • Era Dourada, de Cicero (81 a.C) até a morte de Augusto (14 d.C). Neste periodo, principalmente por causa de Cicero, alcançou-se um degrau mais elevado de perfeição estilística. No entanto, o vocabulário ainda não era amplo e extenso. Traços da fala arcaica era muito visto ainda, principalmente nos poetas que tentavam recria-la para efeito nostálgico. Pertencem a este período:
    • Tito Lucrécio Caro (95-55 a.C) poemas baseados na filosofia epicurista;
    • Caio Valério Cátulo (87 ou 84 a.C. - 57 ou 54 a.C) orações, trabalhos retóricos e filosóficos, cartas;
    • Caio Júlio César  (13 de julho, 100–15 de março de 44 a.C.) escreveu Comentários da Guerra Gálica (Commentarii De Bello Gallico) e Sobre a Guerra Civil (De Bello Civili);
    • Caio Salústio Crispo  (86-34 a.C.) Historiador;
    • Cornélio Nepos ou Nepote (100-30 a.C) Historiador e Biografo;
    • Públio Virgílio Maro (70-19 a.C) escreveu Enedeia, Bucólicas e Geórgicas;
    • Quinto Horácio Flaco (65-8 a.C) escreveu Odes, Satiras, Epístolas;
    • Álbio Tibulo (54-19 a.C) poeta;
    • Públio Ovídio Naso (43 a.C-17 d.C) escreveu Metamorfoses e outros poemas;
    • Propércio (50-15 a.C) poeta;
    • Tito Lívio (59 a.C-17 d.C) Historiador;
  • Era de Prata, da morte de Augusto (14 d.C) até a morte de Marco Aurélio (180 d.C). Este período foi marcado pelo ataque contra o rigor do período anterior. Na reação sadia ao formalismo, muita liberdade de expressão se manifestava. Pertencem a este período:
    • Marco Aneu Lucano (39-65 d.C) escreveu Farsália, ou Guerra Civil;
    • Lúcio Aneu Séneca (1-65 d.C) trágico e filosofo;
    • Plínio, o Velho (23-79 d.C) Naturalista;
    • Plínio, o Moço (62-115 d.C) escritor, jurista;
    • Marco Valério Marcial (45-104 d.C) epigramista;
    • Marco Fábio Quintiliano (35-100 d.C) orador e professor de retórica;
    • Décimo Júnio Juvenal (55-118 d.C) sátiro;
    • Lúcio Apuleio (125-200 d.C) escreveu O Asno de Ouro;
    • Caio Suetónio Tranquilo (73-118 d.C) escreveu as Vidas dos Doze Césares;
  • Período Arcaizante, é marcado pela imitação consciente do período arcaico do segundo e primeiro século a.C.;
  • Período do Declínio, de 180 até o ultimo trabalho literário do sexto século d.C., é marcado pela rápida e radical mudança da língua. O idioma foi invadido pelos traços das classes baixas, enquanto nas províncias longínquas, a língua sofreu com a incorporação de peculiaridades locais. A maioria dos escritores e poetas representam o cristianismo. Pertencem a este período:
    • Anício Mânlio Torquato Severino Boécio (480-524 d.C) escreveu A Consolação pela Filosofia;
    • Décimo Magno Ausônio (310-395 d.C) poeta;

O livro[editar | editar código-fonte]

O objetivo deste livro é tornar-se um método de latim utilizável em cursos universitários. Autodidatas também poderão usá-lo. Neste caso, há a seguinte sugestão ao estudante, para trabalhar cada lição:

  1. Leia, se possível, duas vezes o vocabulário da lição. Procure memorizá-lo, mas fique à vontade para consultá-lo sempre que for necessário.
  2. Leia o corpo da lição. Ela trará explicações gramaticais e exemplos, sempre que possível, retirados de originais latinos, adaptados ou não.
  3. Faça os exercícios. Eles são importantes para a fixação dos conteúdos.
  4. Confira suas respostas com a correção fornecida.


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