História e epistemologia da Física/Positivismo

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Iluminismo (final do séc. XVIII, "século das luzes")

Revolução Francesa (1789)[editar | editar código-fonte]

Iluminismo[editar | editar código-fonte]

Iluminismo foi o movimento cultural e intelectual europeu que, herdeiro do humanismo do Renascimento e originado do racionalismo e do empirismo do século XVII, fundava-se no uso e na exaltação da razão, vista como o atributo pelo qual o homem apreende o universo e aperfeiçoa sua própria condição. Considerava que os objetivos do homem eram o conhecimento, a liberdade e a felicidade.

O Iluminismo avaliou com otimismo o poder e as realizações da razão humana, e a crença na possibilidade de reorganizar a sociedade segundo princípios racionais. A visão iluminista tinha por base a possibilidade de ter consciência de si mesmo e de seus erros e acertos, e de ser dono de seu destino: a confiança nos efeitos moralizadores e enobrecedores da instrução se completava na exortação a todas as pessoas para que pensassem e julgassem por si próprias, sem orientação alheia. A crítica iluminista dirigiu-se contra a tradição e a autoridade daqueles que se arrogavam a tarefa de guiar o pensamento, e contra o dogmatismo que os justificava.

A riqueza e complexidade do movimento iluminista teve como base a influência que os empreendimentos científicos do século XVII e início do século XVIII tiveram sobre as novas idéias, a substituição da idéia de um Deus pessoal, responsável pelos acontecimentos humanos e eventos naturais, por um deísmo, que valorizava a idéia abstrata de Deus como princípio ordenador da natureza, "arquiteto do mundo" e criador de suas leis, mas que não intervém diretamente nele.

O Iluminismo produziu as primeiras teorias modernas seculares sobre a psicologia e a ética.

O Iluminismo extinguiu-se pelos excessos de algumas de suas idéias. A oposição às idéias religiosas e a usurpação da figura de Deus tornaram-no estéril e sem atrativos aos olhos de muitos para quem a religião era fonte de consolo, esperança e sentimento de comunhão. O culto quase ritualístico à razão abstrata, elevada à categoria de autêntica divindade, levou também a cultos de tipo esotérico ou obscurantista. E o período do "Terror", que se seguiu à revolução francesa foi um golpe para a convicção iluminista de uma sociedade justa e pacífica, fundada em princípios racionais partilhados por todos os cidadãos.

Os pensadores iluministas deixaram como legado a definição e desenvolvimento de muitos dos conceitos e termos empregados ainda hoje no tratamento de temas estéticos, éticos, sociais e políticos. E o mundo contemporâneo herdou deles a convicção, rica de esperanças e projetos, de que a história humana é uma crônica de contínuo progresso.

herdeiro da tradição do Renascimento e do Humanismo: defendia a valorização do Homem e da Razão

inspirado pela Revolução Científica: compreender a Lei Natural ou Divina

Razão e Ciência como explicações p/ o Universo: em oposição à fé

grande dinâmica nos países protestantes Inglaterra (Adam Smith, Locke, Hume), EUA (Jefferson e Franklin) e Alemanha (Kant)

lenta e gradual nos países católicos Portugal (Pombal)

pensar por si mesmo e não se deixar levar por ideologias alheias

sociedade “livre”, com mobilidade social e igualdade de oportunidades

riquezas dos países: extraídas terra e da natureza

Adam Smith: o indivíduo buscar lucro próprio sem escrúpulos: impulso à Economia e geração de bem-estar geral na Sociedade

pensamento científico aplicado a todas as esferas de conhecimento e atividade humana

isso levaria ao progresso, após a tradição, irracionalidade, superstição e tirania da Idade Média

ambiente intelectual para:

  • Revolução Francesa,
  • independências Americana, Polonesa, Latino-americana, Grega
  • movimentos separatistas dos Bálcãs contra o Império Otomano

impulsionador

  • do liberalismo clássico,
  • do capitalismo,
  • da democracia e
  • da sociedade moderna


Anticlericalismo[editar | editar código-fonte]

“O mundo só estará a salvo no dia em que morrer o último rei enforcado nas tripas do último frade." (Denis Diderot)

Positivismo[editar | editar código-fonte]

reação contra o Idealismo, trabalha com o concreto.

descendente do Iluminismo (Laplace)

séc. XIX: época das maiores descobertas no campo empírico.

satisfação aos homens do dinheiro e da cultura de época.

fruto do Positivismo e seus seguidores

tenta ser solução para os problemas socioeconômicos da época

enfatiza conhecimento positivo baseado nos fenômenos naturais e suas propriedades e relações, verificadas pela ciência empírica, desprezando filosofias e busca por Deus.

Ciências exatas como modelo de toda atividade teórica ou prática.

Busca a construção de uma física sólida através do empirismo.

Em outras palavras, os positivistas abandonaram a busca pela explicação de fenômenos externos, como a criação do homem, por exemplo, para buscar explicar coisas mais práticas e presentes na vida do homem, como no caso das leis, das relações sociais e da ética

  O positivismo foi considerado por Augusto Comte como a base e o funcionamento metodológico de uma nova ciencia social, a fisica social ou sociologia, mais tarde, o positivismo também foi concebido por Comte como uma nova religião da humanidade.

No Brasil o positivismo alcançou grande expressão, exercendo influencias sobre diversos líderes republicanos como Benjamin.

Positivo[editar | editar código-fonte]

aquilo que é real;

aquilo que é provado cientificamente; mensurável e comprovado em laboratório.

aquilo que é comprovado com o microscópio, telescópio e outros;

procura o como (leis)

não o porquê (causas filosóficas: Deus, Natureza, etc.)

Aristóteles: qual é a causa da queda dos corpos?

Galileu: qual é a Lei da queda dos Corpos?

redução dos fatos sociais a leis

Þ síntese de todo o conhecimento humano

Sociedade e História governadas por Leis

entendimento dessas leis

Þ desenvolvimento social e histórico passível de gestão científica

considerado uma ideologia científica

freqüentemente mantida por tecnocratas que crêem no progresso através do avanço da Ciência

Þ concepções morais hedonistas e utilitárias


Diferenças[editar | editar código-fonte]

do Empirismo

inclui o conceito de evolução, como lei fundamental de todos os fatos humanos e naturais

do Idealismo

evolução, não como desenvolvimento racional, teológico, mas um conflito mecânico de seres e de forças, determinando uma seleção natural, visando o bem-estar material


Marxismo[editar | editar código-fonte]

Marxismo é um sistema positivista

mas este rejeita o Positivismo e o considera um Idealismo subjetivo porque limita-se apenas a fatos e não investiga as causas subjacentes às coisas (em geral, a luta de classes)

Interpreta a vida social conforme a dinâmica da luta de classes

Prevê a transformações das sociedades de acordo com as leis do desenvolvimento histórico de seu sistema produtivo.

Sistemas político-econômico-sociais[editar | editar código-fonte]

Democracia moderna (soberania da massa): vontade popular se manifesta através da contagem dos votos (sufrágio universal).

Liberalismo (liberdade do indivíduo): livre concorrência econômica com o conflito material das forças econômicas

Socialismo (relações sociais centradas na atividade econômica): história da humanidade acionada por interesses materiais, utilitários, econômicos (materialismo histórico), e não por interesses espirituais, morais e religiosos.

Lutas[editar | editar código-fonte]

  1. 1º) Oposição à escravidão e luta abolicionista.
  2. 2º) Aculturação e elevação da raça escrava.
  3. 3º) Republicanismo.
  4. 4º) Pacifismo - com a guerra se gasta muito, então a paz é mais lucrativa.
  5. 5º) Valorização da ordem - havendo ordem a economia se torna mais estável, acarretando em investimentos de outros países.
  6. 6º) Incorporação do Proletariado na classe média.
  7. 7º) Separação do poder temporal e espiritual.

Crítica[editar | editar código-fonte]

a Ciência alcança fielmente a realidade?

a ciência positivista é pura ciência, ou implica uma metafísica naturalista inconsciente e discutível?

séc. 20: crise interna da ciência mecanicista, ideal e ídolo do positivismo (Mec. Quântica, Relatividade, Caos, etc.)

Þ revisão e crítica da ciência e do Positivismo por parte dos cientistas

Declínio[editar | editar código-fonte]

a partir da ação de grupos contrários (marxistas, comunistas, fascistas, reacionários, católicos, místicos), principalmente pela Escola de Frankfurt (Adorno, Horkheimer, Marcuse, Löwenthal, Habermas, etc.), o Positivismo perdeu influência no século XX

Mas, no ensino, ... no entanto, a maioria dos cientistas, professores e livros continua positivista

No Capitalismo, pode-se fazer o comércio que quiser e também a ciência que quiser. No Comunismo, a ciência também é controlada, quem for do partido tem mais liberdade e também ganha ($) mais.

Cientista positivista[editar | editar código-fonte]

“A Teoria da relatividade é tão inaceitável para mim como, por exemplo, a existência do átomo e outros dogmas.” (MACH)


Positivismo na Polônia[editar | editar código-fonte]

Levante de 1863 pela independência da Rússia, Alemanha e Império Austro-Húngaro: fracasso

Positivismo Polonês propôs conquista gradual da independência:

“construindo a partir dos alicerces" (infra-estrutura material e educação do povo) e através de “Trabalho Orgânico" (integração da sociedade como um todo)

reconquistada em 1918 (fim da I Guerra Mundial)


Isidore Marie Auguste François Xavier Comte (1798-1857)[editar | editar código-fonte]

Dados Biográficos[editar | editar código-fonte]

pensador francês

criador da Sociologia

filho de pais católicos e monarquistas fervorosos

1814: entra para a École Polytechnique em Paris, notável por sua aderência aos ideais republicanos e progressistas

rompe com os pais por divergências

1817: secretário e amigo de Henri de Saint-Simon, expoente do socialismo utópico. Concebe a criação de uma ciência social e de uma política científica

1824: rompe com Saint-Simon por divergências

1826: abre em casa um Curso de Filosofia Positiva

1826: hospitalizado com colapso nervoso

1829: sai sem alta, apenas estabilizado por Caroline Massin, para trabalhar em seu Plano de Reorganização da Sociedade e no ensino

1830-1842: publica os seis volumes de seu Curso de Filosofia Positiva

1831 abre curso público e gratuito de astronomia elementar para os "operários de Paris"

1842: perde o emprego de pesquisador na Politécnica por divergências com os superiores e começa a ser ajudado por admiradores, como o pensador inglês John Stuart Mill

1842: divorcia-se de Massin

1844: envolve-se com Clotilde de Vaux, irmã de um de seus alunos e esposa abandonada de um cobrador de impostos, relação que permanece platônica

1846: morte de Clotilde; paixão, de platônica, torna-se quase religiosa

1847: Comte se vê como fundador e profeta de uma nova “Religião da Humanidade” e institui o Calendário Positivista

1851-1854: publica os enormes volumes do Tratado de sociologia que institui a religião da humanidade

1852: publica seu Catecismo Positivista

partiu de uma crítica científica da teologia para terminar como profeta!

seu discípulo Littré, entre outros, contestou a unidade de sua doutrina

Littré aceitou o que ele chamou a primeira filosofia de Augusto Comte e viu na segunda uma espécie de “delírio político-religioso”, inspirado pelo amor platônico do filósofo por Clotilde


Idéias políticas[editar | editar código-fonte]

rejeitou democracia, Monarquia e Igreja

enfatizou hierarquia e obediência

governo ideal: elite intelectual

propôs uma sociologia “científica”

moralidade e progresso moral como objetivo central do conhecimento e esforço humano


Lei dos Três Estágios[editar | editar código-fonte]

  1. Estágio teológico: explicações em termos mágicos
  2. Estágio metafísico: explicações em termos de essências, causas finais, etc., hipotéticas
  3. Estágio positivo: tudo é explicado por pesquisas científicas Þ leis científicas

No indivíduo[editar | editar código-fonte]

  1. a criança dá explicações teológicas
  2. o adolescente é metafísico
  3. o adulto chega a uma concepção "positivista" das coisas

Þ quem não aceita o Positivismo é infantil?


Seqüência das Ciências[editar | editar código-fonte]

  • Matemática, desde a antiguidade, é disciplina positiva
  • Astronomia descobre suas primeiras leis positivas bem cedo
  • Física espera o século XVII (Galileu e Newton) para tornar-se positiva
  • Química torna-se no século XVIII (Lavoisier)
  • Biologia torna-se no século XIX
  • Comte acredita coroar o edifício científico criando a Sociologia
  • Psicologia seria repartida sem prejuízo entre a Biologia e a Sociologia

Lei Enciclopédica[editar | editar código-fonte]

Reside no fato de que é ela que determina o verdadeiro plano de uma educação científica

É interacional

É somente através da observância dessa ordem hierárquica que se consegue atingiruma verdadeira educação integral

Apresentar os conhecimentos de forma enciclopédica que está ligada à preocupação com uma educação geral, opondo-se à especialização causada pela divisão social dotrabalho

Sociologia[editar | editar código-fonte]

sexta ciência fundamental, a mais concreta e complexa, cujo objeto é a "humanidade"

cada ciência depende da precedente

Comte se opõe ao reducionismo ("explicação do superior pelo inferior“): os fenômenos psicoquímicos condicionam os fenômenos biológicos, mas a biologia não é uma química orgânica.

Sociologia transformar-se-á na política que guiará as outras ciências, regenerando-as.

Sociologia regerá (!) todas as ciências, em nome da "humanidade", proibindo as pesquisas inúteis: astrônomo deve estudar somente o Sol e a Lua, pois têm influência sobre a Terra e sobre a humanidade, e evitar os estudos politicamente estéreis (!) dos corpos celestes mais afastados!!

Evolução da sociedade[editar | editar código-fonte]

  • ordem intelectual: estado teológico ® estado positivo
  • ordem prática: estado militar ® estado industrial
  • ordem afetiva: estado de egoísmo ® estado de altruísmo

Sociedade positiva[editar | editar código-fonte]

  • poder temporal: os industriais e os banqueiros
  • poder espiritual: os sábios, principalmente, os sociólogos
  • papa positivista: o Grão-Sacerdote da Humanidade (o próprio Augusto Comte).

Positivismo[editar | editar código-fonte]

substituir a especulação racional das filosofias pelos dados positivos da pesquisa científica.

campanha contra a Filosofia Pura

propunha uma coletânea de ciências cobrindo todo o saber humano.

Lema: “Nada de filosofia, nada de pura especulação e sim, sistematização e metodologia das ciências”.

Direitos humanos[editar | editar código-fonte]

Comte rejeita a doutrina dos direitos do homem e da liberdade como metafísica (primitiva)

assim como "não há liberdade de consciência em astronomia", uma política verdadeiramente científica pode impor suas conclusões.

aqueles que não a compreenderem terão que se lhe submeter cegamente (o equivalente da fé na religião positivista).


A criação da ciência social é o momento decisivo na filosofia de Comte. Dela tudo parte, a ela tudo se reduz

Calendário positivista[editar | editar código-fonte]

proposto em 1849

13 meses de 28 dias, cada, com um dia adicional comemorativo, ao final (=365), a partir de 1789

1° de cada mês, sempre segunda-feira

cada dia tem nome de pessoa relativa ao mês

hoje (15/05/2008) seria 24 (Nerva) de César (civilização militar) do ano 220

http://personal.ecu.edu/mccartyr/pos-cal.html

  1. Moisés (Teocracia inicial)
  2. Homero (Poesia antiga)
  3. Aristóteles (Filosofia antiga)
  4. Arquimedes (Ciência antiga)
  5. César (civilização militar)
  6. S. Paulo (Catolicismo)
  7. Carlos Magno (civilização feudal)
  8. Dante (poesia épica moderna)
  9. Gutenberg (indústria moderna)
  10. Shakespeare (drama moderno)
  11. Descartes (filosofia moderna)
  12. Frederico II (política moderna)
  13. Bichat (Ciência moderna)

No entanto...[editar | editar código-fonte]

1845: tentou transformar-se em religião(!)

1847: Comte intitulou-se “Sumo Sacerdote da Humanidade”

Comte diz que teve duas carreiras em sua vida:

  • foi Aristóteles
  • será São Paulo

à procura de uma ‘divindade’:

  • Deus
  • Virgem-mãe
  • Humanidade
  • Ciência


Religião positiva[editar | editar código-fonte]

agnóstica, sem Deus

influenciado pela sua amada Clotilde de Vaux

substitui: Deus Þ Humanidade (Grande-Ser)

presta culto ao gênio de seus grandes homens e sábios ("imortalidade subjetiva")

terra (o "Grande-Fetiche") e ar podem ser objeto de culto

não repudia mas transpõe as idéias e até a linguagem da crenças anteriores


Potência superior[editar | editar código-fonte]

“Muito embora o positivismo rejeite toda crença sobrenatural, é, no entanto, a única religião cujos dogmas são verdadeiramente universais, como universal é a existência natural dos instintos benévolos, a solidariedade e a continuidade humana, a escala enciclopédica de sete graus, a ordem e o progresso e o anseio de harmonia e de construção pacifica e industrial, em substituição à guerra.

A “Potência superior” que sempre se sentiu e que nossos antepassados explicavam pela existência de vontades divinas, explica-se hoje pela existência da Ordem Natural, cuja consciência nos vem da apreciação do conjunto das concepções humanas que constitui a escala enciclopédica de sete graus.”

Providência divina[editar | editar código-fonte]

“Quanto à ‘Providência Divina’, que o espírito teológico atribui a seres com poderes sobrenaturais, e a quem dirige suas súplicas, o positivismo demonstra, irrefutavelmente, a existência, não sobrenatural, ou fictícia, mas natural e real, proveniente da solidariedade e continuidade humana, na forma de um crescente tesouro de conquistas teóricas e práticas que a espécie acumula, a duras penas, e lega de geração a geração.

Subjetivamente podemos sentir a presença de todos aqueles a cujos esforços devemos o estagio do presente. E essa presença subjetiva estende-se para o futuro onde nos vemos e nos sentimos num eterno evoluir regido pela ordem natural.”

Invocação Positivista[editar | editar código-fonte]

Tens Senhora, tão grande potestade

Que quem a graça quer e a Ti não corre

Sem asas voar lhe quer a vontade.

A tua benignidade não socorre,

A quem T'implora só; com caridade

Frequentemente à suplica percorre.

Em Ti misericórdia;

Em ti piedade;

Em Ti magnificência;

Em Ti concorre

Tudo quanto no mundo

Há de bondade

Oh! Virgem-Mãe e Filha do teu filho!

A Ti, mais do que a nós mesmos,

Amemos sem cessar;

E a nós somente

O puro amor de Ti

Nos faça amar.

Positivismo no Brasil[editar | editar código-fonte]

mais doutrinário e menos reflexivo

princípio positivista: “O amor por princípio, a ordem por base e o progresso por fim”

Þ “Ordem e progresso” da nossa bandeira

também lema do movimento modernizador turco ittihat ve terakki (Comitê da União e Progresso)


Clima[editar | editar código-fonte]

Questão religiosa

discussão de temas de ordem "abstrata" demais ou movida a egolatria nas Academias e no Parlamento (Escolasticismo) monarca com poder virtual sobre a Igreja ´ bispo que reclamava o poder e autonomia nos quais foi investido pelo Papa padres políticos e até maçons

Questão militar fim da Guerra do Paraguai: militares perderam seu prestígio, receberam incumbências indignas para a imagem da corporação (caçar escravos fugitivos)

jovens militares em formação aproximam-se das Ciências Exatas na Escola Politécnica e na Escola Militar ser bom militar era ser mau positivista e vice-versa


Adeptos ilustres[editar | editar código-fonte]

  • Benjamim Constant
  • Júlio de Castilhos
  • Miguel Lemos
  • Teixeira Mendes (autor da nossa bandeira)
  • Nísia Floresta Augusta (primeira feminista brasileira, discípula direta de Comte)
  • Euclides da Cunha
  • Luís Pereira Barreto
  • Marechal Rondon
  • Roquette-Pinto
  • Lindolfo Collor (avô do Fernando)
  • Getúlio Vargas teria se inspirado em Castilho

Tendências[editar | editar código-fonte]

positivismo ortodoxo

  • mais forte ao sul
  • mais conhecido
  • herdeiro da mística Religião da Humanidade (que se espraiou entre os militares)
  • apoiado pelo discípulo Pierre Laffitte

positivismo heterodoxo

  • mais forte no Norte
  • mais próximo dos estudos primeiros de Augusto Comte que criaram a disciplina da Sociologia
  • apoiado pelo discípulo Émile Littré.

Igreja Positivista do Brasil[editar | editar código-fonte]

Rio de Janeiro

primeiro edifício, no mundo, construído para “difundir a Religião da Humanidade”, em 08 de Abril de 1876

Curitiba

Porto Alegre


Templo da Humanidade do Rio de Janeiro[editar | editar código-fonte]

Templo Positivista em Porto Alegre


Referências[editar | editar código-fonte]




Crystal Clear app kaddressbook.png Este módulo tem a seguinte tarefa pendente: Incuir linha de tempo