História do Brasil/O governo provisório (1930-1934)

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Fotografia publicada pela revista Paratodos com o título: A Revolução Triumphante. Ao centro: Miguel Costa, Góis Monteiro e Getúlio Vargas.

Quando consolidou-se a Revolução de 1930, a Junta Militar Provisória assumiu a presidência de 24 de outubro de 1930 a 3 de novembro, quando passou o poder a Getúlio Vargas.

Nos primeiros anos da Era Vargas, os "tenentes" ocuparam os principais cargos políticos do novo governo. Vários representantes das alas militares que apoiaram Vargas obtiveram as chamadas interventorias estaduais. Vários militares passaram a controlar os governos estaduais pela imposição do presidente, com o objetivo de anular a ação dos antigos coronéis e sua influência político-regional.

Então, houve um clima de tensão entre os tenentes interventores e as velhas oligarquias. Em São Paulo, o conflito teve a maior força quando as oligarquias da região, com um discurso regionalista e de autonomia política, convocaram os paulistas a se rebelarem contra o governo de Getúlio Vargas, então originou-se a Revolução Constitucionalista de 1932. As forças oposicionistas foram derrotadas e os setores varguistas passaram por uma reformulação.

Na eleição para a formação de uma Assembleia Nacional Constituinte, as principais figuras militares do governo perderam espaço. O governo provisório terminou com a promulgação da constituição de 1934, inspirada nas constituições mexicana e alemã. A nova constituição adotou medidas democráticas, previu que a primeira eleição presidencial acontecesse pelo voto da Assembleia, criou as bases de uma legislação trabalhista e deu maiores poderes para o executivo. Com o apoio da maioria do congresso, Vargas garantiu mais um novo mandato.