Guia dos Trouxas para Harry Potter/Lugares/A Toca

Origem: Wikilivros, livros abertos por um mundo aberto.
Saltar para a navegação Saltar para a pesquisa


A Toca
  • localização = Perto de Ottery St. Catchpole
  • residentes permanentes = Arthur Weasley, Molly Weasley, Bill Weasley, Charlie Weasley, Percy Weasley, Fred Weasley, George Weasley, Ron Weasley, Ginny Weasley.


Visão Geral[editar | editar código-fonte]

A Toca é a casa rural da família Weasley, localizada próximo a aldeia fictícia de Ottery St. Catchpole.

Descrição Estendida[editar | editar código-fonte]

Spoiler[editar | editar código-fonte]

Aviso aos Iniciantes: Seguem detalhes que vocês podem não querer ler em seu nível atual de leitura.

A Toca é uma moradia de vários andares, construída por magia, meio desmantelada, que claramente, precisa de bastante magia para se manter de pé. No sótão tem um vampiro, há gnomos no jardim e um pasto ao lado que foi usado como campo de Quadribol durante anos. Ainda existe ali um barracão onde Arthur Weasley, o chefe da família, explora e tenta consertar objetos Trouxas que ele encontra, com resultados destruidores. Próximo da cozinha de Mrs. Weasley tem o relógio do avô com uma mão para cada membro da família e marcas em seu mostrador, para lugares onde possam estar (como “casa”, “viajando”, “em perigo mortal”)

Com sete crianças na família, não há muito dinheiro para viver, e existe um espírito real de “faça você mesmo” na Toca e é uma pobreza carinhosa, mas para Harry Potter, que cresceu sem amor e sem ser querido durante dez anos antes de reentrar no mundo mágico com onze anos, a Toca é sua preferência para passar as férias de verão, porque é cheia de amor familiar, o bastante para que ele se sinta incluído.

Harry fica na Toca mais ou menos um mês no verão antes de seu segundo ano em Hogwarts, também fica por duas semanas antes do seu quarto ano, um mês e meio antes do sexto ano e no Natal do mesmo ano, ele fica lá também poucos dias antes do que teria sido seu sétimo ano, caso ele voltasse para Hogwarts.

Na sua primeira visita, Harry é tratado como uma visita, com pouco a fazer, embora procurasse ajudar como voluntário para fazer a desgnomização do jardim. Nas duas últimas visitas, ele já assumiu algumas tarefas como cortar e descascar brotos junto com Ron, no Natal, e em sua última visita, ajudar a decorar a Toca para o casamento de Bill e Fleur.

Ainda que o leitor não preste muita atenção, fica muito claro o quanto Harry está integrado na família Weasley, uma mudança que acontece durante seis anos, desde que chegou como convidado até fazer parte da família com obrigações como os outros membros. É interessante observar que a despeito de seus resmungos, Harry não parece ficar muito chateado por estar incluído na lista de afazeres.

Análise[editar | editar código-fonte]

O grande propósito da Toca parece ser fazer um contraste. A Toca é uma casa superlotada, atravancada, desorganizada, que está de pé graças ao nosso equivalente de barbante e chicletes e lá se vive com um mínimo de dinheiro necessário para “sobreviver”. O completo oposto é a “casa de Harry” na Rua dos Alfeneiros número 4, uma casa nova muito organizada e limpa, uma casa quadrada nos cantos, perfeita em todos os pontos de vista, com espaço suficiente para separar um quarto inteiro só para os presentes de aniversário, quebrados de Dudley... e absolutamente horrível de se viver para qualquer pessoa que tenha algum sentimento verdadeiro. O contraste entre a pobreza física dos Weasley e riqueza espiritual, contra a estabilidade financeira dos Dursleye seu vazio espiritual, estão espelhados na diferença entre a vida estéril de Harry no mundo Trouxa e sua vida plena no mundo mágico.

A Toca também é a primeira exposição de Harry a uma família funcional, e será provavelmente o modelo para sua família futura. É interessante para o leitor adulto observar que embora Harry tenha crescido numa casa de família tão disfuncional e falha, ele tenha se tornado a pessoa que é. A família Weasley, ligada inseparavelmente à Toca, traz para Harry todo o calor e unidade familiar de que Harry sempre sentiu falta, desde que chegou à Rua dos Alfeneiros.

Uma coisa importante que precisa ser comentada, é o “excelente relógio”, como o chama Dumbledore, de Molly Weasley. No capitulo 10 do livro O Cálice de Fogo, quando vemos pela primeira vez, é “o relógio do avô num canto”, mas no livro O Enigma do Príncipe capitulo 5, é um relógio que fica sobre a lareira. (Note que não deve ser confundido com outro relógio, visto por Harry quando visita a Toca pela primeira vez no segundo livro, que era um relógio de parede. O relógio de parede mostra a hora de fazer coisas, enquanto que o relógio a que Dumbledore se refere, indica onde estão os membros da família.)

Quando o quinto livro termina, o mundo mágico se torna de repente, mais e mais perigoso, e é possível que Molly ache o relógio cada vez mais útil; ela prefere carregar o relógio com ela o tempo todo, ao invés de deixá-lo na sala de estar, onde não o vê a toda hora – de fato, quando vemos o relógio no livro seis, ele está sendo carregado junto com as coisas da lavanderia de que Mrs. Weasley está cuidando. É fácil entender que Molly vai fazendo o seu trabalho e tomando conta do que acontece com sua família o tempo todo.

No livro “A História da Magia” de Bathilda Bagshot, consta que Ottery St. Catchpole fica na costa sul da Inglaterra, e é uma das numerosas aldeias onde bruxos se estabeleceram em grande quantidade após a ratificação do Estatuto Internacional do Segredo em 1689. Além dessa discrição temos muita pouca informação de onde possa ser essa aldeia, exceto, que fica perto de Londres o bastante para ser possível chegar a Estação Kings Cross de carro; Arthur Weasley dirige até lá o Ford Anglia e Mrs. Weasley consegue um trio de taxis no livro O Cálice de Fogo capitulo 11.

Perguntas[editar | editar código-fonte]

Spoiler[editar | editar código-fonte]

Aviso aos leitores de nível intermediário: Seguem detalhes que vocês podem não querer ler em seu nível atual de leitura.


Visão Completa[editar | editar código-fonte]

Inicialmente pode parecer que a Toca não é necessária para o contexto da história. No primeiro livro, Harry descobre que se sente em casa em Hogwarts, e o fato de estar longe dos Dursleys, é suficiente para ele. No entanto Hogwarts, mesmo sendo “uma casa longe de casa” ainda não é uma verdadeira casa, e não tem uma família funcional.

Estar exposto a uma vida comum em família é necessário para o desenvolvimento de Harry. No inicio da série, Harry vive por sua própria conta, ninguém na casa dos Dursley ficaria ao lado dele para nada. Com o progresso da série, Harry aprende que para conseguir resolver coisas, é preciso aceitar ajuda, e de fato, pedir ajuda, inicialmente a Ron e Hermione e mais tarde a muitos outros. No final da série, Harry ainda está lutando contra sua propensão interna de estar sozinho, tanto que acredita que terá que achar o último Horcrux por sua conta apenas. Assim ele resiste, a principio pelo menos, às ofertas de ajuda da Armada de Dumbledore. O quanto dessa boa vontade em aceitar ajuda vem da observação e integração com o núcleo familiar dos Weasley? É difícil dizer, mas em grande parte pode ser de Harry observar como a família sobrevive ao afastamento de Percy, e como Percy ficou frágil com a separação, de uma forma que Charlie e Bill não são. A Toca é claramente necessária para essas observações, sendo um lugar onde a família Weasley se reúne para a educação de Harry e a nossa.