Guia dos Trouxas para Harry Potter/Personagens/Professor Quirrell

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Quirinus Quirrell
  • sexo = masculino
  • cabelos = desconhecido
  • olhos = negros
  • família = desconhecido
  • lealdade = depois do aviso de spoiler

Visão Geral[editar | editar código-fonte]

Professor Quirinus Quirrell ensinava Defesa Contra As Artes das Trevas (DCAT) em Hogwarts, durante o primeiro ano de Harry na escola. Sua sala de aulas era no terceiro andar do castelo, próximo da Torre da Gryffindor. A varinha de Quirrell é feita de amieiro e pelo de unicórnio. Ele é mestiço e seu aniversário é 26 de setembro. Quando foi aluno de Hogwarts, sua Casa era Ravenclaw. Quirrell nunca casou e nem teve filhos.

Notas sobre seu Nome[editar | editar código-fonte]

Professor Quirrell nunca foi chamado pelo primeiro nome nos livros, no filme ou no vídeo game. Ele aparece em dois outros lugares:

  • Um jogo de cartas da firma Wizards of the Coast, baseado na série, inclui a carta de Quirrell com seu primeiro nome Quirinus. O site Harry Potter Lexicon lexicon.org/help/tcg.html "these cards are not canon" (essas cartas não fazem parte do cânone)
  • A empresa Master Foods produziu uma linha de Sapos de Chocolate com as cartas colecionáveis dos Bruxos Famosos; Quirrell recebeu o nome de Slatero.

J. K. Rowling afirma that she wrote the information on those cards. que ela escreveu as informações nessas cartas.

No entanto, J. K. Rowling confirmou no site Pottermore, que o primeiro nome de Quirrell é Quirinus.

Papel nos Livros[editar | editar código-fonte]

Aviso aos Iniciantes: Seguem detalhes que vocês podem não querer ler em seu nível atual de leitura.

A Pedra Filosofal[editar | editar código-fonte]

O Professor Quirrell, muito tímido, aparece pela primeira vez no Caldeirão Furado, onde fica encantado por encontrar Harry Potter; Hagdrid comenta, nessa ocasião, que ele sempre parece nervoso, desde que tirou férias de um ano e encontrou alguma coisa que andava estudando.

Na Festa de Boas Vindas, Harry repara que Quirrell parece muito estranho, usando um grande turbante púrpura na cabeça. Quando o Professor Quirrell está falando com o Professor Snape, Harry sente, pela primeira vez, a dor feito uma queimadura, que vai se tornar sua companheira, indo e vindo, por praticamente todos os sete anos em que a série se desenrola.

Harry e Ron arranjam confusão com Filch, logo no primeiro dia de aulas, quando são encontrados tentando abrir uma porta trancada, que é a porta para o corredor proibido do terceiro andar. Eles são salvos de ficarem trancados nas masmorras, pelo Professor Quirrell, que ia passando naquela hora.

Na aula de DCAT, o Professor Quirrell diz que o estranho turbante que ele está usando, foi presente de um príncipe africano, por lidar com um zumbi problemático. Quando Seamus pergunta excitado, como ele lutou com o zumbi, Quirrell fica vermelho e começa a falar sobre o tempo. (Nota: essa é única menção sobre “zumbis” na série, e isso é bastante suspeito. A coisa mais próxima ligada a zumbis, no conceito dos Trouxas são os inferi. Também há um cheiro estranho de alho que se espalha na sala de aulas; Fred e George insistem que isso é porque Quirrell encheu seu turbante de alho, para se proteger de vampiros.

Não sabemos muito sobre suas aulas, exceto que não eram tão interessantes, quanto Harry e o resto da turma esperavam; nós percebemos que ele está escondendo alguma coisa, e que ele e o Professor Snape, ambos, podem estar procurando alguma coisa, possivelmente o pacote que Hagrid tirou de Gringotes.

Ele irrompe na festa de Halloween gritando que há um Trasgo nas masmorras; Harry e Ron o derrotam e salvam Hermione, com isso tornando mais forte a amizade entre os três.

No primeiro jogo de Quadribol do ano, contra a Slytherin, a vassoura de Harry é enfeitiçada e tenta derrubá-lo no chão. Hermione e Ron acham que Snape é quem está lançando o feitiço. Na pressa de alcançar Snape e colocar fogo em suas vestes para quebrar sua concentração, Hermione derruba Quirrell.

Fred e George Weasley enfeitiçaram um monte de bolas de neve para acertar o turbante do Professor Quirrell na nuca, na nevasca durante as férias de Natal.

Harry escuta Quirrell discutindo com Snape sobre quais são suas lealdades, e mais tarde, o escuta perguntando a alguém sobre algo que ele não quer fazer.

No final do livro, Harry, Ron e Hermione passam por uma série de câmaras para encontrar a Pedra Filosofal. Uma das câmaras contém um trasgo, que por sorte é derrubado. Harry, sozinho chega à última câmara, onde encontra Quirrell. Quirrell zomba da sua habilidade com trasgos, admitindo que foi ele, quem deixou um trasgo entrar na escola no Halloween, e que foi esse o trasgo pelo qual Harry passou. Ele também diz que Snape foi útil para distraí-los, “andando por lá como um grande morcego”. Quirrell tentou matar Harry, durante o ano todo; Quirrell também enfeitiçou a vassoura de Harry, durante o jogo de Quadribol contra a Slytherin, e Snape estava fazendo o contra feitiço. O turbante de Quirrell, na verdade, esconde o rosto de Lord Voldemort, que está agarrado na cabeça de Quirrell, e Voldemort está controlando Quirrell durante o ano todo.

Recebendo a ordem de matar Harry, Quirrell não consegue tocá-lo sem se queimar; quando Quirrell está preparando uma Maldição da Morte, Harry agarra seu rosto, lhe causando tanta dor, que ele fica desarmado. Harry também sente muita dor em sua cicatriz, causada pela proximidade de Voldemort, e isso o faz desmaiar.

Não se sabe se Quirrell morreu ali mesmo; é sugerido que sim, mas quando Dumbledore explica o que aconteceu, ele nunca afirma que Quirrell está morto.

O Cálice de Fogo[editar | editar código-fonte]

Explicando aos Comensais da Morte o que ocorreu enquanto ele estava sem corpo, Lord Voldemort descreve sua estada na nuca da cabeça de Quirrell. Ele menciona que “O servo morreu quando abandonei seu corpo”. Embora Voldemort nunca mencione Quirrell, se referindo a ele, fala sempre seu “servo “, mas o contexto deixa claro que ele se refere a Quirrell.

A Ordem da Fênix[editar | editar código-fonte]

Antes do inicio das aulas, Harry, Ron e Hermione conversam sobre o novo professor de DCAT. Enquanto listam os professores de DCAT que Ron e Harry conheceram, Fred e George mencionam “um que morreu” que só pode ser referencia a Quirrell.

Na sua primeira aula de DCAT do ano, a Professora Umbridge afirma que, Quirrell foi o único professor de DCAT acima da média no entender do Ministério. Harry se mete em confusão ao lembrar que ele tinha Voldemort agarrado em sua cabeça.

O Enigma do Príncipe[editar | editar código-fonte]

Para convencer Horace Slughorn de que Hogwarts está a salvo dos Comensais da Morte, Harry diz a ele que o Professor Quirrell, foi o único professor que morreu em Hogwarts. (Isso não é total verdade, o Professor Binns também morreu na escola, embora tenha sido de causas naturais, o que não interessa a Slughorn. É verdade que a morte de Quirrell é a única que Harry sabe, que pode ser atribuída a Voldemort ou a sua organização)

Pontos Fortes[editar | editar código-fonte]

Mais do que habilidade mágica, a maior força de Quirrell é, provavelmente a inteligência, evidente pelo fato dele ter sido escolhido para a Casa Ravenclaw, lugar dos alunos intelectuais. Embora fosse tímido por natureza, ele aparentemente tinha espírito aventureiro, viajando por muitos países estrangeiros sempre que podia.

Quirrell, passou o primeiro livro inteiro, carregando os restos de Lord Voldemort, na parte de trás de sua cabeça. Assim sendo, ele podia, parcialmente, usar os poderes de Voldemort por exemplo, Voldemort sendo um Legilimens, poderia inspecionar as mentes dos outros bruxos e comunicar a Quirrell o que tinha encontrado.

Pontos Fracos[editar | editar código-fonte]

Quirrell tinha um caráter extremamente tímido e uma estrutura muito nervosa. Embora fosse inteligente, seus poderes mágicos talvez fossem muito comuns. Isso tudo pode ter contribuído para ficar a mercê dos poderes de Lord Voldemort. Isso resultou nos restos de Voldemort se agarrarem na cabeça de Quirrell, enquanto procurava seu próprio corpo físico. Assim, Quirrell teve que aceitar os comandos de Voldemort, quaisquer fossem eles e estava sujeito a ser castigado se Voldemort assim o desejasse.

Quirrell nunca foi visto usando magia, de modo que não se sabe o quão poderoso ele era. Embora fosse capaz de controlar trasgos, ele provavelmente era capacitado antes de encontrar Voldemort, por isso ele parece orgulhoso de sua habilidade.

Relationships with Other Characters[editar | editar código-fonte]

O relacionamento mais próximo de Quirrell parece ter sido mesmo com Lord Voldemort, depois de ser controlado por ele. Quirrell era basicamente escravo de Voldemort, fazendo o que ele ordenava sem perguntas. Para evitar as suspeitas sobre ele, Quirrell adotou uma postura meio desajeitada, gaguejando. Ele admite que Snape voejando a sua volta como um grande morcego negro, e agindo de maneira suspeita, foi bastante útil, permitindo que Quirrell cumprisse as ordens de Voldemort, enquanto todos estavam focados em Snape. Quirrell e Snape pareciam competir um com o outro, e Snape ficava cada vez mais desconfiado do comportamento de Quirrell, eles pareciam discutir frequentemente.

Embora ele fosse sempre tímido e um tanto distante, seu comportamento peculiar e o fato de estar sempre balbuciando, parece ter afastado os outros de sua companhia, e isso também aumentou a desconfiança de Snape. Parece que Quirrell nunca teve nehuma amizade com outros professores ou alunos de Hogwarts.

Análise[editar | editar código-fonte]

Tendo sido um Ravenclaw, Quirrell era obviamente inteligente, mas, parece ter sido um bruxo comum, cujo conhecimento de magia e artes de defesa devem ter sido mais acadêmicos do que aplicados. No entanto, Quirrell sendo comandado por Lord Voldemort, acabou sendo muito cooperativo, graças à sua falta de brilho e de presença, se tornou o cumplice ideal, vendo nisso, uma oportunidade de conseguir algum significado e poder. Infelizmente, ele julgou mal as verdadeiras intenções de Voldemort, ele não viu que o Dark Lord o considerava nada mais que um lacaio descartável. Foi isso que, finalmente, custou a vida de Quirrell.

Quirrell, curiosamente é aparentemente, o único personagem do mal que pronuncia o nome “Voldemort”, embora ele o faça (pelo menos) usando o respeitoso “Lord” antes do nome A maioria dos bruxos, é claro, não falam o nome, por medo (do lado bom) e por reverencia (do lado mal). Os bruxos do lado do bem, em geral falam “Você-Sabe-Quem” e as vezes “Aquele que não deve ser nomeado” ; os bruxos do mal, em geral falam, “Dark Lord” e costumam manter esse hábito, mesmo quando pensam melhor e deixam de ser Comensais da Morte. Regulus Black, Severus Snape e (possivelmente) Karkaroff, são casos em que se observa esse hábito. Em casos limitados, a frase “o Lord das Trevas” é usada por bruxos do lado do bem. Os mais corajosos entre aqueles que estão do lado do bem dizem “Voldemort”, e às vezes "Lord Voldemort", mas Quirrell, talvez não fosse tecnicamente um Comensal da Morte, mas foi recrutado depois, até mesmo, Voldemort o tenha forçado a entregar seu corpo, e portanto ele é o único dos personagens do mal a dizer "Lord Voldemort".

De acordo com o Professor Dumbledore, no livro seis, o cargo de Professor de DCAT está aparentemente enfeitiçado. Desde que Voldemort não foi aceito para o lugar, muitos anos antes, nenhum professor ficou no cargo mais do que um ano. Então, a pergunta é, se esse cargo está enfeitiçado, como Quirrell permaneceu mais de um ano nele? De acordo com a autora, ele não ficou, numa entrevista, Rowling afirmou que Quirrell pediu a transferência para essa matéria, e esteve estudando o material para suas aulas, quando encontrou Voldemort na Albânia.

Também existem algumas perguntas feitas em fan sites, tipo há quanto tempo Quirrell estava nesse cargo. One very well reasoned essay esse ensaio muito bem fundamentado, sugere que a longa viagem de Quirrell, preparatória para suas aulas de DCAT, não aconteceu no ano anterior ao que Harry entrou na escola, mas, pelo menos um ano antes dessa data. Esse ensaio antecede a publicação do sexto livro da saga, e não tenta adaptar a tese de Quirrell ficar dois anos pelo menos no cargo. No sexto livro, Dumbledore afirma “nunca tivemos um professor de DCAT por mais de um ano, desde que eu recusei o cargo para Lord Voldemort.” Aqui, podemos sugerir, que Quirrell provavelmente estivesse ocupando o cargo de professor de DCAT, durante o ano antes de Harry chegar, enquanto o professor da cadeira estivesse, talvez. doente. No entanto, nós consideramos que provavelmente, isso foi simplesmente um lugar onde a autora, temporariamente perdeu sua linha de tempo. Também pode ser que Voldemort tirou o feitiço para Quirrell, que ele sabia ser seu seguidor, mesmo antes de o possuir. Nesse caso, Dumbledore pode simplesmente ter esquecido, afinal ele também pode errar, ou tivesse percebido melhor do que nós, que Voldemort escolheu manter seu lacaio empregado no coração da fortaleza do seu inimgo.

Perguntas[editar | editar código-fonte]

  1. Por que Quirrell permitiu que Voldemort se agarrasse em sua cabeça?
  2. Como será que Quirrell era, antes de encontrar Voldemort?
  3. Quirrell queria ser cumplice de Voldemort?

Spoiler[editar | editar código-fonte]

Aviso aos leitores de nível intermediário: Seguem detalhes que vocês podem não querer ler em seu nível atual de leitura.

Visão Completa[editar | editar código-fonte]

Na caixa de informações, a lealdade do Professor Quirrell é um spoiler; essa lealdade e sua eventual solução, formam a trama do primeiro livro da série. É claro que, o fato dele apoiar Voldemort, fica obvio no final do livro, mas saber isso antes de ler o livro, na verdade, é um imenso spoiler; claramente Snape está tentando impedir Quirrell, pode ser que Snape não seja o grande maléfico que Harry acredita que ele seja? Essa é a medida da habilidade da autora, que até no capitulo final, quando Quirrell, com Voldemort na sua nuca, diz que Snape deu a ele uma grande distração, nós ainda não entendemos por completo que Snape pode estar trabalhando contra Voldemort. A autora consegue nos manter convencidos, de que a desconfiança de Harry com relação a Snape, é um indicador válido da fidelidade de Snape.