História do Brasil/O governo de João Goulart

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João Goulart em desfile nos Estados Unidos em 1962

Após a renúncia de Jânio Quadros, João Goulart (conhecido como "Jango") deveria assumir a presidência, mas os ministros militares não queriam que ele assumisse. Muitos acreditavam que Jango mantinha vínculos com o Partido Comunista Brasileiro (PCB) e com o Partido Socialista Brasileiro (PSB). Houve a campanha da legalidade, para exigir a posse de João Goulart. Graças a adoção do parlamentarismo na qual o primeiro-ministro chefia o governo, em 8 de setembro de 1961 Jango assumiu a presidência.

Em 1962 foi divulgado o Plano Trienal, elaborado pelo economista Celso Furtado, para combater a inflação e promover o desenvolvimento econômico, mas o plano falhou. Em agosto de 1962, João Goulart sancionou a Lei 4.130, que no seu artigo 2º, eliminou a idade mínima para se aposentar.  Até o governo de Jango exigia-se idade de 55 anos para aposentadoria. A exigência de idade mínima só seria restabelecida em 2019 por conta da Reforma da Previdência Social no Brasil.

Houve um plebiscito sobre se o parlamentarismo deveria continuar ou se voltasse o presidencialismo. O parlamentarismo foi rejeitado, graças a uma grande campanha publicitária promovida pelo governo.

O governo promoveu a Reforma Agrária (em que consistia em promover a democratização da terra), a Reforma Educacional (em que visava a valorização do magistério e do ensino público de todos os níveis), a Reforma Bancária, a Reforma Urbana, a Reforma Eleitoral ( em que dava o direito de voto aos analfabetos e aos militares de baixa patente) e a Reforma Fiscal. As reformas fizeram parte do Plano Trienal, mas os congressistas o rejeitaram.

Houve rumores de uma implantação de um regime totalitário comunista no Brasil, e em 19 de março de 1964 ocorre a Marcha da Família com Deus pela Liberdade em São Paulo, cujo objetivo era mobilizar a opinião pública contra o governo de Jango.

João Goulart foi deposto pelos militares em 1 de abril de 1964, e fugiu para o Uruguai. No dia 2 de abril, o Congresso Nacional declarou a vacância da Presidência da República e entregou o poder ao presidente da Câmara, Ranieri Mazzilli.