Introdução à Biologia/Ecologia/Principais ecossistemas do Brasil

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Igarapé na Amazônia.

Os ecossistemas brasileiros se dividem em seis biomas terrestres, cada um deles com grande diversidade de eco-regiões. Os biomas cerrado, caatinga, pantanal, campos sulinos (pampas) e os biomas costeiros e marinhos não foram ainda mapeados pelo IBAMA.

A Amazônia tem 23 eco-regiões, que incluem florestas, campos e outras formações. Já a Mata Atlântica tem 13 eco-regiões, entre florestas, campos, mangues e outras.

Florestas[editar | editar código-fonte]

Mata Atlântica[editar | editar código-fonte]

é uma formação vegetal brasileira que originalmente se estendia do Rio Grande do Sul até o Piauí, mas por se localizar em uma região de fácil acesso e que foi rapidamente colonizada (62% da população brasileira se encontra em região de Mata Atlântica) é o bioma brasileiro que mais sofreu (e sofre) com a ocupação do homem. Atualmente restam apenas 7% de sua cobertura original.

Mata Atlântica. Ao fundo, cidade do Rio de Janeiro. Foto: Dmitry V. Petrenko / Shutterstock.com

Ao todo, o domínio da Mata Atlântica ocupava uma região de 1.300.000 km² chegando até a Argentina e o Paraguai em áreas de baixadas, faixas litorâneas, matas interioranas e campos de altitude que correspondem por cerca de 15% do território nacional.

animais em extinção destebioma.

A região da Mata Atlântica é o local onde existe a maior concentração de pessoas do país. As duas maiores cidades do Brasil, São Paulo e Rio de Janeiro, se encontram em regiões onde inicialmente o desmatamento era causado pelo plantio de culturas como o café, que por muitos anos foi o “carro chefe” das exportações brasileiras. Desta forma, é impossível não levar em consideração o fator econômico e social em qualquer tentativa de preservar o que ainda resta da Mata Atlântica. Diversos programas de pesquisa e conservação, não só da mata, mas também, do patrimônio cultural da região, vêm sendo desenvolvidos a fim de preservá-la e evitar que mais e mais áreas sejam degradadas.

Trabalhos como o desenvolvido pela ONG SOS Mata Atlântica que realiza pesquisas e campanhas educativas e ainda desenvolve projetos como o “Florestas do Futuro” ou “Mata Atlântica vai à escola”, ou ainda, a criação de parques e até reservas extrativistas onde a exploração de recursos é controlada, tentam conciliar a preservação da Mata Atlântica com o atendimento das necessidades básicas da população que já habita a região da formação florestal, economicamente, mais importante do país.

Floresta Amazônica[editar | editar código-fonte]

Grande floresta equatorial fluvial.

Cerrados[editar | editar código-fonte]

Aparência do Cerrado no noroeste de Minas Gerais.

Cerrado é o nome dado às savanas cerradãocerrado típicocampo cerradocampo sujo de cerrado ou campo limpo, sendo que o cerradão é o único que apresenta formação florestal.

A principal marca do bioma cerrado são seus arbustos de galhos retorcidos e o clima bem definido, com uma estação chuvosa e outra seca. Entretanto, na região do cerrado encontram-se três das maiores bacias hidrográficas do país, sendo este bioma o berço de rios caudalosos como o São Francisco. Acredita-se, pois, que as peculiaridades da flora (troncos tortuosos e com casca espessa...) se devam à falta de alguns micronutrientes específicos e não à falta de água necessariamente.

Os solos nestas regiões são geralmente muito profundos, antigos e com poucos nutrientes, exigindo uma adaptação da flora que possui, geralmente, folhas grandes e rígidas, além de, algumas espécies, apresentarem depósitos subterrâneos de água como uma espécie de adaptação às queimadas constantes, permitindo que elas voltem a florir após o incêndio. Outra adaptação são as raízes bastante profundas podendo alcançar de 15 a 20 metros por causa da distância do lençol freático até a superfície.

Aliás, os incêndios criminosos são as principais ameaças a esse bioma. Até os anos 70 o solo do cerrado era considerado improdutivo, mas, com a evolução da tecnologia a região tornou-se responsável por cerca de 40% da produção de soja no Brasil e mais de 70% da produção de carne bovina. Sem contar que, além das inúmeras minerações e carvoarias que vem destruindo cada vez mais o cerrado, a pressão do crescimento populacional das cidades, principalmente em Minas Gerais e na região Centro-Oeste, tem colocado o cerrado entre os biomas mais ameaçados do mundo.

Acredita-se que o cerrado brasileiro seja o tipo de savana mais rico em biodiversidade do planeta com mais de 4.400 espécies vegetais endêmicas (de um total de 10.000 espécies), 837 espécies de aves e 161 espécies de mamíferos.

Mesmo assim, a despeito de toda a riqueza natural do cerrado e de seu povoamento tardio, hoje ele conserva apenas 20% de sua área total. Diversas tentativas no sentido de preservá-lo vêm sendo tomadas, mas até então, apenas cerca de 6,5% de sua área natural está protegida pela lei sob a forma de Unidades de Conservação (UC).

Caatingas[editar | editar código-fonte]

Caatinga.

A caatinga constitui uma paisagem bastante peculiar, uma vez que mesmo em região semi-árida, ainda apresenta uma fauna e uma flora bastante diversificadas com alto grau de endemismo.

mandacaru, o juazeiro e a amburana.

A fauna apresenta cerca de 47 espécies de lagartos, sendo 7 de anfibenídeos: espécies de lagartos sem pés. 45 espécies de serpentes, 4 de quelônios (família das tartarugas) e 44 espécies de anuros (sapos e rãs).

O clima na região da caatinga é bastante árido e com precipitação anual em torno de 300 a 800 mm. Na região da caatinga vivem cerca de 20 milhões de brasileiros que convivem com os longos períodos de estiagem e a irregularidade climática.

Em alguns locais podemos encontrar os chamados brejos, verdadeiros oásis

Presente nos estados do Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Sergipe, Alagoas, Bahia, sul e leste do Piauí e norte de Minas Gerais, é também a região que apresenta as localidades com menor concentração de renda do país, o que de certa forma, contribui para a degradação ambiental, à medida que praticamente não há planejamento ou fiscalização ambiental.

Na época de colonização do Brasil, grandes porções de terra da caatinga foram utilizadas para o estabelecimento de monoculturas como a cana-de-açúcar e de extensas áreas para pastoreio.

Abalando ainda mais a fragilidade da caatinga, foram construídos açudes com o intuito de possibilitar a expansão das plantações e criações. Mas, o intenso e equivocado processo de irrigação gerou, em muitos lugares, a salinização do solo tornando-o impróprio para a agricultura. Atualmente, cerca de 40 mil km² da caatinga já foram transformados em deserto.

Campos[editar | editar código-fonte]

Vegetação predominante de gramíneas, podendo abrigar arbustos e árvores. Recebem também o nome de cerrados. No Brasil, são encontrados na região central.

Manguezais[editar | editar código-fonte]

Área geralmente alagada com vários mangues.

Complexo pantaneiro[editar | editar código-fonte]

Eukaryota cell strucutre.PNG

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