História da democracia/Idade média

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Antiga árvore em Guernica, no País Basco espanhol, sob a qual os soberanos juravam respeitar as leis locais. Tal costume é mantido até hoje.
O prédio do Alþingi, o parlamento nacional islandês

Durante a Idade Média, a Europa ficou dividida em pequenos feudos, onde o poder era detido pelos senhores feudais locais. A maioria da população, composta por servos agricultores, ficava completamente alheia ao processo político.

Nos outros continentes, grandes impérios dominavam as populações através de regimes centralizados: os impérios Tang e Mongol e os califados muçulmanos, na Ásia e África e os impérios Asteca e Inca, na América. A Índia estava dividida entre numerosos reinos, como o Chola, o Pala, o Pratihara e o Rashtrakuta, sem qualquer participação popular no governo.

Existiram algumas exceções a esse predomínio de regimes com pouca participação popular na Idade Média: um exemplo foi o País Basco, na Europa, onde representantes do povo costumavam se reunir em assembleias debaixo de grandes árvores para deliberar sobre leis.

Outro exceção foi o Alþingi, o parlamento nacional islandês, fundado em 930 e que é considerado o primeiro parlamento nacional democrático da história (os parlamentos da Grécia e da Roma Antiga representavam apenas as camadas superiores da sociedade).